domingo, 27 de dezembro de 2015

Gonorreia pode virar doença incurável


A gonorreia pode se tornar-se em breve uma doença incurável, alerta a diretora médica oficial da Inglaterra, Dra.Dame Sally Davies.

Diante do aparecimento na cidade inglesa de Leeds, do que se poderia classificar como 'super-gonorréia' a doutora Davies resolveu escrever a todos os clínicos gerais e farmácias para garantir que eles estão prescrevendo a medicação correta para a doença.

Sua advertência surgiu em virtude da preocupação de que alguns pacientes não estavam recebendo antibióticos suficientes para eliminarem por completo a infecção.

Médicos da saúde sexual disseram que a gonorréia está se tornando resistente aos antibióticos de maneira muito rápida.

Em março deste ano, uma estirpe da gonorreia altamente resistente aos medicamentos foi detectada no norte da Inglaterra.

Essa estirpe é capaz de sobreviver ao antibiótico azitromicina,  normalmente usado juntamente com outro medicamento, a ceftriaxona.

Em sua carta, a médica-chefe disse: "A gonorreia está em risco de se tornar uma doença incurável, devido ao surgimento contínuo de resistência antimicrobiana."

Tratamentos parciais

A suposta combinação de uma injeção de ceftriaxona e  uma pílula de deazitromicina não pode ser sempre usada para todos os pacientes.

No início deste ano, a Associação Britânica para a Saúde Sexual e HIV (BASHH)  já havia advertido que algumas farmácias pela internet vinham oferecendo apenas a medicação oral.

A utilização de apenas um dos dois medicamentos torna mais fácil a bactéria da gonorreia desenvolver resistência.

A carta, enviada aos médicos e farmácias, e que também é assinada pelo farmacêutico-chefe Dr. Keith Ridge, alerta: "A gonorreia adquiriu rapidamente resistência a novos antibióticos, deixando poucas alternativas para as atuais recomendações. Portanto, é muito importante que o tratamento parcial não ocorra"

O que é gonorréia?

A gonorreia é uma doença causada por uma bactéria chamada Neisseria gonorreia. Ela é transmitida através de relações sexuais de forma desprotegida. O contágio pode ocorrer tanto pelo sexo vaginal, oral como anal.

Os sintomas geralmente incluem: surgimento de secreção verde ou amarela espessa nos órgãos sexuais, dor ao urinar e sangramento ocasional.
Muitas vezes a pessoa não apresenta sintomas, mas no entanto, pode facilmente contagiar outras pessoas.

A infecção não tratada pode levar à infertilidade, à doença inflamatória pélvica e pode também ser transmitida ao feto durante a gestação.

Na Inglaterra , a gonorreia é o segunda infecção sexualmente transmissível mais comum, e o números de casos vem aumentando consideravelmente nos últimos anos.

De 2013 para 2014 por exemplo, houve um aumento de 19% no número de casos.

O Dr Andrew Lee, da Saúde Pública inglesa acrescentou que estã sendo investigados uma séria de casos de gonorreia resistente e que a Saúde Pública da Inglaterra continuará a acompanhar, e tomar ações contra a propagação da resistência antimicrobiana e potenciais falhas no tratamento da gonorréia.


Fonte BBC

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Concurso 1773 da Megasena repete 3 numeros do concurso anterior



Agora há pouco saiu o resultado da Megasena concurso 1773, de 24/12/2015.... Os números sorteados foram :




  • 15
  • 30
  • 39
  • 41
  • 45
  • 59



  • Incrivelmente repetiram 3 números do resultado do concurso anterior (1772) de 22/12/2015...

    • 12
    • 19
    • 27
    • 39
    • 41
    • 45
    No caso, as dezenas 39, 41 e 45 que saíram no sorteio 1773, repetiram em relação ao sorteio 1772.

    Não houve acertadores, também pudera como uma 'coincidência dessas'...

    Vou ler a opinião dos matemáticos que certamente vão se debruçar sobre essa ocorrência e postarei aqui...
    Confiram vocês mesmos no site da caixa:
    http://loterias.caixa.gov.br/wps/portal/loterias/landing/megasena/





    Redução da Pressão Arterial traria benefício a todos?


    Um estudo divulgado no site The Lancet considera que muitas vidas poderiam ser salvas se todos os pacientes com alto risco de doença cardíaca tomassem remédios para baixar a pressão.

