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domingo, 23 de abril de 2023

O que sabe até agora sobre a cura do câncer (2023)?


Até o momento, não existe uma cura única e universal para o câncer. No entanto, há avanços significativos na pesquisa e tratamento do câncer que ajudam a melhorar a taxa de sobrevivência e qualidade de vida dos pacientes.

Algumas das opções de tratamento disponíveis incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal, imunoterapia, terapia-alvo, entre outras. O tratamento utilizado depende do tipo e estágio do câncer, bem como das características individuais do paciente.

A pesquisa em câncer continua a evoluir, com novas terapias sendo desenvolvidas e testadas constantemente. Algumas das áreas de pesquisa promissoras incluem a terapia genética, terapia com células-tronco e terapia de nanopartículas.

Nos últimos anos, houve vários avanços no tratamento do câncer, incluindo:

Imunoterapia: Esta terapia envolve o uso de drogas que ajudam o sistema imunológico do paciente a combater o câncer. Ela pode ser eficaz em muitos tipos de câncer, incluindo melanoma, câncer de pulmão e câncer de rim.

Terapia-alvo: Esta terapia envolve o uso de drogas que atacam especificamente as proteínas ou moléculas que impulsionam o crescimento do câncer. Ela pode ser eficaz em muitos tipos de câncer, incluindo câncer de mama, câncer de pulmão e câncer colorretal.

Terapia com células CAR-T: Esta terapia envolve a modificação das células T do próprio paciente em laboratório para atacar as células cancerígenas. Ela tem sido eficaz em tratar alguns tipos de leucemia e linfoma.

Terapia genética: Esta terapia envolve a alteração genética das células do paciente para torná-las mais resistentes ao câncer. Ela tem sido eficaz no tratamento de alguns tipos de câncer, incluindo a leucemia.

Radioterapia de precisão: Esta técnica de radioterapia utiliza imagens de alta precisão para direcionar feixes de radiação no câncer com mais precisão, minimizando o dano às células saudáveis circundantes.

Esses avanços têm permitido aos médicos e pacientes uma variedade de opções de tratamento mais eficazes e menos invasivas do que as disponíveis anteriormente. No entanto, cada paciente e câncer é único, e o tratamento ideal para um paciente dependerá de muitos fatores diferentes.

Embora ainda não exista uma cura única e definitiva para o câncer, o tratamento avançou significativamente nas últimas décadas, e muitos pacientes agora vivem vidas saudáveis e produtivas após o tratamento.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Aspartame, Stevia e Sacarina qual a diferença entre esses adoçantes?


Qual a  diferença entre o aspartame, a sacarina e a estévia?
Qual a melhor opção de adoçante entre o aspartamete, a sacarina e a estévia (ou stevia) ?
Quais os riscos e os benefícios de cada um desses produtos? 
Neste artigo vamos tentar responder algumas das principais questões que rondam esses produtos. 


Stevia

Com muita frequência ouvimos as pessoas dizerem que alguns adoçantes podem causar câncer ou outros problemas de saúde.
A Stevia tem sido amplamente utilizada na indústria de adoçantes "naturais" como uma alternativa muito mais saudável do que o aspartame por exemplo.
No entanto, apesar de suas diferenças químicas, os estudos mostram que as propriedades desses produtos não são muito diferentes. Mas no que eles se diferenciam?


Stevia, aspartame e sacarina

O que é a Stevia? Esta substância, na verdade, é uma molécula orgânica chamada glicosídeo de esteviol, ou esteviosideo, uma substância secundária produzida pela planta Stevia rebaudiana. 
Já o aspartame, é um composto sintético, desenvolvido em laboratório. No entanto, para se extrair a substância, a planta tem que passar por um processo industrial, o que também não é de todo 'natural'.
Em relação a capacidade de adoçar, a stevia parece mais potente que o aspartame, chegando a ser 300 vezes mais forte que o açúcar convencional (enquanto o aspartame é apenas cerca de 200 vezes).

