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domingo, 27 de dezembro de 2015

Gonorreia pode virar doença incurável


A gonorreia pode se tornar-se em breve uma doença incurável, alerta a diretora médica oficial da Inglaterra, Dra.Dame Sally Davies.

Diante do aparecimento na cidade inglesa de Leeds, do que se poderia classificar como 'super-gonorréia' a doutora Davies resolveu escrever a todos os clínicos gerais e farmácias para garantir que eles estão prescrevendo a medicação correta para a doença.

Sua advertência surgiu em virtude da preocupação de que alguns pacientes não estavam recebendo antibióticos suficientes para eliminarem por completo a infecção.

Médicos da saúde sexual disseram que a gonorréia está se tornando resistente aos antibióticos de maneira muito rápida.

Em março deste ano, uma estirpe da gonorreia altamente resistente aos medicamentos foi detectada no norte da Inglaterra.

Essa estirpe é capaz de sobreviver ao antibiótico azitromicina,  normalmente usado juntamente com outro medicamento, a ceftriaxona.

Em sua carta, a médica-chefe disse: "A gonorreia está em risco de se tornar uma doença incurável, devido ao surgimento contínuo de resistência antimicrobiana."

Tratamentos parciais

A suposta combinação de uma injeção de ceftriaxona e  uma pílula de deazitromicina não pode ser sempre usada para todos os pacientes.

No início deste ano, a Associação Britânica para a Saúde Sexual e HIV (BASHH)  já havia advertido que algumas farmácias pela internet vinham oferecendo apenas a medicação oral.

A utilização de apenas um dos dois medicamentos torna mais fácil a bactéria da gonorreia desenvolver resistência.

A carta, enviada aos médicos e farmácias, e que também é assinada pelo farmacêutico-chefe Dr. Keith Ridge, alerta: "A gonorreia adquiriu rapidamente resistência a novos antibióticos, deixando poucas alternativas para as atuais recomendações. Portanto, é muito importante que o tratamento parcial não ocorra"

O que é gonorréia?

A gonorreia é uma doença causada por uma bactéria chamada Neisseria gonorreia. Ela é transmitida através de relações sexuais de forma desprotegida. O contágio pode ocorrer tanto pelo sexo vaginal, oral como anal.

Os sintomas geralmente incluem: surgimento de secreção verde ou amarela espessa nos órgãos sexuais, dor ao urinar e sangramento ocasional.
Muitas vezes a pessoa não apresenta sintomas, mas no entanto, pode facilmente contagiar outras pessoas.

A infecção não tratada pode levar à infertilidade, à doença inflamatória pélvica e pode também ser transmitida ao feto durante a gestação.

Na Inglaterra , a gonorreia é o segunda infecção sexualmente transmissível mais comum, e o números de casos vem aumentando consideravelmente nos últimos anos.

De 2013 para 2014 por exemplo, houve um aumento de 19% no número de casos.

O Dr Andrew Lee, da Saúde Pública inglesa acrescentou que estã sendo investigados uma séria de casos de gonorreia resistente e que a Saúde Pública da Inglaterra continuará a acompanhar, e tomar ações contra a propagação da resistência antimicrobiana e potenciais falhas no tratamento da gonorréia.


Fonte BBC

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Redução da Pressão Arterial traria benefício a todos?


Um estudo divulgado no site The Lancet considera que muitas vidas poderiam ser salvas se todos os pacientes com alto risco de doença cardíaca tomassem remédios para baixar a pressão.

Essa conclusão representa uma guinada nas diretrizes atuais que recomendam tomar remédios para hipertensão somente se a pressão arterial se mantiver acima de certo limite.
Mas os especialistas reconhecem que o estilo de vida têm um papel fundamental para que se mantenha a pressão arterial em níveis mais baixos.

A pressão arterial alta aumenta o risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC).
As orientações atuais sugerem que os pacientes devem tomar medicação anti-hipertensão quando os seus níveis de pressão arterial chegarem a 140 mmHg.

Até este limite, mesmo pessoas que já tiveram acidentes vasculares cerebrais, por exemplo, são apenas monitoradas, mas sem utilizarem medicamentos.

Agora, uma equipe de especialistas estão alertando para que os médicos se concentrem nos riscos de cada indivíduo, em vez de seguirem rígidos limites pré-estabelecidos para a pressão arterial.

Estudo Abrangente

Os pesquisadores envolvidos nessa pesquisa,  analisaram os resultados de mais de 100 ensaios em grande escala, envolvendo cerca de 600.000 pessoas entre 1966 e 2015.

Eles constataram que os pacientes de maior risco (fumantes com níveis altos de colesterol e pessoas diabéticas com mais de 65 anos de idade) - teriam maiores benefícios com o tratamento anti-hipertensivo, diminuindo seus riscos de terem ataques cardíacos e derrames.

O relatório emitido pelos cientistas, também indica que uma vez sob tratamento, os níveis de pressão arterial poderiam ser reduzidos abaixo das metas atualmente estabelecidas.

Além disso, esse estudo levanta a questão de que, independente dos níveis da pressão arterial, as pessoas poderiam beneficiar-se reduzindo-a seja por mudanças na alimentação, estilo de vida, ou mesmo com a utilização de medicamentos. No entanto, eles não não vão tão longe a ponto de sugerir todos devem tomar remédios, principalmente porque os efeitos colaterais da medicação devem ser ponderados.

O professor Liam Smeeth, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, concordou que as descobertas são importantes sobretudo para aqueles pacientes de maior risco, mas alertou: "Uma advertência importante é que nem todos serão capazes de tolerar ter sua pressão arterial reduzida a níveis baixos, e há uma necessidade de equilibrar os possíveis efeitos colaterais da droga e os benefícios esperados."

O especialista cardíaco Tim Chico, da Universidade de Sheffield, chamou a atenção de que a utilização de remédios não é necessariamente a única maneira de resolver o problema: "Todos podemos reduzir nossa pressão arterial. Podemos fazer isso com segurança, de forma barata e eficaz com uma alimentação saudável, tendo mais atividade física, reduzindo o consumo de álcool, e mantendo um peso saudável."


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Converter Água em Combustível para aviões em Combate


Cientistas da Marinha americana anunciam que estão muito próximos de conseguir transformar água do mar em combustível para aviões de combate.
A pesquisa vem sendo realizada no Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA e consiste em conseguir obter dióxido de carbono e hidrogênio  a partir de água do mar.