    Essa conclusão representa uma guinada nas diretrizes atuais que recomendam tomar remédios para hipertensão somente se a pressão arterial se mantiver acima de certo limite.
    Mas os especialistas reconhecem que o estilo de vida têm um papel fundamental para que se mantenha a pressão arterial em níveis mais baixos.

    A pressão arterial alta aumenta o risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC).
    As orientações atuais sugerem que os pacientes devem tomar medicação anti-hipertensão quando os seus níveis de pressão arterial chegarem a 140 mmHg.

    Até este limite, mesmo pessoas que já tiveram acidentes vasculares cerebrais, por exemplo, são apenas monitoradas, mas sem utilizarem medicamentos.

    Agora, uma equipe de especialistas estão alertando para que os médicos se concentrem nos riscos de cada indivíduo, em vez de seguirem rígidos limites pré-estabelecidos para a pressão arterial.

    Estudo Abrangente

    Os pesquisadores envolvidos nessa pesquisa,  analisaram os resultados de mais de 100 ensaios em grande escala, envolvendo cerca de 600.000 pessoas entre 1966 e 2015.

    Eles constataram que os pacientes de maior risco (fumantes com níveis altos de colesterol e pessoas diabéticas com mais de 65 anos de idade) - teriam maiores benefícios com o tratamento anti-hipertensivo, diminuindo seus riscos de terem ataques cardíacos e derrames.

    O relatório emitido pelos cientistas, também indica que uma vez sob tratamento, os níveis de pressão arterial poderiam ser reduzidos abaixo das metas atualmente estabelecidas.

    Além disso, esse estudo levanta a questão de que, independente dos níveis da pressão arterial, as pessoas poderiam beneficiar-se reduzindo-a seja por mudanças na alimentação, estilo de vida, ou mesmo com a utilização de medicamentos. No entanto, eles não não vão tão longe a ponto de sugerir todos devem tomar remédios, principalmente porque os efeitos colaterais da medicação devem ser ponderados.

    O professor Liam Smeeth, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, concordou que as descobertas são importantes sobretudo para aqueles pacientes de maior risco, mas alertou: "Uma advertência importante é que nem todos serão capazes de tolerar ter sua pressão arterial reduzida a níveis baixos, e há uma necessidade de equilibrar os possíveis efeitos colaterais da droga e os benefícios esperados."

    O especialista cardíaco Tim Chico, da Universidade de Sheffield, chamou a atenção de que a utilização de remédios não é necessariamente a única maneira de resolver o problema: "Todos podemos reduzir nossa pressão arterial. Podemos fazer isso com segurança, de forma barata e eficaz com uma alimentação saudável, tendo mais atividade física, reduzindo o consumo de álcool, e mantendo um peso saudável."


    terça-feira, 22 de dezembro de 2015

    Ache o Panda - Find the Panda - Encontre o Panda -


    Encontre o Panda na imagem acima. Este é o desafio do ilustrador Dudolf em seu perfil no Facebook...
    Muitas pessoas tiveram muita dificuldade em encontrar o panda escondido na imagem acima. Alguns chegam a mencionar que encontraram dragões, chinelos ou outros objetos, mas nada de panda.

    Você é capaz de encontrá-lo?

    segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

    Aspartame, Stevia e Sacarina qual a diferença entre esses adoçantes?


    Qual a  diferença entre o aspartame, a sacarina e a estévia?
    Qual a melhor opção de adoçante entre o aspartamete, a sacarina e a estévia (ou stevia) ?
    Quais os riscos e os benefícios de cada um desses produtos? 
    Neste artigo vamos tentar responder algumas das principais questões que rondam esses produtos. 


    Stevia

    Com muita frequência ouvimos as pessoas dizerem que alguns adoçantes podem causar câncer ou outros problemas de saúde.
    A Stevia tem sido amplamente utilizada na indústria de adoçantes "naturais" como uma alternativa muito mais saudável do que o aspartame por exemplo.
    No entanto, apesar de suas diferenças químicas, os estudos mostram que as propriedades desses produtos não são muito diferentes. Mas no que eles se diferenciam?


    Stevia, aspartame e sacarina

    O que é a Stevia? Esta substância, na verdade, é uma molécula orgânica chamada glicosídeo de esteviol, ou esteviosideo, uma substância secundária produzida pela planta Stevia rebaudiana. 
    Já o aspartame, é um composto sintético, desenvolvido em laboratório. No entanto, para se extrair a substância, a planta tem que passar por um processo industrial, o que também não é de todo 'natural'.
    Em relação a capacidade de adoçar, a stevia parece mais potente que o aspartame, chegando a ser 300 vezes mais forte que o açúcar convencional (enquanto o aspartame é apenas cerca de 200 vezes).