Sacarina

O terceiro adoçante em questão é a sacarina, produto cada vez menos utilizado na indústria de alimentos.
Embora muitas vezes haja uma certa confusão entre aspartame e sacarina, o aspartame vem substituindo cada vez mais a sacarina. 
A razão é que o aspartame tem um maior poder como adoçante, além de não deixar um certo 'gosto amargo' na boca característico da sacarina. 
A sacarina, é uma amida sulfobenzóica, produto obtido a partir do tolueno e outros derivados de petróleo.
Há estudos que avaliam um possível efeito potencialmente perigoso relacionado a irritação da bexiga que poderia levar ao câncer. 
Este possível risco e as demais vantagens dos outros adoçantes citados fazem com que a sacarina seja a opção de adoçante cada vez menos utilizada pela indústria alimentícia. 

Os riscos e benefícios dos adoçantes

Diante do citado acima, surge a pergunta: Até que ponto os adoçantes representam um risco à nossa saúde? 
Mesmo considerando tudo o que se lê por aí sobre essas substâncias, o fato é que não há ainda uma comprovação de que o consumo do aspartame e da estévia tragam riscos à saúde humano.  

O aspartame é uma das substâncias mais estudadas no mundo sendo submetido a testes e estudos constantes principalmente a partir do alerta que levou a suspensão de sua utilização por um certo período há 20 anos atrás. 

Embora ainda não haja nenhum estudo conclusivo sobre os potenciais riscos da stévia ao organismo humano, existem estudos que relacionam 
a stevia com alterações no DNA de células de ratos, o que poderia levar a problemas de saúde relacionados a fertilidade ou mesmo mutações celulares (que poderiam dar origem ao câncer).
Cientistas brasileiros  analisaram o sangue de ratos alimentados com uma solução de esteviosídeo diluída em 
água e identificaram lesões em alguns órgãos como o fígado e o baço. O mais surpreendente para os pesquisadores foi o possível dano ao cérebro dos animais. 
A pesquisa foi coordenada pelo professor Adriano Caldeira de Araújo, do Instituto de Biologia, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), 
com apoio da FAPERJ. Ele teria afirmado que "pesquisadores de diferentes especialidades da área biomédica terão interesse em descobrir por que o esteviosídeo ingerido por via oral, ou o esteviol, um produto de sua metabolização, além de causar inativação de 
células bacterianas, consegue atravessar a barreira hematoencefálica em ratos e causar lesões no DNA de células cerebrais. 
Isso foi detectado por um ensaio chamado Cometa, usado para diagnosticar este tipo de lesões".

DNA

Em outro estudo, entretanto, explicou o professor, o esteviosídeo em contato com o DNA de plasmídeo, se mostrou inócuo. 
"Mas quando penetra em uma célula, como a de uma bactéria presente no nosso trato intestinal, ocorre a sua metabolização e a produção de 
uma outra substância, o esteviol, que é tóxico. Esta substância é, muito provavelmente, a responsável pelas lesões produzidas nas células 
do cérebro dos ratos estudados pela nutricionista Ana Paula da Motta Nunes.
É lógico que não podemos esquecer que esses resultados foram obtidos em ratos. Por outro lado, também é muito importante lembrar que 
a substância esteviol também pode ser formada no organismo de humanos. Isso demonstra a importância de se continuar esses estudos", esclareceu.


Adoçantes e Diabetes 

Já faz algum tempo que surgiram suspeitas de que os adoçantes podem causar diabetes. Vários estudos que mostram cada vez mais 
uma crescente preocupação com a relação entre diabetes tipo 2 e do consumo frequente de adoçantes. 

Alguns médicos e também nutricionistas sugerem que o consumo contínuo e intenso desses produtos pode causar um desequilíbrio metabólico que 
acabará por levar a diabetes. 
O mecanismo segundo a qual essa relação se estabeleceria seriam dois: 

O primeiro, de origem comportamental, os adoçantes fariam com que nosso corpo se preparasse para chegada de açúcar, o que na verdade na ocorre.
Isso poderia resultar num desequilíbrio metabólico tornando-nos mais ansiosos por comer açúcar, que poderia ser aumentado na nossa dieta 
sem que percebamos.