Segundo esses cientistas, tal proeza seria fundamental para transformar o dióxido de carbono e hidrogênio em hidrocarbonetos que poderiam ser empregados na obtenção e estocagem do JP-5,  um combustível amplamente usado nos jatos militares.

O  JP-5 é um combustível derivado da querosene, e é constituído por uma mistura de vários hidrocarbonetos, alcanos, cicloalcanos e hidrocarbonetos aromáticos.É considerado o mais importante combustível de aviação para motores a jato utilizados em aeronaves da Marinha americana.

Conforme explicaram os especialistas, a produção a partir da água do mar iria poupar a Marinha da perigosa logística que envolve o transporte de combustível para abastecimento de seus aviões.

Segundo um dos cientistas, Heather Willauer, o principal benefício seria a capacidade de produzir estoques do combustível JP-5 no mar o que reduziria a necessidade de fornecimento a partir de bases distantes aumentando a segurança das operações da Marinha com pouco impacto ambiental.
Mas a pesquisa já gera controvérsia. Republicanos no Congresso americano se opõem contra altos  investimentos como este da Marinha em sua  tentativa de desenvolver combustíveis alternativos. A crítica se refere ao fato de que a Marinha não pode se dar ao luxo de tentar criar combustível a partir de água do mar num momento de cortes no orçamento da defesa americana.

Via: Alt1040

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pais mais velhos geram filhos com mais problemas de saúde?

Pais mais velhos transmitem aos filhos mais mutações genéticas relacionadas por exemplo ao autismo.

Estudo relaciona idade do pai com o risco de autismo nos filhos.

Uma metamorfose ambulante é de fato uma boa definição da condição humana. Nosso organismo está constantemente se renovando e a cada vez que novas células são geradas há um certo risco da cópia não sair exatamente igual a original.
 Diante de tantas cópias, as informações sobre as características de cada indivíduo presentes em nosso DNA podem terminar levando adiante um erro, uma mutação.

Pesquisadores Islandeses publicaram na revista Nature um estudo no qual foi constatado que o homem quanto mais velho tem mais chances de provocar mutações em seus descendentes. Eles analisaram o efeito causado pelo envelhecimento dos pais antes de gerarem seus filhos e a constatação é a de que a cada ano em que o homem fica mais velho, os filhos que porventura gerarem terão duas mutações mais.

De acordo com esse estudo, processo semelhante ocorre com as mães. Conforme envelhecem elas também podem provocar mutações em seus descendentes mas a taxa de transmissão é menor.
A idade da mãe, já tinha sido relacionada a alterações genéticas, que podem provocar, entre outros  problemas a síndrome de Down (a chamada trissomia do cromossoma 21).  Mas essas alterações parecem estar mais relacionadas com a imperfeição ao copiar cromossomas inteiros e não ao replicar cada gene individualmente ( os cromossomas armazenam conjuntos de genes).

O trabalho realizado pelos pesquisadores (em sua maioria vinculados a DeCode, empresa que se dedica ao estudo dos dados genéticos dos habitantes da Islândia)  teve seu foco principal na decodificação do DNA de 78 trios (pai, mãe e filho) .

Ao estudar  esses casais e seus filhos eles constataram uma clara relação entre a idade do pai e o número de mutações que vão interferir na saúde de seus filhos. A equipe descobriu que um filho de um pai de 20 anos  recebe em média 25 mutações genéticas cuja origem podem ser encontradas no genoma do homem.  Esse número vai aumentando de 2 em 2 a cada ano que o pai envelhece.

 O número de mutações transmitida aos filhos chega a 65 se o homem tiver 40 anos de idade no momento da concepção.  Já as mães parecem contribuir com 15 mutações independentemente da idade em que geraram suas crianças. O motivo parece ser  produção de espermatozóides que é constante e em grande quantidade no homem. Já a produção de óvulos, na mulher,  é muito menor . A redução do número de processos diminui a probabilidade de ocorrerem erros.

Considerando duas evidências já conhecidas, a de que existe uma causa genética para trastornos como  autismo e a esquizofrenia e que há uma relação entre a idade dos pais e a geração de filhos com essas doenças, a conclusão que se chega é que essas novas mutações sejam a explicação para o aumento dos casos de ambas enfermidades.

Caso  essa relação se confirme, a sugestão de alguns especialistas como Alexey Kondrashov, da Universidade de Michigan, chega a parecer drástica: Os homens deveriam congelar seu esperma na juventude para utilizá-los mais tarde quando quiserem ter filhos mais saudáveis.

Fontes:

terça-feira, 24 de julho de 2012

Identificada Doenca misteriosa Que Mata Crianças no Camboja




Investigações realizadas pela OMS e do Ministério da Saúde do Camboja desvendaram a causa de um misterioso surto que já matou mais de 50 crianças este ano.

Um número incomum de crianças tem morrido cerca de um dia após darem entrada no hospital por uma ‘doença misteriosa’ agora identificada no Camboja.


descober As autoridades de saúde concluíram que a causa seria uma estirpe severa do enterovirus 71 (EV-71),  responsável pela síndrome da mão, pé e boca agravada pelo incorreto tratamento que os pacientes receberam.

Desde abril, cerca de 60 crianças, na maioria com menos de 3 anos de idade,  foram afetadas e mais de 50 morreram após apresentarem os mesmo sintomas sem que os médicos tivessem identificado qual era a doença.

No último dia 13 de Julho (2012) na cidade de Phnom Penh,  funcionários da Organização Mundial de Saúde (OMS)  e do Ministério da Saúde do Camboja relataram que as investigações sobre a causa das mortes concluíram que elas se deram devido a uma "forma grave" da doença da mão, pé e boca (DMPB). Entre os casos em que foi possível recolher amostras a maioria apresentou resultados positivos para enterovirus 71 (EV-71), uma cepa bastante difundida às vezes extremamente letal deste vírus.

Nima Asgari, especialista em saúde pública da OMS, declarou recentemente numa entrevista  esta variante do EV-71, nunca havia sido vista no Camboja:
”Isso não significa que ele não estava aqui, só que nós nunca o tínhamos detectado. Ao considerarmos que ele já foi identificado na China, Taiwan, Tailândia, Malásia, não é surpreendente vê-lo por aqui. É realmente uma doença muito difundida em muitos países do mundo.”

