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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Descobertas revolucionárias da neurociência: Desvendando os mistérios do cérebro

Imagem de vecstock no Freepik

A neurociência é uma área da ciência que busca compreender o funcionamento do sistema nervoso e do cérebro humano. Ao longo dos anos, cientistas e pesquisadores têm realizado descobertas surpreendentes que ampliaram nossa compreensão sobre a mente humana. Neste post, vamos explorar algumas das descobertas mais revolucionárias da neurociência, destacando como elas podem impactar nossa forma de entender o cérebro e seus transtornos, além de abrir portas para tratamentos médicos inovadores.


Mapeamento cerebral:

Um dos avanços mais significativos na neurociência é o mapeamento cerebral de alta resolução. Tecnologias como a ressonância magnética funcional (fMRI) e a tomografia por emissão de pósitrons (PET) permitiram aos pesquisadores observar a atividade cerebral em tempo real. Com isso, eles conseguiram identificar áreas específicas do cérebro responsáveis por funções cognitivas, emoções e até mesmo experiências sensoriais. Esse mapeamento cerebral é fundamental para entender como o cérebro funciona e como ele pode ser afetado por doenças e lesões.


Neuroplasticidade:

Outra descoberta intrigante é a neuroplasticidade - a capacidade do cérebro de se reorganizar e reconfigurar ao longo do tempo em resposta a novas experiências, aprendizado e até mesmo lesões. Antigamente, acreditava-se que o cérebro era estático e que as conexões neurais eram fixas desde o nascimento. No entanto, a neuroplasticidade mostrou que o cérebro é altamente maleável e pode se adaptar a diferentes situações, o que tem implicações importantes para a reabilitação de pacientes com lesões cerebrais e no desenvolvimento de novas terapias para distúrbios neurológicos.


Mecanismos do sono:

A neurociência também tem se dedicado a estudar o sono e seus mecanismos. Descobertas recentes revelaram que o sono é essencial para a consolidação da memória e para a limpeza de resíduos metabólicos tóxicos do cérebro, incluindo a beta-amiloide, que está relacionada à doença de Alzheimer. Compreender esses mecanismos do sono pode levar a novas abordagens para melhorar a qualidade do sono e prevenir doenças neurodegenerativas.


Compreensão dos transtornos mentais:

As descobertas da neurociência também têm fornecido insights importantes sobre os transtornos mentais. Estudos sobre a depressão, ansiedade, esquizofrenia e outras condições neuropsiquiátricas têm identificado alterações estruturais e funcionais no cérebro que contribuem para essas doenças. Essas descobertas são fundamentais para o desenvolvimento de terapias mais eficazes e específicas para cada transtorno.


Conclusão:

A neurociência tem avançado a passos largos, revelando informações inestimáveis sobre o funcionamento do cérebro humano. O mapeamento cerebral, a neuroplasticidade, os mecanismos do sono e a compreensão dos transtornos mentais são apenas alguns exemplos das descobertas que têm revolucionado nossa compreensão sobre o cérebro. Esses avanços têm o potencial de abrir novos caminhos para o tratamento de doenças neurológicas e transtornos mentais, melhorando a qualidade de vida das pessoas e trazendo esperança para o futuro da saúde cerebral.

domingo, 23 de abril de 2023

O que sabe até agora sobre a cura do câncer (2023)?


Até o momento, não existe uma cura única e universal para o câncer. No entanto, há avanços significativos na pesquisa e tratamento do câncer que ajudam a melhorar a taxa de sobrevivência e qualidade de vida dos pacientes.

Algumas das opções de tratamento disponíveis incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal, imunoterapia, terapia-alvo, entre outras. O tratamento utilizado depende do tipo e estágio do câncer, bem como das características individuais do paciente.

A pesquisa em câncer continua a evoluir, com novas terapias sendo desenvolvidas e testadas constantemente. Algumas das áreas de pesquisa promissoras incluem a terapia genética, terapia com células-tronco e terapia de nanopartículas.

Nos últimos anos, houve vários avanços no tratamento do câncer, incluindo:

Imunoterapia: Esta terapia envolve o uso de drogas que ajudam o sistema imunológico do paciente a combater o câncer. Ela pode ser eficaz em muitos tipos de câncer, incluindo melanoma, câncer de pulmão e câncer de rim.

Terapia-alvo: Esta terapia envolve o uso de drogas que atacam especificamente as proteínas ou moléculas que impulsionam o crescimento do câncer. Ela pode ser eficaz em muitos tipos de câncer, incluindo câncer de mama, câncer de pulmão e câncer colorretal.

Terapia com células CAR-T: Esta terapia envolve a modificação das células T do próprio paciente em laboratório para atacar as células cancerígenas. Ela tem sido eficaz em tratar alguns tipos de leucemia e linfoma.