A segunda razão seria o fato de que a microbiologia de nosso sistema digestivo seria alterada pelos adoçantes, tornando-o cada vez mais 
intolerantes à glicose. 
Nos dois casos o resultado seria o mesmo: diabetes tipo II.
As mudanças nutricionais devem ser portanto cautelosas pois nosso organismo leva cerca de 200 mil anos de evolução para adaptar-se a alimentação e mudanças como a introdução de adoçantes ainda suscitam muitas dúvidas se trazem mais benefícios do que problemas à nossa saúde.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Carne Processada Associada ao Câncer de Pâncreas Revela Estudo


Saúde: Carne processada associada ao câncer de pâncreas

Cientistas suecos relacionam  comer carne processada, como bacon ou salsichas,  com o câncer de pâncreas.
Embora este seja um tipo raro de câncer com baixa incidência na população, os pesquisadores divulgaram que  comer 50 g de carne processada, o equivalente a uma salsicha, todos os dias aumentaria o risco de contrair a doença em 19%.  Se for consumido o dobro, cerca de 100 gramas, este risco aumentaria para 38%.

Os pesquisadores do Instituto Karolinska, liderados pela professora Susanna Larsson,  se debruçaram sobre dados de 11 outros estudos que envolviam 6643 pacientes com câncer de pâncreas. O resultado deste estudo foi publicado no British Journal of Cancer.


Já o Fundo Mundial para a Pesquisa do Câncer  sugere que esta relação estaria mais ligada ao desenvolvimento da obesidade. Já existem fortes evidências de que a obesidade aumenta o risco de câncer de pâncreas e este novo estudo pode estar indicando outro importante fator por trás da doença.

A relação entre a ingestão de carne vermelha processada e o câncer de intestino já havia sido estabelecida anteriormente. Foi essa a razão que levou o governo britânico a recomendar em 2011 que a população não consuma mais de 70 gramas diariamente.

Susanna Larsson, afirmou em entrevista à rede BBC que embora seja sabido que comer carne vermelha aumente o risco de câncer colorretal, a relação a outros tipos de câncer ainda é desconhecida.
"O câncer de pâncreas tem as taxas de sobrevida muito baixas. Portanto, além de ser diagnosticado cedo, é importante entender o que pode aumentar o risco desta doença.." declarou Larsson ao recomendar que as pessoas comam menos carne vermelha.

Entre os principais sintomas do câncer de pâncreas estão:
- Perda de peso e fraqueza inexplicada
- Dores abdominais (muitas vezes descrita como uma dor aguda que se espalha para as costas que piora quando o paciente se alimenta.)
- Icterícia (pele e mucosas amareladas)
- Náuseas e perda de apetite
- Dores nas costas
- Comichões na pele
- Diabetes
- Febre e calafrios

O aparecimento de câncer de pancreas durante a vida  é relativamente pequeno, 1 em cada 77 homens ou uma em cada 79 mulheres desenvolvem esta doença, segundo informou o centro de pesquisas britânico para o câncer. A diretora de informação Sara Hiom acha que ainda é cedo e seriam necessários mais estudos até que se conclua que a ingestão de carne seja um fator de risco para o câncer pancreático. "Mas essa nova análise sugere que a carne processada pode estar desempenhando um papel nesse sentido" concluiu ela,  ressaltando porém que o cigarro é um fator de risco ainda muito maior.

Já a doutora, Rachel Thompson, vice-chefe do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer (World Cancer Research Fund – WCRF) informou que ao final de 2012 deverão re-examinar os fatores que levam ao câncer de pâncreas bem como sua relação com o consumo de carne processada.

Ainda que os resultados deste estudo não sejam definitivos, como já foi estabelecida a ligação da carne vermelha com a chance de desenvolver câncer no intestino, a recomendação da WCRF é de que se consuma apenas meio quilo de carne por semana e que carnes processadas sejam evitadas completamente.


