sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

YouTube remove 2 bilhões de visualizações falsas de vídeos

O Youtube,  maior portal de vídeos do planeta, removeu nos últimos dias mais de 2 bilhões de visualizações de vídeos, em sua maioria relacionados à música.
Segundo o site Daily Dot, o motivo do Youtube tê-las removido foi porque empresas como Universal, Sony e RCA,  estavam burlando as estatísticas e criando falsas visualizações de seus vídeos. O  YouTube tomou a iniciativa dessa punição quando percebeu que as produtoras envolvidas contrataram os serviços de sites como o Fiverr que gera visualizações que na verdade nunca existiram, forçando de forma fictícia a popularidade desses vídeos .
 
A maior perda de visitas teria sido a da Universal cujas visualizações foram reduzidas em mais  de um bilhão.
A segunda maior punição foi para a Sony/BMG que perdeu em um dia 850 milhões de visualizações ficando com apenas 2,3 milhões. A RCA perdeu 159 milhões de visualizações ficando agora com cerca de 120 milhões.
 
 
O Google teria confirmado,  segundo o Dot Daily, que essas empresas ligadas a indústria musical teriam violado os termos de serviço do YouTube,  que estabelece que seus usuários não podem aumentar artificialmente o número de visitas aos vídeos. Segundo o Google, eles estão constantemente trabalhando para que a política de contagem de acessos (viewCount ) seja a mais fiel possível, representando dessa forma o interesse real dos internautas.
 
É sabido que atualmente existem muitos sites oferecendo serviços que prometem a possibilidade de aumentar a exposição na web. O YouLikeHits, por exemplo,  permite ao usuário aumentar o número de likes no Facebook ou mesmo o número de seguidores no Twitter.
Esse tipo de artifício não é nenhuma novidade pois já faz algum tempo que o agregador de notícias Digg oferece serviços de "votos" pagos para forçar notícias a ocuparem as primeiras posições em seu site.
 (imagem:Info Abril)
 
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Converter Água em Combustível para aviões em Combate


Cientistas da Marinha americana anunciam que estão muito próximos de conseguir transformar água do mar em combustível para aviões de combate.
A pesquisa vem sendo realizada no Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA e consiste em conseguir obter dióxido de carbono e hidrogênio  a partir de água do mar.

Segundo esses cientistas, tal proeza seria fundamental para transformar o dióxido de carbono e hidrogênio em hidrocarbonetos que poderiam ser empregados na obtenção e estocagem do JP-5,  um combustível amplamente usado nos jatos militares.

O  JP-5 é um combustível derivado da querosene, e é constituído por uma mistura de vários hidrocarbonetos, alcanos, cicloalcanos e hidrocarbonetos aromáticos.É considerado o mais importante combustível de aviação para motores a jato utilizados em aeronaves da Marinha americana.

Conforme explicaram os especialistas, a produção a partir da água do mar iria poupar a Marinha da perigosa logística que envolve o transporte de combustível para abastecimento de seus aviões.

Segundo um dos cientistas, Heather Willauer, o principal benefício seria a capacidade de produzir estoques do combustível JP-5 no mar o que reduziria a necessidade de fornecimento a partir de bases distantes aumentando a segurança das operações da Marinha com pouco impacto ambiental.
Mas a pesquisa já gera controvérsia. Republicanos no Congresso americano se opõem contra altos  investimentos como este da Marinha em sua  tentativa de desenvolver combustíveis alternativos. A crítica se refere ao fato de que a Marinha não pode se dar ao luxo de tentar criar combustível a partir de água do mar num momento de cortes no orçamento da defesa americana.

Via: Alt1040

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Desenvolvida Espuma injetavel para parar hemorragia


 
Um projeto patrocinado pela Agência americana de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) chamado Wound Stasis System, resultou no desenvolvimento de uma espécie de espuma sintética injetável que é capaz de estancar alguns tipos de hemorragias internas.
 
O invento é considerado de grande importância militar tendo em vista que poderá  ser utilizado para estabilizar a condição de saúde de soldados feridos de forma que possam ser transportados em segurança até o local onde receberá atendimento médico.
 
Em situações de guerra, a rápida estabilização dos feridos pode representar a diferença entre a vida e a morte, já que a própria evacuação da área de conflito pode agravar seu quadro de saúde.
 
Um dos principais problemas são quando as lesões são internas, tornando-se extremamente difícil de conter a hemorragia.
A espuma, na verdade um polímero de poliuretano,  é injetada no paciente na forma de dois líquidos distintos. Ao se encontrarem e se misturarem dentro da cavidade abdominal,  formam um material cuja expansão chega a 30 vezes o volume original. Ao solidificar-se, hemorragia é parada mantendo  em ordem os órgãos até que se tenha condições técnicas de providenciar atendimento médico adequado.
 
Outra característica importante é que essa espuma pode ser posteriormente retirada do corpo por um médico cirurgião em cerca de um minuto, como se fosse uma massa compacta ficando para trás apenas alguns poucos fragmentos. 
Nos testes realizados pela DARPA, o invento conseguiu parar sangramentos graves em lesões internas em no máximo três horas. Isso implicou na diminuição de até seis vezes a perda de sangue durante este período de tempo. A taxa de sobrevivência dos pacientes que receberam a espuma aumentou de 8% para 72% , evidenciando sua promissora eficiência no tratamento de feridos em combate.
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Fertilizacão In Vitro Aumenta Risco de Má-Formacão em Crianças

Especialistas da da Universidade da Califórnia (UCLA) em Los Angeles (EUA), mostram que crianças que são concebidas através da chamada fertilização in vitro tem um aumento considerável no risco de desenvolver defeitos congênitos se comparadas com crianças concebidas de forma natural. 

O percentual  de risco para bebês fertilizados in vitro chega a  9%, enquanto as crianças concebidas naturalmente possuem risco 
de 6,6 %.

A diferença também é percebida se forem analisados individualmente alguns problemas congênitos a que estão sujeitas: Má formação dos olhos (3% contra 2% de risco em bebês concebidos de forma natural),  coração (5% contra 3%) e problemas genito-urinários (1,5% contra 1%).

