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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Redução da Pressão Arterial traria benefício a todos?


Um estudo divulgado no site The Lancet considera que muitas vidas poderiam ser salvas se todos os pacientes com alto risco de doença cardíaca tomassem remédios para baixar a pressão.

Essa conclusão representa uma guinada nas diretrizes atuais que recomendam tomar remédios para hipertensão somente se a pressão arterial se mantiver acima de certo limite.
Mas os especialistas reconhecem que o estilo de vida têm um papel fundamental para que se mantenha a pressão arterial em níveis mais baixos.

A pressão arterial alta aumenta o risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC).
As orientações atuais sugerem que os pacientes devem tomar medicação anti-hipertensão quando os seus níveis de pressão arterial chegarem a 140 mmHg.

Até este limite, mesmo pessoas que já tiveram acidentes vasculares cerebrais, por exemplo, são apenas monitoradas, mas sem utilizarem medicamentos.

Agora, uma equipe de especialistas estão alertando para que os médicos se concentrem nos riscos de cada indivíduo, em vez de seguirem rígidos limites pré-estabelecidos para a pressão arterial.

Estudo Abrangente

Os pesquisadores envolvidos nessa pesquisa,  analisaram os resultados de mais de 100 ensaios em grande escala, envolvendo cerca de 600.000 pessoas entre 1966 e 2015.

Eles constataram que os pacientes de maior risco (fumantes com níveis altos de colesterol e pessoas diabéticas com mais de 65 anos de idade) - teriam maiores benefícios com o tratamento anti-hipertensivo, diminuindo seus riscos de terem ataques cardíacos e derrames.

O relatório emitido pelos cientistas, também indica que uma vez sob tratamento, os níveis de pressão arterial poderiam ser reduzidos abaixo das metas atualmente estabelecidas.

Além disso, esse estudo levanta a questão de que, independente dos níveis da pressão arterial, as pessoas poderiam beneficiar-se reduzindo-a seja por mudanças na alimentação, estilo de vida, ou mesmo com a utilização de medicamentos. No entanto, eles não não vão tão longe a ponto de sugerir todos devem tomar remédios, principalmente porque os efeitos colaterais da medicação devem ser ponderados.

O professor Liam Smeeth, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, concordou que as descobertas são importantes sobretudo para aqueles pacientes de maior risco, mas alertou: "Uma advertência importante é que nem todos serão capazes de tolerar ter sua pressão arterial reduzida a níveis baixos, e há uma necessidade de equilibrar os possíveis efeitos colaterais da droga e os benefícios esperados."

O especialista cardíaco Tim Chico, da Universidade de Sheffield, chamou a atenção de que a utilização de remédios não é necessariamente a única maneira de resolver o problema: "Todos podemos reduzir nossa pressão arterial. Podemos fazer isso com segurança, de forma barata e eficaz com uma alimentação saudável, tendo mais atividade física, reduzindo o consumo de álcool, e mantendo um peso saudável."


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A próxima arma contra as falsificações será a respiração


Uma nova invenção criada na Universidade de Michigan apresenta um método bastante curioso para o reconhecermos a autenticidade de um produto: a respiração.  
Na verdade, trata-se de uma nova forma de impressão que reage com o ar úmido. Ao respirarmos, ocorre uma reação no material impresso revelando a marca do produto em questão. Desenvolvida pela Universidade de Michigan, em colaboração com cientistas em Coreia do Sul, a descoberta permite a criação de uma etiqueta com uma película plástica que a partir do contato com ar revela imagens invisíveis.
Até o momento não há ainda uma data para que o novo dispositivo chegue às indústrias e ao consumidor, mas deverá num futuro próximo ser mais uma arma contra as falsificações.
Esta nova película criada com nanotecnologia, utiliza poliuretano e em um adesivo não especificado como suporte para as etiquetas. A mesma tecnologia pode ser adicionados aos plásticos, têxteis, papel, vidro ou metal, sendo uma opção muito interessante para controlar o  mercado não só de roupas ou medicamentos como se pensava inicialmente.
O funcionamento é relativamente simples: os pilares microscópicos escondem uma imagem que ao contato com a umidade do ar revelaria a marca original confirmando assim a autenticidade do produto.
O equipamento necessário para produzir esses rótulos é altamente sofisticado e, por extensão, seu preço será equivalente. Essa seria a razão para que apenas as empresas farmacêuticas e marcas de prestígio pudessem optar por utilizar esse tipo de etiqueta de autenticidade. Uma vez que o sistema seja implementado a impressão dessas etiquetas em série a tornariam mais acessíveis.

Fonte: Gizmodo

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Novo Remédio Cura Vício da Cocaína em Ratos


Viciar um rato em cocaína é fácil, reverter o vício do animal é muito mais difícil. Mas a descoberta de um novo tratamento pode estar mudando essa realidade. Num novo estudo realizado pelo Instituto Scripps e publicado no periódico Science Translational Medicine  é apresentado os resultados de testes que conseguem conter o vício em ratos utilizando uma combinação de dois medicamentos já conhecidos para tratar a dependência de outras drogas.

De acordo com os pesquisadores autores do estudo, os testes realizados utilizaram uma combinação de buprenorfina e naltrexona. E, ao contrário do quejá havia sido tentado em outras pesquisas, desta vez o objetivo não era fazer com que fosse provocada a rejeição ou um mal-estar no viciado. 

Agora o efeito esperado era bem mais direto: conseguir controlar o comportamento compulsivo associado a droga. As duas substâncias utilizadas para controlar o vício dacocaína são velhas conhecidas:  A buprenorfina é considerada uma espécie de substituta da heroína, e a naltrexona já vem sendo utilizada para combater o vício do álcool e do cigarro.
A dependência da cocaína, assim como do haxixe, são duas das mais difíceis de serem revertidas e para as quais não há até então no mercado tratamento eficiente.

Esses dois novos medicamentos atuam estimulando o principal ponto responsável pelo vício: o circuito de recompensa do cérebro. Essa idéia leva em conta o  principal processo responsável pelo início do vício: o ciclo inconsciente de quanto mais prazer, maior a ansiedade em repetir o estímulo provocado pelas drogas. O cérebro pede mais e quando o estímulo não é obtido ele envia sinais de perigo.

Os próximos passos da pesquisa são a repetição de ensaios utilizando ratos. A esperança é de que daqui algum tempo essas pesquisas se estendam aos humanos embora no momento essa hipótese ainda seja remota. 

Mas é um grande alento saber dos avanços nesta área de crescente preocupação atualmente.Sobretudo com o crescente número de viciados em crack, um derivado da cocaína e que tem efeitos ainda mais devastadores na saúde dos viciados.
 A expectativa fica ainda mais promissora se considerarmos que se esses medicamentos estão se mostrando eficientes em conter a compulsão do vício em ratos, que são impulsionados apenas por seus instintos, presume-se que uma pessoa que queira conscientemente largar as drogas consiga êxito em bem menos tempo.
(Imagem: http://sxc.hu)

Via:

sábado, 30 de junho de 2012

Apnéia do Sono Aumenta Chance de Desenvolver Câncer

Roncar pode ser muito mais grave do que atrapalhar o sono dos outros.
Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison encontraram pela primeira vez uma relação entre a apnéia do sono e o o aumento do risco de desenvolver câncer.


O estudo,  apresentado esta semana na conferência da Sociedade Torácica Americana em San Francisco  apontou que quanto pior for a apnéia do sono maior é o risco de morte por câncer.


