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domingo, 23 de abril de 2023

O que sabe até agora sobre a cura do câncer (2023)?


Até o momento, não existe uma cura única e universal para o câncer. No entanto, há avanços significativos na pesquisa e tratamento do câncer que ajudam a melhorar a taxa de sobrevivência e qualidade de vida dos pacientes.

Algumas das opções de tratamento disponíveis incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal, imunoterapia, terapia-alvo, entre outras. O tratamento utilizado depende do tipo e estágio do câncer, bem como das características individuais do paciente.

A pesquisa em câncer continua a evoluir, com novas terapias sendo desenvolvidas e testadas constantemente. Algumas das áreas de pesquisa promissoras incluem a terapia genética, terapia com células-tronco e terapia de nanopartículas.

Nos últimos anos, houve vários avanços no tratamento do câncer, incluindo:

Imunoterapia: Esta terapia envolve o uso de drogas que ajudam o sistema imunológico do paciente a combater o câncer. Ela pode ser eficaz em muitos tipos de câncer, incluindo melanoma, câncer de pulmão e câncer de rim.

Terapia-alvo: Esta terapia envolve o uso de drogas que atacam especificamente as proteínas ou moléculas que impulsionam o crescimento do câncer. Ela pode ser eficaz em muitos tipos de câncer, incluindo câncer de mama, câncer de pulmão e câncer colorretal.

Terapia com células CAR-T: Esta terapia envolve a modificação das células T do próprio paciente em laboratório para atacar as células cancerígenas. Ela tem sido eficaz em tratar alguns tipos de leucemia e linfoma.

Terapia genética: Esta terapia envolve a alteração genética das células do paciente para torná-las mais resistentes ao câncer. Ela tem sido eficaz no tratamento de alguns tipos de câncer, incluindo a leucemia.

Radioterapia de precisão: Esta técnica de radioterapia utiliza imagens de alta precisão para direcionar feixes de radiação no câncer com mais precisão, minimizando o dano às células saudáveis circundantes.

Esses avanços têm permitido aos médicos e pacientes uma variedade de opções de tratamento mais eficazes e menos invasivas do que as disponíveis anteriormente. No entanto, cada paciente e câncer é único, e o tratamento ideal para um paciente dependerá de muitos fatores diferentes.

Embora ainda não exista uma cura única e definitiva para o câncer, o tratamento avançou significativamente nas últimas décadas, e muitos pacientes agora vivem vidas saudáveis e produtivas após o tratamento.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A próxima arma contra as falsificações será a respiração


Uma nova invenção criada na Universidade de Michigan apresenta um método bastante curioso para o reconhecermos a autenticidade de um produto: a respiração.  
Na verdade, trata-se de uma nova forma de impressão que reage com o ar úmido. Ao respirarmos, ocorre uma reação no material impresso revelando a marca do produto em questão. Desenvolvida pela Universidade de Michigan, em colaboração com cientistas em Coreia do Sul, a descoberta permite a criação de uma etiqueta com uma película plástica que a partir do contato com ar revela imagens invisíveis.
Até o momento não há ainda uma data para que o novo dispositivo chegue às indústrias e ao consumidor, mas deverá num futuro próximo ser mais uma arma contra as falsificações.
Esta nova película criada com nanotecnologia, utiliza poliuretano e em um adesivo não especificado como suporte para as etiquetas. A mesma tecnologia pode ser adicionados aos plásticos, têxteis, papel, vidro ou metal, sendo uma opção muito interessante para controlar o  mercado não só de roupas ou medicamentos como se pensava inicialmente.
O funcionamento é relativamente simples: os pilares microscópicos escondem uma imagem que ao contato com a umidade do ar revelaria a marca original confirmando assim a autenticidade do produto.
O equipamento necessário para produzir esses rótulos é altamente sofisticado e, por extensão, seu preço será equivalente. Essa seria a razão para que apenas as empresas farmacêuticas e marcas de prestígio pudessem optar por utilizar esse tipo de etiqueta de autenticidade. Uma vez que o sistema seja implementado a impressão dessas etiquetas em série a tornariam mais acessíveis.

Fonte: Gizmodo

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Converter Água em Combustível para aviões em Combate


Cientistas da Marinha americana anunciam que estão muito próximos de conseguir transformar água do mar em combustível para aviões de combate.
A pesquisa vem sendo realizada no Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA e consiste em conseguir obter dióxido de carbono e hidrogênio  a partir de água do mar.

Segundo esses cientistas, tal proeza seria fundamental para transformar o dióxido de carbono e hidrogênio em hidrocarbonetos que poderiam ser empregados na obtenção e estocagem do JP-5,  um combustível amplamente usado nos jatos militares.

O  JP-5 é um combustível derivado da querosene, e é constituído por uma mistura de vários hidrocarbonetos, alcanos, cicloalcanos e hidrocarbonetos aromáticos.É considerado o mais importante combustível de aviação para motores a jato utilizados em aeronaves da Marinha americana.

Conforme explicaram os especialistas, a produção a partir da água do mar iria poupar a Marinha da perigosa logística que envolve o transporte de combustível para abastecimento de seus aviões.

Segundo um dos cientistas, Heather Willauer, o principal benefício seria a capacidade de produzir estoques do combustível JP-5 no mar o que reduziria a necessidade de fornecimento a partir de bases distantes aumentando a segurança das operações da Marinha com pouco impacto ambiental.
Mas a pesquisa já gera controvérsia. Republicanos no Congresso americano se opõem contra altos  investimentos como este da Marinha em sua  tentativa de desenvolver combustíveis alternativos. A crítica se refere ao fato de que a Marinha não pode se dar ao luxo de tentar criar combustível a partir de água do mar num momento de cortes no orçamento da defesa americana.