Terapia genética: Esta terapia envolve a alteração genética das células do paciente para torná-las mais resistentes ao câncer. Ela tem sido eficaz no tratamento de alguns tipos de câncer, incluindo a leucemia.

Radioterapia de precisão: Esta técnica de radioterapia utiliza imagens de alta precisão para direcionar feixes de radiação no câncer com mais precisão, minimizando o dano às células saudáveis circundantes.

Esses avanços têm permitido aos médicos e pacientes uma variedade de opções de tratamento mais eficazes e menos invasivas do que as disponíveis anteriormente. No entanto, cada paciente e câncer é único, e o tratamento ideal para um paciente dependerá de muitos fatores diferentes.

Embora ainda não exista uma cura única e definitiva para o câncer, o tratamento avançou significativamente nas últimas décadas, e muitos pacientes agora vivem vidas saudáveis e produtivas após o tratamento.


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Nova droga retarda o avanço do Alzheimer


Foram divulgados os primeiros detalhes de um novo medicamento que pode conter o declínio cerebral provocado pela doença de Alzheimer. 
As informações divulgadas pela empresa farmacêutica Eli Lilly em uma conferência nos Estados Unidos sugere que sua droga 'Solanezumab' pode 

reduzir em um terço a taxa de avanço da demência em pacientes no estágio inicial do Alzheimer. 
Os dados apresentados pela laboratório farmacêutico ainda estão sendo tratados com um certo otimismo cauteloso e espera-se que um novo estudo no ano que vem deverá fornecer as provas definitivas.

Até o momento, ainda não havia sido possível parar a morte de células cerebrais provocadas pelo Alzheimer. O Solanezumab parece ser capaz de  mantê-las vivas.
As drogas utilizadas até então, como o Aricept, conseguem obter melhorias no que se refere apenas aos sintomas da doença. 
No entanto, o Solanezumab ataca diretamente uma espécie de proteína deformada, conhecida como 'amilóide', que se acumula no cérebro dos doentes de Alzheimer.

Acredita-se que a formação de placas de amilóide entre as células nervosas possa levar à morte das células cerebrais. 

Como ocorreu a descoberta 

Embora um estudo com o Solanezumab em 2012 tenha fracassado, essa droga ainda tem sido a grande esperança na pesquisa da demência. Os 

pesquisadores da empresa Eli Lilly ao revisarem os dados de sua pesquisa de 2012, descobriram indícios de que esse medicamento poderia ser útil para pacientes no estágio inicial da doença, reduzindo o avanço da demência em cerca de 34%.

A partir desta análise, a empresa pediu a cerca de 1000 pacientes participantes do primeiro estudo e que possuem grau leve de Alzheimer para que tomassem a medicação por mais 2 anos. 

Eles apresentaram os resultados positivos na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer. Na apresentação eles mostraram que aqueles que tomaram o remédio por mais tempo tiveram o maior benefício.
O Dr Eric Siemers, do Lilly Research Laboratories, em Indiana, acredita que o Solanezumab será o primeiro medicamento real disponível para atuar diretamente contra a doença de Alzheimer. 

Análise

As limitadas informações divulgadas sobre as pesquisas com o Solanezumab não permite que já se  possa comemorar a 'cura do Alzheimer'. No 

entanto ela fornece pistas importantes inclusive para o desenvolvimento de outros medicamentos, uma vez que até então não há nenhuma 

medicação que possa retardar a demência. 
Se essa droga for realmente eficiente, ao menos nos estágios inciais da doença, isso pode resultar em uma nova forma de tratamento e uma 

mudança significativa na maneira como a doença vinha sendo administrada.
Pacientes que iriam piorar ao longo do tempo, com a medicação vão passar mais tempo na fase mais suave da doença degenerativa, diminuindo sensivelmente seu grau de dependência na sociedade. 

Numa área em que as pesquisas tem sido pautadas por repetidas frustrações, o advento dessa droga se constitui num momento realmente emocionante para a medicina.  
No próximo ano, a partir da divulgação de mais dados sobre essa droga vamos saber ao certo se o Solanezumab é de fato o esperado avanço no combate dessa terrível doença. 

Avanço potencial

O Dr Eric Karran, diretor de pesquisa da Alzheimer Research, no Reino Unido, disse à BBC: 
"Se os resultados dessa pesquisa puderem ser replicados, então eu acho que isso é uma verdadeira inovação na pesquisa do Alzheimer.

Pela primeira vez, a comunidade médica poderá dizer que pode retardar a doença de Alzheimer, e isso é um incrível passo adiante."

Ele concluiu afirmando que esses dados ainda não podem ser considerados uma prova, mas eles mostram resultados consistentes na modificação do desenvolvimento da doença. 

E portanto sugerem que nós poderíamos estar à beira de um avanço radical no tratamento do Alzheimer. 
Ele lembra que até então nunca houve provas de que poderíamos parar o avanço da doença.