Milhões de casos têm sido identificados na região desde 1970. Esta doença geralmente é leve e a maioria dos pacientes se recuperam dentro de um pouco mais de uma semana. Apenas um número reduzido de pacientes necessita de tratamento hospitalar. As crianças tem sido as principais vítimas nos surtos das formas mais graves da DPMB.

Segundo a OMS, somente nos primeiros 5 meses do ano  29 pessoas morreram de EV-71 no Vietnã  e 244 na China.

Apenas no Camboja, pelo menos 54 crianças morreram da doença desde abril. No mês de junho,  o diretor dos Hospitais da Criança Kantha Bopha, Beat Richner,  alertou o Ministério da Saúde para o surto solicitando uma investigação. Na ocasião ele já alertou que havia observado que pouco antes de morrer a maioria dos pacientes haviam sido submetidos a exames de raio-x e tomografia computadorizada. A análise destes exames havia demonstrado destruição dos alvéolos pulmonares.

"Eles estavam sofrendo de uma encefalite e nos últimos 6 horas eles desenvolvem uma pneumonia mais grave” relatou Richter na ocasião.

Na forma mais branda da DMPB, os principais sintomas são febre, falta de apetite, e a formação característica de bolhas revelador sobre as palmas das mãos, nas plantas dos pés e na boca. Sintomas mais graves como falta de are convulsões também podem ocorrer em casos mais graves.

A OMS e o Ministério da Saúde do Camboja focaram a investigação em 61 casos. Entre os mortos estavam crianças entre 3 meses e 11 anos, sendo a média 2 anos de idade. Mais da metade dos pacientes eram do sexo masculino.

A desnutrição e a falta de tratamento médico adequado teriam contribuído para o agravamento dos casos que resultaram fatais.
"Um número bastante significativo de casos haviam sido tratados com esteróides em algum momento da doença. Já foi evidenciado que uso de esteróides pioram a condição dos pacientes com EV-71" afirmaram representantes da OMS ao comunicarem suas descobertas.

Daqui prá frente as unidades de saúde foram alertadas para evitar o tratamento com esteróides.  Outras medidas como cursos de formação para os médicos para que saibam tratar adequadamente pacientes com as formas moderadas ou graves da DMPB estão também em andamento além de campanhas de esclarecimento ao público em geral para evitar a doença.

A transmissão da doença se dá pelo contato direto através da ingestão do vírus, normalmente proveniente de fezes contaminadas.
Daí a necessidade dos cuidados de higiene, sobretudo lavar as mãos antes de se alimentar, cozinhar ou depois de dar banho em crianças. Alimentos mal lavados ou ou mal cozidos também podem conter o vírus.

No momento, os casos parecem ter diminuído, mas o Ministério da Saúde ea OMS alertaram profissionais de saúde a ficarem atentos.

O tratamento da DMPB no momento é feito com base nos sintomas. Enquanto isso, já existem pesquisas em andamento para o desenvolvimento de uma vacina. Duas empresas pelo menos já estão realizando testes clínicos com vacinas destinadas ao vírus EV-71.

Representantes da companhia biofarmacêutica chinesa Sinovac declararam que que eles já vacinaram 10 mil crianças como parte de seus ensaios.
Outra empresa, a norte-americana Inviragen anunciou em Março que já obteve respostas imunológicas positivas com sua vacina durante ensaios clínicos realizados recentemente.


Imagem: Corbis


quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Custo da Pílula de Prevenção a AIDS e o Alto Custo do Tratamento- Truvada


Na última segunda-feira (16-07-2012) a FDA (Agência Federal de Alimentos e Medicamentos) dos Estados Unidos aprovou a utilização da primeira pílula para ajudar a prevenir a AIDS. Com o nome comercial de Truvada, a pílula do laboratório Gilead Sciences deverá ser utilizada principalmente por pessoas consideradas em grupos de risco.
No anúncio da FDA foi declarado que "O Truvada deverá ser utilizado na profilaxia prévia à exposição ao HIV,  em combinação com práticas de sexo seguro, visando prevenir as infecções por via sexual em adultos de alto risco. O Truvada é portanto o primeiro remédio aprovado com esta indicação".
Encontrado no mercado farmacêutico desde 2004, nos Estados Unidos,  esse medicamento já vinha sendo utilizado em combinação com outros anti-retrovirais no tratamento de portadores do vírus HIV. Ele na verdade é uma combinação de outras duas drogas mais antigas o Emtriva e o Viread receitadas pelos médicos como parte de um coquetel de medicamentos que visam dificultar a proliferação do vírus e consequentemente reduzindo o desenvolvimento da doença.
A autorização da FDA para que este medicamento seja indicado agora também para pessoas que não sejam portadoras do vírus da AIDS, no sentido de auxiliar na prevenção contra a infecção, é resultado de testes clínicos que demonstraram que ele pode reduzir o risco de contaminação pelo HIV de 44 a 73% em homens homossexuais sadios. A aprovação permite que o fabricante do medicamento possa vendê-lo formalmente segundo condições pré-estabelecidas pelo órgão americano.  Nos Estados Unidos, os médicos a partir de agora estão autorizados a prescrever o Truvada a grupos de alto risco como prostitutas ou casais que tenham um dos parceiros soropositivo.
O principal estudo a indicar a eficiência desta droga também na prevenção da infecção pelo HIV foi  publicado em 2010 no New England Journal of Medicine. Os cientistas analisaram informações sobre 2499 homens selecionados para tomar uma dose diária do Truvada. Todos mantiveram relações homossexuais. Alguns dos participantes tomaram um medicamento sem nenhum efeito (placebo). Entre os que tomaram regularmente o Truvada a redução das infecções pelo HIV foi de quase 73%. Esses resultados pela primeira vez demonstram que um medicamento já autorizado pela FDA foi capaz de diminuir a probabilidade de contrair o vírus HIV.
Apenas nos Estados Unidos 50 mil americanos são diagnosticados portadores do vírus HIV todo ano. A comissária do FDA, Margaret A. Hamburg  classificou a aprovação do Truvada como um "importante marco na luta contra o HIV".
No entanto, o próprio FDA alerta que o medicamento sozinho é incapaz de evitar a doença. É importante que as pessoas continuem utilizando os métodos já conhecidos como a camisinha.
O  infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ricardo Shobbie Diaz, afirmou a revista Veja  que,  os estudos mais conclusivos até o momento se referem  a homens que mantém relações sexuais com homens, portanto a droga deverá inicialmente ser indicada para esse grupo.
Enquanto uma boa parte dos cientistas comemora,  essa aprovação tem sido rejeitada por alguns grupos de prevenção da Aids, como a Aids Healthcare Foundation, dos Estados Unidos. A organização defende a idéia de que se for usado de forma contínua o medicamento poderá causar a falsa sensação de segurança o que faria as pessoas a abandonarem métodos de prevenção mais eficazes como o uso de preservativos.Os efeitos colaterais provocados pelo Truvada  em geral são vômitos, diarréia e tontura, sendo que há casos também relatados de intoxicação hepática e alteração das funções renais.

