quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O boato do Leite Reciclado (reprocessado)




Estava num supermercado fazendo compras ontem à noite quando me deparei com uma promoção de leites Elegê em embalagem Longa Vida.


Comecei a pegar algumas caixas quando um senhor que estava ao lado me falou que o leite estava mais barato porque se tratava de leite reprocessado ou reciclado. Segundo ele, após vencido o prazo de validade o leite retorna para a fábrica onde então é reprocessado e recolocado em embalagens para ser vendido com um novo prazo de validade.


Ele inclusive me mostrou a teórica ‘prova’ do tal reprocessamento: Um número pequeno no fundo da embalagem Tetrapak que ia de 1 até 5 e que indicaria quantas vezes o leite já havia retornado para a fábrica e ‘re-validado’.

Desconfiei da informação, mas por via das dúvidas tratei de pegar os que tinham o número 1 no fundo caixa.
Hoje fui atrás da informação sobre essa história de reciclagem do leite e descobri que se trata de mais uma daquelas lendas urbanas sem nenhum fundamento.

Numa rápida pesquisa na internet pude constatar que o tal numerozinho no fundo da embalagem tetrapak refere-se ao número do corte da bobina na produção das caixinhas. Explico: Ocorre que as caixas utilizadas em embalagens do tipo longa vida (tetrapak) são fabricadas a partir de um rolo que é cortado em tiras. Cada subdivisão do rolo é considerado como 1 corte. Assim o número no fundo da caixa representaria a ‘faixa’ do rolo (corte da bobina) que originou aquela embalagem.



Além disso, descobri que até por questões de custos não seria economicamente viável reprocessarem os leites de caixinha. Isso porque a comparação do preço do litro do leite em relação ao custo da embalagem seria mais ou menos a seguinte: O leite custa em torno de 0,15 centavos e a embalagem tetrapak em torno de 0,35 centavos. Ou seja, nãao valeria a pena usar uma embalagem nova para recolocar no mercado um leite reprocessado.
O que pode ocorrer é a reutilização do leite (desde que esteja em excelentes condições) para fazer outros produtos derivados como natas, iogurtes, manteigas, etc mas não ser apenas ‘reprocessado’ e renovado o prazo de validade do produto.

As informações encontradas neste Link da UFRJ que reproduzo abaixo esclarecem a questão envolvendo o suposto ‘reprocessamento’ de leite:

Leite Longa-Vida: Informe sobre a "urban legend" do número 1 a 5 no fundo da caixinha

Esse alerta que está sendo divulgado pela Internet, acusando a re-pasteurização do leite longa-vida, onde o número 5, no fundo da caixa, indicaria que já foi recolhido e recolocado no mercado, por cinco vezes, não tem fundamento.
O reprocessamento do leite longa-vida tenderia a escurecer o produto, provocando um tom "caramelizado", como podemos observar, por exemplo, no "doce de leite". Não parece tecnicamente viável reprocessar e tornar a vender como "leite longa-vida". Teria mais lógica, nesse caso, direcionar esse leite para a fabricação de outros produtos, como Bebida Láctea sabor chocolate. E parece que isso é usual quando algum problema é detectado na produção e esta ainda se encontra na "quarentena".
Já quanto ao número, de 1 a 5, no fundo da caixinha, na orelha inferior do pacote, aquilo é uma impressão do fabricante de embalagens, da Tetrapak, e corresponde ao número da faixa do papel que pode variar de 1a 5, representando a posição da bobina no momento do corte. E´ um dado importante para o controle de qualidade da própria TETRA PAK, da embalagem, e não do leite.
Tentemos, então, ilustrar como são fabricadas as caixinhas: existe um rolo, ou uma bobina, de embalagem "tetrapak" (camadas de papel, alumínio e plástico). E´ mais ou menos como um rolo de papel higiênico, de papel para FAX ou um rocambole. Essa bobina é colocada na máquina que vai embalar o leite esterilizado (UHT - Ultra High Temperature).
A bobina é muito larga e a máquina vai fatiar em faixas, para fabricação automatizada das caixinhas. São cortadas cinco fatias longitudinais. As fatias externas, laterais, são numeradas como faixas 1 e 5. A fatia vizinha à faixa 1 é a faixa 2. E vizinha à 5 é a faixa 4. A fatia central recebe o número 3. Todas as 5 faixas têm o mesmo número básico, que corresponde ao número de fabricação da bobina, variando apenas o número da faixa (que é de 1 a 5, em cada bobina).
Cada faixa deveria ser suficiente para, normalmente, produzir 15 mil caixinhas ou, obviamente, para empacotar aproximadamente 15 mil litros de leite.
Existem questões muito graves, não essa, para se discutir sobre a qualidade do leite, começando pela presença de resíduos de drogas veterinárias. Mas também o "modelo econômico" do PSDB e do PT que, mediante políticas tributárias, mas também mediante normas sanitárias, inviabilizam as pequenas empresas, as cooperativas e a embalagem em plástico que seria mais compatível com a realidade sócio-econômica brasileira, ao mesmo tempo que provocam desemprego, concentração de renda, evasão de divisas e, conseqüentemente, miséria e desnutrição. Mas, nesse mundo de símbolos e mídia em que vivemos, as mentiras simplificadas têm merecido mais atenção. Tirar esses véus e colocar esses problemas sob a luz do sol é a missão do LabConsS - Laboratório de Consumo & Saúde da UFRJ.
Luiz Eduardo R. de Carvalho
Eng. de Alimentos
lercarvalho@infolink.com.br