A Demência em todo o mundo:

44 milhões de pessoas no mundo têm demência
135 milhões terão a doença até 2050
71% deles serão pobres e de renda média
600 bilhões de dólares é o custo global da custo global da demência apenas no Reino Unido (onde as pesquisas do câncer recebem 8 vezes mais 

patrocínio do que o estudo da demência). 
Fonte: Alzheimer's Society

Como mediram os resultados

Na primeira etapa do estudo original (em 2012), que terminou sendo considerado falho, a metade dos doentes com doença de Alzheimer foram tratados com Solanezumab e a outra metade não. 
Uma reanálise dos escores cognitivos dos pacientes com Alzheimer leve, sugeriu que o medicamento havia reduzido em 34% a taxa de progressão da doença. 
A conclusão foi de que o declínio cognitivo observado normalmente em 18 meses levou 24 meses para ocorrer com a droga.

Resolveram então prorrogar o tempo da pesquisa. Ao estenderem a experiência inicial, foram escolhidos 1000 participantes em fase inicial da doença para receberem o Solanezumab. 

Assim, no final do tempo de prorrogação da pesquisa, a metade deles tinha tomado a droga por três anos e meio, enquanto a outra metade tinha tomado por apenas dois anos.

Os resultados mostram que aqueles que tomaram Solanezumab por mais tempo tiveram melhores escores da função cognitiva.
Esse resultado leva a conclusão de que curso da doença foi retardado naqueles que tomaram o remédio.

Se os cérebros de todos os pacientes tivessem continuado a declinar no ritmo normal e a droga tivesse apenas ajudado nos sintomas, então todos os pacientes que participaram na prorrogação - independentemente se tomaram por 2 ou 3,5 anos- teriam tido resultados semelhantes na função cognitiva.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Um vírus pode curar a surdez?

A surdez pode ser tratada com um vírus, dizem cientistas
  
Os cientistas dizem ter dado um passo significativo no sentido de tratar algumas formas de surdez depois de restaurar a audição em animais.

Defeitos no DNA de um bebê representam cerca de metade dos casos de perda auditiva no início da vida.
Um estudo com camundongos, publicado na revista Science Translational Medicine, mostrou que um vírus pode corrigir a falha genética e restaurar parcialmente a audição.

Os especialistas acreditam que os resultados desta pesquisa poderão resultar em novos tratamentos para surdez dentro de uma década.

Uma equipe americana e suíça, focou suas experiências nos minúsculos pelos dentro do ouvido, chamados ‘células ciliares’. Esses cílios convertem sons em sinais elétricos que são então interpretados pelo cérebro. Mutações no DNA pode fazer com que sejam incapazes de gerar os tais sinais elétricos impedindo a pessoa de ouvir.

Terapia viral

A equipe de pesquisa desenvolveu um vírus geneticamente modificado que pode infectar as células ciliadas e corrigir o erro.  Ele foi testado em camundongos com grau severo de surdez, que seriam incapazes, por exemplo, de notar que estão num show de rock  (com os níveis de ruído de cerca de 115 dB).

Embora as injeções de vírus nos ouvidos tenham resultado em uma significativa melhora, a técnica não foi capaz de restabelecer a audição totalmente.  Além de resgatar parte da audição dos animais, a experiência que durou cerca de 60 dias, demonstrou alterações no comportamento deles em resposta aos sons.
Dr. Jeffrey Holt, um dos pesquisadores do Hospital Infantil de Boston, declarou estar muito otimista com as pesquisas, embora reconheça que ainda é necessário cautela para se anunciar que foi encontrada a cura.  Ele reconhece no entanto a importância desta descoberta pois num futuro não muito distante este tratamento poderá utilizado para a surdez genética.

A equipe anda não está pronta para testes clínicos em humanos. No momento eles querem provar que o efeito positivo que obtiveram é duradouro. Eles já sabem que funciona por alguns meses, mas almejam uma solução que seja duradoura para toda a vida.

A terapia viral altera a maioria das células ciliadas internas do ouvido, mas não as células ciliadas externas.
Os cílios internos permitem que se possa ouvir o som, mas os cílios exteriores alterar a sensibilidade aos sons, de modo que o ouvido se torna mais sensível ao reconhecer ruídos mais sutis.

Personalizado

O estudo focou na reparação na mutação em um gene chamado TMC1, que está por trás de cerca de 6% da surdez que é passada de maneira hereditária. No entanto, existem mais de 100 genes já identificados que estão associados à surdez.

Segundo o Dr. Holt, é possível se antever um dia no qual poderemos sequenciar o genoma do deficiente auditivo e então prover um tratamento sob medida restaurando-lhe a audição.
Contudo, adultos que perderam a audição devido a exposição de sons demasiados altos, não poderão se beneficiar dessa terapia.

O Dr. Tobias Moser do Centro Médico da Universidade de Gottingen, na Alemanha, afirmou que resultados são realmente promissores e que a restauração da audição para algumas formas de surdez poderá estar disponível na próxima década.

