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quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Com que Frequência uma Pessoa com Diabetes Deve Comer?


Foto de Nataliya Vaitkevich: https://www.pexels.com/pt-br/foto/maca-consciencia-percepcao-conhecimento-6942070/)

Estratégias para um Controle Efetivo da Diabetes 

A diabetes é uma condição desafiadora que requer uma abordagem cuidadosa em relação à alimentação para garantir um controle efetivo dos níveis de glicose no sangue. Estabelecer um padrão alimentar consistente e equilibrado é fundamental para promover a saúde e o bem-estar em pessoas com diabetes. Neste artigo, exploraremos estratégias específicas para determinar com que frequência uma pessoa com diabetes deve comer, fornecendo diretrizes práticas para o desenvolvimento de um plano alimentar saudável e personalizado.

Refeições Regulares para Estabilidade Glicêmica:
Manter um padrão regular de refeições é crucial para controlar os níveis de glicose no sangue em pessoas com diabetes. Evitar longos períodos sem comer ajuda a distribuir a ingestão de alimentos ao longo do dia, evitando picos e quedas abruptas nos níveis de glicose. Refeições regulares também facilitam o gerenciamento dos efeitos da insulina e outros medicamentos utilizados no tratamento da diabetes.

Controle de Porções e Pequenas Refeições:
O controle de porções desempenha um papel essencial no manejo da diabetes. Optar por porções menores e monitorar o tamanho das refeições pode ajudar a evitar picos nos níveis de glicose. Além disso, a escolha de refeições menores e lanches saudáveis ao longo do dia pode ser benéfica para manter a estabilidade glicêmica.

Distribuição Equilibrada de Carboidratos:
A distribuição equilibrada de carboidratos é uma consideração chave. Espalhar a ingestão de carboidratos ao longo do dia pode ajudar a manter a glicose mais estável. Evitar grandes quantidades de carboidratos em uma única refeição pode prevenir picos glicêmicos.

Escolha de Alimentos Saudáveis:
Priorizar alimentos ricos em fibras, proteínas magras e gorduras saudáveis é essencial para uma dieta equilibrada. Evite alimentos processados, ricos em açúcares e gorduras saturadas, concentrando-se em opções nutritivas que beneficiam o controle da glicose e promovem a saúde geral.

Snacks Saudáveis para Evitar Grandes Intervalos:
Incluir snacks saudáveis entre as refeições principais é uma estratégia para evitar longos intervalos entre as refeições. Isso pode ajudar a manter níveis de glicose mais estáveis e prevenir a fome excessiva, que pode levar a escolhas alimentares inadequadas.

Monitoramento Regular da Glicose e Contagem de Carboidratos:
O monitoramento regular da glicose é fundamental para entender como diferentes alimentos e padrões alimentares afetam os níveis de glicose. Algumas pessoas podem se beneficiar da contagem de carboidratos, monitorando a quantidade consumida em cada refeição e ajustando a dose de insulina conforme necessário.

Hidratação e Exercício Regular:
A manutenção da hidratação adequada é crucial para a saúde geral, incluindo o controle da glicose. Beber água regularmente ao longo do dia é fundamental. Além disso, a atividade física regular desempenha um papel significativo na gestão da diabetes. Ela melhora a sensibilidade à insulina, auxilia no controle do peso e contribui para uma vida saudável.

Moderação no Consumo de Álcool:
Se o consumo de álcool estiver presente, é aconselhável fazê-lo com moderação, preferencialmente junto com as refeições, e estar ciente de seu impacto nos níveis de glicose.

Individualização do Plano Alimentar e Ajustes Contínuos:

Cada pessoa com diabetes é única, e a individualização do plano alimentar é fundamental. Trabalhar em conjunto com profissionais de saúde, incluindo nutricionistas e endocrinologistas, é crucial para desenvolver um plano personalizado que atenda às necessidades específicas de cada indivíduo.

É essencial que pessoas com diabetes trabalhem em conjunto com seus profissionais de saúde, incluindo nutricionistas e endocrinologistas, para desenvolver um plano alimentar personalizado com base em suas necessidades específicas. Essas recomendações podem variar de pessoa para pessoa, e a individualização do plano alimentar é fundamental para um bom controle da diabetes.


Contagem de carboidratos: Algumas pessoas com diabetes utilizam a contagem de carboidratos como uma ferramenta para gerenciar a glicose no sangue. Isso envolve monitorar a quantidade de carboidratos consumidos em cada refeição e ajustar a dose de insulina de acordo.