O Custo do Tratamento


Uma outra questão importante que vem a tona é a respeito do alto custo dos medicamentos  para portadores do HIV. Kevin Robert Frost, executivo da fundação de pesquisa da AIDS amfAR, declarou que “Aparentemente, poder prevenir o HIV com uma pílula é algo maravilhoso. Mas se você  olhar com mais detalhe as coisas começam a se tornar mais complicadas. Quando eu chego à questão de quem vai pagar por isso eu fico completamente aturdido. Na maioria dos países em desenvolvimento eles não conseguem nem dar medicamento para aqueles que já são HIV positivos.”
O portador do vírus da AIDS caso não seja tratado, pode ter seu sistema imunológico completamente comprometido. A doença matou 1,8 milhão de pessoas somente em 2010.
Conforme a UNAIDS, programa das Nações Unidas sobre HIV / AIDS, em países de baixa e média renda, apenas 6,6 milhões de pessoas, entre as 15 milhões que precisavam de tratamento, receberam o coquetel de drogas. A medicação é essencial para que essas pessoas possam prolongar suas vidas reduzindo o vírus a níveis indetectáveis.
Para conseguir medicar as pessoas já infectadas seriam necessários um acréscimo de mais 6 bilhões de dólares em cima dos 16 bilhões gastos para combater o vírus no ano passado.
No Brasil, o Ministério da Saúde informa que a inclusão deste medicamento no coquetel distribuído para portadores do HIV já foi analisada há dois anos e não foi encontrada uma justificativa para a troca das drogas. A utilização do Truvada encareceria bastante o custo do coquetel distribuído pelo Ministério da Saúde. No entanto como a droga já é devidamente registrada no país, ela pode ser receitada e comercializada normalmente por aqui.
Francois Venter,  executivo do Wits Reproductive Health and HIV Institute em Johanesburgo, África do Sul,  afirmou que também ficou bastante animado com o anúncio em 2010 de que o Truvada poderia diminuir o risco de contaminação pelo HIV em pessoas saudáveis. Mas desde então ele diz que tem conseguido preescrever o medicamento como medida de prevenção a um restrito grupo de pacientes que podem arcar com o custo de 480 dólares ao ano. Em seu país quase 1 terço da população vive com menos de 2 dólares por dia o que torna essa medicação fora de cogitação.
Nos Estados Unidos, onde a média de renda  das famílias é mais de 51 mil dólares ao ano, sendo que a maioria dispõe de convênio medico,  a perspectiva é bem diferente.  A droga agora passa efetivamente a ser encarada como um importante aliado na prevenção da AIDS.
Ken Mayer, diretor do centro médico do Fenway Institute em  Boston afirmou que “há pessoas em tratamento conosco que estão no grupo de alto risco. Eu realmente acho que a partir de então poderemos nos tornar mais eficientes ao protegê-los para que não sejam infectados.”
Para fazer o mesmo na África e na Ásia isso custaria bilhões de dólares aos cofres públicos.

Questões Éticas

Para Venter, muitos países não tem dinheiro sequer para medicar as pessoas já infectadas, sobretudo na África e na Ásia. Nesse sentido, colocar a prevenção acima do tratamento não faz sentido sobre o ponto de vista econômico nem seria eticamente responsável.
O pesquisador Timothy Hallet do  Imperial College of London estimou que em países com uma alta incidência de portadores de HIV,  teriam que ser tratadas pelo menos de 50 a 100 pessoas para se conseguir prevenir apenas uma infecção.  Em outro estudo ele concluiu que  em Kisumu, no Quênia, onde 1 em cada 10 adultos estão infectados , haveria um custo de 14 a 20 mil dólares para prevenir apenas uma infecção assumindo que fosse dado o remédio Truvada diariamente para a metade dos indivíduos com alto risco de infecção.  
O custo e a complexidade para administrar esse novo medicamento como medida de prevenção para milhões de pessoas  seriam muito altos.
O laboratório Gilead já vende o Truvada em países menos desenvolvidos praticamente sem lucro. Eles também cederam os direitos para que fabricantes de medicamentos genéricos da Índia possam vender o remédio. Estas medidas fazem parte de uma estratégia da empresa para ajudar a diminuir o preço em 112 países,  segundo informou Cara Miller, porta-voz  da Foster City, empresa sediada na Califórnia que é líder na fabricação de drogas para tratamento da AIDS.

Segundo ela, o tratamento chega a ser vendido por um custo de apenas 8 dólares ao mês em alguns países pouco desenvolvidos.

Michel Alary, professor da Université Laval, em Quebec no Canadá, alerta que mesmo que houvesse bilhões de dólares disponíveis para fornecer Truvada a toda população de risco, a droga não seria uma panacéia resolvendo todos os problemas.  
Segundo ele, algumas pessoas não vão se lembrar de tomar a medicação diariamente, o que é essencial para que ele seja eficaz. Essa irregularidade no uso do Truvada poderia resultar em infecção por HIV e ainda piorar a situação a medida que poderia promover o desenvolvimento de variações mais resistentes do vírus.

A preocupação de Alary é que os usuários do Truvada possam ter uma falsa sensação de segurança por não compreenderem totalmente as propriedades da pílula.
Caso as pessoas parem de usar preservativos, e ainda não tomem a pílula regularmente todo dia elas ficariam expostas e isso poderia levar a um aumento nas infecções. Para ele é importante que os governos no momento continuem focando seus esforços em campanhas de conscientização sobre a importância do preservativo e do sexo seguro.