A cientista britânica, professora Karen Steel, que trabalha no Kings College de Londres, afirmou que este trabalho representa um avanço realmente excitante no nosso entendimento do que poderia ser alcançado usando a técnica de transferência de genes no ouvido interno para reduzir o impacto de mutações genéticas que levam a perda da audição: "Neste momento, a função auditiva é apenas parcialmente resgatada, mas este é um começo e presumivelmente a metodologia poderia ser desenvolvida para melhorar o resultado."

O Dr. Ralph Holme, diretor de pesquisa biomédica na instituição Action on Hearing Loss afirmou que o diagnóstico genético de perda auditiva tem melhorado muito nos últimos anos, permitindo que as crianças e suas famílias entendam a causa de sua surdez e possam prever como ela pode mudar ao longo do tempo. No entanto, os tratamentos ainda estão limitados a aparelhos auditivos e implantes cocleares.

Estes resultados são encorajadores na medida que abrem as portas para outras terapias genéticas, fornecendo a esperança para as pessoas com certos tipos de perda auditiva genética. A esperança é que essa terapia genética possa estar disponível em um futuro não muito distante.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Novas Pirâmides Encontradas no Egito Através do Google Earth


Uma equipe de cientistas americanos descobriram dois locais nas margens do Nilo, onde possivelmente haviam duas pirâmides, uma das quais, com 189 metros de largura,  o que corresponderia ao tripo do tamanho da Grande Pirâmide de Gizé. A  segunda,  embora menor,  chegaria a 76 metros de altura. A descoberta, publicada no periódico Archeology News foi resultado de 10 anos de estudos sobre a área utilizando o Google Earth. A principal pesquisadora responsável,  Angela Micol,  declarou que as duas descobertas ocorreram ao longo da bacia do Nilo, separadas for 140 km.

(Imagem: Angela Micol - Google Earth)

A primeira descoberta foi encontrada na região do Alto Egito,  à cerca de 12 km da cidade de Abu Sidhum.  Neste local a arqueóloga identificou um túmulo que parecia ter "o topo muito plano  e simetricamente triangular”  embora estivesse bastante erodido pelo tempo."

Quanto ao segundo local, situado a 144 quilômetros ao norte, Nicol achou uma figura de quatro lados, mas "quando vista de cima parece com uma pirâmide", afirmou.

Para a especialista, "as imagens recolhidas através do Google Earth falam por si", porque a cor dos montes "é escura e semelhante" a composição material das paredes dos edifícios, que são feitas de adobe e de pedra. "na sua opinião, "é óbvio que ambos os sites poderiam ter acomodado pirâmides algum dia." "Nós vamos ter que verificar pesquisa", esclareceu ele.

Os pesquisadores  afirmam que esta descoberta reveste-se de bastante importância  uma vez que quase todas as pirâmides conhecidas até então foram construídas em torno do Cairo, enquanto que estes dois novos locais são mais ao sul.

Esta não é a primeira vez que uma descoberta é realizada através do Google Earth. Em 2011, a egiptóloga Sarah Parcak identificou 17 novas pirâmides desconhecidas até então.

Via: EL PAIS

terça-feira, 24 de julho de 2012

Identificada Doenca misteriosa Que Mata Crianças no Camboja




Investigações realizadas pela OMS e do Ministério da Saúde do Camboja desvendaram a causa de um misterioso surto que já matou mais de 50 crianças este ano.

Um número incomum de crianças tem morrido cerca de um dia após darem entrada no hospital por uma ‘doença misteriosa’ agora identificada no Camboja.


descober As autoridades de saúde concluíram que a causa seria uma estirpe severa do enterovirus 71 (EV-71),  responsável pela síndrome da mão, pé e boca agravada pelo incorreto tratamento que os pacientes receberam.

Desde abril, cerca de 60 crianças, na maioria com menos de 3 anos de idade,  foram afetadas e mais de 50 morreram após apresentarem os mesmo sintomas sem que os médicos tivessem identificado qual era a doença.

No último dia 13 de Julho (2012) na cidade de Phnom Penh,  funcionários da Organização Mundial de Saúde (OMS)  e do Ministério da Saúde do Camboja relataram que as investigações sobre a causa das mortes concluíram que elas se deram devido a uma "forma grave" da doença da mão, pé e boca (DMPB). Entre os casos em que foi possível recolher amostras a maioria apresentou resultados positivos para enterovirus 71 (EV-71), uma cepa bastante difundida às vezes extremamente letal deste vírus.

Nima Asgari, especialista em saúde pública da OMS, declarou recentemente numa entrevista  esta variante do EV-71, nunca havia sido vista no Camboja:
”Isso não significa que ele não estava aqui, só que nós nunca o tínhamos detectado. Ao considerarmos que ele já foi identificado na China, Taiwan, Tailândia, Malásia, não é surpreendente vê-lo por aqui. É realmente uma doença muito difundida em muitos países do mundo.”