Ainda, prá desencargo de consciência e para complementar essas informações, entrei em contato com o fabricante de leite ELEGÊ perguntando também sobre esse boato referente ao número que tem no fundo da caixinha de leite. A resposta da ELEGÊ foi:


Boa tarde,


Em atenção a sua solicitação, segue em anexo informativo emitido pela assessoria de imprensa da Tetra Pak em resposta ao e-mail que está circulando na Internet com informações equivocadas referentes ao número no fundo das embalagens.
Para maiores esclarecimentos com referência aos produtos da Elegê Alimentos, informamos que estamos a sua disposição através do telefone 0800 512198, de segunda a sexta-feira, das 08:00 às 18:00 horas, onde seu contato está registrado sob nº xxxxxx.

Att.
SAC – Elegê Alimentos


E o documento que veio anexo tem o seguinte conteúdo:


Com relação ao e-mail sobre qualidade do leite que circula na Internet, a Tetra Pak, empresa que fabrica as embalagens cartonadas de leite e os equipamentos de envase e de processamento UHT (longa-vida), gostaria de esclarecer que:

- a numeração no fundo das embalagens é relativa a uma marcação da Tetra Pak chamada número de ordem de produção. A cada pedido de embalagens feito por uma empresa produtora de leite é gerado um número seqüencial, que serve para o rastreamento da produção.

- o número que aparece acima deste seqüencial no fundo da embalagem (1, 2, 3 etc) é impresso no momento da produção da mesma e refere-se ao posicionamento na bobina. As embalagens de leite são produzidas em grandes bobinas e, desta forma, são enviadas aos clientes (produtores de leite). Os produtores recebem as bobinas que são colocadas nas máquinas de envase e formam a embalagem (caixinha) ao mesmo tempo que acontece o envase do produto. O diagrama abaixo ilustra a produção;


- antes do envase, os alimentos passam por um tratamento térmico conhecido como ultrapasteurização (ou UHT) a fim de que sejam eliminados os microrganismos que eventualmente estejam neles presentes. Os microrganismos são os principais responsáveis pela deterioração do produto. É impossível que a embalagem seja reutilizada ou que o produto retorne depois de vencido para nova ultrapasteurização.

- devido ao processo de ultrapasteurização e ao envase em embalagens cartonadas assépticas, o leite pode ser armazenado sem refrigeração (antes de aberto) por até seis meses.


Ressaltamos, com isso, que as informações divulgadas em tal e-mail não possuem fundamento técnico e nos colocamos à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários.