A Organização Mundial de Saúde (OMS),  está planejando emitir diretrizes indicando  o uso do Truvada como prevenção para homens que têm sexo com homens e também para casais em que um dos parceiros está comprovadamente infectado.
Gottfried Hirnschall, diretor do departamento de HIV da OMS informou que por enquanto, a OMS não está recomendando o uso da pílula em profissionais do sexo porque não há dados suficientes para comprovar que esse grupo seria beneficiado e que essas pessoas iriam tomá-lo regularmente.

Essas preocupações com o custo e o uso da pílula para prevenção da AIDS não são de todo desanimadoras. Anthony Fauci, que é diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas em Bethesda, Maryland,  afirma que há uma década, ouviu  muitas pessoas preocupadas a respeito do Plano de Emergência da Presidência dos EUA contra a AIDS. Hoje esse programa  já provê tratamento para 3,9 milhões de pessoas. Com muito trabalho, essas questões foram superadas, disse ele.
Imagens:
Divulgação e Lacy/Corbis

Fontes:




sábado, 30 de junho de 2012

Apnéia do Sono Aumenta Chance de Desenvolver Câncer

Roncar pode ser muito mais grave do que atrapalhar o sono dos outros.
Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison encontraram pela primeira vez uma relação entre a apnéia do sono e o o aumento do risco de desenvolver câncer.


O estudo,  apresentado esta semana na conferência da Sociedade Torácica Americana em San Francisco  apontou que quanto pior for a apnéia do sono maior é o risco de morte por câncer.


As pessoas com distúrbio respiratório do sono,  uma condição de saúde que na maioria das vezes está relacionada com a obesidade, tem quase 5 vezes mais probabilidades de morrer de câncer do que aqueles que não têm apnéia.


Ao considerarem fatores fatores como a idade, peso corporal e o vício do fumo os cientistas descobriram que não só a mortalidade por câncer, mas também por qualquer outra causa aumenta significantemente quanto mais grave for a apnéia do sono.

As pessoas que possuem apnéia do sono leve,  tem o risco de morrer de câncer aumentado em apenas 10%  do que as pessoas que não tem apnéia. Já quem tem apnéia moderada possuem duas vezes mais probabilidades de morrer de câncer. Nos estados unidos a apnéia do sono de moderada a grave afeta cerca de 6% da população adulta e vem aumentando a cada ano.  A obesidade é o principal fator de risco para o transtorno.



Crescimento dos vasos sanguíneos


F. Javier Nieto, especialista em epidemiologia e autor do estudo observou que razão para esta relação entre a apnéia do sono e o câncer pode ser encontrado em estudos com animais: a insuficiência do nível de oxigênio no sangue provocado pela apnéia do sono desencadeia o crescimento de novos vasos sanguíneos e este processo, conhecido como angiogênese, pode estimular o crescimento de tumores.


Neste estudo, foram analisados dados reunidos durante 22 anos envolvendo 1.522 pessoas que foram tratadas no Wisconsin Sleep Cohort. A idade média dos voluntários foi de 48, sendo que a maioria apresentava sobrepeso.


Uma outra pesquisa recente já havia mostrado que a apnéia aumenta o risco de pressão alta e doenças cardiovasculares.


"Estas descobertas fornecem pistas para ajudar ainda mais a nossa compreensão da relação entre o sono e a saúde e será importante para entender esses mecanismos, se a associação for confirmada.", disse Susan B. Shurin, diretora do National Heart, Lung, and Blood Institute, uma das financiadoras do estudo. 

Via:
http://www.jsonline.com/features/health/uw-researchers-find-link-between-sleep-apnea-cancer-death-risk-3j5he17-153316185.html

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Cientistas Tentam Ler a Mente Humana - A Leitura do Pensamento



Um mundo onde os nossos pensamentos podem ser lidos, onde tudo o que pensamos pode ser reproduzido por máquinas. Um novo estudo divulgado por pesquisadores da Universidade de Berkeley, Estados Unidos, evidencia que podemos estar muito perto de conseguir traduzir os pensamentos humanos, permitindo no mínimo identificar as palavras sendo pensadas por alguém.

Com base na análise de ondas elétricas cerebrais vindas diretamente do cérebro foi possível aos cientistas reproduzirem as palavras que os participantes da pesquisa estavam pensando.
A possibilidade de decifrar como a mente processa as palavras ouvidas, conseguir reproduzir as palavras que a mente esteja pensando seria um avanço científico de grande utilidade na medicina, por exemplo. 
Tal tecnologia poderia beneficiar pessoas com problemas na fala, ou ainda,  talvez permitir a comunicação com alguém em estado de coma, apenas para citar dois exemplos.

Nos últimos anos, várias abordagens tem sido estudadas envolvendo a tentativa de ler a mente humana. Em 2011, uma série de testes com participantes usando eletrodos conectados diretamente em seus cérebros obteve êxito em mover um cursor na tela de um computador. Nessa pesquisa os participantes pensavam em sons vocálicos que depois de serem 'traduzidos' pelo computador resultavam no movimento do cursor.
Em um artigo na revista científica PLoS Biology os cientistas explicaram que a pesquisa foi direcionada para o entendimento da atividade elétrica cerebral que ocorre na região do sistema auditivo chamada giro temporal superior (STG). AO analisar o padrão de ondas nessa região foi possível reproduzir as palavras que os pacientes estavam ouvindo durante uma conversa.

 De acordo com Robert Knight, um professor em Berkeley:
"Nossa descoberta é muito importante para os pacientes que têm dano ao mecanismo da fala devido a um acidente vascular cerebral ou doença de Lou Gehrig. Considere que, se podemos reconstruir as conversas imaginada da atividade cerebral, milhares de pessoas poderiam se beneficiar." Informou Robert Knight, professor na Universidade de Berkeley que participou dessa pesquisa.

 "Os mesmos princípios podem ser aplicados a alguém que está imaginando um discurso. Há evidências de que a percepção e a imaginação podem ser muito similares no cérebro. Se você conseguir entender bem a relação entre o cérebro e os registros do som que ele faz, poderia sintetizar o som real que uma pessoa está pensando, ou ainda,  escrever as palavras com algum tipo de dispositivo de interface" acrescentou Brian Pasley, outro membro da mesma equipe de cientistas.

