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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Equipamento Utiliza Sons para Auxiliar Cegos


 Um dispositivo portátil desenvolvido na  Universidade Politécnica de Valencia (Espanha),  poderá contribuir  bastante para que as pessoas cegas tenham uma melhor qualidade de vida.

O sistema, batizado de EyE 2021,  emite sinais sonoros auxiliando para que os cegos a detectem objetos e obstáculos em seu caminho.
Este sistema faz uma leitura tridimensional do ambiente em torno do usuário através de sensores acoplados nos óculos.
 As informações são então processadas e transformadas em uma sequência de cliques sonoros que o cego percebe com se estivessem vindo dos objetos em sua volta. Isso lhe permite desviar ou evitar obstáculos em seu caminho.
A idéia por trás desse interessante projeto é simular o mesmo método que  alguns animais usam  para ‘enxergar’ através dos sons. Na verdade, animais como os morcegos utilizam um sistema  em que emitem sons que ecoam nos obstáculos próximos.

 Ao receberem o eco de volta, esses animais conseguem ter uma acurada percepção do ambiente.
O sistema é composto pelos óculos especiais, um pequeno computador  e fones de ouvido. A expectativa é evoluí-lo no futuro permitindo quem sabe o reconhecimento cada vez mais exato dos objetos, podendo talvez vir a reconhecer rostos além de outras imagens mais complexas.

O projeto  apresentado na Convenção da Inovação, Comissão Europeia, vai entrar passar por uma fase de testes com algumas pessoas com deficiência visual. O objetivo é submeter o sistema às mesmas condições reais encontradas no dia-a-dia de um deficiente visual. 


Após essa fase de testes,  deverão ser produzidas as primeiras unidades já no mês de março de 2012.
Segundo seus inventores, o objetivo do equipamento é ampliar a gama de sistemas já existentes  que auxiliam os cegos vindo a complementá-los.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Tratamento Pode Reverter Síndrome De Down


Dose de proteína reverte problemas de aprendizagem em ratos com Síndrome de Down

Cientistas conseguem reverter os problemas de aprendizagem e memória em ratos com síndrome de down. 

Uma equipe de cientistas do  Instituto Nacional de Saúde de Bethesda, em Maryland, Estados Unidos descobriram que injetando duas proteínas (chamadas NAP e SAL)  eles poderiam evitar problemas de desenvolvimento em ratos geneticamente modificados para ter a síndrome de Down. 


 As injeções tinham que ser administradas nas mães dos ratos enquanto eles ainda estavam no útero materno. O problema é que este tratamento, se fosse aplicado em seres humanos, representaria um risco muito grande.


 Eles então passaram a se questionar se a mesma técnica funcionaria em ratos já adultos, portadores da síndrome de down.

A equipe de cientistas liderada pela doutora Catherine Spong modificou então geneticamente alguns ratos para ter um 16 cromossomo extra. Isso caus causa problemas semelhantes aos causados ​​por um cromossomo 21 extra em humanos,  causador da síndrome de down.

Os animais foram então submetidos ao seguinte teste: eles tinham que encontrar uma plataforma submersa em um labirinto de água usando como referências sinais visuais.

Os ratos com síndrome de Down geralmente levam o dobro do tempo para encontrar a plataforma , em comparação com ratos saudáveis. Mas,  depois de um tratamento de quatro dias, onde receberam de via oral as proteínas NAP e SAL, os ratos Down aprenderam a se orientar pelo labirinto de forma praticamente igual aos ratos normais.

As proteínas NAP e SAL são fragmentos de proteínas normalmente produzidas por células gliais ( células cerebrais que fornecem alimento para os neurônios). Já é conhecido há algum tempo que pessoas com síndrome de Down possuem um mau funcionamento das células gliais.

Os camundongos que foram tratados com as proteínas passaram a ter os marcadores da função glial saudáveis ​​que estavam faltando em ratos com Down que não foram tratados.

Em um outro experimento, os pesquisadores tentaram descobrir se o tratamento poderia causar mudanças na química envolvida na "potencialização de longo prazo" (PLP) - um tipo de atividade chave para a formação da memória no cérebro. Tanto pessoas quanto ratos com Down têm níveis reduzidos de muitos dos agentes químicos envolvidos neste complexo processo. Mas surpreendentemente, os ratos que foram tratados tiveram aumentados os níveis de um receptor chamado NR2B,  responsável por iniciar a PLP.

O doutor Craig Heller, co-diretor do Centro de Pesquisa da Síndrome de Down da Universidade de Stanford,  é bastante otimista afirmando que este estudo torna claro que dificuldades de aprendizado que eram consideradas permanentes podem ser tratadas.

Ainda deverá haver um longo caminho e etapas a serem transpostas antes que este tratamento chegue a ser aplicado em seres humanos. Mas é definitivamente uma grande esperança para os pacientes com síndrome de down.

Fontes:

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Célula Tronco - Esperanca para Idosos - Descoberta a fonte da juventude?

Esperança com células-tronco para pacientes idosos

Cientistas afirmam que uma nova era no tratamento regenerativo para os idosos pode estar a caminho a partir de uma nova descoberta com células-tronco.

Pesquisadores foram capazes de transformar com sucesso célulasde pacientes de até 100 anos de idade em células-tronco praticamente idênticas àquelas encontradas em embriões.

Se estas células tronco puderem ser usadas ​​para fornecer tecido saudável que possa ser transplantado de forma segura nos pacientes, isso abriria um campo novo para tratamento para os idosos.

O cientista que chefiou a pesquisa, Jean-Marc Lemaître, da Universidade deMontpellier, afirmou: "Este é um novo paradigma para o rejuvenescimento das células ... a idade das células não é definitivamente uma barreira para a reprogramação."

Considerando que Células-tronco embrionárias podem se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo, os cientistas esperam um dia usá-las para substituir células em órgãos doentes. Mas a utilização dessa células embrionárias em medicina é bastante controversa tendo em vista que envolve a destruição de embriões humanos, ainda que em um estágio muito precoce de desenvolvimento.

Como alternativa os cientistas poderão aplicar esse novo método de usar células normais de adultos e revertê-las a um estado ainda não especializado de desenvolvimento (conhecidas como células-tronco pluripotentes induzidas (iPS))  tornando-as praticamente idênticas às células-tronco embrionárias.

Mas os especialistas estão divididos sobre se essa técnica pode funcionar de forma eficiente em pacientes idosos, uma vez que suas células já estariam mais deterioradas.

Adicionando dois novos ingredientes, conhecidos como fatores de transcrição, para o método de geração de células-tronco adultas, eles foram capazes de superar este obstáculo e "re-inicializar" muitos dos principais indicadores no processo de envelhecimento das células.