As pessoas com distúrbio respiratório do sono,  uma condição de saúde que na maioria das vezes está relacionada com a obesidade, tem quase 5 vezes mais probabilidades de morrer de câncer do que aqueles que não têm apnéia.


Ao considerarem fatores fatores como a idade, peso corporal e o vício do fumo os cientistas descobriram que não só a mortalidade por câncer, mas também por qualquer outra causa aumenta significantemente quanto mais grave for a apnéia do sono.

As pessoas que possuem apnéia do sono leve,  tem o risco de morrer de câncer aumentado em apenas 10%  do que as pessoas que não tem apnéia. Já quem tem apnéia moderada possuem duas vezes mais probabilidades de morrer de câncer. Nos estados unidos a apnéia do sono de moderada a grave afeta cerca de 6% da população adulta e vem aumentando a cada ano.  A obesidade é o principal fator de risco para o transtorno.



Crescimento dos vasos sanguíneos


F. Javier Nieto, especialista em epidemiologia e autor do estudo observou que razão para esta relação entre a apnéia do sono e o câncer pode ser encontrado em estudos com animais: a insuficiência do nível de oxigênio no sangue provocado pela apnéia do sono desencadeia o crescimento de novos vasos sanguíneos e este processo, conhecido como angiogênese, pode estimular o crescimento de tumores.


Neste estudo, foram analisados dados reunidos durante 22 anos envolvendo 1.522 pessoas que foram tratadas no Wisconsin Sleep Cohort. A idade média dos voluntários foi de 48, sendo que a maioria apresentava sobrepeso.


Uma outra pesquisa recente já havia mostrado que a apnéia aumenta o risco de pressão alta e doenças cardiovasculares.


"Estas descobertas fornecem pistas para ajudar ainda mais a nossa compreensão da relação entre o sono e a saúde e será importante para entender esses mecanismos, se a associação for confirmada.", disse Susan B. Shurin, diretora do National Heart, Lung, and Blood Institute, uma das financiadoras do estudo. 

Via:
http://www.jsonline.com/features/health/uw-researchers-find-link-between-sleep-apnea-cancer-death-risk-3j5he17-153316185.html

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Stephen Hawking Acredita no Armageddon Nuclear


Em comemoração ao 70 º aniversário do físico Stephen Hawking a BBC Radio 4 fez uma entrevista com este que é o maior nome da física mundial após Albert Einstein.
"É possível que a raça humana possa se extinguir, mas isso não é inevitável.Eu acho que é quase certo que um desastre, causado por uma guerra nuclear ou pelo aquecimento global, vai acontecer a terra em alguns milhares de anos.
 É essencial que colonizemos  o espaço. Acredito que colônias em Marte e outros lugares do sistema solar vão estabelecer a auto-sustentação,  embora provavelmente não nos próximos 100 anos", respondeu Hawkings a mais uma das perguntas dos ouvintes.

Cosmólogo e físico na Universidade de Cambridge, o professor Stephen Hawkings  se diz otimista quanto aos progressos que a ciência vem obtendo e que poderão em alguns anos permitir que o homem se espalhe pelo universo, inclusive além de nosso sistema solar.
"A descoberta de vida inteligente em outros lugares do universo seria a maior descoberta científica já realizada. Mas seria muito arriscado tentar se comunicar com uma civilização alienígena pois se eles decidirem nos visitar, então, o resultado poderia ser semelhante a quando os europeus chegaram à América. Isso não deu muito certo para os nativos americanos."

A um ouvinte que questionou sobre se houve um momento em que não existia absolutamente nada, Hawking respondeu que a origem do universo pode ser explicado pelas leis da física, sem qualquer necessidade de milagres ou intervenção divina.
"Estas leis estabelecem que o universo foi espontaneamente criado a partir do nada em uma expansão súbita. Chama-se inflação, porque aconteceu da mesma forma como os preços sobem num ritmo crescente. O tempo passou a ser definido apenas com o Universo. Então não faz sentido falar sobre o tempo antes do início do Universo. Seria o mesmo que querer um ponto ao sul do pólo sul "

Hawking, utilizando um sintetizador de voz devido a incapacidade física resultante de sua doença neurológica,  também emitiu sua opinião sobre os resultados dos experimentos realizados pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (sigla em francês CERN) que mantém o gigantesco acelerador de partículas situado entre a fronteira franco-suiça.

Respondendo sobre as descobertas de que algumas partículas poderiam viajar mais rápido que a velocidade da luz, desafiando as leis conhecidas da física, ele afirmou: A "teoria da relatividade de Einstein prevê que nada pode viajar mais rápido que a velocidade da luz. Assim, se o experimento Opera estiver correto, e neutrinos de fato viajam mais rápido que a luz, então a teoria da relatividade está errada.”
"Entretanto, não acredito nas conclusões do projeto Opera, porque eles discordam da detecção de neutrinos na supernova SN 1987A."

O experimento Opera (sigla para Oscillation Project with Emulsion-tRacking Apparatus)  foi projetado para testar o fenômeno de oscilações de neutrinos. Para estes testes é utilizado o feixe de neutrinos de alta-intensidade e alta-energia produzido no acelerador de partículas em Genebra que por sua vez aponta para o laboratório subterrâneo LNGS de Gran Sasso, há 730km, no centro da Itália. O objetivo do experimento Opera é detectar pela primeira vez o aparecimento de tau-neutrinos durante a viagem de 3 milissegundos de Genebra para GranSasso.

A detecção na supernova, citada por Hawking, se refere a rajadas de neutrinos detectadas em 1987 na qual neutrinos resultantes da explosão estelar teriam viajado à velocidade da luz. Se o experimento do CERN estiver correto, eles teriam sido detectados anos antes que a luz da explosão fosse avistada na Terra. Em oposição ao intervalo de apenas algumas horas entre ambos.

Crédito da Imagem: Sarah Lee – Science Museum

Fontes:

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Menino de 12 anos Desafia Teoria do Big Bang

Jacob Barkett é o nome do menino que aos 12 anos já está formulando uma avançada teoria sobre a origem do Universo.


Apesar de aparentemente ser uma criança normal que joga videogame, joga basquete com os amigos e tem uma namoradinha ele na verdade é um gênio precoce com QI 170 (grau máximo que pode ser atingido por uma criança na escala de inteligência de Wechsler).

Sua mãe Kristine Barnett, de 36 anos,conta que nos dois primeiros anos de vida quando o menino ficava o tempo todo em silêncio ela sofria muito temendo que ele nunca viveria em ‘nosso mundo’:

"Os médicos tinham atestado que Jake possuía características comportamentais de uma criança com autismo, com sérias dificuldades em demonstrar emoções e interagir com as outras pessoas. Ele não falava com ninguém. Ele nem sequer nos olhava.

Meu maior temor era que ele tivesse perdido a capacidade de nos dizer: Eu amo vocês “ conta a mãe do garoto.



Mas a medida que o menino foi demonstrando habilidades superiores às crianças de sua idade, ele passou por uma nova bateria de exames com especialistas que o diagnosticaram como portador da Síndrome de Asperger.

Depois disso seus pais começaram a prestar mais atenção no que ele conseguia fazer e não no que ele não conseguia fazer.

Ele recitava o alfabeto de trás prá frente, desenhava figuras geométricas pela casa, resolvia com facilidade quebra-cabeças de 5 mil peças e chegou a memorizar todas as rodovias e prefixos de placas encontradas num mapa estadual.



O mais surpreendente é que nessa época ele já havia memorizado cerca de 100 casas decimais do número Pi (atualmente ele sabe 200).

Na sequência seus dotes para matemática foram alcançando níveis altíssimos tendo aprendido sozinho cálculo, álgebra, trigonometria e geometria em duas semanas de estudo.