Ao explicar como conseguiram reproduzir sons monitorando a atividade cerebral, Paisley informou que primeiramente os pacientes ouviam palavras que lhes eram ditadas. A seguir o professor utilizava dois modelos de computador para analisar os sinais vindos dos eletrodos colocados na cabeça dos pacientes na tentativa de prever qual foi a palavra ouvida. O resultado final foi que os cientistas conseguiram reproduzir um som muito
 próximo do que os pacientes tinham ouvido.

Esse é um dos estudos mais promissores já realizados na tentativa compreender os principais aspectos envolvendo a forma como nosso cérebro codifica e armazena a linguagem.
Esse é sem dúvida um passo muito importante para que um dia se possa ler a mente humana. Ler pensamentos e reproduzi-los, teria aplicações em vários campos da medicina e beneficiaria sobretudo pessoas que não conseguem se comunicar com o mundo à sua volta.

Fonte:    Berkeley scientists crack brain wave code, hinting at mind reading ...


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Bactérias Resistentes a Antibióticos Encontradas na Antártida


Pesquisadores da Universidade de Uppsala (da Suécia)  encontraram bactérias resistentes a vários antibióticos, incluindo penicilina durante pesquisas nas águas do continente antártico..

Bactérias são as formas de vida mais abundantes em nosso planeta podendo ser encontrados em praticamente quaisquer habitats tanto em terra quanto na água. Elas são essenciais a vários processos bioquímicos que ocorrem na natureza e conseguem viver em condições extremas até mesmo no espaço.

Embora ao longo dos anos, as bactérias tenham se tornado cada vez mais resistentes, as infecções bacterianas ainda são geralmente contidas com o uso de doses fortes de antibióticos como a penicilina por exemplo.
Mas as bactérias encontradas pela equipe de cientistas chefiada por Björn Olsen são imunes a antibióticos. Eles as encontraram em 25% das amostras colhidas da água do oceano numa faixa de 10 e 300 metros de distância das estações de pesquisa chilenas na Antártida. Estes microorganismos são uma variação da bactéria E. Coli (Escherichia coli)  e possuem genes que produzem uma enzima que é capaz de destruir a penicilina, cefalosporinas e outros antibióticos similares.

Nesse sentido, a descoberta dos cientistas suecos reveste-se de importância ainda maior principalmente considerando que recentemente, pepinos contaminados com E. Coli na Alemanha causaram grande preocupação em torno de uma grave crise de saúde na Europa.

Conforme o relatório dos cientistas, as bactérias imunes a antibióticos encontradas no continente antártico tem origem na presença humana na região. Essa conclusão vem do fato que essas bactérias foram encontradas em maior número nas áreas próximas aos canos de esgoto das estações chilenas lá. Ao contrário de outros países que incineram ou tratam o esgoto antes de enviá-los para o mar, as estações chilenas não fazem nenhum tratamento em seus resíduos.
A ironia dessa história é que o objetivo da presença de vários países na Antártida é justamente para fins de pesquisa que objetivam melhorar a vida em nosso planeta, mas se não houver um rigor no controle da presença do homem naquela região talvez estejamos dando um ‘tiro no pé’ e acabando com um dos poucos lugares não poluídos da Terra. 

Fonte:

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ciência - Condutores Elétricos Flexíveis e Elásticos


Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte (Estados Unidos) alegam ter desenvolvido um novo método para a fabricação de condutores elétricos flexíveis e elásticos.

A busca por condutores elétricos que possam ser dobrados e esticados está se tornando cada vez mais intensa nos últimos anos.  Duas linhas de pesquisa se destacam no aperfeiçoamento dessa tecnologia que permitirá a construção de dispositivos eletrônicos com uma infinidade de aplicações: A utilização de substratos plásticos (até então foco das pesquisas) e o uso de nanotubos de carbono (que ganha força a partir de agora).
Os cientistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte tem focado seus esforços na pesquisa com nanotubos de carbono e anunciam ter conseguido desenvolver um método de fabricação com base neste material, abrindo caminho para o desenvolvimento de toda uma nova geração de dispositivos eletrônicos elásticos  e flexíveis.

O chefe da pesquisa, Dr. Zhu Yong,  que é professor de Engenharia Mecânica e Aeroespacial nesta universidade diz estar otimista com essa nova abordagem pois ela pode permitir a produção em larga escala de condutores elétricos que podem esticar  facilitando a pesquisa e desenvolvimento de dispositivos eletrônicos flexíveis.

(Crédito das Imagens: The British Group e Universidade da Carolina do Norte)

Esse tipo de tecnologia poderia permitir por exemplo, a incorporação de dispositivos eletrônicos em roupas, implantes e próteses médicas, além de uma infinidade de outras aplicações no dia-a-dia. 

O desafio no desenvolvimento de condutores elétricos flexíveis e elásticos é conseguir mantê-lo conduzindo energia elétrica mesmo quando submetido a uma ação mecânica que o estique ou dobre.
Pois essa equipe de pesquisadores, utilizando uma malha de nanotubos de carbono conseguiram formar um substrato flexível. Os tais nanotubos de carbono além de resistentes e facilitarem a criação de tiras grandes, são também bons condutores elétricos.

A ténica em questão consistiria em dispor os nanotubos de carbono alinhados sobre um substrato elástico aos quais eles seriam transferidos como se fosse 'impressos'.
O substrato, ao ser esticado, separaria os nanotubos porém os mantendo alinhados em paralelo. Quando o substrato deixa de ser esticado,  os nanotubos não retornariam à sua posição original, mas formariam ondas como uma espécie de mola. Assim, a cada pressão mecânica sobre o substrato resultaria que os nanotubos esticariam junto, voltando a ficar em paralelo quando a pressão cessasse fazendo com que retornem a posição inicial.

O ponto alto dessa tecnologia é permitir a produção em larga escala devido a facilidade com que os nanotubos seriam transferidos ao substrato sem a necessidade de uma forte tração mecânica.