O diretor do Instituto de Pesquisa de Célula-tronco e Câncer da UniversidadeMcMaster, no Canadá, Mick Bhatia,disse: "Algumas pessoas relatam que a pessoa mais velha, mais difícil é para gerar iPS, mas outros laboratórios sugerem que isso não importa.”

Embora essa pesquisa ainda tenha muito a evoluir ela representa uma esperança de tratamentos revolucionários num futuro próximo.

Fonte:
http://www.telegraph.co.uk/science/science-news/8861115/Stem-cell-hope-for-elderly-patients.html
Crédito da foto: Alamy

Arroz Transgênico Produz Sangue Humano

Arroz geneticamente modificado foi criado com o objetivo de produzir sangue humano pode ser uma excelente alternativa em susbtituição à doações de sangue.

Pacientes vítimas de hemorragias ou queimaduras graves são alguns dos possíveis beneficiados por essa pesquisa. Os cientistas desenvolveram grãos de arroz que produzem um componente-chave presente em nosso sangue, a Albumina sérica humana.

Os pesquisadores afirmam que essa tecnologia genética irá fornecer uma excelente alternativa às doações de sangue, que tem se mostrado em número insuficiente devido a diminuição do número de doadores. Além disso, sendo isenta de contaminação por doenças como HIV e hepatite, essa alternativa seria também muito mais segura.

Somente no Reino Unido cerca de 1,6 milhões litros de sangue são necessários a cada ano, sendo que apenas quatro por cento da população estaria apta a doar.
O sangue doado é dividido em três componentes básicos - as células vermelhas do sangue,  as plaquetas ( que são usados ​​para ajudar a coagulação do sangue)  e plasma, que é composto principalmente de uma proteína chamada albumina sérica humana, utilizada para suprir pacientes que sofrem grande perda de sangue.

A albumina sérica humana é a proteína mais abundante em nosso sangue, desempenhando funções importantes,  como o transporte de hormônios e minerais pelo corpo todo,absorvendo também toxinas prejudiciais ao fluxo de sangue além de auxiliar a regular a pressão arterial.

O cientista que chefiou esse estudo, o doutor Daichang Yang,da Universidade deWuhan, na China central, disse: "A albumina de soro humano (ASH) é uma importante proteína e sua demanda estimada é de mais de 500 toneladas por ano no mundo. Atualmente a produção comercial desta proteína é baseada em plasma humano coletado, cuja oferta é limitada mas possui grande demanda nos hospitais.


ODr. Yang e seus colegas desenvolveram uma técnica para a inserção de genes humanos no arroz asiático usando bactérias, ransformando dessa forma as plantas em “fábricas biológicas”  ao produzirem  proteínas que são idênticos aos encontrados em seres humanos.

Sua última pesquisa, publicada na revista científica da Proceedings of the National Academy of Sciences, mostrou que eles conseguiram inserir com sucesso oDNA para albumina sérica humana no arroz e a proteína resultante foi química efisicamente idêntica à encontrada no sangue humano.

Ao longo de gerações  eles foram capazes de aumentar a quantidade de albumina sérica humana produzida nos grãos de arroz até que ela chegasse a 10% da proteína solúvel obtida em sementes de arroz.

Passaram-se apenas alguns meses desde que cientistas também chineses anunciaram que tinham geneticamente modificado um rebanho de cerca de 300 vacas para produzirem leite com as mesmas qualidades que o leite materno humano,  provocando preocupação generalizada entre os defensores do bem-estar animal.

O trabalho mais recente de introduzir genes humanos em arroz é provável que provoque resistência à tecnologia GM, ainda em meio a temores sobre a segurança de culturas geneticamente modificadas , além de possivelmente causar protestos contra a combinação de genes humanos com os de outras espécies.

Mas o Dr. Yang disse, que a proteína produzida pelo arroz geneticamente modificado ficou idêntica à albumina sérica humana encontrada naturalmente no sangue. E mais: Testes em ratos mostraram também que não produzem quaisquer reações adversas.

Eles também trataram ratos com cirrose com essa proteína e ela foi eficaz no alívio dos sintomas, a exemplo do que já acontece a proteína obtida naturalmente no sangue humano.

Asolicitação de registro de patente protocolada pelo Dr. Yang e seus colegas revelaram que eles almejam adaptar a técnica para produzir uma ampla variedadede proteínas humanas que podem no futuro ser usadas ​​em tratamentos médicos.

Eles esperam usar também o arroz geneticamente modificado para produzir outras proteínas do sangue humano, como a hemoglobina, que dá ao sangue a conhecida cor vermelha e que é responsável pelo transporte de oxigênio pelo corpo, além de proteínas-chave do sistema imunológico, tais como imunoglobulinas. A mesma equipe trabalha em uma linhagem de arroz geneticamente modificado que produz proteínas que são semelhantes à insulina utilizada no tratamento de diabetes.

SegundoGavin Murphy, consultor em cirurgia cardíaca no Bristol Royal Infirmary e professor sênior da Universidade de Bristol, a pesquisa teria potencial para revolucionar o abastecimento de produtos sanguíneos nos hospitais.

 Murphy, quetem estudado o impacto das transfusões de sangue em pacientes, descreveu seu otimismo: "Isso é algo inovador,  mas até agora eles só têm obtido sucesso em ratos. O teste real será a de mostrar que o produto é seguro em humanos, que essa proteína pode ser purificada e esterilizada de forma eficaz. Com esta abordagem eles serão capazes de cultivar estas plantas e produzir proteínas em grande escala para realmente resolver todos os problemas de abastecimento que enfrentamos atualmente".

Fonte:
http://www.telegraph.co.uk/science/science-news/8871899/Genetically-modified-rice-created-to-produce-human-blood.html

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Google Desenvolve Reconhecimento de Rosto Revolucionário

Google permitirá encontrar o perfil com informações de uma pessoa a partir de uma foto.

A gigante da tecnologia está desenvolvendo uma aplicação reevolucionária para smartphones que permitirá acessar dados como nome, email e telefone de alguém a partir de uma foto tirada por um telefone celular.
(imagem: Mark Milian/CNN)

O programa vai utilizar algumas tecnologias já utilizadas em outros projetos do Google como o mecanismo de busca de imagens Google Images, o Google Goggles (que reconhece lugares a partir de fotos e GPS) e o reconhecimento de face que já existe no Picasa.
Apesar de grande parte da tecnologia já estar à sua disposição, o Google trabalha bastante no desenvolvimento e testes deste novo projeto  especialmente na análise das questões que surgem sobre o direito de privacidade das pessoas.
O diretor de engenharia de reconhecimento de imagens do Google, Hartmut Neven, afirma que os usuários terão que autorizar a utilização da tecnologia para serem reconhecidas.