Milhões de casos têm sido identificados na região desde 1970. Esta doença geralmente é leve e a maioria dos pacientes se recuperam dentro de um pouco mais de uma semana. Apenas um número reduzido de pacientes necessita de tratamento hospitalar. As crianças tem sido as principais vítimas nos surtos das formas mais graves da DPMB.

Segundo a OMS, somente nos primeiros 5 meses do ano  29 pessoas morreram de EV-71 no Vietnã  e 244 na China.

Apenas no Camboja, pelo menos 54 crianças morreram da doença desde abril. No mês de junho,  o diretor dos Hospitais da Criança Kantha Bopha, Beat Richner,  alertou o Ministério da Saúde para o surto solicitando uma investigação. Na ocasião ele já alertou que havia observado que pouco antes de morrer a maioria dos pacientes haviam sido submetidos a exames de raio-x e tomografia computadorizada. A análise destes exames havia demonstrado destruição dos alvéolos pulmonares.

"Eles estavam sofrendo de uma encefalite e nos últimos 6 horas eles desenvolvem uma pneumonia mais grave” relatou Richter na ocasião.

Na forma mais branda da DMPB, os principais sintomas são febre, falta de apetite, e a formação característica de bolhas revelador sobre as palmas das mãos, nas plantas dos pés e na boca. Sintomas mais graves como falta de are convulsões também podem ocorrer em casos mais graves.

A OMS e o Ministério da Saúde do Camboja focaram a investigação em 61 casos. Entre os mortos estavam crianças entre 3 meses e 11 anos, sendo a média 2 anos de idade. Mais da metade dos pacientes eram do sexo masculino.

A desnutrição e a falta de tratamento médico adequado teriam contribuído para o agravamento dos casos que resultaram fatais.
"Um número bastante significativo de casos haviam sido tratados com esteróides em algum momento da doença. Já foi evidenciado que uso de esteróides pioram a condição dos pacientes com EV-71" afirmaram representantes da OMS ao comunicarem suas descobertas.

Daqui prá frente as unidades de saúde foram alertadas para evitar o tratamento com esteróides.  Outras medidas como cursos de formação para os médicos para que saibam tratar adequadamente pacientes com as formas moderadas ou graves da DMPB estão também em andamento além de campanhas de esclarecimento ao público em geral para evitar a doença.

A transmissão da doença se dá pelo contato direto através da ingestão do vírus, normalmente proveniente de fezes contaminadas.
Daí a necessidade dos cuidados de higiene, sobretudo lavar as mãos antes de se alimentar, cozinhar ou depois de dar banho em crianças. Alimentos mal lavados ou ou mal cozidos também podem conter o vírus.

No momento, os casos parecem ter diminuído, mas o Ministério da Saúde ea OMS alertaram profissionais de saúde a ficarem atentos.

O tratamento da DMPB no momento é feito com base nos sintomas. Enquanto isso, já existem pesquisas em andamento para o desenvolvimento de uma vacina. Duas empresas pelo menos já estão realizando testes clínicos com vacinas destinadas ao vírus EV-71.

Representantes da companhia biofarmacêutica chinesa Sinovac declararam que que eles já vacinaram 10 mil crianças como parte de seus ensaios.
Outra empresa, a norte-americana Inviragen anunciou em Março que já obteve respostas imunológicas positivas com sua vacina durante ensaios clínicos realizados recentemente.


Imagem: Corbis


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Gêmea da Mona Lisa descoberta da Espanha - La Gioconda de Leonardo da Vinci em nova versão


Quadro da Mona Lisa descoberto  no museu do Prado em Madrid pode mudar a história da arte.

O que a princípio parecia ser apenas mais uma cópia caprichada do famoso quadro de Leonardo da Vinci 'A Mona Lisa', contendo entre outras modificações um fundo escuro e um par de sobrancelhas extras pode significar uma reviravolta na história desta que é considerado um dos quadros mais importantes de todos os tempos.
Os curadores do museu de arte nacional da Espanha anunciaram ontem uma impressionante descoberta: o quadro da Mona Lisa encontrado foi de fato pintado por um artista trabalhando no atelier de Leonardo da Vinci. E o que ainda é mais surpreendente: O quadro foi pintado ao mesmo tempo que Leonardo Da Vinci pintava a Monalisa original.
A descoberta vai permitir que se obtenha mais detalhes sobre como Leonardo da Vinci criou a Mona Lisa.
"É como se estivéssemos no próprio atelier, e no cavalete ao lado você pudesse ver que o artista estava trabalhando passo a passo com Leonardo da Vinci. Quando Leonardo fazia uma alteração, ele também mudava algo em seu quadro"  afirmou Gabriele Finaldi,  uma das restauradoras que trabalha na pintura.