Via: Alt1040

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Fertilizacão In Vitro Aumenta Risco de Má-Formacão em Crianças

Especialistas da da Universidade da Califórnia (UCLA) em Los Angeles (EUA), mostram que crianças que são concebidas através da chamada fertilização in vitro tem um aumento considerável no risco de desenvolver defeitos congênitos se comparadas com crianças concebidas de forma natural. 

O percentual  de risco para bebês fertilizados in vitro chega a  9%, enquanto as crianças concebidas naturalmente possuem risco 
de 6,6 %.

A diferença também é percebida se forem analisados individualmente alguns problemas congênitos a que estão sujeitas: Má formação dos olhos (3% contra 2% de risco em bebês concebidos de forma natural),  coração (5% contra 3%) e problemas genito-urinários (1,5% contra 1%).

De acordo com Lorraine Kelley-Quon chefe da pesquisa cujo resultados foram  apresentados na conferência anual da Academia Americana de Pediatria: "É importante para os pais que estão considerando a fertilização in vitro ou outras tecnologias de reprodução assistida que entendam esse potencial risco médico antes de tomarem a decisão de optar por esse tipo de fertilização".

Nos Estados Unidos, o estado da Califórnia é o que possui a maior taxa de utilização de técnicas de fertilização in vitro. O estudo se baseou em dados obtidos sobre crianças nascidas entre 2006 e 2007 a partir da fertilização in vitro ou cujas mães foram submetidas a tratamentos para aumentar a fertilidade.  Os pesquisadores envolvidos nesse estudo consideraram fatores como idade da mãe, raça, número de filhos, sexo do bebê bem como a presença de defeitos congênitos.

O estudo foi conduzido no Hospital Infantil Mattle da Universidade da Califórnia envolvendo dados de 4795 crianças nascidas com fertilização in vitro e, 46.025 concebidas de forma natural, todas com as mesmas características demográficas maternas.

Os cientistas identificaram  3.463 casos de defeitos congênitos importantes. As crianças concebidas pela fertilização in vitro tiveram risco 1,25 vezes maior do que as que foram concebidas naturalmente. Já para os casos de tratamentos de infertilidade, como a inseminação artificial ou a indução da ovulação, o risco não foi considerado significativo.

Fonte: El País

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Novo Remédio Cura Vício da Cocaína em Ratos


Viciar um rato em cocaína é fácil, reverter o vício do animal é muito mais difícil. Mas a descoberta de um novo tratamento pode estar mudando essa realidade. Num novo estudo realizado pelo Instituto Scripps e publicado no periódico Science Translational Medicine  é apresentado os resultados de testes que conseguem conter o vício em ratos utilizando uma combinação de dois medicamentos já conhecidos para tratar a dependência de outras drogas.

De acordo com os pesquisadores autores do estudo, os testes realizados utilizaram uma combinação de buprenorfina e naltrexona. E, ao contrário do quejá havia sido tentado em outras pesquisas, desta vez o objetivo não era fazer com que fosse provocada a rejeição ou um mal-estar no viciado. 

Agora o efeito esperado era bem mais direto: conseguir controlar o comportamento compulsivo associado a droga. As duas substâncias utilizadas para controlar o vício dacocaína são velhas conhecidas:  A buprenorfina é considerada uma espécie de substituta da heroína, e a naltrexona já vem sendo utilizada para combater o vício do álcool e do cigarro.
A dependência da cocaína, assim como do haxixe, são duas das mais difíceis de serem revertidas e para as quais não há até então no mercado tratamento eficiente.

Esses dois novos medicamentos atuam estimulando o principal ponto responsável pelo vício: o circuito de recompensa do cérebro. Essa idéia leva em conta o  principal processo responsável pelo início do vício: o ciclo inconsciente de quanto mais prazer, maior a ansiedade em repetir o estímulo provocado pelas drogas. O cérebro pede mais e quando o estímulo não é obtido ele envia sinais de perigo.

Os próximos passos da pesquisa são a repetição de ensaios utilizando ratos. A esperança é de que daqui algum tempo essas pesquisas se estendam aos humanos embora no momento essa hipótese ainda seja remota. 

Mas é um grande alento saber dos avanços nesta área de crescente preocupação atualmente.Sobretudo com o crescente número de viciados em crack, um derivado da cocaína e que tem efeitos ainda mais devastadores na saúde dos viciados.
 A expectativa fica ainda mais promissora se considerarmos que se esses medicamentos estão se mostrando eficientes em conter a compulsão do vício em ratos, que são impulsionados apenas por seus instintos, presume-se que uma pessoa que queira conscientemente largar as drogas consiga êxito em bem menos tempo.
(Imagem: http://sxc.hu)

Via:

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Descobertas Pessoas Imunes a Raiva na Amazônia

A Raiva é transmitida por morcegos ou animais domésticos infectados e se não tratada é invariavelmente fatal.

Habitantes da região Amazônica do lado peruano podem estar desenvolvendo imunidade a um dos vírus mais  letais do planeta.
(Imagem: sxc.hu)

A raiva (também chamada de hidrofobia) é uma doença infecciosa transmitida pela saliva de animais infectados .  O principais  responsáveis por sua transmissão são os morcegos que se alimentam de sangue. Ao infectarem  animais domésticos, principalmente cães e gato, estes passam a também transmitir a doença. No homem,  a morte é praticamente certa em cerca de uma semana após o aparecimento dos sintomas.
Mas isso parece estar mudando. Cientistas americanos e peruanos encontraram  pessoas que desenvolveram uma imunidade natural à raiva na região amazônica. Eles publicaram o resultado de seus estudos esta semana no periódico The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene.