Veja matéria completa em inglês na CNN abaixo:
http://edition.cnn.com/2011/TECH/mobile/03/31/google.face/index.html?iref=NS1#






Read it at CNN

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ratos Regeneram o Coração Logo Que Nascem


Cientista americanos descobriram que ratos recém nascidos podem regenerar o tecido de seus próprios corações.
Os pesquisadores retiraram um significativo pedaço do coração dos filhotes de ratos um dia após terem nascido e em três semanas os animais recuperaram a parte retirada.
A habilidade de regenerar o coração já havia sido identificada em peixes e anfíbios, mas essa é a primeira vez que esse processo é identificado em mamíferos. Os especialistas afirmam que a compreensão deste processo poderia proporcionar um grande avanço no tratamento do coração humano.

Os pesquisadores da Universidade do Texas removeram cerca de 15% do músculo cardíaco do ápice ventricular esquerdo do coração dos filhotes de rato um dia após o nascimento. Incrivelmente o órgão começou a se regenerar tendo sido restaurado completamente em 21 dias. Em cerca de dois meses o coração já aparentava estar funcionando normalmente.

Entretanto, quando a mesma experiência foi repetido em ratos um pouco mais ‘velhos’, com uma semana de vida, o coração não conseguiu se regenerar. Isso sugere que a capacidade de regeneração nos ratos dura muito pouco tempo após o nascimento.
Acredita-se que as células do coração dos ratos tem um curto período de tempo após o nascimento no qual elas podem continuar a serem replicadas e se regenerarem.
O professor Eric Oson, que participou nessa pesquisa advertiu que não há evidências de que o mesmo mecanismo possa ocorrer em humanos.
Ele declarou que testes posteriores evidenciaram que a regeneração da parte amputada foi possível graças à migração de células pré-existentes no próprio músculo cardíaco e que não há evidências de que as células reparadoras vieram de células tronco.
Muitos anfíbios e peixes (sendo o mais conhecido o peixe-zebra) tem a habilidade de regenerar o músculo do coração mesmo depois de adultos.
O professor Olson acredita que pesquisas futuras poderão mostrar que os seres humanos também possuem esta capacidade, embora no momento não haja nenhuma previsão deste tipo de experimentos envolvendo humanos. Isso porque muitas das funcionalidades identificadas nos corações dos ratos são comparáveis com as do coração do homem.
O grande desafio dos pesquisadores a partir de agora é encontrar uma forma de ‘despertar’ novamente esta capacidade de regeneração nos ratos adultos e quem sabe no futuro conseguir recuperar o coração de pessoas que sofreram ataque cardíaco.
Leia a matéria completa (em inglês) no site da BBC news em:
http://www.bbc.co.uk/news/health-12573922

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Microprocessadores Flexíveis Ficção Vira realidade

Um sonho futurista durante muito tempo é termos roupas computadorizadas, inteligentes talvez, capazes de entre tantas possíveis funcionalidades, mudarem de cor e se ajustarem ao nosso corpo automaticamente.


Essa seria uma das possíveis aplicações dos flexíveis microprocessadores que utilizam semicondutores orgânicos, como os que foram apresentados esta semana na International Solid-State Circuits Conference, evento de eletrônica realizado em São Francisco (EUA) pela empresa IMEC da Bélgica.

O fato dessa tecnologia ser produzida a um custo reduzidíssimo (devendo custar cerca de 1/10 dos já tradicionais processadores de silício) deixa os pesquisadores otimistas em relação a sua popularização no futuro.

Os microprocessadores flexíveis da empresa IMEC possuem um circuito lógico de 8 bits com 4000 transistores e são constituídos por camadas de um substrato plástico, circuitos de ouro, dielétrico orgânico e um semicondutor orgânico.

A novidade foi criada pelos cientistas Paul Heremans e Jan Genoe da IMEC. Usando nanotecnologia avançada e embora ainda executando apenas 6 instruções por segundo, essa nova tecnologia é extremamente promissora e em pouco tempo poderá evoluir e ocupar lugar de destaque na indústria da informática.

Essa invenção nos remete a vários filmes de ficção como as roupas auto ajustáveis utilizadas pelo personagem de Michael J Fox na série De Volta para o Futuro.
Tivemos também o computador flexível utilizado no filme de ficção científica Planeta Vermelho (Red Planet, 2000) onde o personagem interpretado pelo ator Val Kilmer utilizava um computador flexível para se orientar na inóspita paisagem de Marte.

(Planeta Vermelho - Imagem: Warner Bross)
Em maio do ano passado (2010) a Sony apresentou sua tela flexível chamada de OLED display que possui o tamanho de 4.1 polegadas, suporta 16 cores com contraste de 1.000:1 e resolução de 432X240 pixels. Uma evolução das telas flexíveis já existentes, esse ainda protótipo da Sony é ‘enrolável’ conforme pode ser visto no vídeo abaixo.





Juntando essas duas tecnologias e outras em desenvolvimento podemos prever que dispositivos eletrônicos flexíveis deverão num futuro próximo ser algo absolutamente comum.



Via:
http://spectrum.ieee.org/semiconductors/processors/the-plastic-processor

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Artista Implanta Orelha No Braço



   O artista australiano Sterlac de 61 anos resolveu esculpir o próprio corpo e implantou uma orelha no próprio braço. Ele chamou a atenção ao participar da feira de arte Kinetica Art Fair que ocorreu no início de fevereiro em Londres. Nesta terceira edição a Kinetica explora a evolução do corpo humano, cérebro, mente e consciência aliados à tecnologia.
Conhecido mundialmente por suas criações futuristas e excêntricas Sterlac incorpora temas da “maquinização” do homem em suas obras corporais.
Para colocar este projeto em prática ele levou cerca de 12 anos. Havia uma grande dificuldade em encontrar alguém que o patrocinasse bem como achar um medico que se dispusesse a fazer o controverso procedimento cirúrgico. O patrocínio foi conseguido então com o canal Discovery Channel tendo em vista sua série de TV que aborda cirurgias experimentais.

Os médicos, receosos para entrar no polêmico projeto, questionavam se isso era realmente arte mas finalmente cederam. Com a orelha criada no braço Sterlac afirmou “Talvez os médicos é que tenham sido os artistas e o meu corpo a tela.”

A estranha experiência do artista já exigiu duas cirurgias e conforme ele mesmo conta essa orelha não só ouvirá mas também transmitirá informações.

Para construir a orelha extra um excesso de pele foi criado colocando expansores e um implante de silicone no antebraço. Em 2006 um material poroso feito de polietileno na forma de orelha foi colocado então no local. O corpo de Sterlac envolveu a prótese criando tecido e vasos sanguíneos fazendo com que ela fosse integrada a ele permanentemente.
Durante o processo de criação da orelha ocorreram vários problemas entre os quais uma grave necrose que quase lhe custou o braço.