Atenção aos sinais do corpo: Esteja atento aos sinais do seu corpo em relação à fome, saciedade e resposta aos alimentos. Isso pode ajudar a ajustar a dieta conforme necessário.

Acompanhamento profissional regular: Consulte regularmente seus profissionais de saúde para avaliar e ajustar seu plano de tratamento, incluindo a dieta, de acordo com as necessidades em constante mudança.

Lembre-se de que as orientações acima são gerais, e cada pessoa pode ter necessidades específicas. Portanto, é fundamental trabalhar de perto com uma equipe de saúde especializada para desenvolver um plano personalizado que atenda às suas necessidades individuais. O monitoramento regular dos níveis de glicose, juntamente com uma abordagem equilibrada para a alimentação e o estilo de vida, são elementos-chave para o manejo eficaz da diabetes.

Educação contínua: Mantenha-se informado sobre diabetes, alimentação saudável e novas pesquisas na área. A educação contínua pode ajudá-lo a tomar decisões informadas sobre sua dieta e estilo de vida.

Gestão do estresse: O estresse pode afetar os níveis de glicose no sangue. Praticar técnicas de gerenciamento do estresse, como meditação, yoga ou atividades relaxantes, pode ser benéfico.

Ajustes conforme necessário: Esteja disposto a fazer ajustes em seu plano alimentar e estilo de vida à medida que necessário. As necessidades de uma pessoa com diabetes podem mudar ao longo do tempo devido a fatores como idade, atividade física, condições de saúde adicionais, entre outros.

Integração de tecnologia: Utilize tecnologias disponíveis, como monitores contínuos de glicose (MCG) e aplicativos para rastrear alimentos, para facilitar o acompanhamento dos níveis de glicose e a gestão da dieta.

Participação ativa na equipe de cuidados: Trabalhe em parceria com sua equipe de saúde para compartilhar informações importantes, discutir desafios e tomar decisões informadas sobre o tratamento da diabetes.

Evite pular refeições: Pular refeições pode levar a flutuações nos níveis de glicose. Tente manter um padrão regular de refeições e lanches para evitar picos ou quedas abruptas nos níveis de glicose.

Comunicação aberta: Se você tiver dúvidas ou preocupações sobre sua dieta ou plano de tratamento, comunique-se abertamente com sua equipe de saúde. Eles podem oferecer suporte, esclarecer dúvidas e fazer ajustes conforme necessário.

Lembre-se de que a diabetes é uma condição de longo prazo que requer uma abordagem holística para o cuidado. O acompanhamento regular com profissionais de saúde e a adaptação contínua do plano de tratamento são essenciais para garantir um controle eficaz da diabetes e uma qualidade de vida saudável.

Um pouco de disciplina e equilíbrio vão ajudar 
Em última análise, a frequência e o padrão alimentar para pessoas com diabetes devem ser adaptados às necessidades individuais. A educação contínua, a gestão do estresse e a comunicação aberta com a equipe de saúde são componentes cruciais para um controle efetivo da diabetes. Ao adotar estratégias práticas e ajustar conforme necessário, é possível promover uma vida saudável e bem-sucedida para aqueles que vivem com essa condição desafiadora.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O boato do Leite Reciclado (reprocessado)




Estava num supermercado fazendo compras ontem à noite quando me deparei com uma promoção de leites Elegê em embalagem Longa Vida.


Comecei a pegar algumas caixas quando um senhor que estava ao lado me falou que o leite estava mais barato porque se tratava de leite reprocessado ou reciclado. Segundo ele, após vencido o prazo de validade o leite retorna para a fábrica onde então é reprocessado e recolocado em embalagens para ser vendido com um novo prazo de validade.


Ele inclusive me mostrou a teórica ‘prova’ do tal reprocessamento: Um número pequeno no fundo da embalagem Tetrapak que ia de 1 até 5 e que indicaria quantas vezes o leite já havia retornado para a fábrica e ‘re-validado’.

Desconfiei da informação, mas por via das dúvidas tratei de pegar os que tinham o número 1 no fundo caixa.
Hoje fui atrás da informação sobre essa história de reciclagem do leite e descobri que se trata de mais uma daquelas lendas urbanas sem nenhum fundamento.