    Sacarina

    O terceiro adoçante em questão é a sacarina, produto cada vez menos utilizado na indústria de alimentos.
    Embora muitas vezes haja uma certa confusão entre aspartame e sacarina, o aspartame vem substituindo cada vez mais a sacarina. 
    A razão é que o aspartame tem um maior poder como adoçante, além de não deixar um certo 'gosto amargo' na boca característico da sacarina. 
    A sacarina, é uma amida sulfobenzóica, produto obtido a partir do tolueno e outros derivados de petróleo.
    Há estudos que avaliam um possível efeito potencialmente perigoso relacionado a irritação da bexiga que poderia levar ao câncer. 
    Este possível risco e as demais vantagens dos outros adoçantes citados fazem com que a sacarina seja a opção de adoçante cada vez menos utilizada pela indústria alimentícia. 

    Os riscos e benefícios dos adoçantes

    Diante do citado acima, surge a pergunta: Até que ponto os adoçantes representam um risco à nossa saúde? 
    Mesmo considerando tudo o que se lê por aí sobre essas substâncias, o fato é que não há ainda uma comprovação de que o consumo do aspartame e da estévia tragam riscos à saúde humano.  

    O aspartame é uma das substâncias mais estudadas no mundo sendo submetido a testes e estudos constantes principalmente a partir do alerta que levou a suspensão de sua utilização por um certo período há 20 anos atrás. 

    Embora ainda não haja nenhum estudo conclusivo sobre os potenciais riscos da stévia ao organismo humano, existem estudos que relacionam 
    a stevia com alterações no DNA de células de ratos, o que poderia levar a problemas de saúde relacionados a fertilidade ou mesmo mutações celulares (que poderiam dar origem ao câncer).
    Cientistas brasileiros  analisaram o sangue de ratos alimentados com uma solução de esteviosídeo diluída em 
    água e identificaram lesões em alguns órgãos como o fígado e o baço. O mais surpreendente para os pesquisadores foi o possível dano ao cérebro dos animais. 
    A pesquisa foi coordenada pelo professor Adriano Caldeira de Araújo, do Instituto de Biologia, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), 
    com apoio da FAPERJ. Ele teria afirmado que "pesquisadores de diferentes especialidades da área biomédica terão interesse em descobrir por que o esteviosídeo ingerido por via oral, ou o esteviol, um produto de sua metabolização, além de causar inativação de 
    células bacterianas, consegue atravessar a barreira hematoencefálica em ratos e causar lesões no DNA de células cerebrais. 
    Isso foi detectado por um ensaio chamado Cometa, usado para diagnosticar este tipo de lesões".

    DNA

    Em outro estudo, entretanto, explicou o professor, o esteviosídeo em contato com o DNA de plasmídeo, se mostrou inócuo. 
    "Mas quando penetra em uma célula, como a de uma bactéria presente no nosso trato intestinal, ocorre a sua metabolização e a produção de 
    uma outra substância, o esteviol, que é tóxico. Esta substância é, muito provavelmente, a responsável pelas lesões produzidas nas células 
    do cérebro dos ratos estudados pela nutricionista Ana Paula da Motta Nunes.
    É lógico que não podemos esquecer que esses resultados foram obtidos em ratos. Por outro lado, também é muito importante lembrar que 
    a substância esteviol também pode ser formada no organismo de humanos. Isso demonstra a importância de se continuar esses estudos", esclareceu.


    Adoçantes e Diabetes 

    Já faz algum tempo que surgiram suspeitas de que os adoçantes podem causar diabetes. Vários estudos que mostram cada vez mais 
    uma crescente preocupação com a relação entre diabetes tipo 2 e do consumo frequente de adoçantes. 

    Alguns médicos e também nutricionistas sugerem que o consumo contínuo e intenso desses produtos pode causar um desequilíbrio metabólico que 
    acabará por levar a diabetes. 
    O mecanismo segundo a qual essa relação se estabeleceria seriam dois: 

    O primeiro, de origem comportamental, os adoçantes fariam com que nosso corpo se preparasse para chegada de açúcar, o que na verdade na ocorre.
    Isso poderia resultar num desequilíbrio metabólico tornando-nos mais ansiosos por comer açúcar, que poderia ser aumentado na nossa dieta 
    sem que percebamos.