Na segunda cirurgia foi implantado inclusive um microfone que chegou a funcionar captando e transmitindo a voz do médico, mesmo o braço estando ainda sob ataduras. Mas algumas semanas depois ele teve que ser retirado devido a uma séria infecção. No entanto o artista não desiste e pretende daqui algum tempo re-implantar o microfone acoplado a um dispositivo sem fio que permita a conexão com a internet. A idéia do microfone, segundo ele conta, seria para que as pessoas possam remotamente através da internet ouvir o que ele está ouvindo.
Há alguns anos os cientistas implantaram uma orelha num camundongo causando um forte debate mundial sobre os limites para a experiência científica na transformação da natureza (foto abaixo).



O projeto “Ear Arm” (orelha no braço) do artista Sterlac não vai parar por aí. Entre os objetivos do australiano estão substituir o implante inicial de silicone por um lóbulo feito de cartilagem e células tronco dele mesmo fazendo com que essa ‘orelha extra’ seja definitivamente parte de seu corpo.
“Nós podemos agora ser engenheiros de órgãos externos adicionais para (nosso corpo) funcionar no mundo tecnológico que agora habitamos.” Afirmou Sterlac.

Uma outra possibilidade para as modificações que ele poderá fazer em seu corpo em função desse projeto é a idéia da orelha como parte de um sistema de Bluetooth estendido e distribuído – com dispositivos de transmissão e recepção controlados a partir da própria boca.

Ele explica: “Se você me telefonar de seu celular eu poderia falar com você através de minha orelha, mas iria ouvir a sua voz 'dentro' da minha cabeça. Se eu mantenho minha boca fechada eu apenas ouvirei a sua voz. Se alguém está perto de mim e eu abrir minha boca, essa pessoa vai ouvir a voz da vinda da outra pessoa, como se fosse uma presença acústica de um corpo num outro lugar. Assim essa orelha extra seria definitivamente um órgão de internet para o meu corpo”.

Referências:
http://v2.stelarc.org/projects/earonarm/index.html
http://timesofindia.indiatimes.com/Health--Science/Artists-third-ear-to-transmit-sounds-to-web/articleshow/4402231.cms
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-487039/Artist-implants-ear-arm.html

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O que são calorias vazias?


O que são calorias vazias?
A expressão “Calorias Vazias”  tem ganhado popularidade nos últimos anos a medida que vem aumentando a preocupação mundial em relação a má alimentação da população.
Mas o que vem a ser Calorias Vazias?  Como ela afeta de forma tão negativas sua saúde, e o que pode ser feito para evitá-las? 
Continue lendo e vai descobrir que as calorias vazias podem estar ocultas na sua alimentação diária.
 Calorias Vazias = Alto valor calórico e pouco valor nutricional
Calóricos:  Carboidratos, proteínas e gordura (são os chamados  Macro-nutrientes)
Não Calóricos: Todas as vitaminas & minerais, incluindo antioxidantes (são os chamados Micro-nutrientes) assim como as fibras
A expressão  "Calorias vazias"  então se refere a alimentos com alto valor calórico mas com baixo valor nutricional. São os chamados ‘junk foods’ (ou lixo de alimento), eis alguns exemplos:

Batatas Fritas, frango frito, salgadinhos e outros tipos de frituras
Uma porção grande de batatas fritas consumida nos principais fast foods pode conter até 570 kcal além de incríveis 30 g de gordura total e 8 g de gordura trans!
Muita caloria de gordura e pouquíssimos micro-nutrientes. 
Doces e  pipocas
Um saco de pipoca doce contém cerca de 130 kcal, além de aditivos e corantes que não tem nenhum valor nutricional pois praticamente todo esse poder calórico vem do açúcar.
Cerveja, vinho e todas as outras bebidas alcoólicas
Uma lata de cerveja contém cerca de 150 kcal de açúcar que tendem a ser armazenados como gordura no abdômen (gerando aquela indesejada  "barriga de cerveja").
Grãos refinados,  biscoitos,bolachas, arroz e pão branco
Grãos refinados fornecem vitamina B,  e é só isso.
 Como evitar as chamadas Calorias Vazias? 
- Deve-se evitar alimentos fritos. A mudança na forma de preparo dos alimentos tem um impacto importante na nossa saúde. Por exemplo,  batata cozida é muito melhor do que batatas fritas. O frango assado é uma alternativa muito melhor ao frango frito.
- Evite bebidas doces, como refrigerantes ou refrescos
- Experimente optar por grãos integrais em vez de grãos refinados.  Grãos integrais nos fornecem  antioxidantes e fibras benéficas. Por exemplo,  optar por comer  pão integral em vez de pão branco. Optar por comer grãos integrais em vez de comer cereais matinais (sucrilhos) industrializados impregnados de açúcar.
Belisque frutas: Em vez de ficar beliscando biscoitos o dia todo opte por comer mais frutas. Você pode inclusive acrescentar iogurte natural que tenha baixo teor de gordura. Isso lhe dará cálcio e proteína adicionais.



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

NASA procura por vida em outros planetas


Em matéria publicada no jornal The New York Times a Agência Espacial Americana NASA anunciou que vai divulgar na próxima quarta-feira uma lista de 400 estrelas com maior probabilidade de abrigar planetas com condições de ter vida.
As estatísticas provêm do Observatório Kepler do Centro de Pesquisas Ames da NASA na Califórnia. 


Imagem: Kepler - Crédito: NASA

Este observatório vem analisando dados de 156.000 estrelas a cerca de 500 a 3000 anos luz de nós com o objetivo de encontrar planetas possivelmente com vida. Estes planetas estariam dentro da zona chamada “Goldilocks” ("Cachinhos Dourados") que não é muito quente nem muito fria para a existência de água.

A lista das 400 estrelas que podem abrigar planetas semelhantes à Terra será divulgada pelos astrônomos que vem trabalhando sobre dados enviados pelo satélite Kepler, lançado em 2009 e que custou 600 milhões de dólares.

Segundo o líder do projeto, o cientista  William Borucki, o Kepler é mais importante que o próprio telescópio Hubble. Ele seria uma espécie de primeiro passo num processo que deverá levar décadas e que tem o propósito de encontrar vida fora da Terra. 

O projeto, que conta também com a participação da Agência Espacial Européia envolverá naves cada vez mais sofisticadas e caras nesta busca.
Um novo laboratório que custará 2,5 bilhões de dólares chamado Curiosity que partirá para Marte deverá ser o próximo  passo.

Os astrônomos discutem ainda qual deverá ser depois a próxima missão,  se enviarão naves para investigar  a lua Europa de Júpiter, que possuiria um oceano em seu subsolo ; a lua Titã de Saturno, com sua atmosfera de metano ou ainda outra das luas de Saturno, como por exemplo Encélado, que possui gêiseres de água no seu interior.

No momento a humanidade tem que se contentar nessa análise de dados à distância facilitada por esses potentes telescópios pois não teria condições de empreender viagens tão distantes assim.