O trabalho científico realizado pelo Ministério da Saúde do Peru e pelos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças dos EUA (CDC)  demonstrou que habitantes da região Amazônica expostos ao vírus tiveram um índice de sobrevivência em torno de 11% sem usar nenhuma medicação. 
Para se ter idéia da gravidade da doença, no mundo existem pouquíssimos  casos documentados de sobreviventes à raiva após o início dos sintomas. Um dos raros exemplos é o de uma menina de 8 anos chamada Precious Reynolds, nos Estados Unidos em 2005. Além dela, um menino chamado Marciano Menezes da Silva, sobreviveu à doença em 2009  no Brasil. Ambos ficaram com seqüelas neurológicas devido a ação do vírus.
Os resultados desta pesquisa são “muito surpreendentes, mas convincentes” afirmou Hildegund Ertl, especialista em vacinas no The Wistar Institute da Filadelfia. Esta descoberta contradiz a idéia até então aceita de que a raiva sempre causa a morte pois as pessoas examinadas tem evidências de possuírem anticorpos contra a doença.

Amazônia Peruana

Os pesquisadores desenvolveram seus estudos em dois povoados onde nos últimos 20 anos houve casos fatais de raiva devido a mordidas por  morcegos hematófagos: Truenococha e Santa Marta, ambas localizadas na Amazônia peruana. Os morcegos saem à noite para se alimentar  do sangue de mamíferos preferencialmente  do gado. Mas quando não encontram alimento eles atacam humanos principalmente quando estes estão dormindo. A saliva do animal possui uma substância anestésica que faz com que a vítima não desperte durante a refeição do animal.
Os cientistas realizaram entrevistas com 92 habitantes nesta região que é considerada o "reservatório natural" da doença na América Latina.  Dos casos selecionados,  50 haviam sido mordidas por morcegos.  Foram então colhidas amostras de sangue de 63 delas e em 7 foram detectados anticorpos que neutralizavam o vírus.
Entretanto os cientistas não sabem determinar com certeza se essa capacidade desenvolvida por essas pessoas não se originou devido a exposição ao vírus em quantidades insuficientes para desencadear a doença. No artigo publicado no periódico científico, os pesquisadores informam que  essas descobertas sugerem que o vírus da raiva não é totalmente letal aos humanos.
A Organização Mundial da Saúde estima que o vírus da raiva esteja presente em cerca de 150 países.  Muitos países desenvolvidos já erradicaram a doença na área urbana,  restando apenas alguns focos nas áreas silvestres.Na  Antártida, Japão, Reino Unido , e outras ilhas o vírus é considerado erradicado. Nos Estados Unidos  em média apenas 2 pessoas morrem ao ano em conseqüência  da infecção pelo vírus da raiva. Há cerca de um século eram 100 mortes ao ano.

O principal motivo destes  países terem praticamente erradicado a doença  foi a vacinação em massa de animais domésticos, sobretudo cachorros e gatos.
Mas  em muitos países a raiva ainda é uma sombra terrível causando cerca de 55 mil mortes ao ano apenas na África e Ásia e levando cerca de 15 milhões de pessoas a procurarem tratamento por suspeita de terem sido infectadas.
Os especialistas analisam que na China, nos países da ex-União Soviética, no sul da África e nas Américas Central e do Sul os casos de raiva parecem estar  aumentando.
A recomendação é de que uma pessoa exposta ao vírus seja por mordida de morcego ou algum animal doméstico com raiva deve ser vacinada preventivamente.

Via:

terça-feira, 31 de julho de 2012

Droga anticâncer se torna nova arma contra a AIDS

Droga anticâncer é capaz de tirar o vírus HIV de seu esconderijo

A primeira providência que o vírus HIV toma ao infectar uma pessoa é se esconder. Para isso ele se livra de algumas de suas partes ficando apenas com o essencial: seu código genético que ele consegue infiltrar em meio ao DNA do hospedeiro. Lá onde ele fica escondido, as drogas não conseguem afetá-los e esse é um dos motivos que faz com que seja tão difícil combatê-lo.
(imagem: sxc.hu)

Mas uma recente descoberta científica nos deixa bastante otimista que essa capacidade do vírus da AIDS de se esconder esteja prestes a ser solucionada.
Um artigo publicado na revista Nature informa que um grupo de organizações de pesquisa coordenadas pela Universidade da Carolina do Norte e que inclui a Universidade de Harvard, a Universidade da Califórnia, a Merck e o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos descobriu que uma droga utilizada para tratamento do câncer, o Vorinostat, pode ser usada para ativar o vírus HIV até então escondido tornando-o vulnerável a medicação.

O fato do vírus se esconder no organismo  faz com que as pessoas infectadas tenham que tomar medicamentos por toda a vida de modo que quando o vírus se exponha  ele não tenha tempo para se reproduzir ou infectar outras células.

O estudo utilizou oito homens HIV-positivos para receberem a droga Vorinostat. Os voluntários estavam até então num estágio considerado ‘controlado’  da infecção pelo HIV. Logo após eles receberem a medicação, eles tiveram nível de vírus no seu linfócitos medido pelos pesquisadores. Surpreendentemente o nível de vírus foi 4,5 vezes maior do que antes, o que embora a primeira vista pareça algo terrível, foi interpretado como se o HIV tivesse saído de seu esconderijo. Isso tornaria o vírus vulnerável a ação de outros medicamentos.