De acordo com Lorraine Kelley-Quon chefe da pesquisa cujo resultados foram  apresentados na conferência anual da Academia Americana de Pediatria: "É importante para os pais que estão considerando a fertilização in vitro ou outras tecnologias de reprodução assistida que entendam esse potencial risco médico antes de tomarem a decisão de optar por esse tipo de fertilização".

Nos Estados Unidos, o estado da Califórnia é o que possui a maior taxa de utilização de técnicas de fertilização in vitro. O estudo se baseou em dados obtidos sobre crianças nascidas entre 2006 e 2007 a partir da fertilização in vitro ou cujas mães foram submetidas a tratamentos para aumentar a fertilidade.  Os pesquisadores envolvidos nesse estudo consideraram fatores como idade da mãe, raça, número de filhos, sexo do bebê bem como a presença de defeitos congênitos.

O estudo foi conduzido no Hospital Infantil Mattle da Universidade da Califórnia envolvendo dados de 4795 crianças nascidas com fertilização in vitro e, 46.025 concebidas de forma natural, todas com as mesmas características demográficas maternas.

Os cientistas identificaram  3.463 casos de defeitos congênitos importantes. As crianças concebidas pela fertilização in vitro tiveram risco 1,25 vezes maior do que as que foram concebidas naturalmente. Já para os casos de tratamentos de infertilidade, como a inseminação artificial ou a indução da ovulação, o risco não foi considerado significativo.

Fonte: El País

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pais mais velhos geram filhos com mais problemas de saúde?

Pais mais velhos transmitem aos filhos mais mutações genéticas relacionadas por exemplo ao autismo.

Estudo relaciona idade do pai com o risco de autismo nos filhos.

Uma metamorfose ambulante é de fato uma boa definição da condição humana. Nosso organismo está constantemente se renovando e a cada vez que novas células são geradas há um certo risco da cópia não sair exatamente igual a original.
 Diante de tantas cópias, as informações sobre as características de cada indivíduo presentes em nosso DNA podem terminar levando adiante um erro, uma mutação.

Pesquisadores Islandeses publicaram na revista Nature um estudo no qual foi constatado que o homem quanto mais velho tem mais chances de provocar mutações em seus descendentes. Eles analisaram o efeito causado pelo envelhecimento dos pais antes de gerarem seus filhos e a constatação é a de que a cada ano em que o homem fica mais velho, os filhos que porventura gerarem terão duas mutações mais.

De acordo com esse estudo, processo semelhante ocorre com as mães. Conforme envelhecem elas também podem provocar mutações em seus descendentes mas a taxa de transmissão é menor.
A idade da mãe, já tinha sido relacionada a alterações genéticas, que podem provocar, entre outros  problemas a síndrome de Down (a chamada trissomia do cromossoma 21).  Mas essas alterações parecem estar mais relacionadas com a imperfeição ao copiar cromossomas inteiros e não ao replicar cada gene individualmente ( os cromossomas armazenam conjuntos de genes).

O trabalho realizado pelos pesquisadores (em sua maioria vinculados a DeCode, empresa que se dedica ao estudo dos dados genéticos dos habitantes da Islândia)  teve seu foco principal na decodificação do DNA de 78 trios (pai, mãe e filho) .

Ao estudar  esses casais e seus filhos eles constataram uma clara relação entre a idade do pai e o número de mutações que vão interferir na saúde de seus filhos. A equipe descobriu que um filho de um pai de 20 anos  recebe em média 25 mutações genéticas cuja origem podem ser encontradas no genoma do homem.  Esse número vai aumentando de 2 em 2 a cada ano que o pai envelhece.

 O número de mutações transmitida aos filhos chega a 65 se o homem tiver 40 anos de idade no momento da concepção.  Já as mães parecem contribuir com 15 mutações independentemente da idade em que geraram suas crianças. O motivo parece ser  produção de espermatozóides que é constante e em grande quantidade no homem. Já a produção de óvulos, na mulher,  é muito menor . A redução do número de processos diminui a probabilidade de ocorrerem erros.

Considerando duas evidências já conhecidas, a de que existe uma causa genética para trastornos como  autismo e a esquizofrenia e que há uma relação entre a idade dos pais e a geração de filhos com essas doenças, a conclusão que se chega é que essas novas mutações sejam a explicação para o aumento dos casos de ambas enfermidades.

Caso  essa relação se confirme, a sugestão de alguns especialistas como Alexey Kondrashov, da Universidade de Michigan, chega a parecer drástica: Os homens deveriam congelar seu esperma na juventude para utilizá-los mais tarde quando quiserem ter filhos mais saudáveis.

Fontes:

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Antibiótico Faz a Criança Engordar? Estudo relaciona Obesidade e Remédio

Um estudo científico realizado com 11.532 pessoas nascidas entre 1991 e 1992 em Avon na Inglaterra indicou que o risco de excesso de peso aumentou em 22% entre as crianças que tomam antibióticos  antes dos 5 meses de idade. O trabalho, publicado no International Journal of Obesity evidenciou que o efeito de ganho de peso já é notado entre o décimo e o vigésimo mês de idade, atingindo o seu ponto máximo depois de três anos e dois meses de vida.

Isso não significa, é claro, que essas drogas devem ser abandonadas. Os antibióticos são remédios eficazes para o tratamento de infecções bacterianas, e não usá-los pode ter consequências muito mais graves do que ter que lutar com um possível sobrepeso após o seu uso.

Essa descoberta deverá ser ainda bastante explorada com novas pesquisas. Leonardo Trasande, um dos cientistas que participou desse trabalho realizado na  Universidade de Nova York, chama a atenção para o fato de que cada vez mais os estudos evidenciam que o problema da obesidade não se restringe aos maus hábitos alimentares e a falta de exercício. O problema é muito mais complexo.