O menino prodígio passou então a realmente impressionar.

Aos 8 anos de idade ele já havia saído de sua escola para estudar em turmas de estudos avançados em astrofísica na Universidade de Indiana, onde já é inclusive pago para trabalhar como pesquisador.

Quando primeira ele vez teve contato com a equação de Schrödinger sobre mecânica quântica ele não se conteve. Passou três dias fazendo cálculos e mais cálculos em folhas de papel, escrevendo combinações de números e símbolos diversos que poucas pessoas conseguem entender.



Hoje, faltando poucos meses para completar 13 anos, Jake, como é conhecido, já está começando a ir além do que os atuais professores conseguem lhe ensinar.



Recentemente ele começou a trabalhar numa teoria que desafia nada mais nada menos do que a mais convincente explicação para o início do Universo que temos até então:

A teoria do Big Bang. Scott Tremaine, do Instituto para Estudos Avançados da Universidade de Princeton, onde trabalhou Albert Einstein, enviou um email para a família do garoto dizendo o seguinte:

"A teoria que ele está trabalhando envolve vários dos problemas mais difíceis em astrofísica e física teórica. Quem resolver estes problemas estará no caminho para Ganhar o Prêmio Nobel de Física.”



Ainda não está bem claro como ele desenvolveu esse dom e nem tampouco o processo que o levou a criar essa nova teoria sobre a origem do Universo, mas os especialistas afirmam que ele está levantando questões muito importantes sobre o assunto.



Apesar de não ter ninguém na família com uma elevada formação nas ciências, o menino Jacob Barkett sempre teve o apoio dos pais para suas áreas de interesse.



Sua mãe conta que uma vez quando foram visitar o planetário na Universidade de Butler eles estavam ali no meio da multidão escutando as explicações de um apresentador quando este perguntou ao público se alguém sabia porque as luas de Marte não eram redondas como as da terra. Jacob então levantou a mão e perguntou:



“Com licença, mas quais são os tamanhos das luas em torno de Marte?”



Depois que o apresentador respondeu, Jacob olhou prá ele e disse que a gravidade do planeta é tão forte que a gravidade das luas não consegue fazê-las ficarem redondas.



Aí que toda a multidão olhou prá ele como se estivessem perguntando: ´

"Quem é esse menino de 3 anos?”

Apesar da genialidade, Jacob segue uma vida normal, ele gosta muito de música clássica e chega a tocá-las de memória no piano.



Ele adora filmes de ficção científica e assiste os documentários do History Channel.



Via: http://news.yahoo.com/s/yblog_thelookout/20110329/ts_yblog_thelookout/for-12-year-old-astrophysics-prodigy-the-skys-the-limit

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Como Saber Se Uma Criança Será Um Futuro Criminoso



Quantas crianças extremamente teimosas vemos por aí! Quem nunca viu uma criança esperneando e gritando em supermercados e lojas inconformadas por não ganharem um brinquedo ou um doce?

Pois uma pesquisa recente poderá trazer um pouco mais de preocupação aos pais de crianças que tem dificuldade em se controlar.

Pesquisadores da Grã-Bretanha, Estados Unidos e Nova Zelândia analisaram dados de dois grandes estudos em que as crianças foram submetidas a testes físicos e entrevistas para avaliar fatores genéticos e ambientais que possam influenciar em suas vidas.

O resultado dessa pesquisa foi a constatação de que crianças que têm baixos níveis de auto-controle aos três anos de idade são mais propensas a ter problemas de saúde e dinheiro e ficha criminal aos 30 anos de idade, independente do quanto sejam inteligentes ou mesmo da educação recebida.

Segundo os dados levantados pela pesquisa, crianças que aos 3 anos de idade têm baixos níveis de auto-controle foram mais propensas a ter problemas de saúde na vida adulta, incluindo hipertensão arterial, excesso de peso, problemas respiratórios e doenças sexualmente transmissíveis.


Elas também tiveram maior probabilidade de se tornarem dependentes de substâncias como tabaco, álcool e drogas, entre as do sexo feminino houve uma maior propensão de ser mãe solteira, tiveram dificuldade em gerir o dinheiro e maior chance de ter uma ficha criminal. Administrar o auto-controle e os impulsos são algumas das exigências que a sociedade mais rapidamente impõe às crianças, afirmou o pesquisador Dr Terrie Moffitt, do King's College de Londres e da Duke University dos EUA.


'Nosso estudo mostra, pela primeira vez, o quanto a força de vontade de uma criança realmente influencia suas chances de tornar um adulto saudável e próspero.'Primeiramente os pesquisadores analisaram dados de cerca de 1000 crianças nascidas na Nova Zelândia entre abril de 1972 e Março de 1973. O auto-controle dos participantes foi avaliado por professores, pais, observadores e as próprias crianças.


A avaliação incluiu a análise da baixa tolerância a frustração, falta de persistência em alcançar objetivos bem como a impulsividade em agir antes de pensar.A equipe da Dr Moffitt descobriu que quando os participantes atingiram a idade de 30 anos, esta impulsividade e relativa incapacidade de pensar a longo prazo lhes trouxe mais problemas com as finanças, incluindo a capacidade de administrar a economia doméstica, administrar bens, propriedades, cartão de crédito e dívidas. As crianças com menor pontuação de autocontrole também tiveram uma maior propensão a doenças sexualmente transmissíveis, problemas de peso, colesterol alto e hipertensão arterial.

Embasando ainda mais as conclusões, os pesquisadores fizeram a mesma análise nos dados de 500 pares de gêmeos na Grã-Bretanha. Eles descobriram que o irmão com menor auto-controle de pontuação, com cinco anos de idade foi mais propensos a começar a fumar, ir mal na escola e desenvolver comportamento anti-social aos 12 anos.

Com base nessas informações o Dr Avshalom Capsi, que trabalhou com Dr Moffitt no estudo, chegou a afirmar que 'Isso mostra o quanto o autocontrole é importante por si só, independentemente de todos os outros fatores que porventura compartilhem com irmãos, pais em sua vida familiar'.

Referência:
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1350314/Scientists-identify-spot-future-criminal-age-THREE.html

Dormir Para Adquirir Conhecimento


Pesquisa científica indica que dormir é excelente maneira de absorver conhecimento.

Os cientistas acreditam que a melhor maneira de armazenar conhecimento recém adquirido é dormindo. Pesquisadores na Alemanha descobriram que o cérebro é melhor durante o sono do que durante a vigília em resistir à tentativas para embaralhar ou corromper a memória recente.

O estudo, publicado no periódico Nature Neuroscience , lança uma nova luz nesse processo tão complexo. Uma pesquisa anterior já havia demonstrado que nossas memórias recentes, armazenadas temporariamente em uma região do cérebro chamada hipocampo, não são armazenadas em definitivo imediatamente. Já se sabia também que a reativação dessas lembranças logo depois da aprendizagem desempenha um papel crucial na sua transferência para o armazenamento mais permanente no neocórtex (uma espécie de 'unidade de disco rígido do cérebro').

Durante a vigília, no entanto, este período de reativação é mais frágil, podendo fazer com que as memórias não sejam armazenadas em definitivo. O Dr. Bjorn Rasch e mais três colegas da Universidade de Lubeck na Alemanha fizeram um experimento para tentar provar que o processo de reativação da memória funciona de forma melhor durante o sono.Para isso eles reuniram vinte e quatro voluntários que foram convidados a memorizarem 15 pares de cartas contendo fotos de animais e objetos do cotidiano. Ao executar o exercício, eles foram expostos a um odor ligeiramente desagradável. Quarenta minutos depois, metade os indivíduos que tinham ficado acordados foram convidados a aprender um segundo padrão ligeiramente diferente do anterior.