    A segunda razão seria o fato de que a microbiologia de nosso sistema digestivo seria alterada pelos adoçantes, tornando-o cada vez mais 
    intolerantes à glicose. 
    Nos dois casos o resultado seria o mesmo: diabetes tipo II.
    As mudanças nutricionais devem ser portanto cautelosas pois nosso organismo leva cerca de 200 mil anos de evolução para adaptar-se a alimentação e mudanças como a introdução de adoçantes ainda suscitam muitas dúvidas se trazem mais benefícios do que problemas à nossa saúde.

    sexta-feira, 4 de setembro de 2015

    Guitarras feitas com impressoras 3D

    O nome do artista é Olaf Diegel. Ele constrói instrumentos musicais com impressoras 3D já fazem alguns anos e seu mais recente projeto é a impressão de um saxofone.
    A infinidade de objetos que já são produzidos no mundo todo utilizando impressoras 3D remete a ideia de que essa tecnologia realmente chegou para revolucionar a produção industrial. Já são produtos que vão desde armas até produtos utilizados na medicina como próteses ou que utilizem biotecnologia para produção inclusive de tecidos humanos. A medida que a qualidade aumenta e o custo vai ficando cada vez menor, podemos avaliar o grande futuro que terá pela frente as chamadas impressões 3D.
    No que se refere à música, a impressão 3D parece trazer grandes oportunidades e Olaf Diegel está alinhado com isso. Nos últimos anos ele tem se dedicado a desenvolver instrumentos musicais impressos em impressoras 3D, divulgando seu trabalho por todo o mundo. 

    Ele já possui um catálogo de guitarras que impressionam em design e qualidade. Ele explica que em seu projeto recente, um grande saxofone impresso em 3D, o que ele busca não é a substituição dos instrumentos tradicionais, mas evidenciar o quão longe podemos ir na confecção de manufaturados utilizando impressão 3D.
    No caso do saxofone impresso em 3D, levou algum tempo para ser produzido devido a complexidade e o número de teclas e peças envolvidas no projeto. O resultado final é um instrumento de baixo investimento que pode ser utilizado para estudo musical por exemplo.
    Vale a pena visitar o site de Olaf para conferir seu trabalho em impressão 3D.






    A próxima arma contra as falsificações será a respiração


    Uma nova invenção criada na Universidade de Michigan apresenta um método bastante curioso para o reconhecermos a autenticidade de um produto: a respiração.  
    Na verdade, trata-se de uma nova forma de impressão que reage com o ar úmido. Ao respirarmos, ocorre uma reação no material impresso revelando a marca do produto em questão. Desenvolvida pela Universidade de Michigan, em colaboração com cientistas em Coreia do Sul, a descoberta permite a criação de uma etiqueta com uma película plástica que a partir do contato com ar revela imagens invisíveis.
    Até o momento não há ainda uma data para que o novo dispositivo chegue às indústrias e ao consumidor, mas deverá num futuro próximo ser mais uma arma contra as falsificações.
    Esta nova película criada com nanotecnologia, utiliza poliuretano e em um adesivo não especificado como suporte para as etiquetas. A mesma tecnologia pode ser adicionados aos plásticos, têxteis, papel, vidro ou metal, sendo uma opção muito interessante para controlar o  mercado não só de roupas ou medicamentos como se pensava inicialmente.
    O funcionamento é relativamente simples: os pilares microscópicos escondem uma imagem que ao contato com a umidade do ar revelaria a marca original confirmando assim a autenticidade do produto.
    O equipamento necessário para produzir esses rótulos é altamente sofisticado e, por extensão, seu preço será equivalente. Essa seria a razão para que apenas as empresas farmacêuticas e marcas de prestígio pudessem optar por utilizar esse tipo de etiqueta de autenticidade. Uma vez que o sistema seja implementado a impressão dessas etiquetas em série a tornariam mais acessíveis.

    Fonte: Gizmodo

    quinta-feira, 23 de julho de 2015

    Nova droga retarda o avanço do Alzheimer


    Foram divulgados os primeiros detalhes de um novo medicamento que pode conter o declínio cerebral provocado pela doença de Alzheimer. 
    As informações divulgadas pela empresa farmacêutica Eli Lilly em uma conferência nos Estados Unidos sugere que sua droga 'Solanezumab' pode 

    reduzir em um terço a taxa de avanço da demência em pacientes no estágio inicial do Alzheimer. 
    Os dados apresentados pela laboratório farmacêutico ainda estão sendo tratados com um certo otimismo cauteloso e espera-se que um novo estudo no ano que vem deverá fornecer as provas definitivas.