Na semana passada, por exemplo, foi publicado um estudo que relaciona  o peso das crianças com o de suas mães. Mães obesas ou com sobrepeso possuem mais chance de gerarem crianças com a mesma condição de saúde. O trabalho não deixou claro se isso acontece por elas  passarem seus hábitos alimentares aos seus filhos ou se teria outras causas.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Melhores Cidades para Viver no mundo - Ranking do melhor lugar para morar

Austrália e Canadá possuem sete das 10 melhores cidades para morar no mundo.  Essa foi a conclusão do relatório sobre a qualidade de vida divulgado pelo The Economist. Segundo esse estudo que envolveu 140 cidades pelo mundo,  a melhor cidade para se viver é Melbourne na Austrália, em segunda está a capital austríaca Viena seguida por Vancouver, Toronto e Calgary (as três no Canadá). Esta última empatada com Adelaide (Austrália).

Nas posições 7 a 10 estão respectivamente Sydney (Austrália), Helsinki (Finlândia), Perth e Auckland (Nova Zelândia). As melhores cidades espanholas na lista foram Barcelona e Madrid que ocuparam as posições 34 e 39 respectivamente.

As primeiras 65 posições neste ranking das melhores cidades para se viver no mundo se mantêm inalteradas há 6 meses. Isso pode significar a recuperação de algumas economias frente a crise econômica global ocorrida há alguns anos, embora a continuidade da crise na região do euro possa ter  provocado a estagnação na melhoria das condições de vida de algumas cidades.

 

A pesquisa do The Economist considerou cinco grupos principais de indicadores: violência, saúde e estabilidade, educação, infra-estrutura e meio ambiente e entretenimento. Segundo estes critérios, o perfil da cidade ideal é ter uma densidade populacional de média a baixa  e estar situada num dos países considerados mais ricos (sendo Viena uma exceção a essa regra). A pesquisa afirma que essas duas características estimulariam uma gama de atividades recreativas sem que isso repercuta no aumento da criminalidade ou sobrecarregue a infra-estrutura das cidades. 

 

O que faz algumas das mega-cidades mundiais figurarem mal neste ranking seria basicamente a relação entre o conforto (pouca violência ou congestionamentos) e a qualidade de vida (que incluiria questões como melhor acesso à assistência médica pública, boa alimentação, qualidade de moradia, e o tempo de sobra para o lazer). Este seria o caso de Paris (que ocupa a posição 16), Tóquio (18ª), Berlim (21ª), Roma (49ª) ou ainda Londres e Nova York que nem sequer figuraram entre as primeiras 50.

Segundo seus autores, o estudo tem como objetivo ajudar a estabelecer uma compensação quando um executivo é transferido de onde mora para uma outra cidade. Dependendo da diferença de qualidade de vida elencada nesta lista, pode-se estabelecer se houve um acréscimo ou decréscimo nesta classificação comparando-se  a cidade de origem e a de destino.  Isso poderá ser utilizado para adicionar alguma compensação financeira aos ganhos do funcionário em função da transferência de cidade.

A pesquisa atribuiu uma classificação de 0 a 100 onde 1 é considerado intolerável e 100 o ideal.

As piores cidades para ser transferido segundo esta lista são Dhaka (em Bangladesh, a última da lista de 140), Port Moresby (Papua Nova Guiné), Lagos (Nigéria), Harare (Zimbabwe), Argel (Argélia), Karachi (Paquistão) , Tripoli (Líbia), Douala (Camarões), Teerã (Irã) e Abidjan (Costa do Marfim). A lista não incluiu a capital do Afeganistão (Cabul) e a capital do Iraque (Bagdá).

 

Imagem: The Economist

 

Fonte:

https://www.eiu.com/public/topical_report.aspx?campaignid=Liveability2012

 

 

 

Nota Fiscal Gaucha vai dar prêmios em dinheiro para os consumidores

Nota Fiscal Gaúcha  - O Governo do Estado do Rio Grande do Sul  lança hoje no Palácio Piratini  o programa Nota Fiscal Gaúcha (NFG) com a finalidade de incentivar os consumidores a pedirem a Nota Fiscal de suas compras e como consequência reduzir a sonegação fiscal.

O programa Nota Fiscal Gaúcha (NFG) deverá promover um aumento da arrecadação de impostos tendo em vista que irá estimular a emissão de cupons e notas fiscais. O cidadão, incentivado pela possibilidade de ganhar prêmios em dinheiro que no total chegarão a R$ 18 milhões de reais deverá passar a solicitar as Notas Fiscais de suas compras com bem mais freqüência do que ocorre atualmente.
Embora o programa Nota Fiscal Gaúcha seja de responsabilidade da Secretaria da Fazenda (Sefaz),  ele terá também a participação das secretarias da Saúde, da Educação, do Trabalho e do Desenvolvimento Social, e do Esporte e do Lazer.  O objetivo é fazer com que esse trabalho conjunto dessas secretarias promovam  uma participação maior do cidadão no funcionamento e aperfeiçoamento dos instrumentos de controle social e fiscal do Estado.
A NFG, ao substituir o Programa Solidariedade já existente, vai preservar algumas de suas características como a destinação de recursos para entidades sociais indicadas pela população.
Desta forma deverá continuar sensibilizando os cidadãos em relação aos benefícios sociais obtidos com o aumento da arrecadação de impostos.  Num primeiro momento, ambos programas (NFG e Solidariedade) vão seguir em paralelo até que ocorra a substituição por completo das urnas onde são depositadas as notas do Programa Solidariedade pela plataforma virtual chamada Portal da Cidadania Fiscal que irá dar suporte ao Programa Nota Fiscal Gaúcha.
O site será uma espécie de "porta de entrada"  para que o  cidadão, possa se cadastrar e passar a concorrer a prêmios além de indicar projetos e entidades sociais que se beneficiarão do programa.  Neste portal os cidadãos vão ainda poder  acompanhar informações a respeito de sua pontuação,  resultado de sorteios bem como o destino e aplicação das verbas arrecadadas pelo estado.
A partir da entrada em funcionamento do sistema Nota Fiscal Gaúcha, o consumidor concorrerá a prêmios depois de ter incluído seu CPF na nota fiscal e se cadastrando no portal do programa NFG.
O Nota Fiscal Gaúcha, deverá vigorar a partir de outubro e deverá ter cerca de 7 mil sorteios anuais.
O total a ser distribuído em premiações chegará a R$ 18 milhões (podendo chegar a R$ 1 milhão em valores anuais por participante) e vai repassar até R$ 20 milhões às entidades beneficiadas.  A Lei que cria o Nota Fiscal Gaúcha também prevê a autorização para  abrir no Orçamento do Estado o crédito suplementar de R$ 20 milhões de reais.
Participam da solenidade de lançamento do Programa Nota Fiscal Gaúcha o governador Tarso Genro, o Secretário da Fazenda (Sefaz) Odir Tonollier além de representantes da Fecomércio e de entidades sociais.
O secretário Odir Tonollier acredita que o Programa Nota Fiscal Gaúcha além de ser importante na conscientização dos cidadãos sobre a importância de solicitar a Nota Fiscal de suas compras também tem como objetivo diminuir a informalidade de setores do varejo. Segundo Tonollier o Nota Fiscal Gaucha vai acabar com a desleal concorrência entre os que pagam imposto e aqueles que não emitem o cupom fiscal.
A adesão das empresas participantes inicialmente deverá ser voluntária. "Todos saem ganhando com a repressão à informalidade e com o incentivo à cidadania fiscal. Ganha o fisco, por ampliar a coibição da sonegação, os contribuintes,  ao diminuir as obrigações acessórias e facilitar as operações, e também o consumidor,  ao ganhar  incentivos e prêmios", afirmou Zildo de Marchi, o presidente da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS).
Finalmente o Estado do Rio Grande do Sul implanta por aqui um sistema semelhante ao que já vem sendo utilizada há anos  com bastante sucesso no Estado de São Paulo, a chamada Nota Fiscal Paulista. 

