quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Baratas Podem Gerar Energia Elétrica - Inseto Cyborg


Cientistas desenvolvem barata que gera eletricidade a partir dos alimentos que ingere

Que saudades da antiga série televisiva, “Cyborg – O Homem de Seis Milhões de Dólares”, estrelada pelo ator Lee Majors. Neste antigo sucesso da TV, após um grave acidente, um piloto americano chamado Steve Austin teve implantados alguns órgãos robóticos em seu corpo. Essas substituições lhe garantia uma visão excepcional além de uma velocidade e força sobre humanas.

A ciência vem a cada dia desenvolvendo tecnologias que vem gradualmente tornando realidade a ficção do homem meio-máquina.  Mas até agora, quase todos os projetos que tem adaptado dispositivos mecânicos ou eletrônicos em seres vivos vem sendo possíveis graças a  fontes externas como baterias, pelo movimento ou pela captação e transformação da luz em energia.
Mas isso parece finalmente estar mudando. Pesquisadores da Case Western University, em Cleveland, Ohio, Estados Unidos,  liderados pelo professor Daniel Scherson, encontraram uma forma de captar energia a partir de produtos químicos resultantes da ingestão de alimentos.

Como foi feito o Experimento

A comida que ingerimos diariamente é transformada em glicose que por sua vez é fonte de energia para nosso corpo. Insetos, como a barata por exemplo, tem uma química parecida, eles transformam os alimentos digeridos em uma substância chamada trealose. Através de eletrodos, foi possível quebrar essa substância em açúcares mais simples liberando elétrons que fornecem energia elétrica.
"Estamos usando esses produtos químicos como combustível para converter energia química em energia elétrica" afirmou Scherson.
Depois de implantados os eletrodos, os animais caminharam normalmente parecendo não terem sofrido nenhum dano físico.

A equipe de Scherson testou também o método em um cogumelo, que  também têm trealose, e conseguiram assim também obter tensão elétrica. O resultado dessa pesquisa foi publicado em 03 de janeiro no Journal of the American Chemical Society.
No experimento com as baratas, foi possível gerar 0,2 volts no máximo, o que correponde a mais ou menos um décimo da voltagem de uma pilha pequena (AAA) . Essa energia seria suficiente para enviar uma mensagem a uma distância de 2 polegadas, segundo relatou  Scherson ao site InnovationNewsDaily.

Ou seja,  ainda não daria prá fazer praticamente nada com uma corrente elétrica tão baixa. Mas o pesquisador prevê que esses insetos poderiam um dia ser equipados com sensores e equipamentos de transmissão, para serem enviados a áreas contaminadas e auxiliarem no monitoramento transmitindo informações às pessoas.
A própria Agência de Projetos de Pesquisa Avançados do Departamento de Defesa americano estaria interessada em pesquisas para a geração de eletricidade em insetos, o que poderia permitir que fossem instalados microcâmeras ou microfones neles.

Scherson esclareceu que o grande desafio é o limite de energia possível de ser obtida num inseto considerando a pouca quantidade de sangue que possuem. Entre os próximos passos dessa pesquisa estão os testes para ver quantas células de combustível uma barata pode tolerar  visando obter o máximo de energia possível. A seguir, pretendem ligar essas células de bio-combustível nas baratas a circuitos de rádio para verificar se o inseto pode recolher informação e transmiti-lo usando sua própria energia.

Via:

Xbox- Ameaça de suicídio coletivo não será cumprida por funcionários chineses


Quando o assunto é relações de trabalho, emprego, etc, ouvimos com frequência falar de dissídio coletivo. Mas falar em ‘suicídio coletivo’  só porque não receberam o esperado aumento de salário é algo que beira o completo absurdo.
Mas foi exatamente o que aconteceu nas indústrias da Foxconn em Wuhan, na China, considerado o maior fabricante de componentes eletrônicos do mundo. Os funcionários desta empresa, que trabalham na linha de montagem do videogame Xbox  da Microsoft, ameaçavam realizar suicídio em massa caso não tivessem seus salários aumentados.
Até o prefeito da cidade teve que intervir para tentar resolver o sério impasse que se estabeleceu entre a direção de empresa e os empregados. Os funcionários ameaçavam se jogar de cima do prédio da empresa logo depois que a Foxconn negou o aumento de salário. Felizmente ele conseguiu convencer os empregados a voltarem para dentro do prédio.
O jornal britânico The Sun, a empresa Foxconn teria sugerido que quem não estivesse satisfeito que pedisse demissão, o que terminou provocando a revolta.
Representantes da  Microsoft declararam a rede de TV americana CBS que vão investigar o que vem ocorrendo na China e que levam sempre muito a sério a situação de funcionários de empresas que fabricam seus produtos no mundo todo.
Você pode estar pensando, este tipo de ameaça não deveria ser levada a sério pois ninguém seria louco prá se matar em protesto por melhores salários. Mas isso já aconteceu na China em 2010,  quando 14 funcionários da mesma Foxconn cometeram suicídio em protesto pelos baixo salário e por melhores condições de trabalho. Depois do trágico episódio a empresa comprometeu-se em rever a carga horária e a remuneração de seus empregados, promessa que não teria sido cumprida.
Uma organização de estudantes chamada a Sacom (que monitora as ações nas relações entre empresas e trabalhadores) informou que os empregados são gerenciados num regime quase militar e que são obrigados a fazer hora extra.
Recentemente, a empresa Foxconn iniciou as conversações para a instalação de uma de suas fábricas no Brasil. Terry Gou, seu principal executivo informou que o investimentonuma linha de produção aqui seria em torno de 12 bilhões de dólares.



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