    Até o momento, ainda não havia sido possível parar a morte de células cerebrais provocadas pelo Alzheimer. O Solanezumab parece ser capaz de  mantê-las vivas.
    As drogas utilizadas até então, como o Aricept, conseguem obter melhorias no que se refere apenas aos sintomas da doença. 
    No entanto, o Solanezumab ataca diretamente uma espécie de proteína deformada, conhecida como 'amilóide', que se acumula no cérebro dos doentes de Alzheimer.

    Acredita-se que a formação de placas de amilóide entre as células nervosas possa levar à morte das células cerebrais. 

    Como ocorreu a descoberta 

    Embora um estudo com o Solanezumab em 2012 tenha fracassado, essa droga ainda tem sido a grande esperança na pesquisa da demência. Os 

    pesquisadores da empresa Eli Lilly ao revisarem os dados de sua pesquisa de 2012, descobriram indícios de que esse medicamento poderia ser útil para pacientes no estágio inicial da doença, reduzindo o avanço da demência em cerca de 34%.

    A partir desta análise, a empresa pediu a cerca de 1000 pacientes participantes do primeiro estudo e que possuem grau leve de Alzheimer para que tomassem a medicação por mais 2 anos. 

    Eles apresentaram os resultados positivos na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer. Na apresentação eles mostraram que aqueles que tomaram o remédio por mais tempo tiveram o maior benefício.
    O Dr Eric Siemers, do Lilly Research Laboratories, em Indiana, acredita que o Solanezumab será o primeiro medicamento real disponível para atuar diretamente contra a doença de Alzheimer. 

    Análise

    As limitadas informações divulgadas sobre as pesquisas com o Solanezumab não permite que já se  possa comemorar a 'cura do Alzheimer'. No 

    entanto ela fornece pistas importantes inclusive para o desenvolvimento de outros medicamentos, uma vez que até então não há nenhuma 

    medicação que possa retardar a demência. 
    Se essa droga for realmente eficiente, ao menos nos estágios inciais da doença, isso pode resultar em uma nova forma de tratamento e uma 

    mudança significativa na maneira como a doença vinha sendo administrada.
    Pacientes que iriam piorar ao longo do tempo, com a medicação vão passar mais tempo na fase mais suave da doença degenerativa, diminuindo sensivelmente seu grau de dependência na sociedade. 

    Numa área em que as pesquisas tem sido pautadas por repetidas frustrações, o advento dessa droga se constitui num momento realmente emocionante para a medicina.  
    No próximo ano, a partir da divulgação de mais dados sobre essa droga vamos saber ao certo se o Solanezumab é de fato o esperado avanço no combate dessa terrível doença. 

    Avanço potencial

    O Dr Eric Karran, diretor de pesquisa da Alzheimer Research, no Reino Unido, disse à BBC: 
    "Se os resultados dessa pesquisa puderem ser replicados, então eu acho que isso é uma verdadeira inovação na pesquisa do Alzheimer.

    Pela primeira vez, a comunidade médica poderá dizer que pode retardar a doença de Alzheimer, e isso é um incrível passo adiante."

    Ele concluiu afirmando que esses dados ainda não podem ser considerados uma prova, mas eles mostram resultados consistentes na modificação do desenvolvimento da doença. 

    E portanto sugerem que nós poderíamos estar à beira de um avanço radical no tratamento do Alzheimer. 
    Ele lembra que até então nunca houve provas de que poderíamos parar o avanço da doença.

    A Demência em todo o mundo:

    44 milhões de pessoas no mundo têm demência
    135 milhões terão a doença até 2050
    71% deles serão pobres e de renda média
    600 bilhões de dólares é o custo global da custo global da demência apenas no Reino Unido (onde as pesquisas do câncer recebem 8 vezes mais 

    patrocínio do que o estudo da demência). 
    Fonte: Alzheimer's Society

    Como mediram os resultados

    Na primeira etapa do estudo original (em 2012), que terminou sendo considerado falho, a metade dos doentes com doença de Alzheimer foram tratados com Solanezumab e a outra metade não. 
    Uma reanálise dos escores cognitivos dos pacientes com Alzheimer leve, sugeriu que o medicamento havia reduzido em 34% a taxa de progressão da doença. 
    A conclusão foi de que o declínio cognitivo observado normalmente em 18 meses levou 24 meses para ocorrer com a droga.

    Resolveram então prorrogar o tempo da pesquisa. Ao estenderem a experiência inicial, foram escolhidos 1000 participantes em fase inicial da doença para receberem o Solanezumab. 

