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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

NASA Divulga Fotos de Marte em HD - Curiosity


Atualizado em 14/08/2012: Para ver as mais recentes fotos tiradas em Marte pela Curiosity acesse o link abaixo:
http://www.nasa.gov/mission_pages/msl/multimedia/gallery-indexEvents.html



Marte em HD: As primeiras oito fotos escolhidas pelo público através do programa HiWish da NASA

Numa iniciativa muito legal os pesquisadores da NASA passaram parte do controle da sonda Mars Reconnaissance Orbiter para o público. São as pessoas que vão decidir para onde as câmeras da Orbiter deve apontar e de que paisagens marcianas serão tiradas fotos em alta resolução.
A NASA através do  programa HiWish acaba de  divulgar as primeiras 8 fotos obtidas segundo a vontade do público.

No exemplo da imagem deste post, que mostra texturas da superfície do solo marciano na regiãoconhecida como Chaos Aureum. Pode-se ver uma ampla região de planaltos e depressões. A maioria das rochas nesta área parecem teriam se formado originalmente através de processos vulcânicos ousedimentares.

A meta para esta observação HiRISE foi sugerido por James Secosky, um professor retured de Manchester, New York, através do programa HiWish.O derretimento de gelo no solo ou a ação de água subterrânea poderia ter provocado o colapso do chão, vindo a formar vales profundos e montanhas isoladas.

Imagem: NASA / JPL-Caltech / University of Arizona


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Montanha Espacial Produz Meteoritos Terrestres


Uma montanha de cerca de 21 km de altura pode estar produzindo alguns dos meteoritos que acabam atingindo nosso planeta.

Imagem: Vista lateral da montanha ao sul do asteróide Vesta – Crédito: NASA

Quando há alguns meses a sonda Dawn da NASA entrou em órbita em torno do asteróide Vesta, os cientistas ficaram animados com a possível revelação de imagens surpreendentes.
 Mas a sonda espacial mostrou ao percorrer o asteróide algo totalmente inesperado: a existência de uma montanha de cerca de 21 kilômetros de altura, ou o correspondente a cerca de 2 vezes e meia a altura do monte Everest.
Essa imponente formação natural pode trazer explicação para um mistério que persiste há muito tempo: Como podem tantos pedaços do asteróide Vesta terem chegado até a Terra?

Durante muitos anos, os pesquisadores vêm recolhendo pelo mundo meteoritos originários de Vesta. Como eles tem certeza de que esses meteoritos vem do asteróide Vesta? A resposta está na análise dessas rochas. A composição química de que são feitas deixam muito pouca dúvida de que elas tiveram origem em um asteróide gigante.

A frequência de fragmentos de Vesta que tem nos atingido é tão grande que é frequente o avistamento de bolas de fogo cortando nossa atmosfera, como os que atingiram recentemente a aldeia africana de Bilanga Yanga em 1999 e Millbillillie, na Austrália, em 1960.
"Esses meteoritos só podem ser pedaços da superfície do asteróide que foi escavada quando essa montanha gigante de Vesta foi formada",  explica o pesquisador  Dawn PI Chris Russell, da Universidade da Califórnia.Ele sugere que a montanha foi criada por um "grande impacto” de um corpo celeste menor  contra a superfície de Vesta. A grande quantidade de material que se deslocou durante o choque forçou a superfície para cima vindo a formar esse imenso pico montanhoso. Essa mesma colisão teria arremessado ao espaço várias lascas do asteróide fazendo com que alguns desses pedaços chegassem até nosso planeta.

Alguns meteoritos em nossos museus e laboratórios podem ser fragmentos de Vesta que se soltaram no impacto – pois são pedaços constituídos do mesmo material dessa montanha de Vesta, declarou Russel.
Os cientistas agora querem confirmar a teoria provando que esses meteoritos vieram do local próximo à montanha. Para isso será realizada uma análise que vai considerar a química e a idade dos materiais.