Levaria por exemplo 300.000 anos para que a Voyager 1, que já se encontra fora do nosso sistema solar, viajando a 39 mil milhas por hora, pudesse transpor os 20 anos luz  (120 trilhões de milhas)  necessários para chegar até Gliese 581, um dos sistemas planetários mais perto de nós.

O que pensar então da distância em que se encontram os planetas investigados pelo observatório Kepler: entre 500 e 3000 anos-luz de distância de nós?

Encontrar vida em outros planetas é muito mais do que um exercício intelectual, afirmam os cientistas. É uma questão que impactaria inclusive nos conceitos religiosos onde o homem é frequentemente colocado como criatura inteligente privilegiada de Deus.

Além disso, os cientistas nos lembram que a humanidade poderá perder um dia o seu lar, o planeta Terra, seja por ação do aquecimento global, alguma catástrofe ambiental, por impacto de um asteróide, ou mesmo pelo inevitável fim da nossa estrela, o Sol.

Antes que isso aconteça, para que o Universo saiba que um dia existiu o homem será preciso que consigamos escapar.

Com um certo senso de humor o Dr. William Borucki concluiu sua entrevista concedida ao The New York Times afirmando:

“O fato de encontrarmos vários planetas como a Terra apenas vai significar que teremos que gastar ainda muito dinheiro para ir até lá e descobrir se eles falam inglês ou francês. Por outro lado, se estivermos sozinhos no universo, talvez iremos conquistar toda a galáxia pois não haverá ninguém lá fora para nos deter.”

Leia a interessante matéria completa (em inglês)  que traz inclusive um histórico da busca por planetas semelhantes à Terra neste link




quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Dentes que acendem são a nova moda no Japão


Agora você pode realmente iluminar o mundo com um sorriso...

Uma nova mania está se espalhando pela juventude no Japão: Dentes iluminados por LED.
Trata-se de um pequeno dispositivo que é colocado à boca como uma espécie de protetor para os dentes que literalmente acende quando você sorri.



Usando um hand-held sem fio (wireless) pode-se até controlar algumas características de funcionamento da engenhoca como fazer a luz nos dentes mudar de cor ou piscar num certo padrão de frequência.
Será que essa moda se espalhará pelo mundo? Bom, algumas tendências odontológicas do passado realmente emplacaram como coberturas de ouro, incrustações de pedras preciosas (como o rubi que o vocalista do Simply Red colocou num dente) entre outras.





Referência:
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1350308/LED-teeth-Now-really-CAN-light-room-smile.html

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Japoneses Encontram Nova Imagens nas Linhas de Nazca no Peru


Dois cientistas da Universidade de Yamagata no Japão relataram ter encontrado dois novos desenhos formados por imensas linhas, os chamados geóglifos, na misteriosa província de Nazca ao Sul do Peru. Os novos geóglifos retratam uma cabeça humana e uma figura animal que os pesquisadores ainda estando tentando identificar, conforme informou a Agência de notícias Estado Andina.

Conforme explicou o pesquisador Yoichi Watanabe, diretor do curso de arqueologia da Universidade de Yamagata, no Japão, o desenho encontrado que representa uma cabeça humana e tem 4,2 metros de comprimento por 3. 1 m de largura. Esse geóglifos por serem considerados muito pequenos não foram identificados anteriormente em pesquisas aéreas sobre a região, afirmou Watanabe. Os cientistas prosseguem trabalhando e pretendem apresentar um relatório com suas conclusões finais ao Ministério de Cultura do Peru.

Próximo ao mesmo local a equipe de investigação, liderada por Masato Sakai, também encontrou cerca de cem outros geóglifos em 2006. As novas figuras foram encontradas bastante próximas das já conhecidas linhas de Nazca, uma das principais atrações turísticas do Peru . A região atrai milhares de turistas que sobrevoam figuras gigantescas formadas por linhas no deserto. As linhas de Nazca representam figuras de animais como macacos, flores, beija-flores e aranhas. Consideradas patrimônio mundial da UNESCO, elas foram possivelmente criadas entre os anos 500 a.c. e 500 d.c. e estão listadas entre os maiores enigmas arqueológicos do mundo.

Entre as figuras mais misteriosas encontradas em Nazca está o desenho de uma aranha que mede cerca de 150 metros de comprimento formado por uma linha contínua. O que impressiona neste desenho é que a aranha representada é da espécie Ricinulei, encontrada apenas em lugares fora do alcance da luz solar na floresta amazônica.

A equipe de pesquisadores japoneses utiliza em suas pesquisas imagens fornecidas pelo satélite para observação terrestre "Daichi,". Lançado em órbita pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, este satellite envia constantemente imagens da terra vista do espaço.

Crédito das imagens: Universidade de Yamagata / Japão

Via: http://www.livinginperu.com/

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cientistas Criam Ratos que Cantam como Passaros


(Foto (Osaka University): Ratos verdes também produzidos por experimentos na Universidade de Osaka)
Cientistas da Universidade de Osaka, no Japão, afirmaram hoje que criaram um rato que é capaz de gorjear como um pássaro. Num incrível experimento de engenharia genética realizado pelo Graduate School of Frontier Biosciences  cujo laboratório é dirigido pelo professor Takeshi Yagi, os pesquisadores alteraram o DNA de camundongos com o objetivo de desencadearem mutações que permitam estudos mais amplos sobre as origens da linguagem humana.
No projeto chamado Mouse Evolved, eles modificaram geneticamente os animais com o objetivo de observar como se dariam as mutações ao longo de várias gerações desses roedores. Para surpresa dos pesquisadores após verificar um a um os ratos através de várias gerações de descendentes eles encontraram um rato que cantava como um pássaro. Tendo nascido ‘por acaso’ dentro do experimento, os cientistas atribuem a bizarro acontecimento a força da própria evolução e acreditam que essas novas características do animal serão passadas para seus descendentes.
Os cientistas se dizem surpresos pois esperavam na verdade modificações nas formas físicas dos ratos. Na verdade elas também ocorreram no experimento pois segundo os pesquisadores alguns ratos nasceram com as pernas bem mais curtas e com uma cauda parecida a do cachorro da raça dachshund.
Para dar sequência ao esse estudo, os pesquisadores japoneses já produziram mais de 100 ratos com a capacidade de cantar .
A expectativa é de que o estudo desses animais alterados geneticamente  permita encontrar indícios sobre a evolução da linguagem humana. Isso porque os cientistas já descobriram que os pássaros combinam elementos sonoros em grupos como se fossem palavras utilizadas na linguagem humana. As músicas que as aves cantam obedecem regras semelhante as que o homem utiliza para se comunicar.
A opção de produzir ratos capazes de emitirem esse mesmo tipo de linguagem se deve a semelhança nas estruturas cerebrais que os mamíferos possuem em comum.
A pesquisa busca avançar também no estudo de como esses ratos que emitem sons novos poderiam afetar outros ratos comuns que estiverem convivendo com eles.
Entre as razões que fazem os ratos emitir os sons como pássaros estão a troca de ambiente ou mesmo se estão próximos de ratas fêmeas ou machos. Ou seja, o assovio dos roedores modificados podem ser algum tipo de manifestação desencadeado por suas experiências corporais.
No mesmo experimento, a equipe já descobriu que ratos normais que cresceram com ratos cantando emitem menos grunhidos característicos dos ratos do que outros que não foram submetidos a mesma convivência. Isso poderia indicar que a comunicação desenvolvida pelos ratos modificados pode propagar-se no mesmo grupo como se fosse uma espécie de nova linguagem própria ou um novo dialeto.
Recentemente a mesma Universidade de Osaka  produziu ratos geneticamente modificados que brilham no escuro a partir de genes de um animal marinho.
A mesma Universidade tem vários outros projetos envolvendo animais modificados e transgênicos.