O quadro encontrado no museu de Madrid seria a primeira cópia conhecida da famosa pintura de Leonardo da Vinci. A imagem surpreendente de uma paisagem foi descoberta enquanto estava recebendo os retoques finais de  uma restauração que já dura 2 anos. A obra de arte seria emprestada para ser exibida em março no museu do Louvre em Paris. Por causa disso os restauradores resolveram dar uma revitalizá-la. Antes disso eles precisavam analisá-la  com infravermelho e raio-X. Ao fazer isso eles descobriram a paisagem que estava oculta por trás de um fundo escuro.
 
Os curadores acreditam que o autor dessa cópia do retrato da Mona Lisa seja um dos alunos favoritos de Leonardo da Vinci, chamado Francesco Melzi.

Tendo sido protegida por séculos,  essa obra está no museu do Prado desde 1666.Inicialmente como a parte do acervo da coleção real  sendo depois convertida ao tesouro nacional. Durante todo esse período ela ficou armazenada sob as mesmas condições de temperatura e ambiente,o que fez com que essa cópia da Gioconda esteja em melhor estado de conservação do que a original.

No começo acreditava-se que essa ela teria sido pintada  por um pintor flamenco, logo após a morte de Leonardo. Mais tarde cogitou-se que ela seria obra de um italiano.

"Quando você olha para a cópia, você pode imaginar que é assim que a Mona Lisa se parecia, no século 16.Não são apenas os detalhes e o uso das cores. Ela foi protegido da luz e de terra por séculos. Então o que você vê  tem um aspecto muito confiável." Declarou Finaldi.
De fato, a cópia faz com a Mona Lisa, (provável o retrato da esposa de um mercador florentino chamada Lisa Gherardini),  se pareça ainda mais jovem e sedutora.

O chefe das restaurações de pinturas renascentistas, Miguel Falomir, afirmou que "Quando o raio-X revelou a paisagem, vimos que estava em condições absolutamente extraordinária. Foi a coisa mais surpreendente que apareceu  na nossa oficina de restauração nos 14 anos em que aqui trabalho "

Não é a primeira vez que obras importantes são descobertas através do uso da tecnologia. Em 2011, uma obra foi descoberta após uma análise com raio-x sobre um quadro tido até então como obra de um desconhecido. Uma outra imagem por baixo da pintura aparente revelou um auto-retrato do famoso pintor holandês Rembrandt. Também em 2011, uma provável figura do irmão de Napoleão foi encontrada por trás dum quadro de Francisco de Goya. Anteriormente, em 2008,  uma cabeça de mulher tinha sido revelada por trás do quadro  'Pedaço da Relva'  que Van Gogh pintou em 1887. 


Por muitos anos, essa cópia da Mona Lisa já era admirada pelos visitantes do museu do Prado em Madri, mesmo possuindo o  estranho fundo preto. Mas agora, a paisagem revelada por trás da tinta escura parece fazer com que a beleza de La Gioconda seja ainda mais realçada.
"Essa pintura sensacional vai transformar nossa compreensão do quadro mais famoso do mundo" publicou o periódico Art Newspaper, primeira publicação a mencionar o incrível achado histórico.

Fonte:


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cientistas Desenvolvem Veias em Laboratório


Pesquisadores da Universidade de Cambridge teriam conseguido desenvolver em laboratório os três tipos principais de células que compõem as paredes de um vaso sanguíneo. A descoberta poderá representar uma revolução em vários tipos de tratamentos médicos.

Numa pesquisa que durou quatro anos e que foi publicada na revista Nature Biotechnology, eles afirmaram ter desenvolvido uma técnica eficaz em mais de 90% para produção de vasos sanguíneos em larga escala. Na técnica utilizada, eles teriam  usado células da própria pele dos pacientes para fabricar diferentes tipos de células vasculares de músculos.

Os médicos saudaram a descoberta pois ela pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos que salvaria a vidas de pacientes de ataques cardíacos, derrames,  traumas além daqueles que estão tratamento com diálise, por exemplo.

Os cientistas poderiam potencialmente criar vasos sangüíneos em laboratório permitindo que cirurgiões os utilizassem em transplantes evitando assim procedimentos mais arriscados como as chamadas pontes de safena.

A chefe da equipe de pesquisa, Dra. Sanjay Sinha, disse ao Daily Mail que  a descoberta pode realmente revolucionar a medicina: "Esta pesquisa representa um passo importante no sentido de sermos capazes produzir as células musculares lisas que ajudariam a construir estes novos vasos sanguíneos.  Elas poderiam ser utilizadas para construir uma artéria artificial em tubos de ensaio ou poderiam ser injetadas células-tronco diretamente no coração para formá-la dentro dele. "

Uma empresa de biotecnologia americana já tinha conseguido desenvolver vasos sanguíneos pela primeira vez  em junho do ano passado. Eles foram implantados em três pacientes que fazem diálise renal.