Antes de começar o segundo exercício eles foram submetidos ao mesmo odor, com o objetivo de ativar a a memória do primeiro exercício. Outros 12 indivíduos, enquanto isso, fizeram o segundo exercício depois de uma breve soneca. Enquanto dormiam, num estado de consciência de ondas lentas , foram expostos ao mesmo odor . Em seguida foram avaliados os desempenhos de ambos os grupos de voluntários.Para a surpresa dos pesquisadores, o grupo que dormiu se saiu significativamente melhor, com uma média de memorização equivalente a 85% dos padrões, comparado aos 60 % de desempenho para os que permaneceram acordados. A chefe da equipe, Dr Susanne Diekelmann afirmou que ' reativação das memórias tinha efeitos completamente diferentes no estado de vigília e no sono.

Com base nos dados fornecidos por imagens do cérebro, sugerimos que a razão para este resultado inesperado é que já durante os primeiros minutos de sono foi iniciada a transferência do hipocampo para o neocórtex.’'Depois de apenas 40 minutos de sono, importantes blocos de memória foram recuperados do hipocampo e armazenados no neocórtex onde eles não poderiam ser afetados por novas informações’. explicou.A Dr Diekelmann disse também que o impacto positivo de curtos períodos de sono na consolidação de memória poderá ter implicações para atividades de muita memória, como a formação lingüística por exemplo.

São muitos os benefícios que esse campo de estudo pode trazer, como ajudar na descoberta de tratamentos mais eficientes para vítimas da síndrome de estresse pós-traumático, uma condição debilitante causada por experiências extremas envolvendo acidente ou violência.

Via: http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1350377/Sleeping-best-way-absorb-knowledge-scientists-claim.html

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Aurora Boreal e Tsunami Solar

Na foto acima pode-se verificar inclusive o reflexo do magnífico fenômeno na superficie do lago.

Moradores do estado do Michigan nos Estados Unidos ficaram fascinados com a beleza da aurora boreal causada por um fenômeno solar. 
O espetáculo celeste é resultado de erupções solares que foram registradas por varios satélites da NASA. As explosões sobre a mancha 1092 do sol foram causadas por instabilidades magnéticas e causaram uma grande nuvem cheia de partículas eletricamente carregadas. Essas partículas vêm em ondas e chegam à terra na forma de um tsunami solar. O choque delas contra o escudo magnético que nos protege provocou uma série de auroras boreais em ambos os pólos do nosso planeta.


Inicialmente os cientistas temiam que estas ondas solares pudessem provocar danos nos satélites em nossa órbita, embora se saiba que elas vão perdendo parte da força durante seu o deslocamento do sol até aqui.

Via: alt1040.com

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Militares Criam Inseto Cyborg



Um projeto patrocinado pelo departamento de defesa americano parece ser coisa de filme de ficção científica.

Foi desenvolvida uma engenhosa forma de controlar insetos através de um dispositivo ligado diretamente no cérebro dos insetos permitindo que seu vôo seja controlado eletronicamente à distância.


Há anos que a agência US Defense Advanced Research Projects faz pesquisas no sentido de controlar insetos através da tecnologia.

Agora uma equipe de pesquisadores na universidade da Califórnia liderados pelo professor Hirotaka Sato conseguiu criar besouros cyborg que são guiados sem fio através de um laptop.

Usando implantes conectados no cérebro e músculos eles conseguiram controle sobre a decolagem, vôo e a aterrissagem dos insetos.

O sistema de estimulação incorporado sobre o dorso dos animais utiliza uma micro-bateria e um micro-controlador.

Na experiência foram usados besouros gigantes oriundos do país africano Camarões. O menor inseto mede cerca de 2 cm de comprimento, enquanto o maior mede aproximadamente 20cm.

De acordo com o professor Noel Sharkey, um especialista internacional em inteligência artificial e robótica da Universidade de Sheffield, já haviam sido feitas tentativas no passado para controlar insetos como baratas por exemplo. Mas esta é a primeira vez que o vôo de insetos é controlado remotamente.

O professor Sharkey duvida da aplicação militar para os insetos controláveis uma vez que eles precisariam levar um transmissor GPS além de uma câmera, o que seria uma carga muito pesada não havendo nenhum besouro no mundo que a pudesse transportar.

Alguns pesquisadores sugerem que os besouros controlados remotamente poderiam servir como serviços de entrega a lugares inacessíveis. Eles também cogitaram que os coleópteros 'cyborg' – parcialmente besouro e parcialmente máquina - poderia servir como modelos para a construção de micro veículos aéreos.

A mesma equipe pretende estudar a utilização de libélulas, moscas e mariposas em experimentos do meso tipo devido a incomparável capacidade de vôo destes insetos. O objetivo final da equipe é criar insetos cyborg que possam voar a uma certa distância e lá permanecer até que recebam um comando eletrônico para que retornem ao local de origem.



Via: DailyMail

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

UFO Ou Pterodátilo Fotografado Na Argentina


Um estranho objeto foi fotografado sobre um lago na Argentina tem sido descrito como um disco voador ou um dinossauro voador.

O objeto fotografado por um pescador perto de San Rafael sobre um lago artificial chamado El-Nihuil, foi testemunhado por mais de uma pessoa de acordo com o jornal Los Andes.
O homem, chamado Rafael Pino, de 44 anos, afirmou para o jornal que costuma pescar na região e que no último sábado quando ele se chegou ali ele notou um objeto estranho pairando sobre o lago. Ele então tirou várias fotos com o seu celular: “Eu fiquei impressionado. Eu acredito que deva existir vida em outros planetas.”

Logo que Pino se dirigiu ao jornal, uma segunda testemunha chamado Christian Figueroa – declarou que ele e seu pai viramo objeto quando estavam passando de ônibus pelo lago. "Nós ficamos paralizados de tão impressionados.” Afirmou Figueroa.

Rafael também afirmou ao Los Andes que ele tem notado vários fenômenos estranhos nos últimos meses naquela área. Ele descreveu um incidente em que uma parte das Colinas foi iluminada por vários flashes de luz brilhante os quais ele não acredita terem sido causados por um raio.

Membros de comunidades de Ufologia e criptozoologia estão se manifestando e apresentando suas teorias para explicar a estranha aparição sobre o lago andino. Alguns atribuem o objeto a uma nave espacial alienígena e outros sugerem que possa se tratar de um pterodáctilo (um dinossauro alado que viveu na terra 66 mihões de anos atrás).

Via: telegraph.co.uk

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Planta Carnívora Gigante Encontrada

Botânicos descobriram uma nova espécie de planta carnívora gigante nas Filipinas. A planta é tão grande que é capaz não só de pegar insetos mas também ratos ao atraí-los para dentro da sua armadilha natural.

A planta em formato de jarro é a maior entre todas desse tipo já encontrada no mundo.
Durante essa mesma expedição nas Filipinas os botânicos também encontraram estranhas plantas rósea e cogumelos azuis que eles não conseguiram identificar.

Os rumores de que existiam novas espécies de plantas jarro surgiram já no ano 2000 quando dois missionários cristãos


Tentaram escalar o monte Victoria, um pico raramente visitado na região central de Palawan nas Philippines. Com pouca preparação, os missionários tentaram subir a montanha mas ficaram perdidos por 13 dias até serem resgatados antes de serem das encostas.Ao retornarem eles disseram ter visto uma planta jarro carnívora gigante.