A importância de medir a presença do vírus em células do sistema imunológico é fundamental porque além de ser onde o vírus esconde é também nelas onde o HIV faz o seu maior estrago: sua reprodução destrói o linfócito deixando o corpo vulnerável. Estando enfraquecida,  a pessoa  torna-se presa fácil para chamadas infecções oportunistas  como a tuberculose, a pneumonia e alguns tipos de câncer.  Essas doenças são o que na verdade terminam por causar a morte.

Esse experimento foi apenas um primeiro passo que vem a se somar a tantas outras pesquisas que objetivam encontrar a cura para AIDS.



sábado, 28 de julho de 2012

Seriam os Corvos tão Inteligentes quanto as Crianças ?

Estudo mostra que alguns corvos são tão inteligentes quanto crianças menores de oito anos.

Uma das fábulas de Esopo conta a história de um corvo que, estando morrendo de sede,encontrou uma jarra com um pouco d’água no fundo  e,  como não conseguiu alcançá-la com o bico, passou a colocar pedrinhas dentro do jarro. A água então subiu até um ponto em que foi possível ao animal bebê-la.

Até então, essa fábula de Esopo era interpretada como uma lição de moral, onde nos é transmitida a idéia de que as dificuldades da vida aguçam sobremaneira nossa inteligência.

No entanto, estudos recentes evidenciam  uma interpretação bem mais direta: Ainteligência dos corvos se assemelha à inteligência dos seres humanos em sua etapa inicial da vida.
Isso ficou evidenciado nos resultados de estudos apresentados pelo professor Nicola Clayton e seus colegas do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Os pesquisadores constataram que os corvos e as crianças menores de oito anos resolvem o problema apresentado na fábula de Esopo com a mesma eficácia: na quinta tentativa.

Em defesa de nossa espécie temos que acrescentar que a partir da idade de oito anos as crianças resolvem o problema na primeira tentativa.

Ao aplicarem outro teste semelhante nos corvos, em que um verme era colocado na água  no fundo de um jarro, as  aves aplicaram a mesma técnica eficiente de colocar pedras no recipiente. Mas algo realmente intrigante aconteceu quando, ao invés de colocarem água, colocaram serragem no fundo do jarro. O animal parecia saber que colocar pedras no jarro para tentar trazer o verme até em cima não adiantaria nada e nem sequer tentou.
Ficou evidenciado que os corvos não resolvem o problema meramente por tentativa e erro.

Além disso, quando disponibilizaram pedras grandes e pequenas, os corvos escolheramas pedras maiores para ganharem tempo na tarefa.  Os animais preferiram também utilizar as pedras de verdade, em vez de blocos de poliestireno colocados juntos às pedras. Os blocos de poliestireno,  flutuam na água e seriam de pouco ou nenhuma utilidade para essa função.
Como o Poliestireno não existia na época que Esopo escreveu suas fábulas ou mesmo durante os séculos de evolução dos corvos, a decisão de optar por pedras de verdade corresponde a uma habilidade cognitiva e não seria apenas mero instinto.

Embora os corvos e as crianças pequenas mostrem-se similarmente eficazes na resoluçãode de certos problemas, a forma como eles aprendem parece bastante distinta. Isso pode ser verificado quando os cientistas deste estudo manipularam o teste de forma que a situação apresentada fosse impossível de acontecer no mundo real.Quando isso aconteceu, os corvos não foram capazes de usar  a experiência que tiveram para aplicá-la em testes subsequentes.  Eles parecem ter uma certa "compreensão"  instintiva das leis da física, e as experiências que não se encaixam nessas regras não servem para aumentar os seus conhecimentos.
Já as crianças possuem uma forma mais prática de aprender: o que funciona, funciona, mesmo que ela não compreenda bem por que.

Estudos anteriores sobre a inteligência dos corvos

Uma espécie de corvo que habita a ilha de Nova Caledônia, no Oceano Pacífico,  que possui o nome científico de moneduloides Corvus,  é capaz de fabricar ferramentas complexas. O animal consegue utilizar galhos, folhas ou até mesmo arames, para construir instrumentos que lhe auxiliem a ter acesso a alimentos.
Segundo o pesquisador argentino Alex Kacelnik,  essa espécie de corvo consegue realizar essa proeza "com mais precisão do que um primata". Ele é chefe do Departamento de Ecologia Comportamental da Universidade de Oxford,  Reino Unido, e um dos biólogos que mais tem se dedicado a estudar esses animais.

Outro pesquisador,  o zoólogo neozelandês Gavin Hunt,  em 1996, já havia constatado essas habilidades surpreendentes dessas aves ao pesquisá-las em seu habitat natural,  as florestas de uma ilha do arquipélago da Melanésia, no Oceano Pacífico.

Em 2006, cientistas da universidade de Oxford descobriram que esses corvos conseguem demonstrar essas mesmas habilidades quando mantidos também em cativeiro. Eles também conseguiram constatar que em corvos jovens esse comportamento é herdado.
Segundo Kacelnik  declarou na época,  "Eles mostram uma tendência natural para resolver problemas físicos, utilizando ferramentas". Além disso, esses animais teriam também a capacidade de aprender tanto com outros corvos quanto no contato com seus tratadores humanos. O resultado de suas pesquisas  foram publicados na revista Science e Nature.

Num experimento registrado em vídeo,  realizado  por estes cientistas, é dada uma missão a uma fêmea de nome Betty,criada em cativeiro: ela tem que conseguir pegar comida num lugar de difícil acesso.

No experimento, o alimento foi colocado num pequeno cesto que tinha na parte superior uma alça. O cesto foi colocado na vertical num cilindro de forma que para conseguir obter o alimento o animal teria que puxar o cesto pela alça.