Fonte: [Physorg]



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

IBM Cria o Menor Mapa do Mundo -Guiness Book


A IBM entra para o livro Guiness de Recordes por ter feito o menor mapa da Terra, medindo apenas 22 X 11 mícrons
Realmente a gigante da tecnologia IBM não para de surpreender com suas avançadas pesquisas. Depois de ter anunciado recentemente ter desenvolvido o menor disco rígido do mundo, eles agora acabam de usando nanotecnologia desenvolver  um mapa 3D de nosso planeta que é cerca de mil vezes menor que um grão de açúcar.

O  objetivo de terem criado esse mapa 3D da Terra não é a utilização dele em alguma aplicação prática, mas sim demonstrar a capcidade de miniaturizar estruturas complexas  evidenciando assim as melhorias alcançadas nos processos de manufatura da IBM nos últimos anos.
A busca pelo desenvolvimento de minúsculos circuitos eletrônicos teve início com o surgimento do primeiro circuito integrado 1959. A partir de então, a indústria de semicondutores eletrônicos tem buscado se superar produzindo transistores e dispositivos cada vez menores.
As pesquisas nessa área terminaram por promover o surgimento de outros dispositivos, como MEMS e NEMS, que embora não sejam considerados circuitos integrados são fabricados com a mesma tecnologia.

Na confecção deste mapa, os pesquisadores utilizaram um processo que poderia ser comparado ao que foi usado pelos antigos egípcios que gravaram inscrições (hieróglifos) nas paredes das pirâmides utilizando um cinzel metálico.

 Já os cientistas usaram uma ponta de silício de tamanho menor que 100 mil vezes a ponta de um lápis para desenhar sobre um substrato de polímero.
Foi esse o mesmo método que a equipe de cientistas da IBM utilizou para criar também uma réplica microscópica do monte Matterhorn, localizado nos Alpes na fronteira com a Suíça e a Itália.

Os  especialistas em nanotecnologia da IBM,  na sede de Zurique (Suíça) e em Almaden (Califórnia)  que trabalharam nesse projeto acreditam  que essa técnica de fabricação que eles desenvolveram abrer um novo caminho na industrialização de objetos em nanoescala. E isso pode ocorrer não só na área da eletrônica propriamente dita, mas também  em outras áreas como a saúde ou a opto-eletrônica.
Imagens crédito: IBM

Fonte: [Alt1040]

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cientistas Constroem Menor Disco Rígido do Mundo


 A IBM e o Centro de Pesquisas Científicas Alemão  German Center for Free-Electron Laser  construíram uma microscópica unidade de armazenamento composta de apenas 96 átomos.

Apesar da pouca capacidade, esse 'Hard-Drive' microscópico servirá de referência para a pesquisa na área de armazenagem de dados, tendo em vista que os drives de armazenamento convencionais que temos hoje em dia precisam de cerca de meio bilhão de átomos para armazenar um único byte de dados.

A construção desta unidade em nível atômico faz parte  das pesquisas que estes cientistas vem desenvolvendo no sentido de construir unidades de armazenagem de dados cada vez menores e com maior capacidade. A expectativa é que um dia essas unidades poderão armazenar milhares ou milhões de vezes mais informação.

A equipe de cientistas construiu esse minúsculo HD de átomos usando uma ferramenta especial conhecida por microscópio de tunelamento de varredura, ou STM (scanning tunneling microscope). Os átomos foram colocados em fileiras  de 6 em 6, de forma que duas linhas foram o suficiente para armazenar um bit de informação. Os oito pares de linhas totalizaram um byte de dados.

A imagem apresentada no início deste post (crédito Sebastian Loth/CEL)  mostra como a ponta do microscópio faz a precisa distribuição dos átomos sobre uma superfície para construir a menor unidade de armazenamento do mundo.

Fonte:

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Os Riscos da Prática de Ioga - Porque Não Fazer Ioga


Um artigo alertando para os riscos de lesões na prática de Ioga publicado no New York Times provocou uma grande polêmica entre os praticantes e em especial entre os professores de Ioga.
No texto de Sheila Glaser ela fala de uma entrevista que fez com Glenn Black, professor de Ioga por quase 40 anos na Sankalpah Yoga em Manhattan. Entre os alunos de Black estão várias celebridades e gurus de destaque. Black, que estudou em Pune, na Índia, no instituto fundado pelo lendário BKS Iyengar,  passou muito tempo de sua vida meditando e praticando Ioga.

Crédito da imagem: www.sxc.hu

Sheila o procurou não para saber as virtudes da prática de Ioga, até porque ela mesma já havia praticado algum tempo, mas principalmente para colher informações sobre os riscos de se causar danos à saúde com esses exercícios. Isso porque, ela já sabia de antemão que muitos dos clientes de Black são pessoas que vieram em busca de algum tratamento ou reabilitação devido a lesões contraídas na própria prática de Ioga.

No artigo, cujo link disponibilizo ao final deste post, ela conta como contraiu uma séria lesão nas costas após se submeter a exercícios de Ioga que ela praticava para justamente tentar obter a cura para dores que vinha sentindo. Ela relata que foi dessa forma que ela acabou com a idéia que tinha de que “a ioga era uma única fonte de cura e nunca o mal”.

Nas aulas ministradas por Black, ela relata que o professor não ensina algumas posições e posturas clássicas da Ioga, como plantar bananeira ou se manter pelos ombros porque nem todas pessoas seriam capazes de realizá-las sem correrem o risco de lesões. Mesmo exigindo que seus alunos mantenham algumas posições até próximo ao limite da dor, ele assim o faz com a intenção de conscientizar seus alunos a não exagerarem nos exercícios. Segundo lhe relatou o professor Glenn Black, na própria escola de Lyengar,na Índia ele teria presenciado um yogi se lesionar com uma torção da coluna cervical durante os exercícios.

Mas o que realmente surpreendente nas declarações do professor Black é ele acreditar que "a grande maioria das pessoas" deve desistir da Ioga completamente devido ao risco de lesões. Isso ocorreria porque muitas pessoas tem problemas de saúde ou algumas fraquezas físicas que os exporia a esse risco ao se esforçarem além dos seus limites. Segundo o professor citado na matéria de Sheila Glaser, seria mais interessante para essas pessoas fazerem exercícios voltados para fortalecer partes enfraquecidas de seus corpos como articulações e órgãos.  