Mas a equipe da Universidade de  Cambridge afirma que eles são os primeiros a cultivar tipos múltiplos de células que poderiam ter usos médicos ainda mais amplos.

Tentativas anteriores de construir veias têm exigido plasma, geralmente retirado de sangue de animais. Esse método pode representar um risco uma vez que o sangue de animais e pode conter produtos químicos tóxicos para os seres humanos. A  nova técnica, no entanto,  não usa esse método,  representando menos riscos de saúde.

De acordo com os últimos dados cerca de 12 por cento da população britânica são diagnosticados com distúrbios cardíacos ou circulatórios, enquanto mais de 28.000 são submetidos a operações de ponte de safena anualmente.
Cerca de uma a cada  três mortes na Grã-Bretanha é causada por doenças cardiovasculares,  geralmente devido ao estreitamento ou mesmo o bloqueio dos vasos sanguíneos por depósitos de gordura.

Imagem crédito: www.sxc.hu

Fonte:

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Cientistas Recuperam Áudio de 125 Anos- A Voz de Graham Bell??


Material recuperado pode ter a voz de Graham Bell.
 Uma equipe de cientistas do Lawrence Berkeley National Laboratory  conseguiu recuperar, usando recursos de tecnologia de digitalização óptica 3D, o som de vozes em antigas gravações realizadas no laboratório de Graham Bell.

O material havia sido gravado há 125 anos por pesquisadores que trabalhavam no chamado ‘Volta Laboratory’, laboratório criado por Alexander Graham Bell  em Washington, Estados Unidos, com objetivo de servir às pessoas com dificuldades auditivas.  


O objetivo dessas gravações realizadas pela equipe de Graham Bell era tentar melhorar a qualidade do fonógrafo, aparelho inventado por Thomas Edison em 1877 que permitia gravar e reproduzir áudio.

O fonógrafo inventado por Edison era constituído por um cilindro com sulcos coberto por uma folha de estanho. Uma ponteira aguda era pressionada contra o cilindro que, conectado a um cone, conseguia captar e registrar sons a medida que ia girando. Quando a gravação estava pronta, era possível ouvi-la girando o cone novamente devido a ação de uma agulha que percorria os sulcos e reproduzia as vibrações no cone.

As gravações realizadas no laboratório de Graham Bell haviam sido feitas em vários suportes (mídias) a medida que sua equipe tentava melhorar a qualidade de som do fonógrafo,  na época recentemente inventado por Thomas Edison.

Graham Bell,  famoso por ser considerado durante muito tempo inventor do telefone (em 2002 o governo americano reconheceu que o legítimo inventor do telefone foi o italiano Antonio Meucci )  enviava periodicamente o resultado de suas experiências para o Instituto Simthsonian, como precaução contra a possibilidade de roubarem suas idéias. 

 O problema é que essas gravações que ficaram sob a custódia do Instituto Smithsonian não podiam ser reproduzidas pois os dispositivos que tornariam isso possível não haviam sido enviados por Graham Bell.
Isso fez com que essas gravações permanecessem inéditas por 125 anos.

No entanto, agora, graças a novas técnicas de escaneamento óptico essas vozes podem ser novamente ouvidas.

Os especialistas em restauração de áudio, Carl Haber e Earl Cornell, em conjunto com especialistas de conversão digital,  usando uma combinação de hardware / software chamado sistema IRENE/3D,  conseguiram, primeiro obter imagens de alta resolução dos cilindros ou discos giratórios.
Em seguida,  eles removeram erros causados por danos que os discos ou cilindros sofreram ao longo do tempo.

Para extrair então o áudio original, eles simularam a ação da agulha se movendo sobre os sulcos através de um programa de computador  que lia as imagens digitalizadas em 3D.
Com esse sistema, as gravações iniciais puderam ser obtidas novamente sem que se precisasse sequer tocar no material original, o que poderia danificá-lo durante esse processo.

Com essa técnica inovadora, a equipe do Lawrence Berkeley National Laboratory  foi capaz de ouvir vozes humanas recitando Shakespeare, ou ainda lendo um livro ou um jornal há mais de um século.

Uma outra característica do sistema IRENE/3D,  desenvolvido em Berkley  há quase 10 anos,  é a capacidade de digitalizar discos feitos de vários materiais. O material disponibilizado pelo Instituto Smithsonian, por exemplo, possui discos feitos de cera e alguns de vidro, o que teria exigido um equipamento específico para ouvir o que  cada uma dessas mídias tem gravado.

A equipe já conseguiu reproduzir  até então as gravações de seis discos, mas ainda há cerca de 400 outros no acervo da Smithsonian, além de vários cilindros tanto originários do laboratório de Graham Bell como de outros.

Em relação ao material gravado já recuperado, não se pode afirmar com certeza se alguma das vozes seja de Graham Bell. Mas essa é uma hipótese bastante provável uma vez que a maioria dos historiadores concordam que a equipe de Graham Bell era composta por ele, seu primo Chichester Bell e Charles Sumner Tainter.