Atenciosamente
Fale Com Tetra Pak

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Viagra estende seus benefícios à vida sexual das mulheres com depressão


A pílula azul alivia efeitos colaterais dos antidepressivos

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Novo México, publicado no Journal of American Medical Association, sugere que os benefícios do Viagra vão além de seus efeitos contra a impotência masculina. A pílula azul se mostrou eficaz também no tratamento das disfunções sexuais de mulheres que sofrem com depressão. A falta de apetite sexual é apontada como efeito secundário dos antidepressivos. Estudos anteriores concluíram que mais da metade dos pacientes que fazem uso de antidepressivos desenvolvem problemas sexuais.
Os transtornos são mais intensos em pessoas que tomam drogas que aumentam a serotonina no cérebro. A suspeita é de que a substância seja responsável por diminuir orgasmos, já que reduz a liberação de outro neurotransmissor, a dopamina. O estudo atual identificou que muitas pacientes abandonam o tratamento da depressão por causa deste efeito colateral. A pesquisa analisou 98 mulheres na pré-menopausa que apresentavam problemas como falta de excitação ou dores durante o ato sexual. Metade das participantes do estudo recebeu placebo, enquanto a outra metade tomou um comprido de Viagra de uma a duas horas antes da relação sexual. Nenhum dos grupos sabia sobre as diferenças entre os medicamentos.
A experiência foi feita durante oito semanas e as mulheres se comprometeram a fazer sexo ao menos uma vez na semana. Os resultados apontam que cerca de 70% das mulheres que tomaram Viagra relataram melhora na performance sexual. O mesmo relato foi feito por apenas 28% das mulheres que fizeram uso de placebo.
As descobertas, no entanto, giram em torno da facilidade para chegar ao orgasmo, sem estender os benefícios a outros aspectos, como aumento de desejo. As descobertas sobre os efeitos do Viagra em mulheres com depressão, porém, limitam-se a esse estudo recente. Além disso, os pesquisadores alertaram para um fato preocupante: 43% das mulheres que consumiram Viagra sentiram dores de cabeça. Indigestão e vermelhidão na pele também foram efeitos colaterais notados por algumas mulheres do mesmo grupo.

'Primo' do DNA pode atacar vírus da AIDS


A luta para impedir que o HIV invada as células humanas ganhou um aliado de peso: moléculas específicas de RNA (composto "primo" do DNA), que bloquearam com sucesso a entrada do vírus da Aids no organismo de camundongos. O teste, relatado por uma equipe internacional de pesquisadores, torna mais próxima a esperança de uma estratégia inovadora contra o parasita.

O trabalho está na mais recente edição da "Cell", uma das principais revistas científicas do mundo. A equipe capitaneada por Premlata Shankar, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Texas Tech (EUA), desenvolveu uma forma inovadora de testar a abordagem de forma realista sem precisar recorrer a pacientes humanos. Os cientistas recorreram a camundongos "humanizados".

Não, não se trata de algum horror mutante, mas apenas de roedores com uma mutação especial que lhes permite abrigar populações transplantadas de células humanas do sangue. Com isso, os bichos se tornam um modelo ideal para estudar a infecção por HIV, já que seu organismo passa a abrigar as cruciais células T humanas. São essas células do nosso sistema de defesa que mais sofrem com o HIV, sendo invadidas pelo vírus da Aids.

Cola de anticorpos


Os camundongos imunizados receberam doses especialmente preparadas de siRNAs ("pequenos RNAs de interferência", na sigla inglesa). Parece complicado, mas o que essas pequenas moléculas aparentadas ao DNA fazem é, em essência, "desligar" genes sem interferir diretamente neles.

Nesse ponto, os pesquisadores precisaram resolver outro problema técnico: como "entregar" os siRNAs às células que poderiam ser infectadas pelo HIV. A solução envolveu grudar nas moléculas um anticorpo específico das células T, de forma que a mistura toda se grudaria ao alvo. Os siRNAs carregavam uma mistura de dois elementos: um trecho que desligaria um dos principais receptores do vírus nas células T e outro que inutilizaria genes essenciais para o funcionamento do HIV. Se o vírus da Aids fosse um carro, a primeira medida equivaleria a fechar a porta da garagem na frente dele; já a segunda seria parecida com arrancar o motor do carro, caso ele conseguisse entrar.