Crédito da Imagem: www.sxc.hu

Via:

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Chinesa tem um chifre na cabeça

Foto: CHINA FOTO PRESS / BARCROFT MEDIA


Uma anciã chinesa de 102 anos de idade chamada Zhang Ruifang tem um tumor de cerca de 10 cm que mais parece um chifre na cabeça.  
Via: http://www.telegraph.co.uk/
 

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Terapia Genética - Novo tratamento para o câncer de pele

Segundo dados preliminares publicados no New England Journal of Medicine, os pacientes de câncer de pele em estado avançado (em metástase por exemplo) poderão contar com um nova e promissor tratamento: a terapia genética.


Enquanto o câncer de pele possui alto índice de cura quando identificado precocemente, existem poucos tratamentos eficientes disponíveis para aqueles pacientes que já tiveram o câncer espalhado pelo corpo (metástase). Isso faz com que a expectativa de sobrevivência para pacientes com melanoma em processo de metástase é de no máximo nove meses.

O novo tratamento tem foco na mutação da proteína BRAF, que se torna hiperativa e cancerígena em mais da metade de todos os melanomas. A nova droga desenvolvida conseguiu reduzir o tamanho de tumores e retardaram o avanço da doença em 81% dos pacientes que tinham tal mutação.

O Dr. Keith Flaherty, diretor do Developmental Therapeutics no Hospital Geral do Câncer em Massachussets, afirma que este tratamento dá esperança aos pacientes que até agora tinham pouca ou nenhum tratamento eficiente.Ele afirmou a ABC News que "Esse tipo de tratamento mira a raiz do que causa o câncer”.

Embora seja muito cedo para dizer qua a eficácia deste tratamento no aumento da expectativa de vida desses pacientes, os médicos estão bastante animados com esse novo tipo de tratamento que poderá salvar a vida de muitas pessoas.

"Esta terapia tem uma resposta excelente nos pacientes, é fenomenal. Eu tenho tratado pacientes com melanoma em estado avançado por 25 anos e esta é uma das mais importantes descobertas que nós já vimos " afirmou a Dra. Lynn Schuchter, professora de medicina no Abramson Cancer Center na Universidade da Pennsylvania que participou da pesquisa administrando a nova droga a seus pacientes.

O tratamento, em forma de cápsulas, tem poucos efeitos colaterais negativos que inclui rash cutâneo e formação de novas lesões não cancerosas.

Schuchter afirmou a ABC News que seus pacientes toleraram bem o tratamento e inclusive declararam que a dor que sentiam foi significantemente reduzida 24 horas após começarem a tomar a nova medicação.

Entretanto, apenas os pacientes que tem a mutação BRAF poderão se beneficiar desta nova terapia sendo que entre estes, a maioria, mas não todos, respondem bem ao tratamento.

Outra questão importante é a tendência que a droga perca a eficiência com o tempo. "É a mesma idéia de quando uma bactéria desenvolve resistência a certos antibióticos, a mesma coisa acontece na terapia do câncer” complementou Schuchter.

O Dr. Flaherty diz que embora os resultados da terapia não sejam permanentes, ela representa um grande avanço e um considerável ganho de tempo para que sejam desenvolvidas novas linhas de terapias que previnam essa resistência.

Considerando a falta de tratamentos eficazes contra o melanoma, e a importância dessa descoberta ele espera que esta droga logo seja aprovada pelo órgão regulador de saúde americano FDA e que esteja disponível para o público já no próximo verão americano.

Referência: ABCNEWS

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Broto de Brocolis Previne Cancer


Os brotos de brócolis podem ajudar a prevenir o câncer do estômago. Essa é a conclusão de um estudo feito no Japão e publicado no periódico científico Cancer Prevention Research.


Esse vegetal possui em abundância um agente bioquímico natural chamado sulforaphane qua provoca a produção de enzimas que protegem a mucosa do estômago contra a ação de agentes prejudiciais ao nosso organismo.

No estudo, o cientista Jed Fahey da Universidade de medicina John Hoskins afirma que esse alimento se comido regularmente pode evitar vários problemas gástricos podendo inclusive prevenir o câncer de estômago.