Fontes:

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Novo Remédio Cura Vício da Cocaína em Ratos


Viciar um rato em cocaína é fácil, reverter o vício do animal é muito mais difícil. Mas a descoberta de um novo tratamento pode estar mudando essa realidade. Num novo estudo realizado pelo Instituto Scripps e publicado no periódico Science Translational Medicine  é apresentado os resultados de testes que conseguem conter o vício em ratos utilizando uma combinação de dois medicamentos já conhecidos para tratar a dependência de outras drogas.

De acordo com os pesquisadores autores do estudo, os testes realizados utilizaram uma combinação de buprenorfina e naltrexona. E, ao contrário do quejá havia sido tentado em outras pesquisas, desta vez o objetivo não era fazer com que fosse provocada a rejeição ou um mal-estar no viciado. 

Agora o efeito esperado era bem mais direto: conseguir controlar o comportamento compulsivo associado a droga. As duas substâncias utilizadas para controlar o vício dacocaína são velhas conhecidas:  A buprenorfina é considerada uma espécie de substituta da heroína, e a naltrexona já vem sendo utilizada para combater o vício do álcool e do cigarro.
A dependência da cocaína, assim como do haxixe, são duas das mais difíceis de serem revertidas e para as quais não há até então no mercado tratamento eficiente.

Esses dois novos medicamentos atuam estimulando o principal ponto responsável pelo vício: o circuito de recompensa do cérebro. Essa idéia leva em conta o  principal processo responsável pelo início do vício: o ciclo inconsciente de quanto mais prazer, maior a ansiedade em repetir o estímulo provocado pelas drogas. O cérebro pede mais e quando o estímulo não é obtido ele envia sinais de perigo.

Os próximos passos da pesquisa são a repetição de ensaios utilizando ratos. A esperança é de que daqui algum tempo essas pesquisas se estendam aos humanos embora no momento essa hipótese ainda seja remota. 

Mas é um grande alento saber dos avanços nesta área de crescente preocupação atualmente.Sobretudo com o crescente número de viciados em crack, um derivado da cocaína e que tem efeitos ainda mais devastadores na saúde dos viciados.
 A expectativa fica ainda mais promissora se considerarmos que se esses medicamentos estão se mostrando eficientes em conter a compulsão do vício em ratos, que são impulsionados apenas por seus instintos, presume-se que uma pessoa que queira conscientemente largar as drogas consiga êxito em bem menos tempo.
(Imagem: http://sxc.hu)

Via:

Novas Pirâmides Encontradas no Egito Através do Google Earth


Uma equipe de cientistas americanos descobriram dois locais nas margens do Nilo, onde possivelmente haviam duas pirâmides, uma das quais, com 189 metros de largura,  o que corresponderia ao tripo do tamanho da Grande Pirâmide de Gizé. A  segunda,  embora menor,  chegaria a 76 metros de altura. A descoberta, publicada no periódico Archeology News foi resultado de 10 anos de estudos sobre a área utilizando o Google Earth. A principal pesquisadora responsável,  Angela Micol,  declarou que as duas descobertas ocorreram ao longo da bacia do Nilo, separadas for 140 km.

(Imagem: Angela Micol - Google Earth)

A primeira descoberta foi encontrada na região do Alto Egito,  à cerca de 12 km da cidade de Abu Sidhum.  Neste local a arqueóloga identificou um túmulo que parecia ter "o topo muito plano  e simetricamente triangular”  embora estivesse bastante erodido pelo tempo."

Quanto ao segundo local, situado a 144 quilômetros ao norte, Nicol achou uma figura de quatro lados, mas "quando vista de cima parece com uma pirâmide", afirmou.

Para a especialista, "as imagens recolhidas através do Google Earth falam por si", porque a cor dos montes "é escura e semelhante" a composição material das paredes dos edifícios, que são feitas de adobe e de pedra. "na sua opinião, "é óbvio que ambos os sites poderiam ter acomodado pirâmides algum dia." "Nós vamos ter que verificar pesquisa", esclareceu ele.

Os pesquisadores  afirmam que esta descoberta reveste-se de bastante importância  uma vez que quase todas as pirâmides conhecidas até então foram construídas em torno do Cairo, enquanto que estes dois novos locais são mais ao sul.

Esta não é a primeira vez que uma descoberta é realizada através do Google Earth. Em 2011, a egiptóloga Sarah Parcak identificou 17 novas pirâmides desconhecidas até então.

Via: EL PAIS

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Descobertas Pessoas Imunes a Raiva na Amazônia

A Raiva é transmitida por morcegos ou animais domésticos infectados e se não tratada é invariavelmente fatal.