    Assim, no final do tempo de prorrogação da pesquisa, a metade deles tinha tomado a droga por três anos e meio, enquanto a outra metade tinha tomado por apenas dois anos.

    Os resultados mostram que aqueles que tomaram Solanezumab por mais tempo tiveram melhores escores da função cognitiva.
    Esse resultado leva a conclusão de que curso da doença foi retardado naqueles que tomaram o remédio.

    Se os cérebros de todos os pacientes tivessem continuado a declinar no ritmo normal e a droga tivesse apenas ajudado nos sintomas, então todos os pacientes que participaram na prorrogação - independentemente se tomaram por 2 ou 3,5 anos- teriam tido resultados semelhantes na função cognitiva.

    segunda-feira, 20 de julho de 2015

    Os benefícios de trabalhar de pé

    As mesas altas permitem trabalhar de pé e obter sensíveis benefícios na saúde física e emocional ao colocar todo nosso corpo em funcionamento.
    A maioria das pessoas que usam computador para trabalhar costuma passar cerca de 8 horas por dia sentada. No entanto, ao adotar esta posição você pode estar afetando 
    seriamente sua saúde. Alguns estudos já demonstraram que a falta de atividade física pode ser a principal causa de enfermidades como a obesidade, a diabetes, o câncer, a morte prematura, problemas cardíacos, entre outros problemas de saúde. Por isso é muito importante que esteja atento e que faça um check up médico regularmente além de seguir alguns  

    conselhos simples para cuidar de seu corpo, principalmente se trabalha o dia inteiro na frente de um PC. 

    No mundo todo já começa a se tornar cada vez mais frequente a presença de mesas mais altas nos escritórios. As chamadas 'standing desks' teriam um efeito positivo na preservação 

    da saúde dos trabalhadores. Elas já vem sendo utilizadas para que se trabalhe de pé com computador ou mesmo outro tipo de ferramenta ou material de trabalho. 
    A única maneira de se reduzir ou eliminar os malefícios causados por permanecermos muito tempo sentados é evitar fazê-lo. Nesse sentido, trabalhar em uma mesa que lhe obrigue a 

    trabalhar de pé poderia ajudá-lo de maneira significativa. Ficar de pé nos permite movermos e flexionarmos facilmente os músculos do corpo, mantém o sangue circulando bem, o que 

    ajuda a manter os níveis de e controlar a pressão arterial. 

    Os principais benefícios de adotar essa posição enquanto trabalhamos no computador são:

    - A queima de calorias. Um estudo de 2013 demonstrou que utilizar uma mesa alta faz com que o coração bata uma média de 10 batidas a mais por minuto em comparação com os 

    batimentos de quando se está sentado em uma cadeira. Isso equivale a queimar mais ou menos 50 calorias a mais por hora. Se considerarmos que uma pessoa vá passar umas 5 horas de pé por dia, 5 dias por semana, isso corresponderia a queimar cerca de 1250 calorias extras a cada semana.

    - Aumento de produtividade. Trabalhar de pé põe nosso sangue em movimento, o que permite que nossa mente esteja mais aberta. Por sua vez, nos tornamos mais conscientes a todo 

    momento do movimento de nossas extremidades o que diminui a sonolência e nos torna mais ativos. 

    - Melhor utilização do espaço físico nos escritórios. O tipo mais popular de cadeira que se utiliza opara trabalhar com computadores é o modelo de rodinhas, aquele que pode 

    girar e se deslocar facilmente. Esse desenho de cadeiras normalmente requer uma boa quantidade de espaço físico para que funcione de forma adequada.Optar por mesas altas 

    maximizaria o espaço disponível. Para escritórios de grandes empresas isso poderia representar a possibilidade de se colocar 25% mais empregados ao se adotar o trabalho de pé. 

    - Melhor postura. Utilizar mesas mais altas podem melhorar a postura e beneficiar nossa coluna vertebral. Aquele dor nas costas e nos ombros causadas por passar muitas horas 

    sentado frente ao computador podem ser reduzidas sensivelmente. E mesmo que num primeiro momento isso resulte em leves dores nos pés, nosso organismo aos poucos irá se adaptando 

    a essa nova posição. 