Depois de tentar colocar a cabeça no tubo sem conseguir alcançar a alça, Betty se fixa num pedaço de arame colocado perto pelos pesquisadores. Ela  o pega com o bico e tenta introduzi-lo no tubo porém sem conseguir. 
Então ela busca um ponto de apoio para uma das pontas do arame e, forçando com o bico, o entorta criando uma espécie de gancho.  A ferramenta então é utilizada por ela para puxar a alça e o cesto obtendo o pedaço de carne como recompensa.

Segundo Kacelnik,  esses animais  "são capazes de conceituar os problemas, de entender em algum nível primitivo, talvez através de uma imagem mental". Ele classificou a habilidade de Betty como "capacidade de inferência lógica"  pois o animal,diante de uma situação nova para ela,  identifica um problema, cria um plano para solucioná-lo e o executa de forma adequada.
Em alguns casos, ela começou a usar o gancho criado com uma outra função: remover a carne da base onde estava presa.

Em outra experiência, Betty é colocada numa situação em que para acessar o alimento ela precisa usar uma ferramenta que passe por um orifício numa cobertura transparente. 
Alguns galhos foram deixados propositalmente perto do animal para testar seu comportamento. Ela pega um dos galhos e tenta colocá-lo no orifício mas então constata que ele é muito grosso. Sem hesitar, ela passa a desbastar o galho com o bico para diminuir  seu diâmetro.

Na primeira tentativa ela não consegue pois o galho continua ainda muito grosso.Mas ela então segue desgastando o galho com bico até que consegue fazê-lo ficar no diâmetro correto. Assim que o galho passa pelo buraco ela consegue obter o alimento.

O biólogo argentino chama a atenção para o que classificou como uma‘demonstração de raciocínio matemático na tomada de decisões.  Isso foi fundamental para que o animal  conseguisse adaptar o diâmetro do ramo para cumprir a tarefa com êxito.

A construção de ferramentas até então era tida até pouco tempo atrás, no mundo animal, como uma exclusividade dos primatas. Segundo o cientista,  é errado pensar  que os pássaros e outros animais apenas  reproduzem comportamentos herdados como a construção do ninho. Em suas pesquisas ele descobriu que corvos mais selvagens produzem instrumentos ainda mais sofisticados do que aqueles criados em cativeiro.

Conforme explicou o pesquisador, embora os corvos da espécie Moneduloides Corvus sejam os únicos a demonstrarem tamanha capacidade, outras espécies demonstram uma inteligência "bastante versátil".

Alguns conseguem levar em conta a perspectiva de outros corvos para planejar suas ações. Eles são capazes de esconder a comida e quando percebem que outros colegas o viram escondê-la,eles a trocam de lugar assim que ele possível espertalhão sai de perto. E ainda mais surpreendente é o fato de que aqueles corvos que tomam mais precauções foram justamente os que já roubaram comida dos outros. Esse comportamento também não é bastante parecido com os dos humanos?

Combinando Várias Ferramentas

Um outro estudo realizado na Universidade de Oxford  em 2009 já havia demonstrado que a inteligência dos corvos é realmente surpreendente.

Numa experiência que foi inclusive filmada  sete  corvos demonstram um comportamento bastante interessante: sem terem sido treinados para tal,  elas conseguem executar uma sequência em que usam sucessivamente três ferramentas de tamanhos diferentes até conseguirem pegar o alimento.

Os autores do estudo chamam a atenção para o fato de que ainda que os corvos, ao utilizarem três ferramentas consecutivamente, superem a capacidade de qualquer animal não-humano, incluindo os primatas, este estudo realça a importância de ter-se cautela na comparação entre as capacidades cognitivas.

Um comportamento aparentemente bastante inteligente pode ser alcançado sem que isso implique necessariamente em um nível elevado de faculdades mentais. Há portanto a necessidade de uma análise bastante criteriosa e detalhada antes de aceitarmos que determinado teste demonstra uma maior capacidade intelectual de uma espécie.

Fontes e Vídeos disponíveis nos links abaixo:
http://www.ox.ac.uk/media/news_stories/2009/090805_1.html
http://sociedad.elpais.com/sociedad/2009/08/06/actualidad/1249509613_850215.html

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Primeiro Supermercado Virtual do Mundo



A rede de supermercados britânica Tesco,  uma das maiores varejistas do mundo, abriu na Coréia do Sul o que se pode chamar de primeiro supermercado virtual do mundo.
Com o objetivo de tornar-se a maior rede de supermercados da Coréia, onde atualmente ocupa o segundo lugar,  os executivos da Tesco tiveram uma idéia genial: Em vez de fazer os clientes irem até sua rede de supermercados eles resolveram levar as prateleiras até seus clientes.

Eles disponibilizaram prateleiras virtuais, onde o que se vê é apenas uma imagem dos produtos apresentados em telas de LCD.
Instalaram esses painéis que funcionam como lojas virtuais em  lugares como estações de metrô, onde o público pode escolher os produtos que deseja lendo o código de barras com seu telefone celular .

Ao finalizar a compra os produtos selecionados são automaticamente separados, embalados  e enviados para o endereço do cliente por um centro de logística que entrega as compras direto na porta do comprador.
Assista no vídeo acima esta genial novidade tecnológica...
Abaixo algumas imagens do supermercado virtual já em pleno funcionamento na Coréia do Sul:






Via buzzhunt

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Cientistas Tentam Ler a Mente Humana - A Leitura do Pensamento



Um mundo onde os nossos pensamentos podem ser lidos, onde tudo o que pensamos pode ser reproduzido por máquinas. Um novo estudo divulgado por pesquisadores da Universidade de Berkeley, Estados Unidos, evidencia que podemos estar muito perto de conseguir traduzir os pensamentos humanos, permitindo no mínimo identificar as palavras sendo pensadas por alguém.