O asteróide Vesta foi formado no início do sistema solar,  há bilhões de anos. Desde então, as colisões com outras rochas espaciais resultaram em uma superfície cheia de crateras. Como a superfície ao redor da montanha é relativamente menos esburacada que o restante do asteróide, Russell acredita que o impacto teria apagado toda a história da formação de crateras nas proximidades. Os cientistas poderão, a partir da  contagem de crateras que se acumularam desde então, calcular a idade da paisagem.

Combinando esses dados com a datação radioativa pode-se dizer quando os meteoritos foram liberados do asteróide Vesta. Além disso, os pesquisadores utilizarão também as informações sobre as cores dos elementos químicos captadas por sensores a bordo da sonda Dawn que orbita o asteróide gigante.


Fontes:
Science@NASA


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

NASA procura por vida em outros planetas


Em matéria publicada no jornal The New York Times a Agência Espacial Americana NASA anunciou que vai divulgar na próxima quarta-feira uma lista de 400 estrelas com maior probabilidade de abrigar planetas com condições de ter vida.
As estatísticas provêm do Observatório Kepler do Centro de Pesquisas Ames da NASA na Califórnia. 


Imagem: Kepler - Crédito: NASA

Este observatório vem analisando dados de 156.000 estrelas a cerca de 500 a 3000 anos luz de nós com o objetivo de encontrar planetas possivelmente com vida. Estes planetas estariam dentro da zona chamada “Goldilocks” ("Cachinhos Dourados") que não é muito quente nem muito fria para a existência de água.

A lista das 400 estrelas que podem abrigar planetas semelhantes à Terra será divulgada pelos astrônomos que vem trabalhando sobre dados enviados pelo satélite Kepler, lançado em 2009 e que custou 600 milhões de dólares.

Segundo o líder do projeto, o cientista  William Borucki, o Kepler é mais importante que o próprio telescópio Hubble. Ele seria uma espécie de primeiro passo num processo que deverá levar décadas e que tem o propósito de encontrar vida fora da Terra. 

O projeto, que conta também com a participação da Agência Espacial Européia envolverá naves cada vez mais sofisticadas e caras nesta busca.
Um novo laboratório que custará 2,5 bilhões de dólares chamado Curiosity que partirá para Marte deverá ser o próximo  passo.

Os astrônomos discutem ainda qual deverá ser depois a próxima missão,  se enviarão naves para investigar  a lua Europa de Júpiter, que possuiria um oceano em seu subsolo ; a lua Titã de Saturno, com sua atmosfera de metano ou ainda outra das luas de Saturno, como por exemplo Encélado, que possui gêiseres de água no seu interior.

No momento a humanidade tem que se contentar nessa análise de dados à distância facilitada por esses potentes telescópios pois não teria condições de empreender viagens tão distantes assim.

Levaria por exemplo 300.000 anos para que a Voyager 1, que já se encontra fora do nosso sistema solar, viajando a 39 mil milhas por hora, pudesse transpor os 20 anos luz  (120 trilhões de milhas)  necessários para chegar até Gliese 581, um dos sistemas planetários mais perto de nós.

O que pensar então da distância em que se encontram os planetas investigados pelo observatório Kepler: entre 500 e 3000 anos-luz de distância de nós?

Encontrar vida em outros planetas é muito mais do que um exercício intelectual, afirmam os cientistas. É uma questão que impactaria inclusive nos conceitos religiosos onde o homem é frequentemente colocado como criatura inteligente privilegiada de Deus.

Além disso, os cientistas nos lembram que a humanidade poderá perder um dia o seu lar, o planeta Terra, seja por ação do aquecimento global, alguma catástrofe ambiental, por impacto de um asteróide, ou mesmo pelo inevitável fim da nossa estrela, o Sol.

Antes que isso aconteça, para que o Universo saiba que um dia existiu o homem será preciso que consigamos escapar.

Com um certo senso de humor o Dr. William Borucki concluiu sua entrevista concedida ao The New York Times afirmando:

“O fato de encontrarmos vários planetas como a Terra apenas vai significar que teremos que gastar ainda muito dinheiro para ir até lá e descobrir se eles falam inglês ou francês. Por outro lado, se estivermos sozinhos no universo, talvez iremos conquistar toda a galáxia pois não haverá ninguém lá fora para nos deter.”