    - Maior interação no trabalho. Trabalhar sentado implica geralmente em se ficar dentro de cubículos,as chamadas 'ilhas de trabalho' que podem muitas vezes diminuir bastante a 

    oportunidade de se falar diretamente com os demais colegas de trabalho. Isso pode ser uma desvantagem significativa no quesito 'comunicação' no ambiente de trabalho, 

    principalmente no que se refere a coisas importantes que podem estar acontecendo e que muitas vezes não se perceba por estar sentado e sem contato visual com os demais. Pode ser que você passe a conversar mais diretamente agilizando a resolução de problemas, ao invés de enviar correios eletrônicos.

    As vantagens são muitas, avalie se não é o momento de você optar pelo trabalho de pé. Talvez você se surpreenda com os benefícios que irá obter.  

    terça-feira, 14 de julho de 2015

    Um vírus pode curar a surdez?

    A surdez pode ser tratada com um vírus, dizem cientistas
      
    Os cientistas dizem ter dado um passo significativo no sentido de tratar algumas formas de surdez depois de restaurar a audição em animais.

    Defeitos no DNA de um bebê representam cerca de metade dos casos de perda auditiva no início da vida.
    Um estudo com camundongos, publicado na revista Science Translational Medicine, mostrou que um vírus pode corrigir a falha genética e restaurar parcialmente a audição.

    Os especialistas acreditam que os resultados desta pesquisa poderão resultar em novos tratamentos para surdez dentro de uma década.

    Uma equipe americana e suíça, focou suas experiências nos minúsculos pelos dentro do ouvido, chamados ‘células ciliares’. Esses cílios convertem sons em sinais elétricos que são então interpretados pelo cérebro. Mutações no DNA pode fazer com que sejam incapazes de gerar os tais sinais elétricos impedindo a pessoa de ouvir.

    Terapia viral

    A equipe de pesquisa desenvolveu um vírus geneticamente modificado que pode infectar as células ciliadas e corrigir o erro.  Ele foi testado em camundongos com grau severo de surdez, que seriam incapazes, por exemplo, de notar que estão num show de rock  (com os níveis de ruído de cerca de 115 dB).

    Embora as injeções de vírus nos ouvidos tenham resultado em uma significativa melhora, a técnica não foi capaz de restabelecer a audição totalmente.  Além de resgatar parte da audição dos animais, a experiência que durou cerca de 60 dias, demonstrou alterações no comportamento deles em resposta aos sons.
    Dr. Jeffrey Holt, um dos pesquisadores do Hospital Infantil de Boston, declarou estar muito otimista com as pesquisas, embora reconheça que ainda é necessário cautela para se anunciar que foi encontrada a cura.  Ele reconhece no entanto a importância desta descoberta pois num futuro não muito distante este tratamento poderá utilizado para a surdez genética.

    A equipe anda não está pronta para testes clínicos em humanos. No momento eles querem provar que o efeito positivo que obtiveram é duradouro. Eles já sabem que funciona por alguns meses, mas almejam uma solução que seja duradoura para toda a vida.

    A terapia viral altera a maioria das células ciliadas internas do ouvido, mas não as células ciliadas externas.
    Os cílios internos permitem que se possa ouvir o som, mas os cílios exteriores alterar a sensibilidade aos sons, de modo que o ouvido se torna mais sensível ao reconhecer ruídos mais sutis.

    Personalizado

    O estudo focou na reparação na mutação em um gene chamado TMC1, que está por trás de cerca de 6% da surdez que é passada de maneira hereditária. No entanto, existem mais de 100 genes já identificados que estão associados à surdez.

    Segundo o Dr. Holt, é possível se antever um dia no qual poderemos sequenciar o genoma do deficiente auditivo e então prover um tratamento sob medida restaurando-lhe a audição.
    Contudo, adultos que perderam a audição devido a exposição de sons demasiados altos, não poderão se beneficiar dessa terapia.

    O Dr. Tobias Moser do Centro Médico da Universidade de Gottingen, na Alemanha, afirmou que resultados são realmente promissores e que a restauração da audição para algumas formas de surdez poderá estar disponível na próxima década.

    A cientista britânica, professora Karen Steel, que trabalha no Kings College de Londres, afirmou que este trabalho representa um avanço realmente excitante no nosso entendimento do que poderia ser alcançado usando a técnica de transferência de genes no ouvido interno para reduzir o impacto de mutações genéticas que levam a perda da audição: "Neste momento, a função auditiva é apenas parcialmente resgatada, mas este é um começo e presumivelmente a metodologia poderia ser desenvolvida para melhorar o resultado."

