quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Contraindo doenças de pele na academia de ginástica


Será que você está trazendo apenas saúde da academia ao voltar para casa?

Quando vai para a academia de ginástica,  você costuma lavar suas mãos antes e depois de usar os equipamentos? Você leva algum material para forrar o chão para os exercícios de solo? Toma banho com sabonete antibacteriano e coloca a roupa em seguida? Usa apenas sua própria toalha, sabonete, lâminas de barbear, garrafas d’água?

Não? Então qualquer dia desses você pode acabar com uma das muitas infecções de pele que proliferam em algumas academias. No mês passado a associação Americana “National Athletic Trainers’” emitiu um relatório sobre as causas, prevenção e tratamento de doenças de peles entre atletas mas que pode ser aplicada a qualquer pessoa que frequente centros esportivos de academias de ginástica, escolas, clubes, etc.

O relatório aponta que "as doenças da pele em atletas são extremamente comuns" e são responsáveis por mais de 50% das doenças infecciosas que atingem participantes de esportes competitivos. Se você acha que micoses e outras contaminações da pele não são ‘nada’, veja o caso de um lutador americano de 21 anos da Drexel University na Filadélfia.
Kyle Frey notou uma espécie de espinha em seu braço e não deu a devida atenção. Competiu num sábado, mas na manhã seguinte a lesão tinha tomado conta de seu bíceps e tinha-se tornado muito dolorosa. Seu treinador o encaminhou para emergência onde após exames laboratoriais foi constatado que ele tinha uma grave infecção por staphylococcus (conhecida por MRSA) que pode inclusive ser fatal devido sua resistência a maioria dos antibióticos.

Depois de passar cinco dias no hospital, onde a lesão foi cirurgicamente limpa e ser submetido a intenso tratamento com antibióticos ele foi curado. Numa entrevista ele afirmou que sempre tem muito cuidado em não compartilhar material esportivo mas que por ser lutador, ele talvez tenha sido contaminado pelo tapete ou mesmo no contato com outros atletas.

Riscos
Atletas amadores, e principalmente profissionais são propensos a infecções fúngicas, virais e bacterianas da pele. O suor, a abrasão e o contato direto ou indireto com as lesões e secreções de outros esportistas tornam a pele vulnerável a uma série de problemas. As doenças de peles mais mais comuns nestes casos são pé de atleta, micoses , impetigo, herpes, entre outras.

No caso de ser infectado o atleta deverá ficar afastado de competições ou academias até que o problema seja resolvido e não represente mais risco de contágio para outras pessoas. Os autores do estudo alertaram inclusive para a prática comum em simplesmente cobrir a lesão para voltar a competir ou praticar esporte. O ideal é aguardar o diagnóstico e liberação de um médico especializado em doenças de pele para se poder retornar a atividade esportiva.

Steven M. Zinder, treinador na Universidade da Carolina do Norte é um dos principais autores do estudo. Em entrevista ao jornal The New York Times adverte que a chave para a prevenção é a higiene: “Por não sabermos quem usou por último cada equipamento de uma academia ou ginásio estes devem ser mantidos sempre limpos. Eles são um terreno fértil para esses microorganismos e a conseqüência em nossa saúde poderá ser bastante desagradável”.
No publicado na edição de agosto do The Journal of Athletic Training, é aconselhado que após competições ou treinamento os atletas devem banhar-se de corpo inteiro utilizando água e sabão antibacteriano.
Zinder observou que as mulheres tendem a não tomar banho no próprio estabelecimento onde praticam esportes ou musculação, enquanto homens, que são mais propensos a tomar banho no local, muitas vezes são relapsos em limpar o corpo inteiro incluindo a higiene dos pés. Ele afirma que o fornecimento de sabonete antibacteriano líquido deveria ser inclusive fornecido por todas as academias ou centros esportivos.

 "Você deve banhar-se no ginásio ou academia e colocar roupas limpas que por sua vez devem ser mantidas separadas das sujas, se possível em bolsas ou sacolas separadas umas das outras",  complementa ele.

Enquanto a higiene das mãos é mais importante de todas, para evitar infecções por fungos por exemplo, deve-se trocar diariamente meias e cuecas; secar cuidadosamente as axilas e virilha e entre os dedos dos pés.  Usar um chinelo durante o banho pode ajudar a prevenir a contaminação.
infectado por molusco


O relatório apontou também que infecção por molusco (molluscum contagiosum) embora não seja conhecidas pela maioria das pessoas é propagada através do contato pele a pele,  e tem sido bastante frequente sua ocorrência entre atletas,  incluindo nadadores,  fundistas e lutadores.
A conclusão do estudo é a necessidade de uma hiogiene mais meticulosa especialmente em academias, ginásios, vestiários e demais estabelecimentos onde a prática esportiva leva ao contato com secreções de outros atletas seja no uso de bancos, toalhas, tapetes, equipamentos de ginástica ou mesmo o chão.

Fonte: The New York Times

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