Isso aguçou o interesse do explorador inglês de história natural Stewart McPherson da Red Fern Natural History Productions UK além dos botânicos Alastair Robinson e Volker Heinrich.


Os três são especialistas nesse tipo de planta no formato de jarro e têm viajado pelo mundo em busca de novas espécies.

Em 2007, acompanhados de três guias, eles partiram para o monte Victoria em busca da planta exótica. A equipe entrou floresta adentro e encontrou as plantas jarro que são chamadas cientificamente de Nepenthes philippinensis, além de brotos róseos e cogumelos azuis.

"Quando chegamos a cerca de 1,600 metros acima do nível do mar, nós vimos uma grande planta jarro,depois mais uma e daí em diante muitas outras.Era evidente que a planta encontrada não era uma espécie conhecida" Relembra McPherson.



Diferente de outras plantas carnívoras, as plantas jarro possuem estruturas tubulares nas quais insetos e outros pequenos animais são presos.

Os exploradores acreditam que o fato do lugar ser de difícil acesso vai favorecer a preservação dessa planta. Durante essa expedição eles encontraram também uma planta jarro que embora já fosse conhecida não era vista na natureza há mais de 100 anos.

Via: http://news.bbc.co.uk/earth/hi/earth_news/newsid_8195000/8195029.stm

quinta-feira, 19 de março de 2009

Programador adapta pendrive no lugar do dedo perdido


Se a vida lhe dá um limão, faça uma limonada. Este ditado antigo foi seguido pelo programador Finlandês Jerry Jalava.
Bem, não foi exatamente uma limonada o que ele fez. Depois de um acidente de moto que lhe causou a perda de um dedo da mão ele teve a idéia de usar uma prótese que tivesse funcionalidades adicionais.
Criou então um dedo que também é um pendrive de 2 GB de memória. O acesso ao conector USB é obtido levantando-se a unha do membro adaptado.


A tal prótese é removível, ele a retira e conecta num PC quando quer armazenar fotos, arquivos, etc. Depois ele a recoloca na sua mão.




O próximo passo agora é ele adaptar tecnologia Wireless para permitir a conexão sem precisar remover o dedo.


A idéia segundo ele, se originou da brincadeira que os médicos faziam, dizendo que agora ela poderia ter um “dedo drive” ao saber que ele era programador. Ele teve metade do dedo amputado depois de bater sua moto contra um alce no ano passado próximo a Helsinki.




O blog do Jerry Jalava é http://www.protoblogr.net/










domingo, 9 de novembro de 2008

Memória Celular em transplante de órgãos

Memória celular é a suposição de que células do corpo humano possam conter pistas de nossas personalidades, gostos e histórias independentemente de nosso código genético ou de nossas células cerebrais. E, uma vez que essas células fossem transferidas para outra pessoa, através de transplante de órgãos, essa memória poderia ser incorporada ao receptor resultando em mudanças no seu comportamento.

Essa idéia já objeto inclusive de vários filmes, como o Les Mains d'Orlac de Maurice Renard que aborda a história de um pianist que perdeu as mãos em um acidente e recebeu as mãos de um assassino. A partir daí o músico passa a desenvolver uma tendência a matar.
Na vida real há vários casos que inclusive foram objeto de um documentário do Discovery Channel sobre a chamada “Memória Transplantada”. Abaixo alguns exemplos e opiniões levantadas sobre esse tema tão instigante e polêmico:

Claire Sylvia, uma receptora de transplante de coração e pulmões atribui seu novo gosto por cerveja e nuggets de frango ao fato de que seu doador foi um jovem de 18 anos que morreu num acidente de moto. O rapaz além de beber cerveja tinha uma predileção por nuggets de frango, sendo que quando morreu foram encontrados nuggets em seus bolsos. Ela chegou a escrever um livro chamado (A Change of Heart), em português “A Voz do Coração” que foi transformado em filme para a televisão em 2002 chamado "Heart of a Stranger," com a atriz Jane Seymour.

Em determinado ponto de seu livro, Claire cita James Van Praagh, que teria afirmado: "Doadores de órgãos freqüentemente são pessoas jovens que morreram em acidentes de carros ou motos de forma brusca. Em função disso, seus espíritos sentem que ainda não tinham completado seu tempo na terra e passam a acompanhar essas pessoas co o objetivo de completar as experências no mundo físico. "* James alega que recebeu esta informação do mundo espiritual, o que infelizmente não é possível provar.

Os cientistas Gary Schwartz, PhD, e Linda Russek, PhD, da Universidade do Arizona, (autores do livro “The Living Energy Universe”), propõem a hipótese da memória universal viva na qual “todos os sistemas armazenam energia dinamicamente. . . e esta informação continua como um sistema vivo e envolvente mesmo depois que a estrutura física é desestruturada. " Eles acreditam que isso poderia explicar como a informação e energia do tecido do doador poderia estar presente consciente ou inconscientemente no receptor.

O doutor Paul Pearsall, Ph.D., psicólogo , autor do livro The Pleasure Prescription e The Heart's Code, vai além em suas especulações e afirma que "o coração tem um código de conhecimento que nos conecta a tudo e a todos em torno de nós. Esse conhecimento seria o nosso espírito e alma. O coração é um órgão de comunicação para nossos sentimentos e pensamentos. E alega que células doadas permanecem energeticamente conectadas ao doador”. Para chegar a essa conclusão ele entrevistou aproximadamente 150 transplantados de coração e outros órgãos. Ele acredita que células de tecido vivo tem uma certa capacidade de memória.

Conjuntamente com os pesquisadores Schwartz e Russek, Pearsall conduziu um estudo publicado em 2002 no “Journal of Near-Death Studies”, entitulado, "Changes in Heart Transplant Recipients That Parallel the Personalities of Their Donors." O estudo consistiu de entrevistas com 10 receptores de coração ou coração/pulmão, além de seus familiares ou amigos e os próprios familiares e amigos de seus doadores. Os pesquisadores reportaram paralelos impressionantes em cada um dos casos. Abaixo alguns exemplos:

Num dos casos, um jovem de 18 anos que escrevia poesia, tocava música e compunha canções morreu num acidente de carro. Um ano depois que ele morreu seus pais encontraram algumas de suas composições gravadas e entre estas uma canção entitulada, "Danny, My Heart is Yours," (Danny, meu coração é seu) que falava sobre como ele sentia que “estava predestinado a a morrer e dar seu coração para alguém”. A receptora de seu coração,"Danny", acabou sendo uma jovem de 18 anos chamada Danielle. Quando ela conheceu os pais do doador, eles tocaram algumas de suas músicas e ela apesar de nunca tê-las ouvido antes conseguia completar as frases da letra.
Em outro caso, um garoto de sete meses de idade recebeu o coração de um bebê de 1 ano e quatro meses que tinha morrido afogado. O doador tinha uma forma leve de dano cerebral em seu lado esquerdo. O receptor, que não mostrava nenhum sintoma antes do transplante , desenvolveu a mesma regidez e agitação no lado esquerdo.

Um homem branco de 47 anos recebeu o coração de um jovem negro de 17 anos. O receptor ficou surpreso após a cirurgia com sua nova paixão pela música clássica. O que ele descobriu mais tarde foi surpreendente: Seu doador, que adorava música clássica e tocava violino, tinha morrido num acidente de carro onde o estojo de seu violino foi comprimido contra seu peito.

Uma mulher que era lésbica e consumidora de fast food de 29 anos rcebeu o coração de uma jovem vegetariana de 19 anos que era “louca por homens”. A receptora relatou que após a cirurgia de transplante que carne agora lhe deixa enjoada e ela não tem mais atração por mulheres, pelo contrário, já fala em se casar com um homem.