Referências:




terça-feira, 23 de novembro de 2010

Maconha sintética preocupa americanos


Li a notícia na ABC news,  trata-se da mais nova preocupação das autoridades e pais de famílias nos estados unidos:
A maconha sintética. A substância é resultado de uma combinação de ervas comuns que são borrifadas com agentes químicos que simulam os efeitos da marijuana.
Enquanto a substância se espalha pelo país,  sendo vendida em tabacarias, postos de combustíveis e lojas de conveniência, as autoridades de alguns estados como Kansas, Georgia, Alabama, Tennessee, Missouri, Louisiana, Mississippi, Arkansas, Oregon, Illinois, Michigan e Kentucky além de algumas cidades no Texas já proibiram sua venda.
 A maconha sintética, também conhecida como K2 ou Spice já provocou a internação de vários adolescentes que a fumaram.
 Apesar da embalagem trazer a advertência que a substância é imprópria para o consumo humano, ela desperta a curiosidade dos jovens que a experimentam e com freqüência passam mal indo parar nas emergências dos hospitais.
Como a substância é vendida livremente em 37 estados, já foram relatados  500 casos de reações adversas à marijuana sintética em todo os Estados Unidos.
Para avaliar os riscos da nova substância a ABC News enviou uma amostra de Spice para um laboratório na Pennsylvania. Os resultados das análises mostraram que a droga continha produtos químicos que chegam a ser 5 vezes mais poderosos que a marijuana.
O agente especial de um órgão de combate as drogas nos Estados Unidos, Gary Boggs, compara o uso desta substância como uma roleta russa:
 "Alucinação, aumento do risco de ataque cardíaco entre outros efeitos colaterais podem representar um enorme risco à saúde dos usuários”.
Os pais estão amedrontados devido a facilidade com que a droga é disponibilizada no comércio. A americana Stacy Huberty de Minnesota tomou conhecimento da maconha sintética de uma forma muito dolorosa. Ela recebeu uma ligação de seu filho de 14 anos, Sam, que tinha passado mal e caído no chão do banheiro depois de experimentar a substância. Ela o levou às pressas para o hospital onde ele foi internado.
"Foi extremamente assustador, eu cheguei e toquei o braço dele e o senti frio e molhado. Senti medo de que ele iria morrer"  relembrou ela.
Depois de permanecer 5 horas na emergência do hospital com seu filho, a mãe perguntou para um policial que estava por perto o que ele sabia sobre a maconha sintética e se alguma coisa poderia ser feita para punir quem deu a droga a seu filho adolescente. A resposta do policial foi estarrecedora: "Nada pode ser feito pois a substância não é ilegal.
O adolescente Sam, ainda bastante envergonhado, lembrou que a experiência que quase lhe custou a vida começou quando seu primo lhe perguntou se ele queria viajar um pouco com algo que não era absolutamente legal.
Já o policial Dan Schoen afirmou que "É muito frustrante para nós, porque não há nada que possamos fazer sobre isso. Eles só vão parar de vender quando forem forçados a isso.”
Embora as autoridades se esforcem para alertarem sobre o perigo desta substância, a mensagem parece não conscientizar a totalidade dos jovens, pelo contrário, na Internet a droga desperta um interesse cada vez maior.
Já existem vários vídeos no Youtube onde jovens mostram suas experiências com o K2/Spice. "Maconha legal, aqui está: K2” diz um homem irresponsavelmente num vídeo no Youtube.

Via: ABCNews.com

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

TV 3D Sem Óculos - Inventada pela Toshiba


Novo televisor 3D da Toshiba dispensa o uso de óculos especiais

A principal dificuldade para que os atuais televisores 3D alavanquem suas vendas é sem dúvida a necessidade de utilização de óculos. Esses acessórios, normalmente caros são essenciais para que se possa visualizar imagens tridimensionais nos aparelhos  fabricados pela Samsung, Panasonic, Sony e Toshiba.
Pois a fabricante japonesa Toshiba anunciou recentemente que será a primeira a lançar no mercado uma televisão 3D que dispensa o uso de óculos. O anúncio feito pela companhia informa que sua nova televisão com tela de cristal líquido de alta definição com retro-iluminação LED conta com inovações como uma folha especial no topo da tela aliada a tecnologia de chip celular. Esses dispositivos combinados permitem gerar informações em nove imagens obtidas a partir em tempo real a partir de um único frame.
Previstas para serem vendidas no exclusivamente no Japão a partir de dezembro de 2010 as telas 3D estarão disponíveis em modelos de 20 e 12 polegadas e preços que variam entre 1.440 e 2.880 dólares.
Masaaki Oosumi, presidente da Toshiba Produtos Visuais, durante uma apresentação do produto na feira de eletrônicos de Chiba, no subúrbio de Tóquio afirmou que "As TVs podem converter padrões 2D para imagens em 3D. Uma TV dos sonhos se tornou realidade.É obviamente mais natural assistir TV sem óculos. Isso é um progresso tecnológico natural".

Os jornalistas presentes no evento ficaram muito entusiasmados com a nova tecnologia da Toshiba.
Numa demonstração do modelo de 20 polegadas foi apresentado um close de uma flor e um cardume de peixes azuis e amarelos em imagens nítidas em 3D.
Entretanto, a exemplo de outras TVs  3D ao visualizar a tela de um ângulo lateral, as imagens se distorcem. Segundo o fabricante suas televisões 3D funcionam melhor quando a imagem é vista dentro de uma zona de 40 graus do centro.
Este tem sido um dos principais desafios dos desenvolvedores de tecnologia 3D para televisores: permitir que sejam visualizadas imagens corretamente em 3D mesmo sob diversos diversos ângulos.

Fonte: Revista VEJA e The New York Times


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O fim da miopia e do uso dos óculos?