Numa rápida pesquisa na internet pude constatar que o tal numerozinho no fundo da embalagem tetrapak refere-se ao número do corte da bobina na produção das caixinhas. Explico: Ocorre que as caixas utilizadas em embalagens do tipo longa vida (tetrapak) são fabricadas a partir de um rolo que é cortado em tiras. Cada subdivisão do rolo é considerado como 1 corte. Assim o número no fundo da caixa representaria a ‘faixa’ do rolo (corte da bobina) que originou aquela embalagem.



Além disso, descobri que até por questões de custos não seria economicamente viável reprocessarem os leites de caixinha. Isso porque a comparação do preço do litro do leite em relação ao custo da embalagem seria mais ou menos a seguinte: O leite custa em torno de 0,15 centavos e a embalagem tetrapak em torno de 0,35 centavos. Ou seja, nãao valeria a pena usar uma embalagem nova para recolocar no mercado um leite reprocessado.
O que pode ocorrer é a reutilização do leite (desde que esteja em excelentes condições) para fazer outros produtos derivados como natas, iogurtes, manteigas, etc mas não ser apenas ‘reprocessado’ e renovado o prazo de validade do produto.

As informações encontradas neste Link da UFRJ que reproduzo abaixo esclarecem a questão envolvendo o suposto ‘reprocessamento’ de leite:

Leite Longa-Vida: Informe sobre a "urban legend" do número 1 a 5 no fundo da caixinha

Esse alerta que está sendo divulgado pela Internet, acusando a re-pasteurização do leite longa-vida, onde o número 5, no fundo da caixa, indicaria que já foi recolhido e recolocado no mercado, por cinco vezes, não tem fundamento.
O reprocessamento do leite longa-vida tenderia a escurecer o produto, provocando um tom "caramelizado", como podemos observar, por exemplo, no "doce de leite". Não parece tecnicamente viável reprocessar e tornar a vender como "leite longa-vida". Teria mais lógica, nesse caso, direcionar esse leite para a fabricação de outros produtos, como Bebida Láctea sabor chocolate. E parece que isso é usual quando algum problema é detectado na produção e esta ainda se encontra na "quarentena".
Já quanto ao número, de 1 a 5, no fundo da caixinha, na orelha inferior do pacote, aquilo é uma impressão do fabricante de embalagens, da Tetrapak, e corresponde ao número da faixa do papel que pode variar de 1a 5, representando a posição da bobina no momento do corte. E´ um dado importante para o controle de qualidade da própria TETRA PAK, da embalagem, e não do leite.
Tentemos, então, ilustrar como são fabricadas as caixinhas: existe um rolo, ou uma bobina, de embalagem "tetrapak" (camadas de papel, alumínio e plástico). E´ mais ou menos como um rolo de papel higiênico, de papel para FAX ou um rocambole. Essa bobina é colocada na máquina que vai embalar o leite esterilizado (UHT - Ultra High Temperature).
A bobina é muito larga e a máquina vai fatiar em faixas, para fabricação automatizada das caixinhas. São cortadas cinco fatias longitudinais. As fatias externas, laterais, são numeradas como faixas 1 e 5. A fatia vizinha à faixa 1 é a faixa 2. E vizinha à 5 é a faixa 4. A fatia central recebe o número 3. Todas as 5 faixas têm o mesmo número básico, que corresponde ao número de fabricação da bobina, variando apenas o número da faixa (que é de 1 a 5, em cada bobina).
Cada faixa deveria ser suficiente para, normalmente, produzir 15 mil caixinhas ou, obviamente, para empacotar aproximadamente 15 mil litros de leite.
Existem questões muito graves, não essa, para se discutir sobre a qualidade do leite, começando pela presença de resíduos de drogas veterinárias. Mas também o "modelo econômico" do PSDB e do PT que, mediante políticas tributárias, mas também mediante normas sanitárias, inviabilizam as pequenas empresas, as cooperativas e a embalagem em plástico que seria mais compatível com a realidade sócio-econômica brasileira, ao mesmo tempo que provocam desemprego, concentração de renda, evasão de divisas e, conseqüentemente, miséria e desnutrição. Mas, nesse mundo de símbolos e mídia em que vivemos, as mentiras simplificadas têm merecido mais atenção. Tirar esses véus e colocar esses problemas sob a luz do sol é a missão do LabConsS - Laboratório de Consumo & Saúde da UFRJ.
Luiz Eduardo R. de Carvalho
Eng. de Alimentos
lercarvalho@infolink.com.br