Outra história impressionante relatada por Pearsall, é a de uma menina de 8 anos de idade que recebeu o coração de uma garota de 8 anos que tinha sido assassinada. Depois do transplante a paciente que recebeu o coração passou a ter terríveis pesadelos de um homem asssassinando sua doadora. Os sonhos eram tão traumáticos que que a família buscou ajuda com um psiquiatra. As imagens que a menina via em seus sonhos eram tão específicas que o psquiatra e a mãe relataram o fato à polícia. De acordo com o psiquiatra, "Usando a descrição da criança, eles encontraram o assassino.

Ele foi facilmente condenado a partir das provas que a paciente forneceu ao descrever seus pesadelos. A hora, a arma, o lugar, as roupas que ele vestia, o que a garota assassinada tinha dito para ele. . . tudo que a criança havia reportado foi comprovado."
Muitos outros estudos tem sido realizados em relação ao fenômeno de coincidências entre doadores e receptores de órgãos.


Pearsall, Schwartz e Russek relatam ainda que "há pesquisas em andamento na universidade do Arizona envolvendo a análise de entrevistas e questionários com mais de 300 pacientes de transplantes para determinar a incidência de tal fenômeno transcendente de memória."

A Dra. Candace Pert, professora do departamento de biofísica na universidade de Georgetown e especialista em “peptídeos” (Os peptídios, peptídeos ou péptidos são biomoléculas formadas pela ligação de dois ou mais aminoácidos atrávés de ligações do tipo amida.) acredita que "a mente não está apenas no cérebro, mas também existe em todo o corpo”.

Ela afirma que "A mente e o corpo comunicam-se entre si através da química dos peptídeos. Eles são encontrados no cérebro assim como no estômago, músculos e em todos maiores órgãos do corpo. Ela crê que a memória pode ser acessada em qualquer lugar da rede de receptores/peptídeos. Por exemplo, a memória associada com a alimentação pode estar associada ao pâncreas ou fígado. E tais associações podem ser transplantadas de uma pessoa para outra”. As provas para essas alegações ainda não existem e suas conclusões ainda não encontram respaldo entre os neurocientistas que estudam a memória. A Dra. Pert também não explica porque nós não parecemos ser afetados pelas memórias dos animais que comemos. Talvez neste caso os peptídeos sejam destruídos ao serem cozidos...
Um outro cientista, o Dr. Andrew Armour, um dos pioneiros em neurocardiologia, (área onde é estudada a comunicação entre o cérebro e o coração através do sistema nervoso) explica que pesquisas recentes tem mostrado que a comunicação entre coração e cérebro é dinâmica, numa espécie de diálogo em que cada órgão continuamente influencia a função do outro. Armour apresentou o conceito de “heart brain” (cérebro cardíaco) no qual o coração teria seu próprio sistema nervoso intrínseco cuja complexidade é tal que poderia ser qualificado como “pequeno cérebro”.
Esse sistema nervoso intrínseco do coração segundo Armour é uma intrincada rede de neurônios, transmissores, proteínas, e células de suporte que o permitiriam agir independente do “cérebro craniano” para aprender, lembrar e mesmo sentir”.

A informação é traduzida através de impulsos neurológicos pelo sistema nervoso do coração e enviado deste para o cérebro através de vários caminhos. Esse impulsos chegariam à medula, no tronco cerebral, onde eles teriam um papel regulador de vários vasos sangüíneos, glândulas e órgãos. Portanto eles alcançariam os mais altos centros do cérebro, onde eles poderiam influenciar a percepção, tomada de decisão e outros processos cognitivos.
Ele descreve em seu livro, “Neurocardiology” , que o sistema nervoso intrínseco do coração, que funcionaria independentemente do cérebro e do sistema nervoso como um todo, é que permitiria um transplante de coração funcionar: sob circunstâncias normais o coração e o cérebro comunicam-se através de fibras nervosas ao longo da coluna cervical. No transplante de coração, entretanto, essas conexões nervosas são seccionadas e não são reconectadas por um extenso período de tempo. Felizmente o coração transplantado é capaz de funcionar no novo corpo usando seu intacto e intrínseco sistema nervoso. Certamente essa capacidade de independência do coração teria parte em reter e acessar memória celular ainda que em outro corpo. Entretanto, a neurocardiologia é uma área relativamente nova, então as teorias como as do Dr. Armour podem ainda não ter o consenso da comunidade científica (ver artigo "Knowing By Heart:Cellular Memory in Heart Transplants de Kate Ruth Linton").

Ter um um órgão transplantado é uma forte experiência de vida , em muitos casos pode ser inclusive comparada com a chamada experiência de quase morte (near-death experience) uma vez que muitos transplantes são realizados apenas quando a morte do paciente é iminente. Não é de se surpreender que muitos receptores de transplantes possam mudar seus hábitos significativamente. Algumas dessas mudanças podem ser facilmente interpretadas como se estivessem relacionadas aos gostos ou comportamento de seus doadores.

Os pacientes de transplantes podem eventualmente querer saber mais informações sobre seus doadores e isso pode fazer com que consciente ou inconscientemente eles sejam influenciados pelas histórias das pessoas que estariam “vivendo dentro deles”.

Reunir histórias para validar uma hipótese pode ser arriscado. Os receptores poderiam estar sendo encorajados a sentirem alguma memória de seus doadores pela próprias pessoas que com eles interagem, podendo inclusive ser as próprias famílias de seus doadores, ou mesmo de algum profissional da área de saúde que lhe atende. E esse comportamento podem ainda estar sendo influenciado pelos livros e programas de TV (como o já citado do Discovery) que tem sido apresentados.

A ciência tem ainda um campo extenso para avançar em termos de pesquisas relacionadas a chamada memória celular e as suposições de alguns pesquisadores que incluem o misticismo ou pensamento mágico em suas conclusões podem ser muito atrativas a pessoas que estejam predispostas a esse tipo de crença.
Mas conclusões sem uma base científica consistente são demasiado perigosas e nos remetem a antiguidade quando a humanidade era refém dos poderes mágicos.

Neste contexto, o cientista Jeff Punch, M.D., afirma que “existem várias explicações lógicas possíveis para explicar porque as pessoas podem assumir características de seus doadores: Efeitos colaterais de medicamentos de transplantados pode fazer com as pessoas sintam-se estranhas e diferentes do que eram antes dos sintomas. Por exemplo, a prednisone faz com as pessoas sintam-se famintas. O receptor de um órgão desenvolve o gosto por doces que depois descobre que seu doador também tinha. Ele pensa que há uma conexão mas pode ser apenas conseqüência da medicação que o faz desejar doces.

O transplante é uma profunda experiência e a mente humana é muito sugestionável. Sob o ponto de vista medico parece ainda não haver nenhuma prova que estes relatos sejam indicativos de memória celular.
Mas as histórias intrigantes envolvendo doadores e receptores de órgãos podem levar a investigações científicas sérias e imparciais no futuro colocando luz em todas essas questões.

Referências:
Cellular Memory in Organ Transplants - Leslie A. Takeuchi, BA, PTA
Cellular memory

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

'Primo' do DNA pode atacar vírus da AIDS


A luta para impedir que o HIV invada as células humanas ganhou um aliado de peso: moléculas específicas de RNA (composto "primo" do DNA), que bloquearam com sucesso a entrada do vírus da Aids no organismo de camundongos. O teste, relatado por uma equipe internacional de pesquisadores, torna mais próxima a esperança de uma estratégia inovadora contra o parasita.