Com base na análise de ondas elétricas cerebrais vindas diretamente do cérebro foi possível aos cientistas reproduzirem as palavras que os participantes da pesquisa estavam pensando.
A possibilidade de decifrar como a mente processa as palavras ouvidas, conseguir reproduzir as palavras que a mente esteja pensando seria um avanço científico de grande utilidade na medicina, por exemplo. 
Tal tecnologia poderia beneficiar pessoas com problemas na fala, ou ainda,  talvez permitir a comunicação com alguém em estado de coma, apenas para citar dois exemplos.

Nos últimos anos, várias abordagens tem sido estudadas envolvendo a tentativa de ler a mente humana. Em 2011, uma série de testes com participantes usando eletrodos conectados diretamente em seus cérebros obteve êxito em mover um cursor na tela de um computador. Nessa pesquisa os participantes pensavam em sons vocálicos que depois de serem 'traduzidos' pelo computador resultavam no movimento do cursor.
Em um artigo na revista científica PLoS Biology os cientistas explicaram que a pesquisa foi direcionada para o entendimento da atividade elétrica cerebral que ocorre na região do sistema auditivo chamada giro temporal superior (STG). AO analisar o padrão de ondas nessa região foi possível reproduzir as palavras que os pacientes estavam ouvindo durante uma conversa.

 De acordo com Robert Knight, um professor em Berkeley:
"Nossa descoberta é muito importante para os pacientes que têm dano ao mecanismo da fala devido a um acidente vascular cerebral ou doença de Lou Gehrig. Considere que, se podemos reconstruir as conversas imaginada da atividade cerebral, milhares de pessoas poderiam se beneficiar." Informou Robert Knight, professor na Universidade de Berkeley que participou dessa pesquisa.

 "Os mesmos princípios podem ser aplicados a alguém que está imaginando um discurso. Há evidências de que a percepção e a imaginação podem ser muito similares no cérebro. Se você conseguir entender bem a relação entre o cérebro e os registros do som que ele faz, poderia sintetizar o som real que uma pessoa está pensando, ou ainda,  escrever as palavras com algum tipo de dispositivo de interface" acrescentou Brian Pasley, outro membro da mesma equipe de cientistas.

Ao explicar como conseguiram reproduzir sons monitorando a atividade cerebral, Paisley informou que primeiramente os pacientes ouviam palavras que lhes eram ditadas. A seguir o professor utilizava dois modelos de computador para analisar os sinais vindos dos eletrodos colocados na cabeça dos pacientes na tentativa de prever qual foi a palavra ouvida. O resultado final foi que os cientistas conseguiram reproduzir um som muito
 próximo do que os pacientes tinham ouvido.

Esse é um dos estudos mais promissores já realizados na tentativa compreender os principais aspectos envolvendo a forma como nosso cérebro codifica e armazena a linguagem.
Esse é sem dúvida um passo muito importante para que um dia se possa ler a mente humana. Ler pensamentos e reproduzi-los, teria aplicações em vários campos da medicina e beneficiaria sobretudo pessoas que não conseguem se comunicar com o mundo à sua volta.

Fonte:    Berkeley scientists crack brain wave code, hinting at mind reading ...


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ciência - Condutores Elétricos Flexíveis e Elásticos


Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte (Estados Unidos) alegam ter desenvolvido um novo método para a fabricação de condutores elétricos flexíveis e elásticos.

A busca por condutores elétricos que possam ser dobrados e esticados está se tornando cada vez mais intensa nos últimos anos.  Duas linhas de pesquisa se destacam no aperfeiçoamento dessa tecnologia que permitirá a construção de dispositivos eletrônicos com uma infinidade de aplicações: A utilização de substratos plásticos (até então foco das pesquisas) e o uso de nanotubos de carbono (que ganha força a partir de agora).
Os cientistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte tem focado seus esforços na pesquisa com nanotubos de carbono e anunciam ter conseguido desenvolver um método de fabricação com base neste material, abrindo caminho para o desenvolvimento de toda uma nova geração de dispositivos eletrônicos elásticos  e flexíveis.

O chefe da pesquisa, Dr. Zhu Yong,  que é professor de Engenharia Mecânica e Aeroespacial nesta universidade diz estar otimista com essa nova abordagem pois ela pode permitir a produção em larga escala de condutores elétricos que podem esticar  facilitando a pesquisa e desenvolvimento de dispositivos eletrônicos flexíveis.

(Crédito das Imagens: The British Group e Universidade da Carolina do Norte)

Esse tipo de tecnologia poderia permitir por exemplo, a incorporação de dispositivos eletrônicos em roupas, implantes e próteses médicas, além de uma infinidade de outras aplicações no dia-a-dia. 

O desafio no desenvolvimento de condutores elétricos flexíveis e elásticos é conseguir mantê-lo conduzindo energia elétrica mesmo quando submetido a uma ação mecânica que o estique ou dobre.
Pois essa equipe de pesquisadores, utilizando uma malha de nanotubos de carbono conseguiram formar um substrato flexível. Os tais nanotubos de carbono além de resistentes e facilitarem a criação de tiras grandes, são também bons condutores elétricos.

A ténica em questão consistiria em dispor os nanotubos de carbono alinhados sobre um substrato elástico aos quais eles seriam transferidos como se fosse 'impressos'.
O substrato, ao ser esticado, separaria os nanotubos porém os mantendo alinhados em paralelo. Quando o substrato deixa de ser esticado,  os nanotubos não retornariam à sua posição original, mas formariam ondas como uma espécie de mola. Assim, a cada pressão mecânica sobre o substrato resultaria que os nanotubos esticariam junto, voltando a ficar em paralelo quando a pressão cessasse fazendo com que retornem a posição inicial.

