quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Marcas Misteriosas em Jerusalém


(Imagem crédito: sxc.hu)

JERUSALEM -  Os arqueólogos que trabalham em escavações em Jerusalém ficaram perplexos ao encontrarem misteriosas esculturas em pedra feitas há milhares de anos. 

 Os três misteriosos cortes em forma de "V'' esculpidos no chão de pedra de um dos quartos de um complexo de salas localizadas na parte mais antiga da cidade possuem cerca de 5 centímetros de profundidade e 50 centímetros de comprimento. 
Ainda não foram encontrados indícios que pudessem sugerir a identidade de quem tenha feito essas marcas e tampouco para que eles serviam. 

 Segundo um dos chefes da equipe de escavação, Eli Shukon, os cientistas não conseguiram até agora formular nenhuma teoria sobre a natureza desses sinais:"As marcas são muito estranhas, e intrigantes. Eu nunca vi nada parecido antes", afirmou Shukron.

O sítio arqueológico onde foram encontradas as estranhas marcas,  conhecido como a Cidade de Davi,  fica em Jerusalém Oriental, no bairro palestino de Silwan e é  financiado por um grupo de nacionalistas judeus. As salas onde ficam as marcas foram descobertas na escavação de fortificações próximo a única fonte de água natural da cidade antiga, a fonte de Giom.

Alguns arqueólogos que participam das escavações cogitam que as marcas podem ter sido foram feitas, há pelo menos 2.800 anos e podem ter acomodado algum tipo de estrutura de madeira ou algum outro propósito específico. Poderiam também ter tido alguma espécie de finalidade ritualística. Mas o fato é que mesmo outros arqueólogos que não participam destas escavações tem alguma idéia concreta sobre a possivel origem dessas marcas.


Mas pode ser que essas marcas não sejam absolutamente inéditas naquele local. Há um século, uma expedição liderada pelo explorador britânico Montague Parker, que procuravam tesouros perdidos do Templo judaico em Jerusalém, entre 1909 e 1911, relataram que encontraram uma marca em forma de um V  em um canal subterrâneo perto dali.  O local onde esta antiga expedição de Parker trabalhou atualmente não é mais escavado.

Cacos de cerâmica encontrados nas salas de indicar que eles foram utilizados pela última cerca de 800 aC, com Jerusalém sob o governo de reis da Judéia, os arqueólogos a escavar dizer. Em torno desse tempo, os quartos parecem ter sido preenchido com entulho para apoiar a construção de uma muralha defensiva.

Também  não se sabe ainda se as salas onde foram encontradas as marcas em ‘V’ foram construídos no tempo dos reis ou séculos antes por antigos moradores da cananéia que os antecederam. A finalidade deste complexo de salas também se reveste de mistério.

 A precisão arquitetônica de suas linhas demonstra apurado conhecimento de engenharia e a julgar pela localização na parte mais importante da cidade, a ‘primavera’,  estas salas poderiam ter tido uma função importante na sociedade da época.

Mas um outro objeto encontrado numa sala próximo a sala das marcas em ‘V’ pode lançar alguma luz a esse mistério:  uma pedra semelhante a uma lápide moderna foi encontrada posicionada na vertical. Esse tipo de pedra foi usada no antigo Oriente Médio como referência para rituais aos antepassados ​​mortos por membros das religiões pagãs que os profetas da cidade israelita tentaram erradicar.

Diante da dificuldade para achar uma explicação para essas marcas,  os reponsáveis pelas escavações na Cidade de David chegaram a colocar uma foto em sua página no Facebook para colherem sugestões sobre esse mistério.

O local onde as esculturas foram encontradas são cobertas de polêmica. Esse nome ‘Cidade de Davi’ teria sido dado pelo próprio rei bíblico que teria governado o local há  3 mil anos. As escavações estão localizadas no que hoje é o leste de Jerusalém, empossada por Israel em 196, local que é reivindicado como a capital de um futuro estado palestino.

 Além disso  a escavação é financiado pela Elad, uma organização vinculada aos assentamentos israelenses. O mesmo grupo também estaria envolvido no deslocamento de famílias judaicas para o mesmo bairro e em para outros lugares no leste de Jerusalém,  o que é interpretado como uma tentativa de tornar impossível qualquer divisão da cidade em um futuro acordo de paz.

Os palestinos e também alguns arqueólogos israelenses criticam também essa escavação por estar focadoa excessivamente na história judaica. Já os membros da própria equipe de escavação,  que trabalham sob a influência do governo de Israel negam essa acusação.



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