Para todos os efeitos, a coisa funcionou: o HIV foi impedido de se multiplicar pela medida. Agora, os pesquisadores precisarão de mais testes para refinar a fórmula e poder testá-la em seres humanos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Louise Hay ‘Você Pode Curar Sua Vida’


No livro mais famoso da escritora americana Louise Hay chamado ‘Você Pode Curar Sua Vida’ (também lançado em DVD com o mesmo título) ela expõe os fundamentos de uma filosofia de vida que se baseia no princípio de que somos responsáveis por nossas experiências, e que doenças do corpo têm origem em nossa forma de pensar.

Aos nos livrarmos da culpa, dos ressentimentos, da autocrítica e dos rancores acumulados, limpamos nossos corpos das impurezas que causam as enfermidades e assim abrimos o caminho para a nossa cura.

A seguir algumas das idéias que ela nos apresenta no livro ‘Você Pode Curar sua Vida’:

- Somos responsáveis integralmente por todas as nossas experiências.
- Tudo que pensamos vai criando nosso futuro.
- Libertar-se do ressentimento pode inclusive chegar a curar o câncer.
- Quando nos amamos tudo passa a funcionar na vida.
- Devemos estar dispostos a começar a amar a nós mesmos e auto aprobar-se e aceitar-se no agora é a chave para mudanças positivas.

- Somos nós mesmos criadores de tudo o que chamamos ‘enfermidade’ em nosso corpo.

- Na infinitude da vida tudo é perfeito, completo e íntegro. Não há começo nem fim apenas um constante reciclar de experiências. Somos parte de um poder maior que nos criou e que nos deu o poder de criar nossas próprias circunstâncias.
Outro aspecto interessante nos ensinamentos de Louise Hay é em relação a educação e ambiente onde desenvolvemos nossa infância: “Quando crescemos, temos a tendência de recriar o ambiente emocional do lar onde passamos nossa infância. Ou seja, muitas vezes nos tratamos da mesma forma como nossos pais nos tratavam. Repreendemo-nos e castigamo-nos da mesma maneira. Também nos amamos e nos encorajamos da mesma forma. Repetimos muitas vezes mentalmente frases como ‘Você nunca faz nada direito”.”É tudo sua culpa”. E ao mesmo tempo ela questiona quantas vezes você se diz frases como:” Você é maravilhoso”. “Eu te amo.”

Mas ela também redime nossos pais da culpa pois eles provavelmente também foram vítimas do ambiente onde se desenvolveram quando crianças.

Entre outros importantes ensinamentos para uma vida melhor ela coloca que os eventos que você experimentou em sua vida até este instante foram criados pelos pensamentos e crenças que manteve no passado. Muito do que você é hoje é resultante do que fez anteriormente, seja na semana passada ou há 10, 20, 30 anos.O mais importante entretanto é o agora e o que você está escolhendo pensar, acreditar e dizer. Esses pensamentos e palavras criarão seu futuro. Ela nos convida a prestar atenção no que estamos pensando a cada instante. ‘O que estamos pensando É positivo ou negativo? Queremos que esses pensamentos criem nosso futuro?’

O livro aborda essas e outras questões que nos farão mudar a forma como encaramos e pensamos a vida. Vale realmente a pena ler.

Para mais informações, onde comprar, bem como preço e condições de adquirir o livro 'Você pode Curar Sua Vida' de Louise Hay CLIQUE AQUI

Alergia Ocular


A alergia Ocular ocorre quando o olho entra em contato com substancias que lhe causam alegia, chamadas alérgenos, que podem ser ácaros, poeira,pelos e pólen,
Quando isso ocorre, os olhos podem ficar vermelhos, inchados, sensíveis à luz, com lacrimejamento e apresentar discreta secreção aquosa. O sintoma mais frequente e caractrístico da alergia ocular é a coceira.
A alergia ocular ocorre principalmente nas pessoas que sofrem de alergia em outras partes do corpo como asma, rinite e alergia de pele, mas podem ocorrer isoladamente.

Tratamento

Atualmente existem várias medicações oculares extremamente eficazes para previnir e aliviar os sintomas da alergia ocular.
O oftalmologista é o profissional mais indicado para receitar a medicação apropriada para seu caso.

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