Habitantes da região Amazônica do lado peruano podem estar desenvolvendo imunidade a um dos vírus mais  letais do planeta.
(Imagem: sxc.hu)

A raiva (também chamada de hidrofobia) é uma doença infecciosa transmitida pela saliva de animais infectados .  O principais  responsáveis por sua transmissão são os morcegos que se alimentam de sangue. Ao infectarem  animais domésticos, principalmente cães e gato, estes passam a também transmitir a doença. No homem,  a morte é praticamente certa em cerca de uma semana após o aparecimento dos sintomas.
Mas isso parece estar mudando. Cientistas americanos e peruanos encontraram  pessoas que desenvolveram uma imunidade natural à raiva na região amazônica. Eles publicaram o resultado de seus estudos esta semana no periódico The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene.

O trabalho científico realizado pelo Ministério da Saúde do Peru e pelos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças dos EUA (CDC)  demonstrou que habitantes da região Amazônica expostos ao vírus tiveram um índice de sobrevivência em torno de 11% sem usar nenhuma medicação. 
Para se ter idéia da gravidade da doença, no mundo existem pouquíssimos  casos documentados de sobreviventes à raiva após o início dos sintomas. Um dos raros exemplos é o de uma menina de 8 anos chamada Precious Reynolds, nos Estados Unidos em 2005. Além dela, um menino chamado Marciano Menezes da Silva, sobreviveu à doença em 2009  no Brasil. Ambos ficaram com seqüelas neurológicas devido a ação do vírus.
Os resultados desta pesquisa são “muito surpreendentes, mas convincentes” afirmou Hildegund Ertl, especialista em vacinas no The Wistar Institute da Filadelfia. Esta descoberta contradiz a idéia até então aceita de que a raiva sempre causa a morte pois as pessoas examinadas tem evidências de possuírem anticorpos contra a doença.

Amazônia Peruana

Os pesquisadores desenvolveram seus estudos em dois povoados onde nos últimos 20 anos houve casos fatais de raiva devido a mordidas por  morcegos hematófagos: Truenococha e Santa Marta, ambas localizadas na Amazônia peruana. Os morcegos saem à noite para se alimentar  do sangue de mamíferos preferencialmente  do gado. Mas quando não encontram alimento eles atacam humanos principalmente quando estes estão dormindo. A saliva do animal possui uma substância anestésica que faz com que a vítima não desperte durante a refeição do animal.
Os cientistas realizaram entrevistas com 92 habitantes nesta região que é considerada o "reservatório natural" da doença na América Latina.  Dos casos selecionados,  50 haviam sido mordidas por morcegos.  Foram então colhidas amostras de sangue de 63 delas e em 7 foram detectados anticorpos que neutralizavam o vírus.
Entretanto os cientistas não sabem determinar com certeza se essa capacidade desenvolvida por essas pessoas não se originou devido a exposição ao vírus em quantidades insuficientes para desencadear a doença. No artigo publicado no periódico científico, os pesquisadores informam que  essas descobertas sugerem que o vírus da raiva não é totalmente letal aos humanos.
A Organização Mundial da Saúde estima que o vírus da raiva esteja presente em cerca de 150 países.  Muitos países desenvolvidos já erradicaram a doença na área urbana,  restando apenas alguns focos nas áreas silvestres.Na  Antártida, Japão, Reino Unido , e outras ilhas o vírus é considerado erradicado. Nos Estados Unidos  em média apenas 2 pessoas morrem ao ano em conseqüência  da infecção pelo vírus da raiva. Há cerca de um século eram 100 mortes ao ano.

O principal motivo destes  países terem praticamente erradicado a doença  foi a vacinação em massa de animais domésticos, sobretudo cachorros e gatos.
Mas  em muitos países a raiva ainda é uma sombra terrível causando cerca de 55 mil mortes ao ano apenas na África e Ásia e levando cerca de 15 milhões de pessoas a procurarem tratamento por suspeita de terem sido infectadas.
Os especialistas analisam que na China, nos países da ex-União Soviética, no sul da África e nas Américas Central e do Sul os casos de raiva parecem estar  aumentando.
A recomendação é de que uma pessoa exposta ao vírus seja por mordida de morcego ou algum animal doméstico com raiva deve ser vacinada preventivamente.

Via:

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Quando usar gelo ou calor numa lesão ?

O tecido muscular esquelético possui a maior massa do corpo humano, com 45% do peso total.
As lesões musculares estão entre as queixas mais comuns no atendimento ortopédico ocorrendo tanto em atletas quanto em não- atletas.
Essas lesões podem ser desencadeadas por acidentes, como quedas, pancadas e torções, causando impacto direto e danos à estrutura muscular.
Quando ocorre uma lesão, nosso organismo dá início a uma sequência de etapas até a recuperação das fibras musculares. Logo após a contusão, inicia-se a regeneração muscular com a reação inflamatória entre 6 a 24 horas após o trauma. O processo de cicatrização inicia-se cerca de três dias após a lesão, com estabilização em duas semanas.
A restauração completa pode levar de quinze a sessenta dias para se concretizar.
(imagem: sxc.hu)


GELO
O gelo é muito eficiente em inflamações de nervos e em lesões onde houve um rompimento das veias e artérias, causando o inchaço. Nesses casos, o calor poderia aumentar o inchaço, sendo indicado após 48 horas de ocorrência do trauma.

CALOR
O Calor vai ajudar no relaxamento muscular melhorando a mobilidade dos músculos, tendões e ligamentos.
O Gelo atua como um anti-inflamatório, ajudando a relaxar a musculatura pelo efeito analgésico que tem. A utilização do gelo vai reduzir a dor, e o espasmo muscular diminui o metabolismo e o fluxo sanguíneo, bem como o edema, dessa forma, acelerando a regeneração das fibras musculares rompidas. Deve-se ficar atento ao relógio para que a aplicação fique entre 12 a 15 minutos, dependendo da área de aplicação.
Vale também lembrar que os medicamentos anti-inflamatórios de ação local ou sistêmica atuam inibindo a cascata inflamatória e consequentemente a produção de prostaglandinas (responsáveis pela dor, inchaço, hiperemia e calor da musculatura acometida).
A ação local é comum com o uso de aerossóis, géis e emplastros, usados principalmente em lesões musculares agudas como por exemplo contusões e entorses em atividades esportivas.

