terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cientistas Desenvolvem Veias em Laboratório


Pesquisadores da Universidade de Cambridge teriam conseguido desenvolver em laboratório os três tipos principais de células que compõem as paredes de um vaso sanguíneo. A descoberta poderá representar uma revolução em vários tipos de tratamentos médicos.

Numa pesquisa que durou quatro anos e que foi publicada na revista Nature Biotechnology, eles afirmaram ter desenvolvido uma técnica eficaz em mais de 90% para produção de vasos sanguíneos em larga escala. Na técnica utilizada, eles teriam  usado células da própria pele dos pacientes para fabricar diferentes tipos de células vasculares de músculos.

Os médicos saudaram a descoberta pois ela pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos que salvaria a vidas de pacientes de ataques cardíacos, derrames,  traumas além daqueles que estão tratamento com diálise, por exemplo.

Os cientistas poderiam potencialmente criar vasos sangüíneos em laboratório permitindo que cirurgiões os utilizassem em transplantes evitando assim procedimentos mais arriscados como as chamadas pontes de safena.

A chefe da equipe de pesquisa, Dra. Sanjay Sinha, disse ao Daily Mail que  a descoberta pode realmente revolucionar a medicina: "Esta pesquisa representa um passo importante no sentido de sermos capazes produzir as células musculares lisas que ajudariam a construir estes novos vasos sanguíneos.  Elas poderiam ser utilizadas para construir uma artéria artificial em tubos de ensaio ou poderiam ser injetadas células-tronco diretamente no coração para formá-la dentro dele. "

Uma empresa de biotecnologia americana já tinha conseguido desenvolver vasos sanguíneos pela primeira vez  em junho do ano passado. Eles foram implantados em três pacientes que fazem diálise renal.

Mas a equipe da Universidade de  Cambridge afirma que eles são os primeiros a cultivar tipos múltiplos de células que poderiam ter usos médicos ainda mais amplos.

Tentativas anteriores de construir veias têm exigido plasma, geralmente retirado de sangue de animais. Esse método pode representar um risco uma vez que o sangue de animais e pode conter produtos químicos tóxicos para os seres humanos. A  nova técnica, no entanto,  não usa esse método,  representando menos riscos de saúde.

De acordo com os últimos dados cerca de 12 por cento da população britânica são diagnosticados com distúrbios cardíacos ou circulatórios, enquanto mais de 28.000 são submetidos a operações de ponte de safena anualmente.
Cerca de uma a cada  três mortes na Grã-Bretanha é causada por doenças cardiovasculares,  geralmente devido ao estreitamento ou mesmo o bloqueio dos vasos sanguíneos por depósitos de gordura.

Imagem crédito: www.sxc.hu

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