sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pais mais velhos geram filhos com mais problemas de saúde?

Pais mais velhos transmitem aos filhos mais mutações genéticas relacionadas por exemplo ao autismo.

Estudo relaciona idade do pai com o risco de autismo nos filhos.

Uma metamorfose ambulante é de fato uma boa definição da condição humana. Nosso organismo está constantemente se renovando e a cada vez que novas células são geradas há um certo risco da cópia não sair exatamente igual a original.
 Diante de tantas cópias, as informações sobre as características de cada indivíduo presentes em nosso DNA podem terminar levando adiante um erro, uma mutação.

Pesquisadores Islandeses publicaram na revista Nature um estudo no qual foi constatado que o homem quanto mais velho tem mais chances de provocar mutações em seus descendentes. Eles analisaram o efeito causado pelo envelhecimento dos pais antes de gerarem seus filhos e a constatação é a de que a cada ano em que o homem fica mais velho, os filhos que porventura gerarem terão duas mutações mais.

De acordo com esse estudo, processo semelhante ocorre com as mães. Conforme envelhecem elas também podem provocar mutações em seus descendentes mas a taxa de transmissão é menor.
A idade da mãe, já tinha sido relacionada a alterações genéticas, que podem provocar, entre outros  problemas a síndrome de Down (a chamada trissomia do cromossoma 21).  Mas essas alterações parecem estar mais relacionadas com a imperfeição ao copiar cromossomas inteiros e não ao replicar cada gene individualmente ( os cromossomas armazenam conjuntos de genes).

O trabalho realizado pelos pesquisadores (em sua maioria vinculados a DeCode, empresa que se dedica ao estudo dos dados genéticos dos habitantes da Islândia)  teve seu foco principal na decodificação do DNA de 78 trios (pai, mãe e filho) .

Ao estudar  esses casais e seus filhos eles constataram uma clara relação entre a idade do pai e o número de mutações que vão interferir na saúde de seus filhos. A equipe descobriu que um filho de um pai de 20 anos  recebe em média 25 mutações genéticas cuja origem podem ser encontradas no genoma do homem.  Esse número vai aumentando de 2 em 2 a cada ano que o pai envelhece.

 O número de mutações transmitida aos filhos chega a 65 se o homem tiver 40 anos de idade no momento da concepção.  Já as mães parecem contribuir com 15 mutações independentemente da idade em que geraram suas crianças. O motivo parece ser  produção de espermatozóides que é constante e em grande quantidade no homem. Já a produção de óvulos, na mulher,  é muito menor . A redução do número de processos diminui a probabilidade de ocorrerem erros.

Considerando duas evidências já conhecidas, a de que existe uma causa genética para trastornos como  autismo e a esquizofrenia e que há uma relação entre a idade dos pais e a geração de filhos com essas doenças, a conclusão que se chega é que essas novas mutações sejam a explicação para o aumento dos casos de ambas enfermidades.

Caso  essa relação se confirme, a sugestão de alguns especialistas como Alexey Kondrashov, da Universidade de Michigan, chega a parecer drástica: Os homens deveriam congelar seu esperma na juventude para utilizá-los mais tarde quando quiserem ter filhos mais saudáveis.

Fontes:

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