Diante de uma lesão muscular, é necessário buscar ajuda médica e seguir a prescrição como horários e duração do tratamento.





terça-feira, 31 de julho de 2012

Droga anticâncer se torna nova arma contra a AIDS

Droga anticâncer é capaz de tirar o vírus HIV de seu esconderijo

A primeira providência que o vírus HIV toma ao infectar uma pessoa é se esconder. Para isso ele se livra de algumas de suas partes ficando apenas com o essencial: seu código genético que ele consegue infiltrar em meio ao DNA do hospedeiro. Lá onde ele fica escondido, as drogas não conseguem afetá-los e esse é um dos motivos que faz com que seja tão difícil combatê-lo.
(imagem: sxc.hu)

Mas uma recente descoberta científica nos deixa bastante otimista que essa capacidade do vírus da AIDS de se esconder esteja prestes a ser solucionada.
Um artigo publicado na revista Nature informa que um grupo de organizações de pesquisa coordenadas pela Universidade da Carolina do Norte e que inclui a Universidade de Harvard, a Universidade da Califórnia, a Merck e o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos descobriu que uma droga utilizada para tratamento do câncer, o Vorinostat, pode ser usada para ativar o vírus HIV até então escondido tornando-o vulnerável a medicação.

O fato do vírus se esconder no organismo  faz com que as pessoas infectadas tenham que tomar medicamentos por toda a vida de modo que quando o vírus se exponha  ele não tenha tempo para se reproduzir ou infectar outras células.

O estudo utilizou oito homens HIV-positivos para receberem a droga Vorinostat. Os voluntários estavam até então num estágio considerado ‘controlado’  da infecção pelo HIV. Logo após eles receberem a medicação, eles tiveram nível de vírus no seu linfócitos medido pelos pesquisadores. Surpreendentemente o nível de vírus foi 4,5 vezes maior do que antes, o que embora a primeira vista pareça algo terrível, foi interpretado como se o HIV tivesse saído de seu esconderijo. Isso tornaria o vírus vulnerável a ação de outros medicamentos.

A importância de medir a presença do vírus em células do sistema imunológico é fundamental porque além de ser onde o vírus esconde é também nelas onde o HIV faz o seu maior estrago: sua reprodução destrói o linfócito deixando o corpo vulnerável. Estando enfraquecida,  a pessoa  torna-se presa fácil para chamadas infecções oportunistas  como a tuberculose, a pneumonia e alguns tipos de câncer.  Essas doenças são o que na verdade terminam por causar a morte.

Esse experimento foi apenas um primeiro passo que vem a se somar a tantas outras pesquisas que objetivam encontrar a cura para AIDS.



sábado, 28 de julho de 2012

Seriam os Corvos tão Inteligentes quanto as Crianças ?

Estudo mostra que alguns corvos são tão inteligentes quanto crianças menores de oito anos.

Uma das fábulas de Esopo conta a história de um corvo que, estando morrendo de sede,encontrou uma jarra com um pouco d’água no fundo  e,  como não conseguiu alcançá-la com o bico, passou a colocar pedrinhas dentro do jarro. A água então subiu até um ponto em que foi possível ao animal bebê-la.

Até então, essa fábula de Esopo era interpretada como uma lição de moral, onde nos é transmitida a idéia de que as dificuldades da vida aguçam sobremaneira nossa inteligência.

No entanto, estudos recentes evidenciam  uma interpretação bem mais direta: Ainteligência dos corvos se assemelha à inteligência dos seres humanos em sua etapa inicial da vida.
Isso ficou evidenciado nos resultados de estudos apresentados pelo professor Nicola Clayton e seus colegas do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Os pesquisadores constataram que os corvos e as crianças menores de oito anos resolvem o problema apresentado na fábula de Esopo com a mesma eficácia: na quinta tentativa.

Em defesa de nossa espécie temos que acrescentar que a partir da idade de oito anos as crianças resolvem o problema na primeira tentativa.

Ao aplicarem outro teste semelhante nos corvos, em que um verme era colocado na água  no fundo de um jarro, as  aves aplicaram a mesma técnica eficiente de colocar pedras no recipiente. Mas algo realmente intrigante aconteceu quando, ao invés de colocarem água, colocaram serragem no fundo do jarro. O animal parecia saber que colocar pedras no jarro para tentar trazer o verme até em cima não adiantaria nada e nem sequer tentou.
Ficou evidenciado que os corvos não resolvem o problema meramente por tentativa e erro.

Além disso, quando disponibilizaram pedras grandes e pequenas, os corvos escolheramas pedras maiores para ganharem tempo na tarefa.  Os animais preferiram também utilizar as pedras de verdade, em vez de blocos de poliestireno colocados juntos às pedras. Os blocos de poliestireno,  flutuam na água e seriam de pouco ou nenhuma utilidade para essa função.
Como o Poliestireno não existia na época que Esopo escreveu suas fábulas ou mesmo durante os séculos de evolução dos corvos, a decisão de optar por pedras de verdade corresponde a uma habilidade cognitiva e não seria apenas mero instinto.

Embora os corvos e as crianças pequenas mostrem-se similarmente eficazes na resoluçãode de certos problemas, a forma como eles aprendem parece bastante distinta. Isso pode ser verificado quando os cientistas deste estudo manipularam o teste de forma que a situação apresentada fosse impossível de acontecer no mundo real.Quando isso aconteceu, os corvos não foram capazes de usar  a experiência que tiveram para aplicá-la em testes subsequentes.  Eles parecem ter uma certa "compreensão"  instintiva das leis da física, e as experiências que não se encaixam nessas regras não servem para aumentar os seus conhecimentos.
Já as crianças possuem uma forma mais prática de aprender: o que funciona, funciona, mesmo que ela não compreenda bem por que.