Há tempos que a comunidade científica sabe que o sulforaphane é um potente antibiótico contra a Helicobacter, uma bactéria que causa gastrite, úlcera e câncer do estômago. Mas esta é a primeira experiência que realmente comprova os efeitos desta substância no corpo humano.

Os brotos de brócolis têm concentração muito mais elevada desta substância do que os ramos já maduros do vegetal.Neste estudo foram dadas a 25 pessoas 70 gramas por dia de brotos de brócolis por dois meses. Outros 25 voluntários consumiram uma quantidade equivalente de alfalfa que não contêm o sulforaphane.

Os indivíduos que consumiram brotos de brócolis tiveram uma significativa redução nos problemas gástricos. A Helicobacter é classificada como um agente cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde e afeta a metade da população do planeta. Até então o tratamento convencional para os problemas provocados por essa bactéria vem sendo tratados com antibióticos.

Via:ABC News

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Maconha Está Relacionada Com Câncer Testicular


Em meio a polêmica causada pela punição ao nadador americano Michael Phelps por ter sido flagrado usando maconha, é divulgado nos estados unidos um estudo que associa o uso regular de maconha com o câncer nos testículos. A pesquisa foi divulgada ontem (09/02/2009) no Journal of Cancer.

A Doutora Janet Daling, autora do artigo afirma que "Tem havido muito pouca pesquisa sobre o uso de marijuana e sua associação com o risco de câncer. Esta é a primeira vez que essa relação é mostrada".

Dailing é membro da Divisão de Ciências da Saúde Pública no centro de pesquisa de câncer Fred Hutchinson em Seattle nos Estados Unidos. Ela entrevistou 369 homens diagnosticados com câncer no testículo e 979 homens saudáveis com idades entre 18 e 44 anos enfocando o histórico sobre o uso da maconha durante a vida destas pessoas. Após excluírem o uso de outras substâncias como o fumo e o álcool e fatores familiares (que também predispõem ao risco de câncer nos testículos), os pesquisadores descobriram que os indivíduos que fumam regularmente maconha tem aumentado em 70% os riscos de câncer nos testículos .

Os participantes que usaram marijuana pelo menos uma vez por semana ou mais ou que tiveram um histórico de longo prazo como consumidores da erva tendo consumido desde a adolescência, tiveram duas vezes mais risco de terem câncer testicular do que aqueles que nunca a usaram.

Além disso, a associação entre o uso frequente de maconha e o cancer testicular foi mais notada naqueles homens que tinham o tipo não-seminomatoso (câncer mais agressivo e que ataca principalmente jovens) do que aqueles indivíduos com o tipo seminomatoso.

Embora essa pesquisa tenha um impacto maior sobre os usuários habituais da maconha ela depõe severamente contra a crença de que essa droga é uma das que menos danos causam a saúde.

Em 2006 uma pesquisa nos Estados Unidos indicou que 14.8 milhões de americanos com idade a partir de 12 anos usaram maconha pelo menos uma vez ao mês antes que fossem entrevistados, fazendo desta a droga ilícita mais popular naquele país.

De acordo com o Instituto do Câncer americano, o câncer testicular é o tipo mais comum entre os americanos de pele branca com idades entre 15 e 34 anos. Entre 2001 e 2005, aproximadamente metade dos casos de câncer nos testículos ocorreram em indivíduos entre 20 a 34, anos de idade. Apesar desta forte incidência entre os homens jovens o câncer testicular é considerado um tipo raro de câncer tendo nos estados unidos cerca de 8 mil casos por ano.

Professor de hematologia e oncologia na Universidade de Atlanta Dr. Omer Kucuk, um expert em cancer e sua relação com a nutrição, não esteve envolvido com a pesquisa mas faz sua análise de que não ficou surpreso com seus resultados. Segundo ele, embora este seja o primeiro relatório específico a analisar a relação com o câncer já há evidências de que a maconha afete o sistema reprodutivo tanto de homens quanto de mulheres incluindo a produção de hormônios e a qualidade do esperma.