O ponto alto dessa tecnologia é permitir a produção em larga escala devido a facilidade com que os nanotubos seriam transferidos ao substrato sem a necessidade de uma forte tração mecânica.

Fonte: [Physorg]



Anunciada Nova Vacina Contra o Câncer


NY-ESO-1: Roswell Institute anuncia o desenvolvimento de uma vacina contra o câncer

Funcionários do Roswell Park Cancer Institute, em Buffalo, Estados Unidos,  anunciaram numa conferência o desenvolvimento de uma vacina contra vários tipos de câncer. A nova vacina teriapotencial para "erradicar as células cancerosas e impedir a recidiva da doença".

Denominada pela sigla NY-ESO-1 a nova vacina de células dendríticas pode promover excelentes resultados em pacientes que sofrem de câncer na bexiga, cérebro, mama, esôfago, gastrointestinal, hapatocelular, rim, pulmão, melanoma de ovário, próstata, sarcoma e tumores uterinos.

Embora se mostrem cautelos nesse anúncio,  esse avanço na medicina parece ser realmente muito promissor. Principalmente porque segundo os cientistas informaram, essa nova droga contra o câncer teria efeitos colaterais mínimos.
A vacina será fabricada no próprio Roswell Park Cancer Institute.
Conforme informou o Dr. Christopher Choi, diretor do centro de pesquisa, a nova vacina contra o câncer (NY-ESO-1) será adapatada para cada paciente, conforme o tipo de câncer e a gravidade da doença.
Esta é a primeira vacina deste tipo a ser autorizada pelo governo americano para que seja testada em um hospital e não apenas em laboratório.

O diretor do centro de imunoterapia Kundl Odunsi, acrescentou que os testes iniciais serão apenas o começo de um projeto que objetiva utilizar o próprio sistema imunológico humano para combater o câncer: ”Nosso processo de produção tem um grande potencial para aplicações relacionadas a terapia com células-tronco e medicina regenerativa” declarou ele.

Além de anunciarem o desenvolvimento desta vacina, os pesquisadores do  Instituto Roswell Park disponibilizaram um canal especial para que pacientes interessados possam se informarem mais sobre essa pesqusia e o programa de saúde na qual ela está inserida.

Essa notícia foi muito bem recebida na comunidade médica, suscitando muitos comentários, como do próprio comissário de saúde Gale Burstein que afirmou:
 “Infelizmente ainda não temos as ferramentas e recursos para efetivamente erradicar todos os tipos de câncer, razão pela qual a doença persiste. No entanto, ter esta oportunidade, uma vacina que não só trata o câncer, mas também previne recaídas, é uma grande chance para realmente melhorar a saúde das pessoas.”

Embora o Instituto Roswell ainda não tenha definido uma data para começar a produzir essa nova vacina contra o câncer,  o anúncio é muito animador levando esperança a milhares de pacientes afetados por essa doença em todo o mundo.
(Imagem Crédito: Alamy)

Via [ALT1040]

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Telas dos Smartphones Podem Detectar Doenças


Pesquisadores já falam num futuro em que as telas touchscreen, como as dos smartphones, poderiam detectar biomoléculas na pele e assim fornecer dados que hoje estão disponíveis apenas em exames laboratoriais de urina ou sangue por exemplo. 

Esta funcionalidade se fosse incluída nos dispositivos móveis teria um impacto importante no tratamento precoce de várias doenças,  servindo inclusive como uma espécie de alarme individual que indicasse o surgimento de alguns tipos de câncer, por exemplo.

Esta possibilidade foi confirmado por um grupo de pesquisadores do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coréia (KAIST). Hyung-gyu Park,  chefe da equipe de pesquisa, disse que tudo começou a partir da idéia de que telas sensíveis ao toque funcionam através do reconhecimento de sinais eletrônicos detectados no toque dos dedos, reconhecendo cargas elétricas do corpo do usuário.

De forma semelhante, as telas sensíveis ao toque (touchscreen) que hoje equipam os smartphones, PDA's e tablets poderiam detectar a bioquímica presentes nas proteínas e nas moléculas de DNA de nosso organismo que também emitem tais ondas elétricas.
No experimentos já realizados por essa equipe de pesquisadores ficou evidenciado que essas telas touch-screen poderiam reconhecer a concentração de moléculas de DNA. As telas sensíveis poderiam reconhecer moléculas de DNA com praticamente 100% de precisão,  da mesma forma que os aparelhos e dispositivos médicos convencionais.

O mesmo poderia ocorrer em relação a presença de certas proteínas. Existem proteínas já conhecidas na medicina como as que servem de referência para detectar o câncer de fígado por exemplo que poderiam ser detectadas nesse tipo de dispositivo.

Os cientistas trabalham agora no sentido de desenvolverem  uma película que possa reagir e identificar substâncias bioquímicas específicas. Dessa forma as telas sensíveis ao toque poderiam distinguir materiais biomoleculares de composições diferentes.
Mas o primeiro importante passo já foi dado e o desenvolvimento dessa tecnologia parece ser apenas uma questão de tempo.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cientistas Desenvolvem Veias em Laboratório


Pesquisadores da Universidade de Cambridge teriam conseguido desenvolver em laboratório os três tipos principais de células que compõem as paredes de um vaso sanguíneo. A descoberta poderá representar uma revolução em vários tipos de tratamentos médicos.