O trabalho está na mais recente edição da "Cell", uma das principais revistas científicas do mundo. A equipe capitaneada por Premlata Shankar, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Texas Tech (EUA), desenvolveu uma forma inovadora de testar a abordagem de forma realista sem precisar recorrer a pacientes humanos. Os cientistas recorreram a camundongos "humanizados".

Não, não se trata de algum horror mutante, mas apenas de roedores com uma mutação especial que lhes permite abrigar populações transplantadas de células humanas do sangue. Com isso, os bichos se tornam um modelo ideal para estudar a infecção por HIV, já que seu organismo passa a abrigar as cruciais células T humanas. São essas células do nosso sistema de defesa que mais sofrem com o HIV, sendo invadidas pelo vírus da Aids.

Cola de anticorpos


Os camundongos imunizados receberam doses especialmente preparadas de siRNAs ("pequenos RNAs de interferência", na sigla inglesa). Parece complicado, mas o que essas pequenas moléculas aparentadas ao DNA fazem é, em essência, "desligar" genes sem interferir diretamente neles.

Nesse ponto, os pesquisadores precisaram resolver outro problema técnico: como "entregar" os siRNAs às células que poderiam ser infectadas pelo HIV. A solução envolveu grudar nas moléculas um anticorpo específico das células T, de forma que a mistura toda se grudaria ao alvo. Os siRNAs carregavam uma mistura de dois elementos: um trecho que desligaria um dos principais receptores do vírus nas células T e outro que inutilizaria genes essenciais para o funcionamento do HIV. Se o vírus da Aids fosse um carro, a primeira medida equivaleria a fechar a porta da garagem na frente dele; já a segunda seria parecida com arrancar o motor do carro, caso ele conseguisse entrar.

Para todos os efeitos, a coisa funcionou: o HIV foi impedido de se multiplicar pela medida. Agora, os pesquisadores precisarão de mais testes para refinar a fórmula e poder testá-la em seres humanos.

sexta-feira, 7 de março de 2008

A Polemica da Lei da Biosegurança


No relatório do ministro Carlos Brito do Supremo Tribunal Federal, relator no caso da ação direta de Inconstitucionalidade proposta contra o artigo 5º da “Lei da Biossegurança”, são citados dois trechos pronunciados por cientistas que sintetizam a posição das partes que discordam quanto o que representa o embrião humano fertilizado in-vitro:

O primeiro é um trecho da explanação proferida pela Drª Mayana Zatz, professora de genética da Universidade de São Paulo:

“Pesquisar células embrionárias obtidas de embriões congelados não é aborto. É muito importante que isso fique bem claro. No aborto, temos uma vida no
útero que só será interrompida por intervenção humana, enquanto que, no embrião congelado, não há vida se não houver intervenção humana. É preciso haver intervenção humana para a formação do embrião, porque aquele casal não conseguiu ter um embrião por fertilização natural e também para inserir no útero. E esses embriões nunca serão inseridos no útero. É muito importante que se entenda a diferença”.

O segundo trecho citado pelo ministro relator é da Drª Lenise Aparecida Martins Garcia, professora do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília que repsenta a corrente que se opõe a Lei da Biosegurança no que se refere a pesquisa com células tronco de embriões fecundados em laboratório:

“Nosso grupo traz o embasamento científico para afirmarmos que a vida humana começa na fecundação, tal como está colocado na solicitação da Procuradoria. (...) Já estão definidas, aí, as características genéticas desse indivíduo; já está definido se é homem ou mulher nesse primeiro momento (...). Tudo já está definido, neste primeiro momento da fecundação. Já estão definidas eventuais doenças genéticas (...). Também já estarão aí as tendências herdadas: o dom para a música, pintura, poesia. Tudo já está ali na primeira célula formada. O zigoto de Mozart já tinha dom para a música e Drummond, para a poesia.
Tudo já está lá. É um ser humano irrepetível”.

Estes dois trechos mostram resumidamente que a discussão é muito ampla tendo todos os lados suas razões e justificativas sejam científicas, religiosas ou morais.

O artigo em discussão e que foi objeto da ação direta de inconstitucionalidade é esse:

“Art. 5o É permitida, para fins de

pesquisa e terapia, a utilização de células tronco

embrionárias obtidas de embriões humanos

produzidos por fertilização in vitro e não

utilizados no respectivo procedimento,

atendidas as seguintes condições:

I – sejam embriões inviáveis; ou

II – sejam embriões congelados há 3

(três) anos ou mais, na data da publicação

desta Lei, ou que, já congelados na data da

publicação desta Lei, depois de completarem 3

(três) anos, contados a partir da data de

congelamento.

§ 1o Em qualquer caso, é necessário

o consentimento dos genitores.

§ 2o Instituições de pesquisa e

serviços de saúde que realizem pesquisa ou

terapia com células-tronco embrionárias humanas

deverão submeter seus projetos à apreciação e

aprovação dos respectivos comitês de ética em

pesquisa.

§ 3o É vedada a comercialização do

material biológico a que se refere este artigo

e sua prática implica o crime tipificado no art.

15 da Lei no 9.434, de 4 de fevereiro de 1997.”


O argumento do autor da ação é de que esses dispositivos contrariam “a inviolabilidade do

direito à vida, porque o embrião humano é vida humana, e faz ruir fundamento maior do Estado democrático de direito, que radica na preservação da dignidade da pessoa humana”

Quem quiser ler na íntegra o relatório e voto do Ministro Carlos Ayres Brito pode baixar ou acessá-lo no seguinte endereço:

http://www.stf.gov.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/adi3510relator.pdf

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Heliodisplay a tecnologia de Guerra nas Estrelas torna-se realidade


Quando o robô R2D2 projetou a imagem com a enigmática mensagem da princesa Leia como se fosse um holograma tridimensional diante de Luke Skywalker tudo era apenas ficção científica.
Há alguns meses um grupo de pesquisadores japoneses já tinha anunciado que haviam desenvolvido um projetor que é capaz capaz não só de projetar uma imagem 3D no ar como permitir que ela possa reagir ao toque proporcionando interatividade.

Neste artigoAIST develops 3D image projector é detalhado o mecanismo que utiliza feixes de laser criando emissões de plasma de nitrogênio e oxigênio no ar.

Mas outro display tridimensional, ainda mais impressionante já é oferecido agora pela empresa http://www.io2technology.com/. É o chamado MID-Air Video Display ou apenas HelioDisplay.

"Conecte qualquer computador ou DVD usando um cabo normal de vídeo e o Heliodisplay vai funcionar como um monitor secundário mostrando imagens e vídeos do seu PC ou DVD." Diz o anúncio no Website da empresa.


Embora a própria empresa admita que a tecnologia ainda está na fase inicial e que ainda não proporciona um grau de definição muito alta (embora suporte resolução1024 x768 ou ainda maior). Considerando que os monitores de CRT e LCD possuem décadas de aperfeiçoamento, podemos prever que num futuro próximo a interface tridimensional utilizada por Tom Cruise no filme Minority Report ou o jogo de xadrez jogado por Chewbacca no filme Guerra nas Estrelas serão uma realidade.

Usando o dedo, um lápis, uma caneta ou qualquer objeto para selecionar e navegar podemos interagir com o HelioDisplay da mesma forma como se fosse um desses monitores sensíveis ao toque. A única diferença segundo o fabricante é que não há um contato físico propriamente dito com o monitor e sim com a imagem tridimensional que ele projeta.