Estudos anteriores sobre a inteligência dos corvos

Uma espécie de corvo que habita a ilha de Nova Caledônia, no Oceano Pacífico,  que possui o nome científico de moneduloides Corvus,  é capaz de fabricar ferramentas complexas. O animal consegue utilizar galhos, folhas ou até mesmo arames, para construir instrumentos que lhe auxiliem a ter acesso a alimentos.
Segundo o pesquisador argentino Alex Kacelnik,  essa espécie de corvo consegue realizar essa proeza "com mais precisão do que um primata". Ele é chefe do Departamento de Ecologia Comportamental da Universidade de Oxford,  Reino Unido, e um dos biólogos que mais tem se dedicado a estudar esses animais.

Outro pesquisador,  o zoólogo neozelandês Gavin Hunt,  em 1996, já havia constatado essas habilidades surpreendentes dessas aves ao pesquisá-las em seu habitat natural,  as florestas de uma ilha do arquipélago da Melanésia, no Oceano Pacífico.

Em 2006, cientistas da universidade de Oxford descobriram que esses corvos conseguem demonstrar essas mesmas habilidades quando mantidos também em cativeiro. Eles também conseguiram constatar que em corvos jovens esse comportamento é herdado.
Segundo Kacelnik  declarou na época,  "Eles mostram uma tendência natural para resolver problemas físicos, utilizando ferramentas". Além disso, esses animais teriam também a capacidade de aprender tanto com outros corvos quanto no contato com seus tratadores humanos. O resultado de suas pesquisas  foram publicados na revista Science e Nature.

Num experimento registrado em vídeo,  realizado  por estes cientistas, é dada uma missão a uma fêmea de nome Betty,criada em cativeiro: ela tem que conseguir pegar comida num lugar de difícil acesso.

No experimento, o alimento foi colocado num pequeno cesto que tinha na parte superior uma alça. O cesto foi colocado na vertical num cilindro de forma que para conseguir obter o alimento o animal teria que puxar o cesto pela alça.

Depois de tentar colocar a cabeça no tubo sem conseguir alcançar a alça, Betty se fixa num pedaço de arame colocado perto pelos pesquisadores. Ela  o pega com o bico e tenta introduzi-lo no tubo porém sem conseguir. 
Então ela busca um ponto de apoio para uma das pontas do arame e, forçando com o bico, o entorta criando uma espécie de gancho.  A ferramenta então é utilizada por ela para puxar a alça e o cesto obtendo o pedaço de carne como recompensa.

Segundo Kacelnik,  esses animais  "são capazes de conceituar os problemas, de entender em algum nível primitivo, talvez através de uma imagem mental". Ele classificou a habilidade de Betty como "capacidade de inferência lógica"  pois o animal,diante de uma situação nova para ela,  identifica um problema, cria um plano para solucioná-lo e o executa de forma adequada.
Em alguns casos, ela começou a usar o gancho criado com uma outra função: remover a carne da base onde estava presa.

Em outra experiência, Betty é colocada numa situação em que para acessar o alimento ela precisa usar uma ferramenta que passe por um orifício numa cobertura transparente. 
Alguns galhos foram deixados propositalmente perto do animal para testar seu comportamento. Ela pega um dos galhos e tenta colocá-lo no orifício mas então constata que ele é muito grosso. Sem hesitar, ela passa a desbastar o galho com o bico para diminuir  seu diâmetro.

Na primeira tentativa ela não consegue pois o galho continua ainda muito grosso.Mas ela então segue desgastando o galho com bico até que consegue fazê-lo ficar no diâmetro correto. Assim que o galho passa pelo buraco ela consegue obter o alimento.

O biólogo argentino chama a atenção para o que classificou como uma‘demonstração de raciocínio matemático na tomada de decisões.  Isso foi fundamental para que o animal  conseguisse adaptar o diâmetro do ramo para cumprir a tarefa com êxito.

A construção de ferramentas até então era tida até pouco tempo atrás, no mundo animal, como uma exclusividade dos primatas. Segundo o cientista,  é errado pensar  que os pássaros e outros animais apenas  reproduzem comportamentos herdados como a construção do ninho. Em suas pesquisas ele descobriu que corvos mais selvagens produzem instrumentos ainda mais sofisticados do que aqueles criados em cativeiro.

Conforme explicou o pesquisador, embora os corvos da espécie Moneduloides Corvus sejam os únicos a demonstrarem tamanha capacidade, outras espécies demonstram uma inteligência "bastante versátil".

Alguns conseguem levar em conta a perspectiva de outros corvos para planejar suas ações. Eles são capazes de esconder a comida e quando percebem que outros colegas o viram escondê-la,eles a trocam de lugar assim que ele possível espertalhão sai de perto. E ainda mais surpreendente é o fato de que aqueles corvos que tomam mais precauções foram justamente os que já roubaram comida dos outros. Esse comportamento também não é bastante parecido com os dos humanos?

Combinando Várias Ferramentas

Um outro estudo realizado na Universidade de Oxford  em 2009 já havia demonstrado que a inteligência dos corvos é realmente surpreendente.

Numa experiência que foi inclusive filmada  sete  corvos demonstram um comportamento bastante interessante: sem terem sido treinados para tal,  elas conseguem executar uma sequência em que usam sucessivamente três ferramentas de tamanhos diferentes até conseguirem pegar o alimento.

Os autores do estudo chamam a atenção para o fato de que ainda que os corvos, ao utilizarem três ferramentas consecutivamente, superem a capacidade de qualquer animal não-humano, incluindo os primatas, este estudo realça a importância de ter-se cautela na comparação entre as capacidades cognitivas.

Um comportamento aparentemente bastante inteligente pode ser alcançado sem que isso implique necessariamente em um nível elevado de faculdades mentais. Há portanto a necessidade de uma análise bastante criteriosa e detalhada antes de aceitarmos que determinado teste demonstra uma maior capacidade intelectual de uma espécie.