Referência: http://www.abcnews.com/

sexta-feira, 7 de março de 2008

A Polemica da Lei da Biosegurança


No relatório do ministro Carlos Brito do Supremo Tribunal Federal, relator no caso da ação direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 5º da “Lei da Biossegurança”, são citados dois trechos pronunciados por cientistas que sintetizam a posição das partes que discordam quanto o que representa o embrião humano fertilizado in-vitro:

O primeiro é um trecho da explanação proferida pela Drª Mayana Zatz, professora de genética da Universidade de São Paulo:

“Pesquisar células embrionárias obtidas de embriões congelados não é aborto. É muito importante que isso fique bem claro. No aborto, temos uma vida no
útero que só será interrompida por intervenção humana, enquanto que, no embrião congelado, não há vida se não houver intervenção humana. É preciso haver intervenção humana para a formação do embrião, porque aquele casal não conseguiu ter um embrião por fertilização natural e também para inserir no útero. E esses embriões nunca serão inseridos no útero. É muito importante que se entenda a diferença”.

O segundo trecho citado pelo ministro relator é da Drª Lenise Aparecida Martins Garcia, professora do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília que repsenta a corrente que se opõe a Lei da Biosegurança no que se refere a pesquisa com células tronco de embriões fecundados em laboratório:

“Nosso grupo traz o embasamento científico para afirmarmos que a vida humana começa na fecundação, tal como está colocado na solicitação da Procuradoria. (...) Já estão definidas, aí, as características genéticas desse indivíduo; já está definido se é homem ou mulher nesse primeiro momento (...). Tudo já está definido, neste primeiro momento da fecundação. Já estão definidas eventuais doenças genéticas (...). Também já estarão aí as tendências herdadas: o dom para a música, pintura, poesia. Tudo já está ali na primeira célula formada. O zigoto de Mozart já tinha dom para a música e Drummond, para a poesia.
Tudo já está lá. É um ser humano irrepetível”.

Estes dois trechos mostram resumidamente que a discussão é muito ampla tendo todos os lados suas razões e justificativas sejam científicas, religiosas ou morais.

O artigo em discussão e que foi objeto da ação direta de inconstitucionalidade é esse:

“Art. 5o É permitida, para fins de

pesquisa e terapia, a utilização de células tronco

embrionárias obtidas de embriões humanos

produzidos por fertilização in vitro e não

utilizados no respectivo procedimento,

atendidas as seguintes condições:

I – sejam embriões inviáveis; ou

II – sejam embriões congelados há 3

(três) anos ou mais, na data da publicação

desta Lei, ou que, já congelados na data da

publicação desta Lei, depois de completarem 3

(três) anos, contados a partir da data de

congelamento.

§ 1o Em qualquer caso, é necessário

o consentimento dos genitores.

§ 2o Instituições de pesquisa e

serviços de saúde que realizem pesquisa ou

terapia com células-tronco embrionárias humanas

deverão submeter seus projetos à apreciação e

aprovação dos respectivos comitês de ética em

pesquisa.

§ 3o É vedada a comercialização do

material biológico a que se refere este artigo

e sua prática implica o crime tipificado no art.

15 da Lei no 9.434, de 4 de fevereiro de 1997.”


O argumento do autor da ação é de que esses dispositivos contrariam “a inviolabilidade do

direito à vida, porque o embrião humano é vida humana, e faz ruir fundamento maior do Estado democrático de direito, que radica na preservação da dignidade da pessoa humana”

Quem quiser ler na íntegra o relatório e voto do Ministro Carlos Ayres Brito pode baixar ou acessá-lo no seguinte endereço:

http://www.stf.gov.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/adi3510relator.pdf

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Prevenindo o Câncer da Próstata



Achei este texto muito informativo, e apesar do preconceito que circula o tema do exame de "Toque Retal", ele ainda é o mais eficiente para prevenção do câncer de próstata.

