quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Fertilizacão In Vitro Aumenta Risco de Má-Formacão em Crianças

Especialistas da da Universidade da Califórnia (UCLA) em Los Angeles (EUA), mostram que crianças que são concebidas através da chamada fertilização in vitro tem um aumento considerável no risco de desenvolver defeitos congênitos se comparadas com crianças concebidas de forma natural. 

O percentual  de risco para bebês fertilizados in vitro chega a  9%, enquanto as crianças concebidas naturalmente possuem risco 
de 6,6 %.

A diferença também é percebida se forem analisados individualmente alguns problemas congênitos a que estão sujeitas: Má formação dos olhos (3% contra 2% de risco em bebês concebidos de forma natural),  coração (5% contra 3%) e problemas genito-urinários (1,5% contra 1%).

De acordo com Lorraine Kelley-Quon chefe da pesquisa cujo resultados foram  apresentados na conferência anual da Academia Americana de Pediatria: "É importante para os pais que estão considerando a fertilização in vitro ou outras tecnologias de reprodução assistida que entendam esse potencial risco médico antes de tomarem a decisão de optar por esse tipo de fertilização".

Nos Estados Unidos, o estado da Califórnia é o que possui a maior taxa de utilização de técnicas de fertilização in vitro. O estudo se baseou em dados obtidos sobre crianças nascidas entre 2006 e 2007 a partir da fertilização in vitro ou cujas mães foram submetidas a tratamentos para aumentar a fertilidade.  Os pesquisadores envolvidos nesse estudo consideraram fatores como idade da mãe, raça, número de filhos, sexo do bebê bem como a presença de defeitos congênitos.

O estudo foi conduzido no Hospital Infantil Mattle da Universidade da Califórnia envolvendo dados de 4795 crianças nascidas com fertilização in vitro e, 46.025 concebidas de forma natural, todas com as mesmas características demográficas maternas.

Os cientistas identificaram  3.463 casos de defeitos congênitos importantes. As crianças concebidas pela fertilização in vitro tiveram risco 1,25 vezes maior do que as que foram concebidas naturalmente. Já para os casos de tratamentos de infertilidade, como a inseminação artificial ou a indução da ovulação, o risco não foi considerado significativo.

Fonte: El País

Direitos Autorais

É expressamente proibida qualquer forma de cópia integral de qualquer postagem deste blog. No máximo você poderá citar trechos dando os devidos créditos e colocando link para postagem original. Caso você não obedeça essa determinação arcará com a responsabilidade perante a legislação sobre direitos autorais.

Se você achar que algum post está utilizando trechos de textos ou imagens que de alguma maneira firam seus direitos, por favor entre em contato no email contato@rstri.com


Postagens populares