Fontes e Vídeos disponíveis nos links abaixo:
http://www.ox.ac.uk/media/news_stories/2009/090805_1.html
http://sociedad.elpais.com/sociedad/2009/08/06/actualidad/1249509613_850215.html

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Twitter vai permitir baixar tweets antigos

Atualmente, o microblog Twitter nos deixa rever apenas os últimos 3.000 tweets postados por conta de usuário. Mesmo que haja alguns truques para burlar essa limitação, esta tem sido uma das principais queixas dos usuários do Twitter. De fato, essa é uma limitação que não parece fazer nenhum sentido e seria legal poder ter acesso a todos os tweets já postados.
Dick Costolo, apesar de não fixar uma data de lançamento, confirmou que os desenvolvedores já estão programando uma nova ferramenta que vai permitir baixar um arquivo com todos os tweets já escritos pelo usuário. A ferramenta deverá disponibilizar apenas os próprios tweets do usuário, o que impedirá que se faça pesquisas nos prováveis bilhões de tweets já publicados.
Ainda que ele não tenha dado muitos detalhes sobre essa nova ferramenta do tweeter já é alentador saber que ela poderá estar disponível nos próximos meses.

No momento, a Biblioteca do Congresso Americano e o Gnip são as únicas organizações que estão autorizadas a ter acesso aos tweets antigos.



terça-feira, 24 de julho de 2012

Identificada Doenca misteriosa Que Mata Crianças no Camboja




Investigações realizadas pela OMS e do Ministério da Saúde do Camboja desvendaram a causa de um misterioso surto que já matou mais de 50 crianças este ano.

Um número incomum de crianças tem morrido cerca de um dia após darem entrada no hospital por uma ‘doença misteriosa’ agora identificada no Camboja.


descober As autoridades de saúde concluíram que a causa seria uma estirpe severa do enterovirus 71 (EV-71),  responsável pela síndrome da mão, pé e boca agravada pelo incorreto tratamento que os pacientes receberam.

Desde abril, cerca de 60 crianças, na maioria com menos de 3 anos de idade,  foram afetadas e mais de 50 morreram após apresentarem os mesmo sintomas sem que os médicos tivessem identificado qual era a doença.

No último dia 13 de Julho (2012) na cidade de Phnom Penh,  funcionários da Organização Mundial de Saúde (OMS)  e do Ministério da Saúde do Camboja relataram que as investigações sobre a causa das mortes concluíram que elas se deram devido a uma "forma grave" da doença da mão, pé e boca (DMPB). Entre os casos em que foi possível recolher amostras a maioria apresentou resultados positivos para enterovirus 71 (EV-71), uma cepa bastante difundida às vezes extremamente letal deste vírus.

Nima Asgari, especialista em saúde pública da OMS, declarou recentemente numa entrevista  esta variante do EV-71, nunca havia sido vista no Camboja:
”Isso não significa que ele não estava aqui, só que nós nunca o tínhamos detectado. Ao considerarmos que ele já foi identificado na China, Taiwan, Tailândia, Malásia, não é surpreendente vê-lo por aqui. É realmente uma doença muito difundida em muitos países do mundo.”

Milhões de casos têm sido identificados na região desde 1970. Esta doença geralmente é leve e a maioria dos pacientes se recuperam dentro de um pouco mais de uma semana. Apenas um número reduzido de pacientes necessita de tratamento hospitalar. As crianças tem sido as principais vítimas nos surtos das formas mais graves da DPMB.

Segundo a OMS, somente nos primeiros 5 meses do ano  29 pessoas morreram de EV-71 no Vietnã  e 244 na China.

Apenas no Camboja, pelo menos 54 crianças morreram da doença desde abril. No mês de junho,  o diretor dos Hospitais da Criança Kantha Bopha, Beat Richner,  alertou o Ministério da Saúde para o surto solicitando uma investigação. Na ocasião ele já alertou que havia observado que pouco antes de morrer a maioria dos pacientes haviam sido submetidos a exames de raio-x e tomografia computadorizada. A análise destes exames havia demonstrado destruição dos alvéolos pulmonares.

"Eles estavam sofrendo de uma encefalite e nos últimos 6 horas eles desenvolvem uma pneumonia mais grave” relatou Richter na ocasião.

Na forma mais branda da DMPB, os principais sintomas são febre, falta de apetite, e a formação característica de bolhas revelador sobre as palmas das mãos, nas plantas dos pés e na boca. Sintomas mais graves como falta de are convulsões também podem ocorrer em casos mais graves.

A OMS e o Ministério da Saúde do Camboja focaram a investigação em 61 casos. Entre os mortos estavam crianças entre 3 meses e 11 anos, sendo a média 2 anos de idade. Mais da metade dos pacientes eram do sexo masculino.

A desnutrição e a falta de tratamento médico adequado teriam contribuído para o agravamento dos casos que resultaram fatais.
"Um número bastante significativo de casos haviam sido tratados com esteróides em algum momento da doença. Já foi evidenciado que uso de esteróides pioram a condição dos pacientes com EV-71" afirmaram representantes da OMS ao comunicarem suas descobertas.

Daqui prá frente as unidades de saúde foram alertadas para evitar o tratamento com esteróides.  Outras medidas como cursos de formação para os médicos para que saibam tratar adequadamente pacientes com as formas moderadas ou graves da DMPB estão também em andamento além de campanhas de esclarecimento ao público em geral para evitar a doença.

A transmissão da doença se dá pelo contato direto através da ingestão do vírus, normalmente proveniente de fezes contaminadas.
Daí a necessidade dos cuidados de higiene, sobretudo lavar as mãos antes de se alimentar, cozinhar ou depois de dar banho em crianças. Alimentos mal lavados ou ou mal cozidos também podem conter o vírus.

No momento, os casos parecem ter diminuído, mas o Ministério da Saúde ea OMS alertaram profissionais de saúde a ficarem atentos.

O tratamento da DMPB no momento é feito com base nos sintomas. Enquanto isso, já existem pesquisas em andamento para o desenvolvimento de uma vacina. Duas empresas pelo menos já estão realizando testes clínicos com vacinas destinadas ao vírus EV-71.

Representantes da companhia biofarmacêutica chinesa Sinovac declararam que que eles já vacinaram 10 mil crianças como parte de seus ensaios.
Outra empresa, a norte-americana Inviragen anunciou em Março que já obteve respostas imunológicas positivas com sua vacina durante ensaios clínicos realizados recentemente.


Imagem: Corbis


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