O Câncer da próstata é uma doença que pode surgir com o envelhecimento do homem, a partir dos 40 anos. À medida que o homem vai envelhecendo, a incidência dessa doença vai aumentando. Quanto mais cedo essa doença atinge o indivíduo, mais grave ela será.
Quanto mais tarde se fizer o diagnóstico, mais difícil será a cura. Nos Estados Unidos, é o câncer mais diagnosticado em homens e a segunda causa principal de todas as mortes por câncer. No Brasil, apesar das estatísticas não serem muitos fiéis, já caminha para a primeira causa.

Neste texto há orientações básicas sobre a doença para você ler, se informar e saber como buscar o diagnóstico precoce e o tratamento correto. Assim, você poderá se precaver ou se tratar, resultando na melhoria da qualidade de vida para você e sua família. O que é a próstata A próstata é um pequeno órgão situado logo abaixo da bexiga, em forma de uma castanha portuguesa, atravessada pela uretra. Só os homens possuem próstata e o seu desenvolvimento é estimulado pela testosterona, o hormônio sexual masculino produzido pelos testículos.

Para que serve a próstata

A próstata é um órgão glandular que produz uma substância que, juntamente com a secreção da vesícula seminal e os espermatozóides produzidos nos testículos, vai formar o sêmem ou esperma. Sem o líquido produzido pela próstata, os espermatozóides não viveriam até atingir o óvulo no momento da fecundação. Além de conferir proteção, contém alimentos para o espermatozóide, na sua longa caminhada ao encontro do óvulo.

As doenças que ocorrem na próstata A próstata, ao contrário do que se pensa, é sede de um grande número de doenças que atingem o homem desde a adolescência até a velhice.

Prostatite

Trata-se de uma infecção que chega a próstata, na maioria das vezes pela uretra, algum tempo após uma uretrite purulente ou não, podendo também vir pelo sangue de um outro foco infeccioso que está à distância. Uma sinusite, por exemplo. Sintomas - Os sintomas podem vir desde uma sensação de queimação da uretra, até dor dos mais variados graus na região entre o ânus e o escroto, seguida ou não de febre e mal-estar.

Tumor benigno da próstata

Também conhecido como adenoma de próstata, é a doença que mais incide na próstata. Consiste em um crescimento das glândulas prostáticas e, consequentemente, de toda a próstata. como a próstata é atravessada pela uretra, esta passa a ser comprimida, dificultadando a passagem da urina.


Sintomas


O jato uruinário vai se tornando cada vez mais fraco e fino. - A pessoa urina muitas vezes durante a noite. - Após urinar , logo sente vontade de urinar de novo, e urina mais um pouco. - Às vezes, após urinar, sente que ainda ficou com urina na bexiga. - Pode sentir forte vontade e ter que sair correndo para urinar, podendo até fazer na roupa ou na cama.

Tumor maligno da próstata

O grande problema é que, na grande maioria das vezes, o câncer de próstata, na sua fase inicial, não apresenta nenhum sintoma. Numa fase adiantada, começará a obstruir a urina, como ocorre com o tumor benigno, mas o tratamento curativo já é mais difícil. Trabalhos já mostraram que em autópsias realizadas em 100 indivíduos de 40 a 50 anos que vieram a falecer de várias causas, 4 deles eream portadores de câncer da próstata, sem nunca terem se queixado de qualquer sintoma. O tumor maligno da próstata pode estar associado ao tumor benigno, logo, os sintomas podem ser os mesmos.

Disseminação

O câncer da próstata, quando avança, pode se disseminar (espalhar-se) pelo corpo, vindo a atingir outros órgãos, e principalmente os ossos. Uma dor na coluna vertebral num indivíduo na idade de risco pode ser até uma disseminação do tumor. Pode também atingir as costelas, bacia, fêmures, etc. muitas vezes o indivíduo tem uma fratura espontânea do fêmur, sem qualquer trauma, o que poderá ser uma fratura patológica, provocada pela disseminação do tumor.