Uma das declarações polêmicas do professor Glenn Black, no artigo do NYT foi  “Ioga é para pessoas em boas condições físicas, ou para ser usada terapeuticamente. Embora seja controverso, ela não deveria ser usada de forma generalizada.”
A respeito de seu próprio trabalho, na reabilitação de pessoas que tiveram lesões, ele reconhece que mesmo tendo estudo com o lendário Shmuel Tatz , um terapeuta de que inventou um método de massagem e alinhamento para atores e dançarinos, ele não teria o conhecimento formal necessário para determinar quais posições são boas para um estudante e quais poderiam resultar em problemas. Mas ele atribui o sucesso de seu trabalho a sua grande experiência.
Para Black,  pessoas de diferentes origens tem limites diferentes. Um indiano já estaria acostumado com posições com as quais já conviveu a vida toda, mas pessoas que vivem de forma sedentária sentadas praticamente o dia todo estariam vulneráveis a lesões ao se submeterem a complexos exercícios uma vez por semana, desconsiderando sua falta de flexibilidade e seus problemas de saúde.

Na polêmica entrevista de Sheila Glaser com o professor Glenn Black,   ele revela que mesmo alguns professores de ioga o procuram para se recuperarem de traumas sérios. Em muitos desses casos, Black os aconselha a não fazerem ioga.
Entre as lesões mais sérias que ele teria se deparado, ela citou professores de yoga bem conhecidos que forçaram tanto o corpo ao fazerem poses básicas, como a do cachorro olhando para baixo, em que o corpo forma um V invertido,  que terminaram por romper os tendões de Aquiles. Ela citou também professores que passam a dar aulas deitados devido as limitações de movimento que contraíram devido aos excessos na prática de ioga.

Casos Graves de Praticantes de Ioga

No artigo do NYT, é citado que os primeiros relatos de lesões provocados pela prática de yoga teriam surgido há algumas décadas, conforme fora publicado em respeitáveis revistas como Neurology, The British Medical Journal e no The Journal of the American Medical Association. Esses periódicos relataram problemas que iam desde  ferimentos leves até deficiências permanentes. Num dos casos um estudante teria passado por dificuldades até mesmo para caminhar devido a ter ficado diariamente na posição ajoelhada conhecida como vajrasana durante horas por dia. Seu problema só regrediu quando ele desistiu de repetir a posição que privava seu nervo ciático de receber oxigênio.  Vários outros casos semelhantes e também outros problemas mais sérios ainda já teriam sido registrados. Um artigo de 1972 no The British Medical Journal, citou inclusive casos em que algumas posturas de yoga quase causaram acidentes vasculares cerebrais em pessoas jovens e saudáveis.
Tais problemas cerebrais poderiam ter sua origem nos movimentos que dobram o pescoço até 90 graus.  O autor desse artigo teria alertado que movimentos extremos da cabeça e do pescoço podem lesar artérias vertebrais  causando danos no cérebro.

Em 1973, outro renomado médico, Willibald Nagler, da Cornell University Medical College, publicou o caso de uma mulher de 28 anos que sofreu um derrame enquanto fazia uma posição de ioga conhecida como a roda ou arco para cima, onde a pessoa deita de costas e levanta o corpo em um arco equilibrando-se nas mãos e pés. Na sequência da posição, ao dobrar o pescoço para trás apoiada sobre a cabeça ela sentiu uma forte dor de cabeça subitamente. Levada ao hospital, ela apresentava paralisia em um dos lados, além de outros sintomas que teriam sido provocados  por uma grande falha no fornecimento de sangue no cérebro além de várias hemorragias secundárias. Embora sejam consideradas raras, essas lesões servem de alerta ao se estender demasiadamente o pescoço, sobretudo para pessoas de meia-idade.

Num outro caso um jovem de 25 anos de idade, com sintomas como visão turva, dificuldade de engolir e dificuldade motora num dos lados do corpo foi atendido no hospital Northwestern Memorial, em Chicago. O paciente era bastante saudável e praticava yoga todas as manhãs durante um ano e meio. Ao fazer movimentos com o pescoço flexionado diretamente sobre o chão,  mantendo-se assim por cinco minutos, ele teve um trauma na região cervical. Alguns exames revelaram bloqueios da artéria vertebral esquerda entre as vértebras c2 e c3, devido a ter sido obstruída quase que totalmente impedindo o sangue de chegar ao cérebro. O paciente se recuperou parcialmente ficando com sequelas para caminhar e fazer alguns movimentos. Os autores desse artigo teriam concluído indivíduos saudáveis ​​poderiam prejudicar seriamente suas artérias vertebrais ao realizarem  movimentos de pescoço que excedem a tolerância fisiológica na prática de Yoga.

O artigo do NYT também informa que o número de internações de emergência relacionadas a prática de ioga tem aumentado consideravelmente nos últimos anos nos Estados Unidos. Considerando que muitas pessoas não procuram o atendimento de emergência, vindo a consultar seus médicos ou terapeutas para tratar traumas sofridos na ioga, estes números podem ser ainda maiores. Casos de problemas realcioandos a prática de ioga tem sido cada vez mais frequentes na mídia.

Uma matéria do ‘The Times’  abordou os riscos do calor penetrante das Bikram yoga, que poderiam aumentar o risco de lesões nos músculos e nas cartilagens. A mesma matéria traz conclusões de especialistas quanto a lesões em ligamentos que ao serem demasiadamente esticados não recuperam sua forma aumentando o risco de distensões, entorses e luxações.

O editor médico do Yoga Journal, Timothy McCall, classifica certa posição da ioga em que a pessoa se apóia sobre a cabeça é muito perigosa  e que lhe teria causado a síndrome do desfiladeiro torácico, uma condição que surge a partir da compressão de nervos que passam do pescoço para os braços, causando formigamento na mão direita, assim como dormência esporádica. Os sintomas só teriam parado quando ele decidiu não fazer mais essa posição. Ele teria observado que essa inversão poderia causar outras lesões, incluindo artrite degenerativa da coluna cervical e problemas visuais devido o aumento da pressão ocular causada pela pose.

O artigo do de Sheila Glaser vale realmente a pena ser lido, mesmo com o auxílio de um tradutor (caso você não tenha intimidade com a língua inglesa) pois ele fornece muitas informações valiosas sobre os riscos da prática de Ioga.

Fonte:

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