Cientistas ingleses identificaram um gene que estaria envolvido no desenvolvimento da miopia. Esta descoberta abre caminho para novos tratamentos que previnam o surgimento da doença. A espectativa dos pesquisadores é tão boa que o chefe da equipe,  Dr. Chris Hammond  estima que em cerca de 10 anos a miopia poderia ser curada através de colírios.
"Nós já sabíamos há muitos anos que o fator mais importante para o risco de desenvolver miopia a medida que envelhecemos é o nosso histórico familiar. Se um dos pais ou ainda pior, os dois possuem essa deficiência visual então você tem uma chance consideravelmente maior de também tê-la. Só que até agora, nós não tínhamos identificado nenhum gene responsável por essa suscetibilidade" afirmou o Dr. Hammond em entrevista a BBC News.
A miopia, que faz com que a visão de objetos distantes pareça turva, geralmente começa na infância, e parece estar atingindo cada vez mais pessoas no mundo todo. No Reino Unido ela já afeta cerca de um em cada três adultos.
No estudo que durou cerca de 12 anos e que envolveu cerca de 4 mil gêmeos, pesquisadores do  King College de Londres identificaram o gene RASGRF1 como um dos que que tiveram variações compartilhadas por pessoas com miopia.
Considerando que um outro estudo nos Países Baixos encontrou um segundo gene que também atua na redução da visão,  o Dr Hammond considera que provavelmente existam vários genes responsáveis e que embora o gene identificado não seja ‘O gene da Miopia’, a descoberta certamente é um passo muito importante para a compreensão de como a doença se desenvolve.
A redução da visão na miopia ocorre porque o globo ocular cresce demasiadamente prejudicando a capacidade de concentrar a luz corretamente. Na maioria das crianças, quando o olho atinge o tamanho correto ele pára de crescer, já naqueles que irão desenvolver miopia o globo ocular continua crescendo.
O Dr Hammond acredita que colírios ou comprimidos adminsitrados à criança ou adolescente poderiam bloquear  por vias genéticas esse crescimento, embora tenham que ser feitos rigorosos testes para avaliar possíveis efeitos colaterais de um tratamento desse tipo.
Ele diz que embora a miopia seja geneticamente determinada,  ela é também disparada pela vida moderna. O tempo maior que as crianças tem dedicado a atividades dentro de casa,  e a utilização mais freqüente de computadores por exemplo poderia também estar relacionada ao aumento dos casos de miopia em todo o mundo.
Falta de atividade ao ar livre é um fator de risco assim como o excesso de atividades que envolvem visão a curta distância, tão comuns na sociedade moderna. Já é sabido que o aumento dos casos de miopia está relacionada com o tempo dedicado a educação e que sociedades de nível educacional elevado estão mais expostas ao problema. Sabe-se que, por exemplo, que em Singapura, 80% dos adultos têm miopia, e que esta alta incidência provavelmente esteja relacionada ao sistema de ensino intensivo.
Se vivêssemos numa sociedade que utilizasse basicamente a visão a distância como eram nossos antepassados, talvez a miopia não estaria atingindo números tão alarmantes como os atuais. O tratamento genético poderá reduzir bastante essa incidência já que os fatores da vida moderna são mais difíceis de serem evitados.
O Dr. Hammond contém a euforia daqueles que acham que essa descoberta estaria decretando o fim dos óculos no futuro, até porque ainda há a presbiopia que afeta a visão de curta distância e a qual não há ainda tratamentos cirúrgicos. Ele considera também que não será possível evitar a miopia em todos, levando em conta que há ainda outros genes envolvidos,  mas o que se espera é que essa descoberta represente um impacto importante para a maioria das pessoas.
As alternativas nos últimos anos para as pessoas que sofrem de miopia tem sido as lentes de contato e as cirurgias corretivas por laser.

Fonte: http://www.bbc.co.uk

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Córneas Artificiais e outros avanços da medicina dão esperança aos cegos



Córneas Artificiais já são uma realidade no combate a cegueira


Milhões de pessoas que sofrem de cegueira devido a problemas nas córneas tinham até então o transplante como única alternativa para recuperarem a visão. Mas uma descoberta científica poderá mudar esse quadro em pouco tempo.

Cientistas desenvolveram uma espécie de córnea artificial que é obtida ao ser implantando um pedaço de colágeno no olho, quase como se fosse uma lente de contato.

(Foto:Getty Images)
"Eu acho que isso deve dar uma grande esperança para as pessoas com cegueira," disse Claes h. Dohlman, fundador do serviço do cornea no Massachusetts Eye and Ear Infirmary.

Em um novo estudo publicado no peródico Science Translational Medicine médicos dizem que a córnea artificial estimula as células de córnea natural do olho e nervos para crescerem novamente e restaurarem a visão. Dez pacientes tiveram implantadas as córneas artificiais com muito bons resultados numa experiência realizada na Suécia. Em dois anos, seis dos pacientes tinham melhorado bastante a visão enquanto que dois permaneceram sem mudanças significativas.

"Não parece que há desvantagens nesse tipo de tratamento pois nenhum dos nossos pacientes mostrou sinais de reação," disse o Dr. May do Ottawa Hospital Research Institute. Córneas sintéticas, feitas de colágeno tem menos efeitos colaterais do que o transplante de córnea.


Os especialistas afirmam que a córnea artificial tem potencial para ser melhor do que córneas doadas porque há menos efeitos colaterais.

A córnea artificial representa um importante avanço para ajudar milhões de pessoas em todo o mundo que esperam por doadores. Nos Estados Unidos, um programa de saúde do governo incentiva a doação de córneas o que permite que sejam realizadas 42 mil transplantes por ano. No resto do mundo, a dificuldade de encontrar doadores aliada aos problemas relacionados a rejeição,( que podem exigir uma vida inteira sob medicação), tornam a vida dessas pessoas muito complicada.

A córnea artificial soma-se a outros avanços importantes obtidos nos últimos anos pela medicina no tratamento de pessoas cegas.

Na Itália, pesquisadores desenvolveram uma técnica para reparar córneas danificadas a partir de células tronco retiradas do próprio paciente. As células foram implantadas com sucesso em 78% dos pacientes que receberam acompanhamento por 10 anos após o procedimento.

Recentemente um paciente americano teve um implante de íris de silicone que devolveu o aspecto normal ao seu olho danificado num acidente no esporte.

Um outro paciente, um menino americano que nasceu sem a íris devido a uma doença chamada Aniridia congênita, recuperou a capacidade de enxergar cores em 2008 com um implante de diafragma de silicone em seus olhos. Até a cirurgia ele conseguia enxergar apenas em preto e branco.

Em outra pesquisa recente, cientistas desenvolveram um dispositivo que beneficiará pessoas cegas, particularmente aquelas que sofrem de degeneração macular, a principal causa de cegueira em adultos mais velhos.

Trata-se de uma espécie de telescópio em miniatura que é implantado diretamente no olho dos pacientes.