Ainda, prá desencargo de consciência e para complementar essas informações, entrei em contato com o fabricante de leite ELEGÊ perguntando também sobre esse boato referente ao número que tem no fundo da caixinha de leite. A resposta da ELEGÊ foi:


Boa tarde,


Em atenção a sua solicitação, segue em anexo informativo emitido pela assessoria de imprensa da Tetra Pak em resposta ao e-mail que está circulando na Internet com informações equivocadas referentes ao número no fundo das embalagens.
Para maiores esclarecimentos com referência aos produtos da Elegê Alimentos, informamos que estamos a sua disposição através do telefone 0800 512198, de segunda a sexta-feira, das 08:00 às 18:00 horas, onde seu contato está registrado sob nº xxxxxx.

Att.
SAC – Elegê Alimentos


E o documento que veio anexo tem o seguinte conteúdo:


Com relação ao e-mail sobre qualidade do leite que circula na Internet, a Tetra Pak, empresa que fabrica as embalagens cartonadas de leite e os equipamentos de envase e de processamento UHT (longa-vida), gostaria de esclarecer que:

- a numeração no fundo das embalagens é relativa a uma marcação da Tetra Pak chamada número de ordem de produção. A cada pedido de embalagens feito por uma empresa produtora de leite é gerado um número seqüencial, que serve para o rastreamento da produção.

- o número que aparece acima deste seqüencial no fundo da embalagem (1, 2, 3 etc) é impresso no momento da produção da mesma e refere-se ao posicionamento na bobina. As embalagens de leite são produzidas em grandes bobinas e, desta forma, são enviadas aos clientes (produtores de leite). Os produtores recebem as bobinas que são colocadas nas máquinas de envase e formam a embalagem (caixinha) ao mesmo tempo que acontece o envase do produto. O diagrama abaixo ilustra a produção;


- antes do envase, os alimentos passam por um tratamento térmico conhecido como ultrapasteurização (ou UHT) a fim de que sejam eliminados os microrganismos que eventualmente estejam neles presentes. Os microrganismos são os principais responsáveis pela deterioração do produto. É impossível que a embalagem seja reutilizada ou que o produto retorne depois de vencido para nova ultrapasteurização.

- devido ao processo de ultrapasteurização e ao envase em embalagens cartonadas assépticas, o leite pode ser armazenado sem refrigeração (antes de aberto) por até seis meses.


Ressaltamos, com isso, que as informações divulgadas em tal e-mail não possuem fundamento técnico e nos colocamos à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários.



Atenciosamente
Fale Com Tetra Pak

domingo, 15 de junho de 2008

Transgênicos: Querem impedir você de saber o que está consumindo


Nos últimos dias tem chegado às prateleiras de todo o Brasil as primeiras embalagens de óleos de soja rotuladas como transgênicos. Depois de dois anos de espera e desrespeito a Lei de Rotulagem as empresas finalmente cumprem a lei de rotulagem de 2004.
Segundo a lei 4.680/03, em vigor desde abril de 2004, produtos que contenham mais de 1% de matéria-prima transgênica devem trazer essa informação no rótulo, com a presença do símbolo T em meio a um triângulo amarelo.
Mas esse importante passo para que seja respeitado o direito do consumidor pode terminar quando for aprovada a proposta de decreto legislativo 90/2007 da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) . Quem faz o alerta é o Greenpeace.
Segundo a organização de defesa do meio ambiente esse projeto pretende acabar com a obrigação das empresas de informarem nos rótulos de seus produtos o uso ou não de matéria-prima transgênica em sua fabricação além de acabar com a obrigação de informar nos rótulos que os produtos tenham sido fabricados com animais alimentados com ração transgênica.
Segundo Gabriela Vuolo coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace "O consumidor tem o direito de saber o que está comprando e comendo, e as empresas têm que respeitar esse direito, fornecendo essa informação. Apesar de estar em vigor desde 2004, a lei de rotulagem vem sendo desrespeitada pela maioria das empresas". Ela lembra também que as únicas empresas que se adequaram a lei - Bunge e Cargill - o fizeram apenas parcialmente e mesmo assim só depois de decisão judicial." Essas empresas só rotularam seus óleos de soja Soya, Liza e Veleiro como transgênicos em janeiro de 2008, depois de muita pressão do Greenpeace.
Lei a a matéria completa no site do GREENPEACE aqui
O greenpeace convida os brasileiros para que se manifestem enviando carta de protesto a todos os senadores.
FONTE: GREENPEACE

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