Exames Preventivos


Toque retal - O indivíduo do sexo masculino, a partir dos 40 anos, deve realizar o exame de toque retal pelo menos uma vez por ano. Neste exame, o médico pesquisa o tamanho, consistência, pontos endurecidos dolorosos e mobilidade. O reto é a única via natural de acesso por ter sua parede intimamente ligada à próstata. O grande problema é que os latinos, de um modo geral, têm grande preconceito com esse exame. No exército americano se dá tanta importância ao exame que o militar é obrigado a se submeter a partir dos 35 anos. Este toque serve para se fazer o diagnóstico precoce do tumor, mesmo quando não há sintomatologia, o que, na maioria das vezes, após tratamento cirúrgico , leva à cura.

PSA - Significa ántígeno prostático específico e é medido através do sangue do indivíduo. Trata-se de um antígeno específico da próstata, podendo estar normal ou aumentado tanto no adenoma benigno da próstata quanto no câncer da próstata, sendo que neste último, na maioria das vezes, etá aumentado. Logo, o PSA por si só, sem o toque retal, não elimina a possibilidade do câncer.
Em casos iniciais, isto é, quando o tumor ainda está na próstata, o tratamento é cirúrgico. Faz-se a retirada de toda a próstata, o que, na maioria das vezes, é curativo. Quando o tumor deixa a próstata, faz-se um tratamento à base de hormônios, chamado quimioterapia hormonal, com a finalidade de antagonizar os efeitos da testosterona.
Em outros casos, pode-se fazer radioterapia, associada ou não aos outros tratamentos anteriores.
Os demais exames como ultra-sonografia e outros mais sofisticados ficam a critério médico, caso necessite de mais informações. Porém, é importante lembrar que o exame de toque retal é insubstituível.

Créditos Coordenação: Dr. Jhoson Gouvêa Texto: Carlos Henrique Gobbi Ilustrações: Celso Pavezi Produção: Criativa Propaganda Equipe UNIMED: Dra. Ana Maria Ramos, Dr. Celso Ricardo Emerich de Abreu, Dra. Eliane Mara dos Reis Cintra, Dr. Elton Francisco Nunes Baptista, Dr. Felipe José Granja Moysés, Dr. Fernando Antônio Furieri, Dr. Fernando Ronchi, Dr. Henrique Zacharias Borges Filho, Dr. Marcos Ceccato, Dra. Maria Angélica Carvalho Andrade, Dra Maria da Penha Zago Gomes, Dra. Maria Inez Caser França, Dr. Milton Octávio Costa, Dr. Renato Lírio Morelato, Dra. Sueli Ramos de Oliveira, Dra. Kátia Regina de Castro Santos Silva, Dra. Maria da Penha Guarçoni de Paula, Dr Ary Célio de Oliveira.

Fonte: UNIMED VITÓRIA

Cientistas Criam Células Tronco do Câncer de Mama


A descoberta vai acelerar o desenvolvimento de drogas ainda mais eficientes

O cientista de Harvard Tan Ince desenvolveu uma forma de transformar células comuns em células tronco de câncer de mama. Esse tipo de célula é a que pode iniciar e espalhar tumores.

Células tronco de câncer são difíceis de serem isoladas de tecidos retirados em biópsias por serem extremamente raras de serem encontradas (cerca de uma em um milhão), segundo informou Ince ao HealthDay News. Essas células são as principais responsáveis pelo câncer se espalhar pelo corpo ocasionando a maioria das mortes. A metástase acontece quando uma célula tronco do câncer se despreende do tumor e viaja através do corpo para outro local.

Há uma forte carência de células tronco de câncer na indústria farmacêutica onde são usadas para testar novas drogas contra a doença.

Até então, os testes com as drogas em desenvolvimento usavam amostras de tecidos contendo poucos exemplares de células tronco de câncer. Então, mesmo se uma droga matasse 99% de células de um tumor em laboratório, não haveria garantia de que mataria qualquer célula tronco do tumor. Ou seja, a descoberta de Ince permitirá às companhias farmacêuticas desenvolverem mais rapidamente drogas que matem as células tronco do câncer aumentando bastante a expectativa de cura.



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