Via: AbcNews

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Terapia Genética - Novo tratamento para o câncer de pele

Segundo dados preliminares publicados no New England Journal of Medicine, os pacientes de câncer de pele em estado avançado (em metástase por exemplo) poderão contar com um nova e promissor tratamento: a terapia genética.


Enquanto o câncer de pele possui alto índice de cura quando identificado precocemente, existem poucos tratamentos eficientes disponíveis para aqueles pacientes que já tiveram o câncer espalhado pelo corpo (metástase). Isso faz com que a expectativa de sobrevivência para pacientes com melanoma em processo de metástase é de no máximo nove meses.

O novo tratamento tem foco na mutação da proteína BRAF, que se torna hiperativa e cancerígena em mais da metade de todos os melanomas. A nova droga desenvolvida conseguiu reduzir o tamanho de tumores e retardaram o avanço da doença em 81% dos pacientes que tinham tal mutação.

O Dr. Keith Flaherty, diretor do Developmental Therapeutics no Hospital Geral do Câncer em Massachussets, afirma que este tratamento dá esperança aos pacientes que até agora tinham pouca ou nenhum tratamento eficiente.Ele afirmou a ABC News que "Esse tipo de tratamento mira a raiz do que causa o câncer”.

Embora seja muito cedo para dizer qua a eficácia deste tratamento no aumento da expectativa de vida desses pacientes, os médicos estão bastante animados com esse novo tipo de tratamento que poderá salvar a vida de muitas pessoas.

"Esta terapia tem uma resposta excelente nos pacientes, é fenomenal. Eu tenho tratado pacientes com melanoma em estado avançado por 25 anos e esta é uma das mais importantes descobertas que nós já vimos " afirmou a Dra. Lynn Schuchter, professora de medicina no Abramson Cancer Center na Universidade da Pennsylvania que participou da pesquisa administrando a nova droga a seus pacientes.

O tratamento, em forma de cápsulas, tem poucos efeitos colaterais negativos que inclui rash cutâneo e formação de novas lesões não cancerosas.

Schuchter afirmou a ABC News que seus pacientes toleraram bem o tratamento e inclusive declararam que a dor que sentiam foi significantemente reduzida 24 horas após começarem a tomar a nova medicação.

Entretanto, apenas os pacientes que tem a mutação BRAF poderão se beneficiar desta nova terapia sendo que entre estes, a maioria, mas não todos, respondem bem ao tratamento.

Outra questão importante é a tendência que a droga perca a eficiência com o tempo. "É a mesma idéia de quando uma bactéria desenvolve resistência a certos antibióticos, a mesma coisa acontece na terapia do câncer” complementou Schuchter.

O Dr. Flaherty diz que embora os resultados da terapia não sejam permanentes, ela representa um grande avanço e um considerável ganho de tempo para que sejam desenvolvidas novas linhas de terapias que previnam essa resistência.

Considerando a falta de tratamentos eficazes contra o melanoma, e a importância dessa descoberta ele espera que esta droga logo seja aprovada pelo órgão regulador de saúde americano FDA e que esteja disponível para o público já no próximo verão americano.

Referência: ABCNEWS

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cientistas desenvolvem a 'água seca'

Embora aparentemente contraditório, a ‘água seca’ é uma espécie de pó granulado formado por gotículas de água revestidas por uma camada de sílica.
A curiosa substância possui a habilidade de absorver gases tornando-a muito útil em várias aplicações como absorver o dióxido de carbono auxiliando no combate ao aquecimento global. Além disso ela poderá ser usada para armazenar o gás metano expandindo assim o potencial energético do gás natural.
A substância que se parece muito com açúcar poderá também ser utilizada como um catalisador capaz de acelerar reações químicas importantes o que deverá auxiliar na fabricação de medicamentos, alimentos e outros produtos além de representar uma grande economia de energia durante esse processo.
O Dr. Ben Carter da Universidade de Liverpool, Inglaterra, apresentou a pesquisa sobre a água seca em Boston, Estados Unidos na 240ª reunião anual da   Sociedade Química Americana (American Chemical Society). 
Ele mostrou que essa tecnologia poderá ser adaptada criando-se emulsões ‘secas’ que permitiriam  misturar dois líquidos que normalmente não podem ser misturados como óleo e água. Além disso emulsões ‘secas’ seriam ideais para armazenar e transportar líquidos potencialmente perigosos.

A estranha invenção que na verdade é composta 95% por água (digamos molhada) não tardará a ser disponibilizada comercialmente segundo notícia publicada pelo Yahoo que pode ser verificada aqui

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pessoas serão monitoradas pelos olhos em cidade mexicana


Enquanto muitas cidades brasileiras estão instalando câmeras que devem auxiliar muito o controle da criminalidade urbana, uma cidade no México inicia uma nova era no monitoramento da população: Eles estão instalando scanners visuais em locais públicos que poderão identificar a partir da íris dos olhos cerca de 50 pessoas por minuto.
Mas não pense que para isso os cidadãos mexicanos terão que se posicionar em frente a uma câmera, na verdade a tecnologia proporcionada pela empresa Global Rainmakers Inc e que já esta sendo instalada na cidade de Leon no México permite reconhecer a íris dos olhos mesmo enquanto as pessoas estão em movimento.
A ficção científica apresentada no filme Minority Report com Tom Cruise parece já estar se tornando realidade. Os dispositivos que rastrearão a população estão sendo instalados em estações de ônibus ou de metrô.
Scanners de grande porte com capacidade de reconhecer 50 pessoas por minuto em movimento  e  versões mais compactas que captura de 15 a 30 pessoas por minuto  se conectam a um banco de dados que permitirá identificar  cada indivíduo que transite nos locais monitorados.
A expectativa das autoridades que aprovaram o projeto é a redução de crimes e fraudes na cidade.
Jeff Carter, CDO da Global Rainmakers  afirma que se alguém for suspeito de um crime esse sistema servirá de prova para a justiça. Já se a pessoa é reconhecidamente um criminoso procurado ele não terá como ir a uma loja, farmácia, supermercado, sem que seja no futuro rastreado por um equipamento desses. Nos aeroportos onde normalmente o controle é ainda mais rigoroso, será praticamente impossível que esta pessoa consiga embarcar em um avião.
O projeto mexicano já iniciou a registrar num banco de dados as íris de criminosos condenados. Em relação ao cidadão comum sem passagens criminais, está sendo oferecida a possibilidade de escanearem seus olhos “voluntariamente”.
Segundo Carter, num prazo de 10 anos todas as pessoas do mundo deverão estar conectadas ao sistema de rastreamento por íris.
No futuro, seja para entrar em sua casa, seja para abrir o carro, chegar no seu trabalho, conseguir uma prescrição média para comprar remédios na farmácia, ou ter suas últimas consultas médicas checadas, tudo estará disponível por meio de uma única chave, que é a íris. Cada pessoa, lugar e coisa nesse planeta estará conectada nos próximos 10 anos.
Via: GIZMODO

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