A diferença de luminosidade no ambiente parece também não afetar a visibilidade das imagens no Heliodisplay. Na foto ao lado pode-se comparar a mesma figura sob diferentes condições de luz ambiente.

O fabricante afirma ainda que a incidência de luz é significativa na qualidade da imagem da mesma forma que acontece hoje com os monitores e televisores disponíveis no mercado onde a incidência de luz solar direta prejudica bastante a visibilidade.

Abaixo são mostradas algumas imagens e vídeos do inovador HelioDisplay:













sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Aditivos no Refrigerante aumentam a Hiperatividade nas Crianças



Cientistas ingleses concluem que certos aditivos químicos encontrados em alimentos podem piorar o comportamento hiperativo em crianças na idade de 3 a nove anos.

Uma equipe da Universidade de Southampton afirmou esta semana que testes em mais de 300 crianças mostraram diferenças importantes em seus comportamentos ao ingerirem refrigerantes contendo corantes e conservantes artificiais.

"Estas descobertas mostram que esse efeito não afeta apenas crianças que já tenham um alto grau de hiperatividade, mas também pode ser percebido tanto em indivíduos com qualquer grau de hiperatividade quanto na população em geral" afirmaram os pesquisadores em seu estudo publicado pelo Lancet medical journal.

A equipe do Dr Jim Stevenson que tem estudado os efeitos causados nas crianças pelos aditivos usados pela indústria alimentícia, fez duas misturas para serem testadas em um grupo de crianças de 3 anos e num segundo grupo composto de crianças com idade de 8 a nove anos. Eles incluíram na pesquisa o conservante benzoato de sódio e alguns corantes. As misturas que os cientistas fizeram continha ingredientes comuns encontrados em refrigerantes disponíveis no mercado e consumidos regularmente por crianças britânicas. Na pesquisa também foram utilizadas misturas neutras (placebo).

As bebidas contendo aditivos químicos afetaram de forma mais significante as crianças mais velhas sendo que o grupo de crianças de três anos foram mais afetadas pelas misturas mais parecidas com as bebidas consumidas nesta idade.

Segundo os cientistas que realizaram a pesquisa, esse estudo deveriam ser considerados pelos órgãos responsáveis pela regulação e autorização de aditivos químicos utilizados na alimentação.

A equipe de Stevenson observou as crianças após tomarem as misturas fornecidas e constataram que elas tiveram reações variadas mas em geral foram afetadas aumentando o grau de hiperatividade ao ingerirem esses aditivos químicos. Foram observadas alterações de comportamento que incluem inquietação, baixo poder de concentração e dificuldade em manterem-se ocupadas apenas um brinquedo ou tarefa.

Diante dos resultados desta pesquisa, Sue Kedgley, ativista do grupo neo-zelandês Green MP, que defende uma alimentação mais sadia, afirmou que "Nós temos milhares de crianças na Nova Zelândia que estão sendo medicadas com drogas potentes como o Ritalin quando seus comportamentos poderiam estar sendo afetados pela ingestão desses coquetéis químicos".

Polêmica

A questão de que se os aditivos químicos dos alimentos afetam ou não o comportamento das crianças levanta controvérsias há décadas.

Até os anos 50, a coloração feita por fabricantes de alimentos era um processo simples conseguida basicamente através de recursos naturais. Por exemplo, quando queriam colorir uma bala de vermelho eles usavam beterraba; o verde era obtido com clorofila retirada de plantas e assim por diante. Entretanto a indústria química crescia rapidamente e na sua tentativa de aumentar suas vendas eles viram a indústria alimentícia como um execelente cliente em potencial.

Entre as vantagens oferecidas pelas fabricantes de corantes e conservantes artificiais estava o baixo custo e o significativo aumento no prazo que os alimentos levariam para estragar nas prateleiras.

A preocupação das autoridades em relação a segurança dos alimentos era mínima, sem levar em consideração o impacto que determinadas substâncias poderiam ter no comportamento humano. Mesmo hoje em dia, organismos internacionais como a FDA e EPA não exigem testes detalhados que possam mostrar efeitos sutis nos processos neurológicos.

A medida que o mundo começou a se conscientizar que fatores ambientais durante as primeiras fases da vida poderiam ter profundas e duradouras consequências no desenvolvimento do indivíduo, reconheceu-se também que ingredientes aparentemente inofensivos como os aromatizantes e corantes artificiais usados para realçar a cor e aparência dos alimentos poderiam ter sérias consequências com o uso prolongado.

Foi assim que o famoso corante C2 (FD & C Red No. 2) foi proibido para utilização em alimentos devido a comprovação de que produzia câncer em animais. Contudo os esforços se concentravam em demonstrar o potencial carcinogênico sendo poucos os estudos que abordassem a mudanças comportamentais dos indivíduos que ingeriam essas substâncias.

Isso chega a ser surpreendente uma vez que as principais controvérsias envolvendo aromatizantes e corantes artificiais dizem respeito a mudanças na capacidade de aprendizado e comportamento das crianças.

Vários pesquisadores incluindo Feingold e outros, sugeriam que crianças mostraram melhoras substanciais quanto ao déficit de atenção e comportamento hiperativo quando removeram estas substãncias de sua dieta. Entretanto, pesquisas posteriores de outros cientistas tentaram comprovar essas afirmações não tiveram resultados consistentes. Mas esses projetos foram criticados mais tarde pelo fato de terem considerado a remoção de apenas um item artificial da dieta das crianças, quando na verdade há todo um conjunto de substâncias a que são submetidas em sua alimentação diária.


Em pesquisas posteriores, onde foram retiradas das dietas infantis várias substâncias, especialmente as derivadas de petróleo, e os resultados que indicaram uma forte conexão entre a dieta e problemas de comportamento.

Estudos envolvendo aromatizantes e corantes artificiais realizados pelo Dr. Levitan concluíram que corantes do tipo xantato alteram características fisiológicas dos neurônios de invertebrados e que sua atividade biológica está altamente relacionada com a solubilidade do aditivo nas gorduras.

Além disso esses compostos, ainda que de forma reversível, inibiam a fertilização em testes com animais (Carroll, E. J., Journal of Cell Biology, 90: 96a, 1976) e também exerciam influência na transmissão de informações dos neurônios em rãs (Augustine, G. J., Neuroscience Abstracts, 2:708, 1976).

A pesquisa do Dr. Feingold já em 1970 afirmava que haveria melhorias de 20-50% no comportamento de crianças caso fossem removidas essas substâncias de suas dietas. Outros estudos recentes vêm trazendo conclusões que convergem nesse sentido. Os pesquisadores Mattes e Gittelman-Klein, realizaram um estudo com um garoto de 10 anos que segundo seus pais teve substancial melhoria em sua hiperatividade simplesmente removendo alimentos que continham esses aditivos artificiais. Seus resultados falharam em sustentar que os corantes artificiais influenciavam sintomas hiperativos. Entretanto, alguns aspectos do comportamento da criança como a irritabilidade claramente pioraram depois que foram reintroduzidos os alimentos em sua dieta. Os autores concluíram que em a ingestão desses aditivos pode afetar crianças portadoras de hipratividade do tipo ADD (Distúrbio do Déficit de Atenção) .

O site G1 informa que "O conservante benzoato de sódio (E211) é utilizado em refrigerantes como Pepsi Max, Fanta e Sprite, e os corantes artificiais E110, E102, E122, E124, E129 e E104, presentes em muitas balas e doces consumidos diariamente pelas crianças britânicas. O E110, por exemplo, é utilizado no salgadinho Doritos e o E122 na Fanta"

Referências:

http://www.canada.com/

http://www.chem-tox.com/

http://www.g1.com/

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