Um exemplo do áudio restaurado pode ser obtido no link abaixo:


Imagens:
Disco e foto de Graham Bell – Crédito: Library and Archives Canada
Laboratório Volta – Crédito: DC SHPO


Fontes:

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Marcas Misteriosas em Jerusalém


(Imagem crédito: sxc.hu)

JERUSALEM -  Os arqueólogos que trabalham em escavações em Jerusalém ficaram perplexos ao encontrarem misteriosas esculturas em pedra feitas há milhares de anos. 

 Os três misteriosos cortes em forma de "V'' esculpidos no chão de pedra de um dos quartos de um complexo de salas localizadas na parte mais antiga da cidade possuem cerca de 5 centímetros de profundidade e 50 centímetros de comprimento. 
Ainda não foram encontrados indícios que pudessem sugerir a identidade de quem tenha feito essas marcas e tampouco para que eles serviam. 

 Segundo um dos chefes da equipe de escavação, Eli Shukon, os cientistas não conseguiram até agora formular nenhuma teoria sobre a natureza desses sinais:"As marcas são muito estranhas, e intrigantes. Eu nunca vi nada parecido antes", afirmou Shukron.

O sítio arqueológico onde foram encontradas as estranhas marcas,  conhecido como a Cidade de Davi,  fica em Jerusalém Oriental, no bairro palestino de Silwan e é  financiado por um grupo de nacionalistas judeus. As salas onde ficam as marcas foram descobertas na escavação de fortificações próximo a única fonte de água natural da cidade antiga, a fonte de Giom.

Alguns arqueólogos que participam das escavações cogitam que as marcas podem ter sido foram feitas, há pelo menos 2.800 anos e podem ter acomodado algum tipo de estrutura de madeira ou algum outro propósito específico. Poderiam também ter tido alguma espécie de finalidade ritualística. Mas o fato é que mesmo outros arqueólogos que não participam destas escavações tem alguma idéia concreta sobre a possivel origem dessas marcas.


Mas pode ser que essas marcas não sejam absolutamente inéditas naquele local. Há um século, uma expedição liderada pelo explorador britânico Montague Parker, que procuravam tesouros perdidos do Templo judaico em Jerusalém, entre 1909 e 1911, relataram que encontraram uma marca em forma de um V  em um canal subterrâneo perto dali.  O local onde esta antiga expedição de Parker trabalhou atualmente não é mais escavado.

Cacos de cerâmica encontrados nas salas de indicar que eles foram utilizados pela última cerca de 800 aC, com Jerusalém sob o governo de reis da Judéia, os arqueólogos a escavar dizer. Em torno desse tempo, os quartos parecem ter sido preenchido com entulho para apoiar a construção de uma muralha defensiva.

Também  não se sabe ainda se as salas onde foram encontradas as marcas em ‘V’ foram construídos no tempo dos reis ou séculos antes por antigos moradores da cananéia que os antecederam. A finalidade deste complexo de salas também se reveste de mistério.

 A precisão arquitetônica de suas linhas demonstra apurado conhecimento de engenharia e a julgar pela localização na parte mais importante da cidade, a ‘primavera’,  estas salas poderiam ter tido uma função importante na sociedade da época.

Mas um outro objeto encontrado numa sala próximo a sala das marcas em ‘V’ pode lançar alguma luz a esse mistério:  uma pedra semelhante a uma lápide moderna foi encontrada posicionada na vertical. Esse tipo de pedra foi usada no antigo Oriente Médio como referência para rituais aos antepassados ​​mortos por membros das religiões pagãs que os profetas da cidade israelita tentaram erradicar.

Diante da dificuldade para achar uma explicação para essas marcas,  os reponsáveis pelas escavações na Cidade de David chegaram a colocar uma foto em sua página no Facebook para colherem sugestões sobre esse mistério.

O local onde as esculturas foram encontradas são cobertas de polêmica. Esse nome ‘Cidade de Davi’ teria sido dado pelo próprio rei bíblico que teria governado o local há  3 mil anos. As escavações estão localizadas no que hoje é o leste de Jerusalém, empossada por Israel em 196, local que é reivindicado como a capital de um futuro estado palestino.

 Além disso  a escavação é financiado pela Elad, uma organização vinculada aos assentamentos israelenses. O mesmo grupo também estaria envolvido no deslocamento de famílias judaicas para o mesmo bairro e em para outros lugares no leste de Jerusalém,  o que é interpretado como uma tentativa de tornar impossível qualquer divisão da cidade em um futuro acordo de paz.

Os palestinos e também alguns arqueólogos israelenses criticam também essa escavação por estar focadoa excessivamente na história judaica. Já os membros da própria equipe de escavação,  que trabalham sob a influência do governo de Israel negam essa acusação.



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