Leia a interessante matéria completa (em inglês)  que traz inclusive um histórico da busca por planetas semelhantes à Terra neste link




quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sonda da NASA detecta monólito


Uma imagem que parece ser de um monumento rochoso misterioso em Marte excitou os amantes da ficção científica em todo o mundo. O 'monólito', foi fotografado pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter a cerca de 305 Km de distância, usando uma máquina fotográfica de alta resolução.

A Mars Reconnaissance Orbiter é uma sonda americana lançada NASA em 2005 e tem o objetivo de procurar por evidências da existência de água no passado remoto de Marte. A imagem repercutiu no mundo todo desde que foi publicada no website LUNAR EXPLORER ITALIA levantando novamente a velha dúvida: teria havido vida alguma vez no ‘planeta vermelho’?



(Ao lado a sonda Orbiter da Nasa)

Cientistas da Universidade de Arizona (responsável pela captura da imagem original) estimam que a rocha pode medir até 5 metros de altura. Yisrael Spinoza, porta-voz do projeto HiRISE do Laboratório Lunar e Planetário da universidade, enviou a imagem original para o jornal DailyMail para que para ser avaliada: 'Não seria inteligente classificar isso como um "monólito" ou "estrutura" porque isso insinua algo artificial, como se isto fosse colocado por alguém por exemplo.
'Na verdade é mais provável que esta formação rochosa tenha sido criada a partir do rompimento do leito rochoso, o que explicaria sua forma retangular.’ ” teria afirmado Spinoza ao jornal.
(a foto ao lado mostra o local de origem em marte onde a imagem do monólito foi capturada)

A estranha imagem se parece com o monólito negro que aparece no filme Stanley Kubrick “2001 Uma Odisséia no Espaço”.



A foto original foi capturada no mês de Julho de 2009 e foi republicada novamente esta semana no website do projeto HiRISE da Universidade do Arizona o que renovou o interesse do público.

Sobre a imagem divulgada, o pesquisador Alfred McEwen, da Universidade do Arizona afirmou: 'Há muitos pedregulhos retangulares na Terra, em Marte e em outros planetas. 'Sucessivos depósitos de rochas combinados com rupturas nas camadas tectônicas criam áreas retangulares mais fracas que terminam não resistindo e se separando do resto'.
Mas uma entrevista com o astronauta aposentado Buzz Aldrin, o segundo homem a caminhar na Lua, colocou mais lenha na fogueira.
Ele fez referência a um monólito semelhante que teria sido encontrado na lua Phobos de Marte.
Ao ser entrevistado por um canal de TV a cabo americano na semana passada ele disse: 'Nós deveríamos visitar as luas de Marte.
"Há um monólito lá, uma estrutura muito incomum neste satélite natural em forma de batata que dá uma volta em Marte a cada sete horas.'Quando as pessoas descobrirem isso lá vão dizer:”Quem pôs isso lá? Quem pôs isso lá?" - Bem o universo pôs isto lá ou se você preferir, Deus pôs isto lá.' complementou o ex-astronauta da NASA.

(a imagem ao lado msotra o que seria um outro provável monólito fotografado na lua Phobos em Marte)
Em 2007 a Agência Espacial canadense iniciou estudos para uma missão não tripulada para Phobos conhecida como PRINCIPAL (Phobos Reconnaissance and International Mars Exploration). A área próxima ao monólito (que teria o tamanho de um prédio) seria o destino principal de pouso.
Não porque os cientistas suspeitam atividade de OVNI mas porque eles acreditam que a rocha em formato retangular teria sido exposta recentemente.
O Dr Alan Hildebrand pesquisador do projeto PRINCIPAL acrescentou que esta observação talvez nos permita responder questões importantes sobre a composição e história dessa lua.

Este objeto se assemelhar a um monumento retangular poderia ser devido a tendência de nós humanos em descobrir traços familiares em imagens feitas ao acaso, a exemplo do que ocorreu com o famoso rosto de marte e que depois se constatou ser uma formação natural.

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