Numa pesquisa que durou quatro anos e que foi publicada na revista Nature Biotechnology, eles afirmaram ter desenvolvido uma técnica eficaz em mais de 90% para produção de vasos sanguíneos em larga escala. Na técnica utilizada, eles teriam  usado células da própria pele dos pacientes para fabricar diferentes tipos de células vasculares de músculos.

Os médicos saudaram a descoberta pois ela pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos que salvaria a vidas de pacientes de ataques cardíacos, derrames,  traumas além daqueles que estão tratamento com diálise, por exemplo.

Os cientistas poderiam potencialmente criar vasos sangüíneos em laboratório permitindo que cirurgiões os utilizassem em transplantes evitando assim procedimentos mais arriscados como as chamadas pontes de safena.

A chefe da equipe de pesquisa, Dra. Sanjay Sinha, disse ao Daily Mail que  a descoberta pode realmente revolucionar a medicina: "Esta pesquisa representa um passo importante no sentido de sermos capazes produzir as células musculares lisas que ajudariam a construir estes novos vasos sanguíneos.  Elas poderiam ser utilizadas para construir uma artéria artificial em tubos de ensaio ou poderiam ser injetadas células-tronco diretamente no coração para formá-la dentro dele. "

Uma empresa de biotecnologia americana já tinha conseguido desenvolver vasos sanguíneos pela primeira vez  em junho do ano passado. Eles foram implantados em três pacientes que fazem diálise renal.

Mas a equipe da Universidade de  Cambridge afirma que eles são os primeiros a cultivar tipos múltiplos de células que poderiam ter usos médicos ainda mais amplos.

Tentativas anteriores de construir veias têm exigido plasma, geralmente retirado de sangue de animais. Esse método pode representar um risco uma vez que o sangue de animais e pode conter produtos químicos tóxicos para os seres humanos. A  nova técnica, no entanto,  não usa esse método,  representando menos riscos de saúde.

De acordo com os últimos dados cerca de 12 por cento da população britânica são diagnosticados com distúrbios cardíacos ou circulatórios, enquanto mais de 28.000 são submetidos a operações de ponte de safena anualmente.
Cerca de uma a cada  três mortes na Grã-Bretanha é causada por doenças cardiovasculares,  geralmente devido ao estreitamento ou mesmo o bloqueio dos vasos sanguíneos por depósitos de gordura.

Imagem crédito: www.sxc.hu

Fonte:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Baratas Podem Gerar Energia Elétrica - Inseto Cyborg


Cientistas desenvolvem barata que gera eletricidade a partir dos alimentos que ingere

Que saudades da antiga série televisiva, “Cyborg – O Homem de Seis Milhões de Dólares”, estrelada pelo ator Lee Majors. Neste antigo sucesso da TV, após um grave acidente, um piloto americano chamado Steve Austin teve implantados alguns órgãos robóticos em seu corpo. Essas substituições lhe garantia uma visão excepcional além de uma velocidade e força sobre humanas.

A ciência vem a cada dia desenvolvendo tecnologias que vem gradualmente tornando realidade a ficção do homem meio-máquina.  Mas até agora, quase todos os projetos que tem adaptado dispositivos mecânicos ou eletrônicos em seres vivos vem sendo possíveis graças a  fontes externas como baterias, pelo movimento ou pela captação e transformação da luz em energia.
Mas isso parece finalmente estar mudando. Pesquisadores da Case Western University, em Cleveland, Ohio, Estados Unidos,  liderados pelo professor Daniel Scherson, encontraram uma forma de captar energia a partir de produtos químicos resultantes da ingestão de alimentos.

Como foi feito o Experimento

A comida que ingerimos diariamente é transformada em glicose que por sua vez é fonte de energia para nosso corpo. Insetos, como a barata por exemplo, tem uma química parecida, eles transformam os alimentos digeridos em uma substância chamada trealose. Através de eletrodos, foi possível quebrar essa substância em açúcares mais simples liberando elétrons que fornecem energia elétrica.
"Estamos usando esses produtos químicos como combustível para converter energia química em energia elétrica" afirmou Scherson.
Depois de implantados os eletrodos, os animais caminharam normalmente parecendo não terem sofrido nenhum dano físico.

A equipe de Scherson testou também o método em um cogumelo, que  também têm trealose, e conseguiram assim também obter tensão elétrica. O resultado dessa pesquisa foi publicado em 03 de janeiro no Journal of the American Chemical Society.
No experimento com as baratas, foi possível gerar 0,2 volts no máximo, o que correponde a mais ou menos um décimo da voltagem de uma pilha pequena (AAA) . Essa energia seria suficiente para enviar uma mensagem a uma distância de 2 polegadas, segundo relatou  Scherson ao site InnovationNewsDaily.

Ou seja,  ainda não daria prá fazer praticamente nada com uma corrente elétrica tão baixa. Mas o pesquisador prevê que esses insetos poderiam um dia ser equipados com sensores e equipamentos de transmissão, para serem enviados a áreas contaminadas e auxiliarem no monitoramento transmitindo informações às pessoas.
A própria Agência de Projetos de Pesquisa Avançados do Departamento de Defesa americano estaria interessada em pesquisas para a geração de eletricidade em insetos, o que poderia permitir que fossem instalados microcâmeras ou microfones neles.

Scherson esclareceu que o grande desafio é o limite de energia possível de ser obtida num inseto considerando a pouca quantidade de sangue que possuem. Entre os próximos passos dessa pesquisa estão os testes para ver quantas células de combustível uma barata pode tolerar  visando obter o máximo de energia possível. A seguir, pretendem ligar essas células de bio-combustível nas baratas a circuitos de rádio para verificar se o inseto pode recolher informação e transmiti-lo usando sua própria energia.

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