    O Dr. Ralph Holme, diretor de pesquisa biomédica na instituição Action on Hearing Loss afirmou que o diagnóstico genético de perda auditiva tem melhorado muito nos últimos anos, permitindo que as crianças e suas famílias entendam a causa de sua surdez e possam prever como ela pode mudar ao longo do tempo. No entanto, os tratamentos ainda estão limitados a aparelhos auditivos e implantes cocleares.

    Estes resultados são encorajadores na medida que abrem as portas para outras terapias genéticas, fornecendo a esperança para as pessoas com certos tipos de perda auditiva genética. A esperança é que essa terapia genética possa estar disponível em um futuro não muito distante.


    sexta-feira, 10 de julho de 2015

    Fumar pode causar esquizofrenia?


    O cigarro pode provocar esquizofrenia?

    Uma equipe de pesquisadores da universidade de Kings (Londres) afirma que há evidências

    muito fortes de que os fumantes estão mais propensos a desenvolverem esquizofrenia e que

    fumantes jovens podem acelerar o aparecimento da doença.

    Eles publicaram sua descoberta no periódico Lancet Psychiatry, um dos principais informativos

    da área de saúde no mundo. Segundos os pesquisadores, após analisarem 61 estudos eles

    concluíram que a nicotina pode estar alterando o cérebro de seus usuários. Apesar de

    reconhecerem que ainda serão necessários mais estudos sobre o assunto eles afirmam que as

    evidências são muito fortes.

    O hábito de fumar já vem sendo associado a psicose, embora se admita que parte dessa

    conexão seja pelo fato de eu muitos pacientes esquizofrênicos são mais propensos a usar o

    cigarro como uma espécie de ‘auto-medicação’, aliviando o sofrimento de ter alucinações e

    ouvir vozes.

    Depois de analisarem dados de 14.555 fumantes e 273.162 não-fumantes presentes nos

    estudos relacionados, os cientistas concluíram que:

    57% das pessoas com psicose já fumavam antes de terem seu primeiro surto psicótico

    As pessoas que fumavam diariamente foram duas vezes mais propensos a desenvolver

    esquizofrenia do que os não-fumantes

    A média de idade para o aparecimento da doença entre os fumantes foi um ano menor que

    que a idade em que a doença apareceu entre os não-fumantes.

    A lógica é de que se houver uma maior taxa de pessoas que fumaram antes de se tornar

    esquizofrênicas, então fumar não é meramente um caso de auto-medidcação e sim um fator

    importante no desenvolvimento da doença.

    O Dr James MacCabe, do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência no King’s College ,

    afirmou: "É muito difícil estabelecer o nexo de causalidade [apenas baseado neste tipo de

    estudo], o que esperamos é que isso faça com que se abra os olhos para a possibilidade de que

    o tabaco poderia ser um agente causador da psicose, e esperamos que isso irá, em seguida,

    levar a outras experiências de investigação e estudos clínicos que forneçam provas mais

    robustas nesse sentido".

    Embora a maioria dos fumantes não desenvolva esquizofrenia, os pesquisadores acreditam

    que o cigarro está aumentando esse risco. Uma forte evidência disso é o fato que a incidência

    mundial da esquizofrenia é cerca de uma para cada 100 pessoas

    A incidência global da doença é de uma em cada 100 pessoas normalmente, o que pode ser

    aumentada para duas para cada 100 se considerarmos os indivíduos que fumam.

    Já é sabido que a esquizofrenia está relacionada com os níveis de dopamina no cérebro

    (inclusive muitos remédios anti-psicóticos atuam diminuindo a ação desse neurotransmissor)

    e  que a nicotina também atua alterando os níveis de dopamina, o que pode se relacionar ao

    aparecimento da psicose.

    O professor Michael Owen, diretor do Instituto de Medicina Psicológica da Universidade de

    Cardiff,  afirmou que os pesquisadores apresentaram evidências muito fortes de que fumar

    pode aumentar o risco de esquizofrenia: "O fato é que é muito difícil provar a causa sem um

    estudo randomizado, mas já há boas razões para a adoção de medidas de saúde pública

    envolvendo o tabagismo também para a área da saúde mental."

    Consultada sobre o assunto, a organização Rethink, que apoia ações para doenças mentais

    afirmou: ”Sabemos que 42% de todos os cigarros na Inglaterra são fumados por pessoas com

    problemas de saúde mental, e assim quaisquer novas conclusões sobre a relação entre

    tabagismo e psicose é sim algo preocupante. No entanto, mais estudos de longo prazo são

    necessários para compreender totalmente este link em potencial."

    Fonte:
    http://www.bbc.com/news/health-33464480


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